domingo, 31 de julho de 2016

Quando se sente que uma tempestade está próxima (aeroporto invadido)

Foi a semana passada, na sexta-feira.
Folheava uma revista e deparo-me com uma fotografia de uma multidão de pessoas em corrida. A imagem ilustrava um texto sobre uma corrida em Lisboa, a Global Energy Bimbo. Vai acontecer a 25 de Setembro e tem a peculiaridade de querer ficar no Guiness Book. É uma corrida que vai decorre no mesmo dia também noutras cidades e países pelo mundo. Achei interessante e fiquei a contemplar a hipótese. Mas aí...

Voltei a olhar para a imagem - gosto sempre de observar as imagens. Desta vez um pensamento bem diferente assolou-me a mente quando bati o olhar novamente na fotografia. Ao ver os corredores, centenas deles, todos coladinhos em corrida, pensei: «mas isto é ideal para um atentado terrorista!». 

Assustei-me com o pensamento e algo em mim ficou a temer este tipo de evento. Imaginem só o que seria, centenas de pessoas bem dispostas, felizes, desafiantes, porém, totalmente encurraladas num carreiro... e bombas posicionadas em lugares estratégicos. Não teriam chances. Seria uma chacina! 

Depois li no cartaz: CORRIDA PELA PAZ.

Esse detalhe só me alarmou.  
Lembrei-me depois do quão indefesas estavam as pessoas naquela Maratona de Boston...


Quase que fiz um post sobre este inesperado pensamento, que do nada me ocorreu, mas depois deixei passar. Uma semana depois, neste sábado dia 30, por volta da hora de almoço, até um pouco antes, detectei uma regularidade de sons de sirenes a passar na rua... Fui espreitar. É raro escutar muito movimento porque há pouco trânsito. Nenhuma das sirenes eram de carros de polícia, o que é mais comum. Uma pertencia a uma ambulância e outra a um carro de Inem... Passaria-se alguma coisa?

Bom, acidentes e mau-estares não escolhem dias da semana... Também podem ocorrer durante um sábado sereno, com temperaturas bem mais amenas que as dos dias anteriores. Tento convencer-me disso e não ser alarmista. 


Por volta das 13h da tarde, alguém menciona que o trânsito perto do aeroporto estava impossível. Algo devia ter acontecido ali. Uma pessoa avança com uma hipótese: Se calhar alguém sentiu-se mal...

Vou eu e digo: «Se calhar apanharam um grupo de estrangeiros terroristas com passaporte falso».

A seguir não ligo a TV, não oiço as notícias, não faço a mínima ideia do que se passa pelo mundo. Acordo domingo bem cedo, antes das galinhas, ligo o computador e no facebook surge o link para uma notícia que pelo título logo imaginei alarmista. Daquelas que dá a entender uma coisa mas é outra. 


Ainda assim, abri para entender se estavam a falar de aves, de um jogo estratégico, de uma campanha de marketing, de um filme ou, como o leitor iria deduzir, de pessoas que factualmente e por alguma razão de grau de gravidade variável, tenham de facto ido para onde não é permitido circular dentro do aeroporto. 

Bom, no momento em que escrevo este post, ainda não sei bem o que aconteceu, nem a gravidade. Não fui ainda ler as notícias. Só espreitei esta, que resume o ocorrido mais ou menos desta forma: "um grupo de 5 homens argelinos fugiu da zona de embarque por uma porta de emergência de volta à pista. Foram detidos. Isto aconteceu à noite e a pista teve de ser encerrada entre as 20-00h e 20-30h".

Na realidade, nada se sabe, esta é daquelas notícias que apresentam factos, sem os explicar, porque só isso foi comunicado aos jornalistas. Notícias que não transmitem grande sensação de alarme (feliz e oportunamente), têm um desfecho tranquilizador e não esquecem de mencionar ao de leve a eficiência das forças policiais. 

No entanto -  e talvez por isso mesmo, fiquei alarmada com o que ficou por dizer. Para já, seja o que for que tenha acontecido, talvez tenha começado bem mais cedo do que a notícia indica.

Será que se tratou de uma manobra de distração? Pretendiam estes homens de nacionalidade argelina proteger algo maior? Ou será que algo que ocorreu bem mais cedo lhes estragou os planos? Será que esperavam encontrar engenhos explosivos na sala de embarque e algo que ocorreu bem mais cedo preveniu esse desfecho?
Não faz sentido algum 5 homens sairem pela saída de emergência... para a pista.  Porque eles não iam a lado nenhum... A notícia não explica porquê, mas menciona que um dos homens foi transportado para o hospital.

Quereriam eles ser detidos para ficarem em solo nacional? Ou perceberam que iam e tentaram fugir? Eram terroristas ou pessoas em fuga?
Ah, teorias da conspiração...


Todos os dias a actividade de um aeroporto está repleta de ameaças. Nós, povinho, não temos noção disso. Temos de ser mantidos um pouco na ignorância. E para dizer a verdade, se não fosse assim, provavelmente andariamos em estado de guerra, cheios de receios, medos, a querer andar armados, a bater em todos e a olhar para cada estrangeiro com ar desconfiado...

Seriamos a América!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Expliquem-me esta antiga curiosidade


Este é um enigma que me atormenta faz anos.
Por favor expliquem-me, para que possa entender, como é que existem pessoas capazes de fumar um cigarro na rua quando está uma temperatura de +30º?? 


Logo cedo pelas 8.30 da manhã, o sol queimava que parecia uma fornalha. A sério... E mesmo assim vejo tantas pessoas a puxarem de um cigarro enquanto torram ao sol! Fico a pensar se isso é uma espécie de necessidade que lhes nasce com o calor. Uma espécie de barómetro interno: como o calor por fora está de queimar, introduzem uma fornalha ardente para dentro dos pulmões, para o núcleo ficar tão quente quanto o exterior, atenuando-se assim as diferenças. É isso?

Compreendo quem tenha apetência por gelados ou água fresca... Mas pasmo com isto. Ainda mais quando se põem a acender o cigarro ainda dentro do elevador. Não podem esperar três segundos até terem os pés fora do prédio? E lá tive eu de respirar o ar tóxico do fumo deixado no cubículo, quase a vomitar do mau-estar que já sentia, previamente intensificado pelas sacudidas dos transportes públicos e da força do calor.  



