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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

A Glória da Tragédia

 Acho que desde o incêndio do chiado em 1988 que Lisboa não tinha tido uma catástrofe tão chocante e tão marcante. 

LISBOA, Chiado, 25 de Agosto de 1988


Só sinto tristeza. 

              LISBOA, Calçada da Glória, 3 de Setembro de 2025




No incêndio de 1988 os riscos e danos foram imensuráveis mas materiais. Vidas, só uma pessoa e um bombeiro, infelizmente, morreram. Ontem, num simples instante, a vida de 16 foi ceifada e muitos outros ficaram feridos. Mas podia ter sido MUITO PIOR. Tivesse o ocorrido acontecido quando os dois se cruzam acima, a gravidade traria dos dois para baixo sem freios, a alta velocidade. Sem a existência da curva o eletrico de cima teria embatido no de baixo e a força da colisão teria arrastado os dois volumes que pesam toneladas para o meio da avenida da liberdade. Matando muitos mais.

RIP a todos. 
Os mortos já estão com o senhor, na sua paz. 

Aos sobreviventes, desejo que recuperem sem grandes problemas ou traumas. Mas isto foi traumático até para quem não estava no local. Isto é chocante.  


(Foram decretados 3 dias de luto)


terça-feira, 1 de agosto de 2023

Queria ir visitar mas... caramba!

 

Tenho vontade de ir visitar o Oceanário de Lisboa. Mas cada vez que vou pesquisar o valor da entrada, percebo que NÃO VOU VISITAR O OCEANÁRIO de Lisboa. 

25€ por pessoa?!?!?!


Caramba! Não é para qualquer bolsa não. 

Imaginem ir num grupo ou em família, o valor absurdo a ter de se pagar. Queria convidar outras pessoas a vir comigo, mas percebo que isso também não vai acontecer. São 100€ gastos de imediato, se decidir levar apenas três comigo. Isto porque me apetece voltar a ver os pinguins, as lontras, os tubarões e raias a nadar no tanque e ouvir a algazarra das aves.

A natureza providencia avistamentos semelhantes de graça. Vou continuar a ver os patos, os cisnes, as aves, os peixes lá nos lagos de Inglaterra. Noutro dia não dei 8 libras para entrar na parte do parque que tem reserva animal, porque seriam 8 em cima de seis que já tinha gasto. Mas por comparação, é uma pechincha. Têm lá aquele animal que aqui não temos: as hienas. 

Os 25€ por pessoa é só mesmo o valor do bilhete SIMPLES. Pessoas com mais de 65 anos pagam um absurdo de 17€!!! Valores que não incluí exposições temporárias. Se incluir visitas ao estuário do Tejo ou Sado para "ver" golfinhos, ronda 90€. Quatro dias no veleiro Santa Maria Madalena - 2.150 euros. Por esse valor fazem-se umas férias jeitosas num lugar qualquer. 

Não que não valha a pena. Mas para quem quer apenas visitar e se distrair um pouco, é um valor absurdo. Até porque não é como o Zoo, um espaço enorme, com muitas áreas onde a pessoa pode ficar a lazer o dia inteiro, ao ar livre ou no interior. 

Imagino que é dispendioso preservar toda a estrutura e responder às necessidades. Mas é um valor muito alto! Famílias, com crianças, fazem o sacrifício. Todos sabem o rio de dinheiro gasto quando se tem crianças. Nem sempre se gasta por necessidade. É mais por serem crianças e os adultos desejarem que elas vejam coisas maravilhosas. Sabendo disso, quem oferece atracções que reúne o interesse da pequenada sabe que pode colocar os valores altos que sacrifícios financeiros serão feitos. 

Não será desta. Fico-me a ver o Tejo. 



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

O funcionamento do cérebro

 O avião de passageiros passa por cima das nossas cabeças a pouca altitude. E começa a ter um voo errático. Não se equilibra, parece estar a lutar para tentar se manter e elevar. Nisto ganha velocidade e parece que vai conseguir, mas ainda tem um comportamento errático. Subitamente sobe a pique. É aí que acho que não vai conseguir. Mas ainda espero que vá. O avião volta a voar na horizontal mas não ganha altitude e parece não conseguir velocidade, podendo estagnar. Há medida que se afasta do nosso olhar, dá-se um barulho enorme e peças de avião saídas de uma nuvem de fumo e pó bem distante voam na nossa direcção. Caem há nossa frente, embatem atrás, como se fossem mísseis.