Hoje aproveitei que tinha a manhã livre, decidi enfrentar as temperaturas "perigosas" e fui espreitar o último dia da presença dos Tall Ships em Lisboa. Afinal, dia da semana... menos gente. Mas acho que não valeu a pena e não gostei do que encontrei. Aquilo era para inglês ver.

domingo, 24 de julho de 2016

O racismo negro na América


Talvez já se devesse ter percebido antes. Quando as cotas raciais começaram a ser exigidas. Ou mesmo muito, muito antes, quando gangsters tornaram-se rappers e ganharam a idolatração de centenas de pessoas, mais por serem negros a atingir o estrelato do que por outra coisa. O longo registo criminal, os homicídios nas costas... tudo isso relevado diante da música e, principalmente, da cor da pele.


A América está cada vez mais racista. As tenções raciais crescem por lá. Mas quem é o grupo racista? Atualmente é a polícia o foco destes grupos. Mas se formos a ver, não foi sempre? Já nos era mostrado em filmes da década de 70 e 80... Os policias eram o povo mais mal visto em bairros cheios de criminalidade. Quando chamados para investigar homicídios, eram vistos como os "porcos" e recebidos com frases como "não falo com porcos". Ninguém sabia nada, não viram nada, não conheciam ninguém... A polícia sempre teve o seu trabalho bastante dificultado.


Policial morta no decorrer da função, abalroada por condutor bêbado

Depois nos bairros de alta concentração da comunidade negra, os polícias, na maioria brancos naquela altura, ainda que alguns branco-hispânicos, tinham ainda menos chances de conseguir alguma coisa que os auxiliasse a impor a lei. A "lei" nos bairros era algo interno, de bandido para bandido. Eles faziam as próprias leis e não queriam ter nada a ver com a lei "do homem branco". Mas a lei não era do "homem branco", e sim a lei do país que devia ser aplicada a todos, sem excepção. Nesses bairros podiam matar-se uns aos outros, mas jamais colaborar com os «porcos» dos policiais. As décadas foram passando, ao poder político chegaram homens negros, à polícia também, mas pouco ou nada mudou. 


O que não gostam de admitir, estes grupos negros que saem às ruas a acusar o mundo de os fazer de vítimas, é que estes sempre maltrataram os seus próprios elementos conforme a tonalidade da pele. Não mencionam que qualquer negro que vá para a academia de polícia é apelidado de "Tio Tom", uma expressão perjurativa que visa atacá-lo como alguém que está do lado dos "brancos racistas". 


Sabiam, por exemplo, que Whitney Houston, na década de 90, quando ganhou um grande prémio de carreira e foi agraciada, quando subiu ao palco para discursar foi vaiada e teve de escutar os seus pares a apelidá-la de Whiteney? (Branquinha Houston)? A sua música foi violentamente criticada pela comunidade negra, que acusou a artista de fazer "música de brancos". Pode uma coisa destas?? Idolatrar rappers negros com longos cadastros criminais onde inclui violência extrema e assassinatos, mas recusarem-se a idolatrar uma mulher, por dois motivos: por ser mulher e por fazer música que não é exclusiva de "negro". Mas é o que mais acontece, pelo menos por lá, na américa. Os negros formam uma comunidade muito racista, eu diria que, muito ignorante, que quer ver os seus a ter sucesso, mas quer ditar a forma como estes chegam lá. E, se não gostarem, boicotam e atacam. Chamando-lhes nomes feios. 

Whitney Houston teve, de seguida, de mudar o reportório e dizem até que depois desse episódio rapidamente arranjou um namorado negro, mais para apaziguar a sua imagem pública, atacada que estava a ser pela comunidade negra. Deus a livre se tivesse arrumado um namorado clarinho... então teria sido a sua desgraça! Sim, porque isso só fica bem na ficcção, em filmes como O Guarda-Costas... Assim, juntou-se ao que veio a tornar-se o seu marido, um indivíduo com um carácter duvidoso e penso que, algumas passagens pelo mundo do crime e ódio pela polícia. E assim viveram infelizes para sempre... juntando-se-lhes as drogas, autodestruiram-se e nem a filha do casal se safou. Também ela veio a falecer em circunstâncias estranhas enquanto se relacionava com um rapaz também de carácter duvidoso. Depois de casada, Whitney adoptou ideias do marido, passou a dizer que a "imprensa branca" andava a caçar o seu casamento... Depois da sua morte, uma rádio local mencionou que ela era uma drogada, o que indignou a comunidade negra, que acusou a rádio de racismo, por perpetuar o esteriotipo de que "todos os negros são viciados em drogas". Mais um lol, anyone?

WC da casa de Whitney Huston, 2006

Bom, mas biografia à parte, uma coisa que estes grupos também não gostam de abordar quando berram que a polícia racista os anda a matar, é que a força policial está cheia de políciais que também são negros. E o que pensam estes de todo o assunto? Pois um deles falou aqui o que pensa. Desabafou. O link é em inglês para quem quiser ler. Além de ser chamado de Tio Tom assim que vestiu a farda azul e branca, o homem também passou a ser ignorado e maltratado pela sua opção de profissão. Cuspido em cima por ser negro e ser polícia. Enfim... nada mudou na américa. 

Uma américa que, aqueles que saem às ruas para gritar racismo, são racistas. Uma américa em que, aqueles que protestam contra algo, se tornaram no algo contra o qual protestam. Um país em que cada qual grita pelos seus direitos, e acaba não respeitando nenhum. Querem direitos, esquecem-se dos seus deveres. Terá esta américa salvação? As eleições presidenciais aproximam-se e... sinceramente, não vejo um único candidato capaz de lidar com o poço sem fundo que a américa se tornou em termos de conflitos sociais. 


sábado, 23 de julho de 2016

Um artigo diferente sobre guerra e fome


A guerra e a fome. Quem já refletiu sobre o assunto? Quem sabe que, na Rússia, eram cometidos atos de canibalismo, mesmo entre familiares, tamanha era a fome? Começavam pelos velhos e criancinhas... Quem sabe que no Japão come-se até hoje todos aqueles animalzinhos repugnantes - os rastejantes, como baratas, grilos, minhocas, porque tudo ficou devastado e ninguém encontrava nada para comer?