Aconteceu em Lisboa, acima da segunda circular. 

Ainda tenho tempo de ver cadáveres presos com cinto às suas cadeiras a serem dobrados ao meio para de seguida serem enfiados numa espécie de caçamba de um veículo negro. É altura de sair dali - estão a gritar com autoridade. "É proibido tirar fotografias" - sublinha alguém quando ainda tentei filmar o acontecido. Um jovem homem negro morto, ensanguentado e mutilado é também enfiado dentro do veículo. É um cadáver não atarraxado a um assento, foi transportado numa espécie de lona negra. 

Há também vítimas em terra. Onde terá embatido? Que bairro? Que pessoas?

Tenho de sair. Estão a ordenar. Estão a puxar. Estão a gritar.


E acordo.


Caramba!!
Já tinha percebido que o meu cérebro recorre a este género de truque para me forçar a despertar e ir ao WC. Mas fico espantada com a sua escolha de método e narrativa! Quando ele me avisou a primeira vez - deixando-me sentir aquela "dor" feminina na região do ovário, ignorei. De seguida ele me enviou a sensação da descida da menstruação. Por causa dela, no sonho, era agora urgente ir ao WC. Mas eu ignorei. Quis continuar a sonhar, mesmo na condição de menstruada. Não queria despertar e descobrir que era verdade. O cérebro então, fez-me o que sempre faz: parte para um pesadelo daqueles pesados.

E lá fui apressadamente para o WC, como ordenada por Ele, ainda meio grogue de sono e a bater pelas paredes, tentando não tropeçar em nada, mentalmente ainda em choque e a pedir a Deus para não permitir que um cenário como o que sonhei venha a tornar-se realidade. 

Com o cérebro não se brinca. 

Ele enviou uma primeira mensagem para despertar e ir urinar. Um comando simples. Eu não gostei e ignorei. Ele causou um desastre de aviação, fazendo-me sentir cada momento. 

Há medida que me dirijo para o WC, vou tomando noção da realidade que me cerca. Percebo que a única novidade sentida durante o sono que é agora real é a "dor" da sensação de "menstruação para vir". Conto com ela daqui a sensivelmente 10 dias.

Felizmente, nenhum avião se despenhou, após levantar voo, na cidade de lisboa, próximo da segunda circular, lá para os lados do Jardim Zoológico. Foi só uma mentirinha mázinha do meu cérebro para me despertar e forçar a ir ao WC.

Aqui vos deixo este alerta, caso nunca tenham percebido como o cérebro faz para vos informar que têm de ir cumprir uma necessidade básica orgânica enquanto estão adormecidos. Ele vos enterra em pesadelos!

(mas depois vos faz esquecer tudo... é uma espécie de progenitor protector: deixa arder e depois sopra)


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

116 12

 Cento e desasseis fotografias e dolze videos.

É esta a contagem da primeira tarde de passeio em Lisboa.



Haja espaço de armazenamento para tanta coisa!

Como é que voces solucionam este problema?


Adenda: mais 9 fotos e 3 vídeos =125 fotos e 15 vídeos

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Yes


Queria sentar-me no topo então coloquei o pé em cima do degrau e tomei impulso. Fiquei com o rabo elevado e a cabeça para baixo. De imediato o meu olhar parou na única palavra ali grafitada: "Yes".

Devido à posição em que me encontrava, deduzi a razão que levou alguém a escrever ali a palavra. É que se está no alto a olhar para um precipício. O olhar só vê esse precipício. Ora, o que uma pessoa a olhar para um precipício pode temer ou pensar? 




Teme cair ou pensa em se atirar. E daí achar que aquele singelo "Yes" não tinha nado de inofensivo. Foi colocado estrategicamente para alimentar ideias suicidas. 


Mas uma vez sentada, esse pensamento desapareceu e a paisagem tomou conta. Foi no miradouro de Santa Luzia, em Lisboa, talvez também conhecido por Miradouro das Portas do Sol, devido à proximidade de um e outro. 