Faz poucas gerações, mas tanto esvanece... Em França, um bloqueio dos prussianos colocou Paris em fome. A solução eventualmente passou por comer.... ratos. Vendidos em lojas. Até animais de Zoo serviram para alimentar o povo. E receitas hoje estranhas foram executadas com elefantes...

Ler sobre aqui.

Montra da loja ParisienseAurouze, em Les Halles.
Com mais de um século de existência,
vende produtos para eliminar animais parasitas.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Summer blues - a fragilidade das evidências

Abri a boca em espanto. Uma onda de tristeza invadiu-me os sentidos. "Estou mesmo a ver aquilo que penso que estou a ver???"

Folhas de árvore, espalhadas pela avenida, a esvoaçar com o vento.
"Nãaaaoo!!" - grito por dentro.


Tenho estado a negá-lo embora a sensação de tristeza já cá morasse. Os dias já não são tão longos. 

Diariamente, por volta das 19.30h, venho a notar uma claridade reduzida. "Ohhh, como é que pode?? Os dias já estão a ficar mais curtos e ainda nem sequer chegamos a Agosto!" - penso interiormente.

A claridade não é tão radiosa e recusa-se a invadir os meus domínios com todo o seu esplendor. Senti saudade de poder constatar: "Já viste? São 21.30h e há tanta luz do sol dentro de casa!". "No Inverno, ao início da tarde, pelas 16h, já se teria de acender os candeeiros por estar escuro. Olha só agora! Gosto mais dos dias assim".

Embora o calendário indique que o Outono chega daqui a precisamente 60 dias, ténues sinais para estes «bigodes de gato» já se dão a conhecer. E como este ano a Primavera chegou, tal como o Verão, acompanhada dos seus dias cinzentos e chuvosos, a simples perspectiva destes já estarem de regresso deixa-me com os "blues".


Quem diria... Eu, que nunca lamentei os dias frios de Inverno e sempre apreciei a chegada de cada estação, honrada por ver uma chegar e partir, com a cadência de quem marca a vida. Não partilhava com as outras pessoas o mau estar com o frio mesmo quando este congelava-me os dedos das mãos, nem me zangava com o forte vento, que dificultava-me o caminhar. Mas isso mudou. E a bem da verdade, não foi hoje. Já faz algum tempo que estes blues dos dias curtos são antecipados com uma certa agonia espiritual.

Porquê? Tenho as minhas teorias. Mas partilho apenas uma. Cresci e envelheci. Um corpo jovem e saudável aprecia o vento a bater-lhe forte, não se constipa com facilidade, pode até ficar à chuva e fazer muitas outras ousadias. Quase nada lhe traz sequer uma tosse. Tudo muda quando já não se está a crescer. Quando se fica doente e a recuperação acontece mas deixa sequelas... Agora uma brisa pode trazer de imediato a tosse. A fragilidade faz-nos apreciar temperaturas amenas, dias solarengos... Seja esta fragilidade física, mental ou espiritual.



quinta-feira, 21 de julho de 2016


Sobre o assunto abordado neste post aqui, o resultado foi este

Podia ter sido salvo...
A negligência foi clara.


Vida imaginada: melão


Este verão está a saber-me tão bem comer melão que até acho que vou sofrer quando a época acabar. E por isso gostava, num belo dia de inverno, poder ter este diálogo:

-"Estou com vontade de comer melão!"
-"Nesta altura é difícil e se encontrares à venda não presta".
-"Só gosto de fruta de época".
-"Prepara-te. Daqui a 10 minutos vamos para o aeroporto rumo ao Japão. Para comer o melhor melão do mundo!"

E lá iamos...
(De preferência em jato privado porque, por maior que fosse um desejo, encarar os procedimentos nos aeroportos é uma experiência desgastante ehehe

Melão Yubari. Preço médio: entre 20 a 50€.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Depois do post anterior, uma outra perspectiva (em livestream)


Faltou-me sublinhar que, por mais revolta que sinta por ver a polícia a ser "caçada" acusada de andar a matar negros, fico muito perturbada com os dois vídeos dos homens mortos pela polícia em Baton Rouge e em Falcon Heights, Minesota. O que mais me incomoda no caso de Alton Sterling é que, sim, o homem agiu mal, deu luta a três polícias. Mas incomoda-me que tenham sido TRÊS polícias!! E a nenhum bastou a força, tiveram de recorrer a uma arma. É verdade que o homem, mesmo no chão, parece conseguir soltar-se mas... que raio de treino é o deles? 

Não achei necessário, ao contrário. Se fosse cá quero acreditar que o comportamento policial seria outro, uma abordagem pacífica e educada e que a arma é o último recurso. Embora saiba que a força de um indivíduo possa derrotar três ou quatro, ainda assim três homens treinados contra um provavelmente também experiente, parece-me uma enorme vantagem.

No caso de Philando Castile, não se vê o homem antes e depois do tiro. Mas o que me perturba bastante é escutar os seus últimos gemidos. Mais agora que vi o vídeo com audio melhorado. Ver um homem ferido sem ninguém para o acudir é também muito perturbador. Esperaria que o polícia agisse, mas aí a namorada podia estar armada e matá-lo, entendo por aí. Mas não gosto. Mais uma vez algo está errado no treino de um polícia ou de qualquer cidadão que cumpre deveres com a sociedade, quando alguém precisa de auxílio rápido e não o tem. E o que é isso de disparar 4 tiros seguidos? São treinados para matar mesmo. Caso o suspeito armado reaja depois de receber a primeira bala, pelo sim pelo não, leva com mais três?

Vale a pena espreitar o vídeo até o fim. 
Existe um surpreendente pequeno grande consolo que enche qualquer coração de optimismo.

Comecei a pensar se a não-namorada e a sua frieza não foram somente um recurso que usou naquele instante. Porém, acho até imperdoável que não dirigisse palavras de conforto ao moribundo e já o desse como morto, estando ele a ouvir isso! Fica a dúvida. Deixo aqui um vídeo mais completo, se alguém tiver estômago para espreitar outra vez. Eu fui ver para tentar descobrir se existia forma de confirmar que ele tinha, no colo, uma arma. Existe sim, algo negro mas indescritível no colo, junto às mãos. Mas se ele foi apanhar a carteira, como alegadamente fez, então pode ter sido isso. 


Uma coisa é certa: não acredito que a policia ande a "caçar negros", porque afinal a percentagem de brancos, hispânicos ou asiáticos mortos em circunstâncias duvidosas pela polícia também é elevada, só não é mediatizada). Mas parece-me que a força policial Americana é treinada para reagir com muita força bruta, muito depressa. O seu treino "mata primeiro, pergunta depois" não é o melhor mas também me pergunto se alguma vez poderá vir a ser, visto que se trata dos EUA - um país tão violento, onde se mata porque sim. Um país que adora o porte de arma, onde todos com que a polícia se cruza provavelmente andam armados, o país onde mais pessoas são assassinadas com as suas próprias armas às mãos de terceiros. Este é um país em constante medo. Medo e receio das armas que eles próprios compram para "protecção" e das quais não querem abdicar. Uma arma não é uma vida - mas tentem lá meter isto naquelas cabecinhas americanas! E se a polícia tem de lidar com uma população armada, naturalmente que não vai pensar duas vezes em "dialogar" com um suspeito que esticou o braço para fora do alcance da vista do policial após este dizer-lhe para não se mexer.

Espero que estas mortes violentas e duvidosas acabem de vez.


PS: Retirei daqui uma noção importante: tenho de descobrir como se faz livestream! Pode vir a ser muito útil num caso de aflição.

A violência racial nos EUA - as forças policiais como vilãs

Vinha dizer muita coisa sobre este assunto que me incomoda bastante. Mas vou tentar ser sucinta. 

Cada vez que um cidadão negro é morto pela polícia no decorrer de uma acção policial, o povo americano sai às ruas e grita: racismo! Assassinos! Os media divulgam bem estas imagens, principalmente quando as mesmas suscitam dúvidas, as celebridades saem à rua a dizer frases "Stop killing US/Párem de nos matar" (pergunto-me quem é "nós".) e o rastilho é assim tão facilmente reacendido: o da tensão racial.

O problema disto tudo é que muita vez pode-se estar a cometer uma tremenda de uma injustiça para com a polícia, que tem um dever a cumprir: perseguir criminosos. Se estes são negros, brancos, hispânicos, asiáticos... tenho cá para mim que pouca diferença lhes faz. Todo o criminoso armado é perigoso. E se sentem que têm de abrir fogo por a situação escalar para "a minha vida ou a tua", decerto que não vão hesitar apontar uma arma a ninguém, seja este branco, hispânico, asiático ou negro! Que certos grupos pretendam centrarem-se somente na questão negra é, no meu entender, tendenciosamente perigoso. Isso diz-me que existem pessoas com interesse em colocar dúvidas na cabeça do povo, manipular as massas e lá meter racismo. Desculpem-me, mas não simpatizo com gente oportunista, manipuladora e racista. Que usa uma «ferida» social para tirar proveito. 

Então, porque o fazem?
Porque é que alguns que fazem parte de histórias que envolvam a polícia e a fatalidade de um criminoso/suspeito, focam-se em vitimar ao máximo o morto, insistem em descrevê-lo como uma pessoa maravilhosa, calma, trabalhadora, não fazia mal a ninguém e era um excelente pai para os seus filhos (convém sempre referir que uma pessoa deixa filhos porque isso comove muito o povo).

Desculpem-me, mas fazem-no por oportunismo.
Estão a pensar que aquilo pode render-lhes uma enorme quantia de dinheiro.
Já estão a pensar em processos, em compensações monetárias... 

Como todo o criminoso experiente ou dependente de drogas, só conseguem ter a cabeça constantemente a matutar esquemas para obter dinheiro de forma rápida e sem esforço. Daí a pegar num telemóvel e começar a narrar, com muita calma e a filmar o namorado a esvair-se em sangue sem nunca sequer esboçar palavras de conforto para o moribundo.... é rapidinho.

Lavish Reynolds que filmou os últimos suspiros do alegado namorado no dia 6 de Julho, no dia 7 já tinha activado uma conta para receber donativos monetários. Tem 58.160 dólares mas o seu objectivo é atingir os 75.000. Será que vai ficar por aí se a fonte continuar a querer jorrar? Entretanto a mãe do rapaz morto acusa-a de oportunismo, diz que está a mentir sobre a sua ligação afetiva com o filho Philando Castile(até agora não foram divulgadas ou encontradas fotos dos dois juntos como casal e diante do seu comportamento no vídeo tendo a concordar que não estava emocionalmente ligada ao rapaz). A mãe pede às pessoas para enviarem o dinheiro para a conta da irmã do falecido, que não deixa conhecida descendência. O irmão de Lavish "Diamond" Reynolds respondeu ao twitter da matriarca dizendo que se existe dinheiro, devem tudo à coragem de Lavish e apela que continuem a doar à sua irmã e sobrinha. Como se só pudesse ser uma ou outra!! Neste instante, estão ambas a «duelar» por dinheiro depositado no calor da indignação, numa conta aberta em menos de 24h do falecimento e com o corpo ainda na morgue. Que luto, hei?? Lavish foi rápida a publicar o vídeo, a fazer depoimentos para as TVs e rápida também a abrir uma conta. Tudo isto sem antes existir uma meticulosa investigação do sucedido.  Nisto, o policial que disparou os tiros fatais pode ter a vida estragada porque já foi condenado em praça pública antes mesmo de se fazerem averiguações. Tudo graças às convenientes explicações deixadas por Lavish na gravação, que muitos já vieram avançar serem falsas: além dela não ser noiva ou mesmo namorada de Castile, este também não tinha licença para porte de arma, arma essa que alegadamente terá agarrado segundos antes de receber os tiros.  A ser verdade... a verdade não é rentável, não dá 75.000 dólares, não traz fama e pode levar à prisão. O motivo pelo qual foram mandados parar ainda não foi totalmente esclarecido mas de acordo com alguns sites, existia uma correspondência com um suspeito de um assalto e os cigarros roubados terão sido encontrados no veículo. 


O problema é que estes vídeos tornam-se virais, o povo julga primeiro e fica de mentalidade fechada para conhecer os factos, que geralmente são divulgados depois de algumas investigações. O povo escuta as palavras insufladas de um grupo organizado, que tem como único objectivo destabilizar e gerar o caos. Engole o que lhes é dito, contenta-se com essa versão, fecha-se a outras e deixa-se manipular. A mim custa-me a acreditar, já o disse, que a polícia seja o que apregoam. Não que seja ingénua e não acredite na existência de maus e abusivos policiais. Muito pelo contrário. Acredito e muito. Mas é nos próprios policiais em que temos de depositar a nossa confiança para que investiguem e apanhem esses casos. E olhem que acontece mais vezes do que se julga. Porque até eles não gostam de descobrir que um «deles» está a desonrar o uniforme e levam isso a sério. 