E vocês, o que acham que pode significar o yes?

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Da "pérola do atlântico" para a capital do "continente"



Não sei, porque nunca fiz esta viagem, mas os preços de avião para viajar entre Lisboa e o Funchal, na Madeira, podem ser ao preço da chuva!!

Tivesse eu casa (ou familiares) num canto e noutro e não sei não... acho que vivia na ponte aerea.



Digam-me vocês. De Lisboa para o Funchal, na easyjet a 5 de Janeiro - 10 euros.


Se quiser voltar para Lisboa digamos, passado duas semanas, o mais barato são 21 euros. 

E por 31 euros, faz-se a viagem!
O problema é sempre, sempre o alojamento e as deslocações. 16 noites é muita "fruta".


Os que conhecem o trajecto, sabem como se processa após chegar ao Funchal, se a pipa de massa que se tem de soltar é muita, se os transportes são diretos para o centro ou nem por isso? 



E do Funchal para Lisboa? 

Mais tarde nesse mês de Janeiro, se partir dia 18 pela tarde, apanha-se a tarifa a 26.32 euros. Passa lá o fim-de-semana, mais a segunda e, ao final da tarde do dia 22, por 22.79€, regressa a casa. Três noites de dormida apenas e 49 euros pela viagem. Podem albegar-se num dos muitos hosteis em Lisboa que estão entre os melhores do mundo, por valores a rondar os 20 euros.

Mas se preferirem dar um "pulinho" a cidade alfacinha antes do Natal, entre 5 e 10 de Dezembro, por exemplo, o valor total da viagem de ida e volta ronda os 45 euros. Parte bem cedinho, para aproveitar bem o dia, e regressa ao final da tarde, para não ter de gastar outra estada. Perfeito! Cinco noites, cinco estadas...


Viajavam?



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Em contramão


Um condutor de um camião entrou em contramão na segunda circular, em Lisboa.

Quando isso acontece, o que é que pensam?
Eu penso que se enganou.


Quando ligo a televisão, qual a minha surpresa, quando percebo que querem saber é se é um acto terrorista!!.

Se estivesse em Londres, talvez o pensamento fosse imediatamente para essa probabilidade. Mas em Portugal? Espero bem que nunca cheguemos lá. Simplesmente, não me parece. E vivo lá, em Inglaterra, num local onde a possibilidade de terrorismo está presente no dia-a-dia. Onde a polícia faz inspecções diárias, anda armada com armas enormes não aquelas pequenas de cintura e usa cães. A probabilidade de explosivos tem de ser rasteada todos os dias. É essa a minha realidade nos últimos dois anos. Agora, cá em Lisboa??

O condutor, pelo que se sabe até agora, não estava sobre o efeito de drogas, não estava alcoolizado, é português, empregado da empresa do camião que conduzia...  talvez à muitos anos - não se especificou. Desde a alta de Lisboa e a Rotunda do Aeroporto o homem, com discurso coerente, alega não se lembra de nada, não se recorda de fazer esses três quilómetros na segunda circular. 

Estaria a conduzir em "piloto automático"? Terá um tido um problema psicológico momentâneo? Seja o que for, não parece que foi de propósito que se enfiou em contra-mão. A polícia deu uma conferência de imprensa onde mencionou que observou no local alguns danos que podem levar a que alguém entre em contra-mão. Neste caso, a "culpa" não pode ficar só com o condutor. E tudo é um lamentável acidente. Não existindo intenção de causar danos. Mas existindo crime.


Resta-me enviar boas energias para as duas pessoas que se encontram em estado grave e precisam de cuidados médicos. Que recuperem bem.


terça-feira, 8 de maio de 2018

Eurofestival apuramento das canções - agradam ou desagradam?


Após espreitar as canções apuradas para a final da Eurovisão, posso dizer que excluo de imediato a Croácia, Bulgária, Estonia.

A Bielarusia também. A música até tem partes giras mas o artista não a segura. Principalmente no início. Tem voz grossa mas quando tem de cantar num tom mais baixo nota-se que não tem boa voz. Pena.