De domingo para segunda voltaram a disparar tiros contra policiais que se deslocavam numa autoestrada, numa alegada emboscada. Aconteceu em Baton Rouge, localidade onde semanas antes a polícia havia morto um cidadão negro, supostamente por ter resistido à detenção e recusado identificar-se. O video tornou-se viral. Foi também avançado que o homem tinha uma arma no bolso das calças, que tentou agarrar, mesmo quando imobilizado no chão. Testemunhas no local confirmaram-no, pelo que sugerir que a arma foi plantada pelos policiais tem assim poucas chances de vingar.


Antes destes disparos às forças policiais no dia 17, a polícia tinha apanhado 3 adolescentes por roubo de armas de fogo. Os três disseram que roubaram as armas porque planeavam matar polícias.

É este tipo de pessoas que todo o mediatismo sensacionalista está a gerar! Ora bolas. A polícia já tem tanto crime para combater, tanto criminoso para apanhar, cada vez mais a lei protege tanto os criminosos e agora tem ainda de se preocupar com o povo ignorante e facilmente manipulável que se arma em milícia para os matar?? Mas estas pessoas não PENSAM nos actos que pretendem cometer? Não sabem o que é ser um assassino? 

E depois temos os media e algumas poucas figuras mediáticas sem grande juízo que dizem coisas destas:
TODOS temos força para transformar
a nossa raiva e frustração em acção. 
Neste contexto de tensão racial, apelar à "acção" é ou não é um incentivo ao crime?
O que é que um bando de revoltados pouco inteligentes, "alimentados" com preconceitos, vai concluir ao ler este incentivo à vingança pelas próprias mãos? Se matarem pensam que lhes vai acontecer o quê? Vão ser acolhidos como heróis na mansão da Beyoncé?? Mas vieram de que buraco??

Sinceramente não sei onde a américa vai parar.
Mas pode não ser nada bonito.
E entristece-me muito.
A ignorância, os factos parciais, distorcidos, a imprensa omissa, conivente... o fogo para os olhos de todos... É tudo repugnante.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

A Tracy e a todos nós


Por vezes espreito aqui as estatísticas do blogue.
Então não é que tenho como origem de tráfego outros blogues, alguns que visitei faz muito tempo? Os que visitei recentemente, um já tem o acesso restrito só a leitores convidados, puf! E depois tenho aquele  - o persistente. Aquele que está sempre lá, por vezes até como a fonte de entrada com mais acessos. O curioso é que não vejo quem possa cá vir tanta vez a partir dali. Nem porque motivo. O dono não deixa comentários, pelo que se for um visitante, então que raio de visitante obcecado é esse, que surge só para bisbilhotar, não para interagir?

Mas o que quero realçar são as entradas por antigos blogues nunca mais visitados. Reconheci-os pelos nomes, lembrei-me que já os havia visitado algures no tempo e fui espreitá-los. Infelizmente, ambos já estão inactivos há bastante tempo. Quase desde o tempo em que lá fui pela última vez comentar. Então assim sendo, como podem estes ser uma "fonte de entrada"?

Um deles em particular deixou-me a achar «coisas». A autora relatava, por meias-palavras e todas optimistas, a sua «luta» com uma doença «séria». E depois, subitamente, «desaparece» da blogosfera.

E é então que sentes uma impressão estranha, uma espécie de «empurrão» de receio solene...
Será que o motivo pelo qual deixou de continuar o blogue é o facto de não mais cá estar para o fazer? Então e aquele optimismo todo? As boas notícias do médico? Como pode? - pensa-se.

as mais recentes palavras de busca que cá trouxeram pessoas

Há uns tempos tive para cá vir fazer um post mais profundo do que este, sobre este mesmo tema. No facebook tenho aquelas amigas estrangeiras, das quais já falei aqui. São, basicamente, pessoas que não conheço em carne e osso mas com as quais interagi devido a um jogo. A Tracy, é uma delas. Uma vez escreveu no mural (num daqueles desabafos que falei aqui achar emotivos) que "desejava ter para onde ir, um lugar só dela". Tudo porque a filha e o genro implicavam com as horas que ela passava ao computador. Disse ela que a única alegria e distracção que tinha dos seus problemas era estar ali a jogar e interagir com as pessoas. E não poucas vezes deixava escrito: "Going for a break. But I will be back". (Vou fazer uma pausa, mas volto logo). Pausas que fazia, algo forçada, porque outra pessoa queria usar o computador.

A Tracy estava a travar «aquela» luta com «aquela» doença. Uma vez contou-me, numa mensagem privada em que me agradecia um gesto relacionado ao jogo, que esquecia os seus problemas quando jogava. Tinha andado a sentir-se muito em baixo, mas que já se sentia melhor. E quando ela entrou por esse assunto eu senti um silêncio solene. O que ela escreveu bateu» mais intensamente e senti que ela estava a disfarçar um receio com um falso optimismo. Na realidade, senti que a transição estava próxima.  

Noutra ocasião mais tarde, ela deixou uma mensagem bem optimista no mural. Estava a sentir-se bem e planeava voltar mais vezes.


Foi a sua última mensagem. Mas só o fui confirmar faz pouco tempo. Não o quis fazer antes. Percebi que não fez mais publicações do jogo, mas como ela tinha períodos de alguma duração sem lá ir, talvez aquele fosse mais um.... Mas não. Aquela mensagem optimista que garantia que voltava, foi, como pressenti, as «melhoras antes da morte». 



Tracy podia ter falecido. Mas, por alguma razão, por uma espécie de necessidade, não quis ir certificar-me se a ausência era real e permanente ou apenas perceptiva e temporária. Fui deixando o tempo passar. E um belo dia, como quem deixa passar um luto, decidi ir visitar o mural da Tracy. Foi então que confirmei o seu falecimento.


No acto descobri outras coisas, todas elas de uma energia que tomei como positiva.


A primeira é que, ninguém lhe apagou a conta de facebook. As publicações continuaram com alguma regularidade desde novembro, quando faleceu, até hoje. Uma pessoa escreveu: "amiga, porque nunca mais deste notícias?" Mas tirando essa, as pessoas até que prestam uma sincera homenagem. Enterneceu-me em particular, ver que, naquela que seria a data do seu aniversário de nascimento, as pessoas foram lá deixar os seus parabéns e eternas saudades. 

Para quem se sentia sozinha, abandonada, por vezes incompreendida, até que tinha amizades que se fizeram sentir a título póstumo.

Como acredito que a morte traz à pessoa uma transição para outra «dimensão» não carnal, onde tudo passa a ser sentido com uma percepção diferente e muito do que nos martiriza aqui não tem mais qualquer importância, acredito na serenidade e felicidade póstuma. Julgo por isso possível que, em certas ocasiões e de alguma forma, onde quer que a pessoa esteja, lhe é possível sentir o afecto que lhe dedicam quando já não está de corpo presente.

E pronto. É isto.
A partida das pessoas que conhecemos pelo mundo virtual...
Também é sentida. 
Saibam disto.



sábado, 16 de julho de 2016

Oportunismo Fedorento em Nice


Encontrei artigos sobre o que aconteceu em Nice através deste link. E fiquei impressionada como, pela manhã da tragédia, já tinham montado toda uma rede de angariação de fundos (dinheiro) para auxiliar a família das vítimas. 

Doações à cruz vermelha francesa, doações para a família de Sean Copeland, um americano que morreu com o filho, donativos em particular para os "americanos mortos em Nice". 

E não gostei. 
Achei muito estranho e oportunista.

Uma coisa é pedir donativos para auxiliar as vítimas de um terremoto ou outra catástrofe natural que devaste toda uma região. Nessas ocasiões há carência de tudo, desde medicamentos para prestar primeiros-socorros, a água e alimentos. Uma intervenção rápida pode fazer a diferença entre a vida e morte de alguém. 

Mas outra coisa totalmente diferente - me desculpem se penso errado - é pedir auxílio monetário para os sobreviventes dos que morreram atropelados por um camião.

Imagem da costa de Nice
O dinheiro visa o quê? 
Pagar os enterros?
Compensar os próximos salários daqueles que vão deixar de contribuir financeiramente para as despesas familiares?

Mas então e todos aqueles que morrem subitamente, ou em acidentes em viagem? Também morrem não por vontade própria, mas por uma fatalidade alheia às suas ações. Se por esses apenas amigos e familiares podem juntar-se em auxílio, porquê um americano que estava naquela rua em Nice precisa de um tratamento diferente?

Está certo que é uma catástrofe com repercussões mundiais - devido à suposta ligação com um acto terrorista. Mas o que faz a morte de um e de outro tão distintas? 

Não é que não me compadeça e não imagine que vá fazer falta. Mas creio que as circunstâncias se comparam mais a uma fatalidade acidental. E depois tem o facto disto não ter acontecido num país de terceiro mundo, com poucos recursos e muitas carências. Foi em Nice, o supra-sumo francês, equivalente ao que a Madeira ou o Algarve juntos são para Portugal, mas ainda melhor. A riviera francesa é conhecida por ser povoada de milionários, Nice é o local onde Tina Turner há muito fixou residência e onde o ano passado o Rei saudita mais os seus 1000 convidados fizeram uma temporada balnear de 3 semanas, reservando exclusivamente para a sua comitiva várias praias, que ficaram fechadas à frequência alheia.


Penso eu que, numa uma tragédia como esta  recai ao governo - e às entidades locais, a responsabilidade de proceder às respectivas acções necessárias. Deve existir um fundo de emergência para catástrofes. Não caberá ao governo frances pagar, ao menos, a extradição dos corpos das vítimas não-francesas? Não será, certamente, as famílias a ter de arcar com a despesa... Mas se for, no que isso diferencia todos aqueles que tiveram entes queridos que faleceram em viagem fora da sua terra Natal?

Só quero realçar que estes momentos, infelizmente, são um chamariz para muitos oportunistas. Que usam vários recursos aparentemente inócuos. Mas não é bem assim! (exemplos 12 e 3)

Não acredito em metade destas supostas "doações para ajudar a família das vítimas".


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Meia haste por Nice


Ainda sinto como se tivesse uma coisa atravessada na garganta quando leio mais notícias sobre o que aconteceu em Nice a noite passada. Afinal, os franceses até se «mexeram» rapidamente. A cruz vermelha diz que apareceu no local quase de imediato e montou duas unidades de auxílio, a polícia logo que descobriu a identidade do assassino foi ao seu apartamento e resgatou os familiares ali presentes que "se recusaram a identificar-se". Algumas pessoas tentaram parar o camião. Morrendo no acto. O condutor estava armado e a disparar. Enfim... muita coisa, muito rápido. Vale a pena ler aqui.

E pergunto-me que capacidade de resposta teríamos nós se precisássemos.  



Lembram-se do flagelo dos incêndios de verão?


As recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, dos Bombeiros, da GNR e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para a prevenção dos incêndios florestais são sempre as mesmas: cuidar do terreno, não juntar lixo, cortar o mato....

Recordo-vos agora deste post: Vivo num matagal

Então não é que o matagal aqui perto incendiou-se?

Agora espero que estas entidades cheguem até a Junta de Freguesia para lhe aplicar as devidas sanções por ignorar os seus deveres, mesmo diante de constantes apelos da população local para que não permitisse o crescimento e abandono das áreas verdes/palha.



Era o que eu mais receava que acontecesse após o mundial de futebol...


Hoje despertei para ficar chocada e solitária para com os nossos irmãos franceses. Ainda ontem, por brincadeira e por causa de um jogo de futebol, eles viraram os nossos adversários. Hoje, infelizmente, voltamos a estreitar os laços que nos unem, por causa de uma tragédia.

Um camião avançou sobre uma multidão numa rua de Nice, durante a noite das celebrações do feriado nacional a 14 de Julho. O veículo pesado percorreu 2 Km sem ser imobilizado, usando como asfalto os corpos de inocentes que apanhou pelo caminho. Nenhum peso de consciência assolou o motorista. Resultado: A frança vai ter de enterrar cerca de 90 cadáveres por estes dias.

Como é isto possível??