Epá, não gosta da música de Israel. Nem do aparato e da intérprete. Vi outras coisas delas e percebi que só faz o que apresentou. E não acho mesmo nada de especial. É até irritante. A todos os níveis.



A Lituânia tem o que falta à Biellarusia: uma intérprete com mais capacidade vocal. A melodia é como a Portuguesa: não vai muito longe e aposta na emoção, na mensagem e na interpretação. A nossa é melhor.

No meio disto tudo a República Checa com o seu Justin Bieber acaba por soar mais agradável do que supus.
A da Irlanda também é bonita.


A da filândia é pastilha elástica. Música eletrónica de batuque sem nada de novo ou especial, com uma interpretação nada de especial e uma staging horrível e exagerado.


A da Austria não é nada de especial, no meu entender. Faltam coisas e a voz dele não é grande coisa. Nas partes mais lentas nota-se falta de potência e melodia. E o staging é estranho e desnecessário. Faz lembrar Gospel mas não tem NADA de nada... é só um tipo a gritar com um coro de Oh, ohs. E o mais estranho é que ele surge numa plataforma super elevada e o coro são silhuetas que ficam debaixo desse palco. A meio da canção o palco desce ao nível do chão e o cantor põe-se a tentar dançar e andar e cantar ao mesmo tempo. A impressão que dá é que o coro foi ESMAGADO pelo palco, ahahah. Ele simplesmente remove-se do palco mas continua a soar. Muuuuioto mal feito.



Gosto da Albânia. Da interpretação e da voz. A melodia em si não me prende mas reconheço muita riqueza, variedade na composição, diversidade, nesta canção muito mais do que em qualquer outra apresentada. De todos, é de longe o intérprete que mostra possuir um MAIOR ALCANCE VOCAL.
O que ele nos dá com a sua voz é fantástico.


Eu teria colocado nos escolhidos a Bélgica por, comparada a outras, achar superior e por uma questão de que a intérprete não começa bem mas depois dá um bom desenvolvimento (embora em palco seja muito morta quando em comparação com o videoclip e a gravação em estúdio).

Mas as escolhidas foram:

  • Austria: Nobody But You by Cesár Sampson
  • Estonia: La Forza by Elina Nechayeva
  • Cyprus: Fuego by Eleni Foureira
  • Lithuania: When We’re Old by Ieva Zasimauskaitė
  • Israel: TOY by Netta
  • Czech Republic: Lie To Me by Mikolas Josef
  • Bulgaria: Bones by EQUINOX
  • Albania: Mall by Eugent Bushpepa
  • Filândia: Monsters by Saara Aalto
  • Finland: Ireland: Together by Ryan O'Shaughnessy

A juntar-se a estas estarão as canções de Portugal e os GRANDE CINCO: Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália. 

Portugal é automaticamente apurado por ser o afitrião e os outros "pagaram" mais e por isso, têm direito perpétuo (enquanto contribuirem mais) a ir diretamente para a final. 










segunda-feira, 16 de abril de 2018

Centros históricos de Lisboa para habitar?

Peço a vossa atenção para esta informação da CML:


Segui este link por achar fantástico estarem a facilitar a habitação nos centros históricos de Lisboa. São zonas que estão a perder habitantes de bairro a grande velocidade e no seu lugar surgem condomínios para serem vendidos ou alugados a estrangeiros. É muito triste ver uma cidade a morrer desta forma. Com vida emprestada, vida provisória, vida de comércio apenas. Sem famílias com filhos a estudar nas escolas locais. Mas com turistas e estudantes vindos de fora. 


Porém quando li esta descrição a minha felicidade caiu por terra.
A minha interpretação da mesma é que famílias e idosos são despejados das suas casas de toda a vida, para que o ganancioso proprietário possa remodelar e adaptar a mesma ao turismo. A câmara tem estas casas fraquinhas que de outro modo acabariam em ruinas e por uma módica quantia disponibilizam-nas mas apenas a pessoas que já morem no bairro e que façam parte dos infortunados. 