Onde estava a segurança das celebrações, o que tinham planeado, como não foi possível parar o veículo antes de mais mortes acontecerem? Que catástrofe triste, verdadeiro motivo para chorar e sentir pesar. 

Era o que eu mais receava depois do mundial de futebol... Uma desgraça, um acto de terrorismo. 


E agora, nós, portugueses, esquecemos as coisas do futebol e voltamos a sentir pesar pelas perdas injustas de frança. Dois povos fortes e resistentes, unidos contra actos de terrorismo, crueldade e assassinato em massa. Que jamais triunfarão. Voltamos a estar solidários com os franceses. Juntos pela paz.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Será que é desta que o IEFP terá alguma utilidade?


Novas alterações no funcionamento do IEFP estão para ser implementadas. Acabam as apresentações quinzenais, que obrigavam os desempregados a deslocarem-se ao Centro de Emprego sob sanções de perderem o direito ao subsídio e a inscrição. 

Foi algo que sempre me revoltou - essas sanções, que para mim eram mais coações. Uma autêntica ameaça, para quem já recebeu e leu uma dessas cartas convocatórias que em duas linhas indica a data e hora de um ajuntamento e noutras quatro enumera as punições: caso a pessoa não compareça, a inscrição fica imediatamente anulada e por 90 dias o desempregado não pode voltar a inscrever-se.


Esta sanção/coasão/ameaça ainda está em vigor. As mudanças vão ocorrer dia 1 de Outubro (há que dar descanso aos que vão de férias) e aplicam-se aos desempregados subsidiários.

Ora, eu nunca fui uma desempregada subsidiária, a pesar de ter trabalhado vários anos consecutivos. Era trabalhadora independente e a mudança da lei do subsídio para esse tipo de trabalhador era uma promessa e uma  miragem que, quando implementada, já chegou tarde para mim.

E talvez por estar abaixo dos baixos, o IEFP nunca me serviu para nada. Só para fazer nascer esperanças goradas. Por mais que insistisse ou demonstrasse interesse, por mais que alterasse a minha inscrição e ampliasse as áreas de interesse, por mais que lá fosse inscrever-me para realizar formações de qualquer espécie.

Tudo o que consegui realizar, fiz-lo à parte de qualquer contributo do IEFP.

(Chega sempre tudo tão tarde para mim... Até parece bruxedo).


Bom, mas qualquer mudança sempre é melhor do que deixar as coisas como estão. É ofensivo! Estas mudanças sempre são melhores do que se continuasse o fracassado sistema implementado. E todos a assobiar para cima, a fingir que não notam na sociedade, no mercado, as consequências das lacunas e inutilidades do sistema. É ofensivo para as pessoas que o procuram e nele depositam fé e repressor , por erradicar o optimismo de quem está em baixo a tentar condizir a sua situação a bom porto. Parece que estão a brincar com a vida das pessoas desempregadas. Como já disse uma vez, o IEFP não passa de um centro de estatística


Desejo mesmo que as referidas mudanças surtem efeito visível na vida dos desempregados. Mas tenho sérias dúvidas que, na prática, isso aconteça. Acabam as apresentações quinzenais, mas não as convocatórias. Acaba a estupidez sem sentido de impedir o desempregado de se manter inscrito e o punir com o impedimento de voltar a inscrever-se durante um mínimo de 3 meses! Como se ficar 3 meses com essa porta fechada não fizesse qualquer diferença no orçamento familiar, nem contribuísse com um bom empurrão para um abismo de desespero. Desempregado não é leproso, não é criminoso! Se fosse, talvez até lhe dessem uns trocos... O que o IEFP ainda faz ao desempregado - pois por enquanto tudo se mantém, é puni-lo severamente, como se não tivesse valor algum. É desumano. 

 As novas alterações vão impor um "plano personalizado". Até 15 dias após a inscrição num Centro de Emprego, é elaborado um Plano Pessoal de Emprego. 


Ora, eu tenho cá para mim que isso é apenas mudar o nome ao que já faziam aquando o acto de inscrição: actualizar a ficha de dados. Tomara que seja algo mais, mas até ver, reservo o direito, ganho a duras penas e a chapadas na cara, de manter o meu cepticismo.

Outras medidas passam por:

  • a atualização e revalidação desse plano;
  • sessões colectivas de carácter informativo;
  • sessões de procura de emprego acompanhadas;
  • programas de apoio disponibilizados pelo Instituo de Emprego e Formação Profissional (IEFP);
  • desenvolvimento de competências e “sessões regulares” de atendimento personalizado.

Ainda sobre o jogo portugal-frança.... eu, que não entendo de futebol


Vi o vídeo do momento em que Cristiano vai ao chão e não achei que existisse falta. O árbitro não marcou uma e penso eu, que não entendo disto, que fez bem. 

Depois vi esta imagem - de um momento que não sabia ter ocorrido. E tenho de dizer que não gosto. Aqui sinto que foi intencional. 


Presumo que o árbitro marcou aqui uma falta. Quem viu sabe dizer?

terça-feira, 12 de julho de 2016

Fair Play -honrar o adversário


Provavelmente já conhecem.. mas não faz mal algum voltar a ver. Uma mensagem positiva, que direciona o foco de volta ao lugar certo. (vídeo mais longo)


Enquanto isso, pelo menos 50.000 pessoas já assinaram uma petição para que a frança tenha uma nova oportunidade de ganhar a taça de portugal.... lol. Crazy people. Les  fous!

Análise psicológica a Ronaldo (diploma tirado por correspondência)


Primeiro foi a cena do microfone.
Achámos piada. E desculpámos a atitude, responsabilizando a CMTV.

Mas foi ontem - só ontem, pelos pedaços que vi, que comecei a formar uma opinião sobre Cristiano Ronaldo.


Durante o direto do jogo vi Ronaldo a esbarrar contra o treinador. Não sei se foi na ocasião do golo, em que ele quase quebra o homem. Esse vídeo eu vi depois. A cena que vi acho que foi outra e pareceu intencional. O treinador avançou na frente uns passos, vagarosamente. Julgo que tinha as mãos atrás das costas. Ronaldo aparece, tem espaço para passar, mas esbarra nele intencionalmente, à bruta, avançando com o ombro para a frente.

Imagem do vídeo abaixo, a referida acima não será esta

Como não entendo de futebol, fiquei na minha. Podia ser um código. Uma ordem para fazer algo. E por isso, mais uma vez, uma atitude recriminada em qualquer outra circunstância, é desculpada. 

No dia seguinte vejo este vídeo: 


https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1116459991759876
https://www.facebook.com/dioguinho.o.noivo.encornado/videos/1340786839269562/ (maior)

Vão ter de o abrir no facebook pois não o encontrei noutro lado. De todos, é talvez o mais enigmático ou revelador. Vi e não gostei. Mais uma vez, notei malícia, intenção. Nem pareceu existir motivo. Mas mais uma vez, desculpa-se.

Só depois vi o vídeo que coloco abaixo. Vão ter de abrir o link, que vai dar à página. Não há NADA disto no youtube por enquanto. Estranho.


São as imagens que mostram Ronaldo a saltar na coluna do treinador, vergá-la e colocar-lhe todo o peso do seu corpo cada vez mais estranhamente musculado em cima. Tudo "à bruta", porque é assim que os futebolistas agem. Porque é assim que se comemora um golo. Porque não faz mal as diferenças de idade e de musculatura... Faz o mesmo às irmãs e à mãe. Foi a euforia do momento, da felicidade. 


Ronaldo teve de ficar no banco durante a maioria do jogo. Mas ele não foi humilde o suficiente para não saltar dali para fora, quantas vezes teve vontade, e se posicionar junto à linha de campo para emitir ordens aos colegas. Quando um se lesiona e sai do jogo, Ronaldo aparece, manda-o voltar a entrar. Comporta-se como aquele que decide tudo.

Mas mais uma vez, desculpa-se. Tenta-se compreender. É a final, que vai decidir quem vai ser o campeão europeu. É um título. E títulos é o que Ronaldo mais almeja na sua vida, são a sua maior ambição. 


E que tipo de homem será aquele que quer tanto, mas tanto, ser o mais premiado? O melhor? O idolatrado? Aquele que tem um museu de si mesmo? O que é que este tipo de ambição/obsessão faz a alguém assim, principalmente quando contrariado?

É Ronaldo um doido com cara de anjo? Note-se a expressão inocente que faz, a olhar para o horizonte, após ter intencionalmente espetado no joelho do colega, à traição, algo que tem na mão, que faria sentido ser um objecto anti-stress


Ter ido para o banco fez Ronaldo saltar como um macaquinho irrequieto e ter atitudes agressivas. Foi um contratempo que não gostou. Tenho a certeza que as lágrimas derramadas não eram de dor física, tanto quanto eram de desgosto e mágoa por tudo terminar ali para ele.  


Ronaldo tem agora a bela idade de 31 anos.
Não perco o meu sono a pensar no que vai ser da sua carreira quando os relvados se fecharem. Mas ele deve perder. E ter tudo calculado. Porque na ausência de cálculo... O que ficar sem rumo faz a uma pessoa que sempre teve um objectivo, uma obsessão? Tem de encontrar outras.


Ronaldo cada vez muda mais a sua aparência. Embora as mudanças não se tornem evidentes, porque não o fazem mais atraente, estão lá. Fico a pensar o que é que ele anda a tomar para ficar com mais músculo do que nunca. Será que vem daí uma propensão para tantos saltos e agressões? Sim, porque eles tomam muita coisa. Têm controlo de dopping mas também sabem fazer das suas «Lances Amestronguices». Acho que injectou botox na testa ou já partiu para o lifting mesmo, porque as rugas que sempre ali teve que ao menos lhe conferiam um ar natural e não de boneco de cera, desapareceram. 

Não sou de endeusar ninguém. Nem de julgar sem conhecer. Mas pode-se presumir, com base em alguma coisa. Interrogo-me apenas se estas atitudes podem, de alguma forma, serem contextualizadas num quadro de normalidade, ou se são um pequeno indicativo de sérios problemas a precisar de uma séria atenção. 


Parafraseando as únicas palavras soltas por Irina Shayk após a sua separação do «craque»: "Ele não era a pessoa que eu pensava que ele era".

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Expressões populares portuguesas e seus significados (ilustrado)


CANTAR DE GALO

Significado: Sentir-se triunfante. Falar de modo arrogante ou autoritário, mostrando superioridade e tentando impor a sua vontade. in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 


QUE GRANDE GALO!

Significado: Ter azar, tudo correr no oposto ao esperado. 



QUE GRANDE MELÃO!



Significado: Sofrer uma grande decepção. in Dicionário de Expressões Correntes (Lisboa, Editorial Notícias, 2000)

domingo, 10 de julho de 2016

Quebrou-se o jejum


Bom, e a minha intuição não falhou. Para o finalzinho, quando despertei da soneca e soube do acontecido aos 25 minutos do jogo, ela começou a inclinar para a possibilidade da taça vir para este lado. 

Afinal toda aquela menção a frança, os constantes hinos a aparecer do nada, era sinal de que desta é que era... Kkkkk.

O meu receio é que nos comportemos, como povo, que nem parvinhos, bêbados e doidinhos por causa disto. Mas ao ver ali mesmo no campo, as bancadas repletas de adeptos em vermelho e verde parados que nem cordeirinhos, após vitória declarada e taça gigante já a entrar em campo, percebi que os receios provavelmente são infundados.


Até achei que aquelas pessoas eram francesas disfarçadas de portuguesas Ahahaha.

Bom, agora é aturar as buzinadelas lá fora. 
Esperar que todos se divirtam sem acidentes nem incidentes.


Agora é arranjar algo que fazer, talvez ver um filme, porque voltar a dormir é que não dá :)

Bon déjeuner. 





SOMMES CHAMPIONS

Antigamente

Antigamente as pessoas...

Não sabiam se divertir
Eram sérias
Eram mais racistas
Não tinham boys bands
Não aceitavam a homossexualidade
Não tinham belas roupas para vestir
A mulher ficava em casa

 


As pessoas eram sérias e focadas nos seus problemas



Eram mais racistas


 Morriam mais cedo


Tinham pouco tempo para si mesmas

 


Divertiam-se pouco



As mulheres ficavam em casa´



Não existiam boys bands




 Não existiam muitos veículos a motor

 


 Não se aceitava a homossexualidade



 Não havia tempo para quase nada (sem ser trabalho)



Mulheres não se misturavam com homens



Não haviam roupas lindas para se vestir