Então não se está na realidade a combater nenhum ciclo de desertificação, não é verdade?
Pelo contrário. Os miseráveis continuam miseráveis e provavelmente terão de pagar mais por isso. E os ricos vão virar milionários. Quanto ao centro histórico, vai perdendo as famílias e transforma-se num misto de escritórios com casas para alugar não a trabalhadores com filhos, mas a estudantes de outras partes do país e do mundo e a pessoas com um bom nível de vida que ali querem ter um espaço para esporadicamente visitar. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Eurofestival - o que os internautas dizem


No youtube já estão disponíveis as músicas apuradas para o Eurofestival, que este ano realiza-se de 8 a 12 de Maio no Altice Arena, Lisboa, Portugal, país anfitrião graças à vitória de Salvador Sobral, no ano anterior, com a canção "Amar pelos Dois".


As primeiras reacções à música que Portugal vai apresentar parecem ser positivas. Com internautas a dizer que a canção lhes toca na alma. Contudo, outros não a têm em grande consideração e qualificam-na baixo no quadro dos favoritos.









quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Muro de Berlim em Lisboa


Sempre gostei de passar pelo Campo das Cebolas, em Lisboa.
Aquela parte jardinada era simplesmente bonita de olhar, com as suas árvores e geografia.
Jardim um pouco mal cuidado, mas a vista fugia-me sempre para ali.

Os olhos gostavam de ver a amplitude do espaço, os edifícios e pessoas à distância.

Aguardava o final das obras para ver o resultado final. Sei que foram encontrados grandes tesouros arqueológicos que atrasaram as mesmas mas aguardava para ver o espaço recuperado, lindo, verde.

As obras terminaram e o resultado final não podia ser mais deprimente.
Toda a área está coberta com um muro de pedra. Todo o quarteirão, até mesmo depois da curva.

Uma estética que contraria a de toda a cidade. Contraria toda a ampla zona de Belém, vai contra a vista aberta de toda a cidade de Lisboa, que tanto agrada a população e os turistas.

Não sei no quê aquele espaço se transformou. Talvez seja mais um parque de estacionamento subterrâneo. O que não entendo é porque a superfície tem de ser vedada, ainda mais com um muro de pedra tão feio, tão inestético, tão fora de sítio, tão alto.

O muro de Berlim português. 😑😒😠😡😢

Muro no campo das cebolas
Na esquina alguém escreveu um grafitti
a condenar a opção estética.
Não consegui fotografar mas concordo a 200 por cento.



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ainda não foi desta...

... que consegui comprar um bilhete para o evento Eurovisão.
Foi hoje, a partir das 10h da manhã que abriram as bilheteiras.
Consegui aceder ao site de compra 20 minutos depois e... tinha mais de 80 mil pessoas na fila de espera.

Pelo menos 5000 conseguiram bilhetes...
As outras 75000 não sei.


Fiquei a perguntar: Mas para quê que aquilo vai realizar-se cá??
Se um português que vive cá não consegue comprar bilhete... para quê serve então que o evento seja feito aqui? Se está tão inacessível como se fosse na lua?
É para sentir-mos o gosto que é aproximar um doce da boca de uma criança e depois puxá-lo para fora do seu alcance?

Mais valia terem escolhido uma sala algures numa parvalheira qualquer no norte de portugal... Ao menos teria graça. Altice ou em marte dão as mesmas oportunidades de acesso: zero.


Só pretendia fazer parte do momento e saber: estive lá.
Afinal, não estarei aqui daqui a 120 anos... que é quando deve surgir a próxima oportunidade de vitória. Se a primeira "só" se esperou 60 anos, vou estimar que a segunda leve o dobro. Mesmo que seja metade, vá lá: 30 anos... É muito tempo.

Para a expo98 todos poderam ir...
Mas para o eurofestival só os sacanas que sabem-na toda....

Já não vou poder ver o Sobral a cantar.
Sim, eu sei que ele vai cantar muito, muitas vezes, em muitos lugares.
Mas era ali. Aquela música. Aquela magia que ele empregou em kiev que provavelmente irá replicar no palco da eurovisão. Queria estar presente para ouvir qualquer galhofa e cenas de bastidores... isso é que é viver o momento. O resto, vê-se na televisão. Mas não é a mesma coisa.


O Salvador que for aparecer ali é o mesmo e é outro. 
É um salvador que já passou por muito em apenas um ano.

É um salvador com o espírito de sempre, acrescido do uma mudança extraordinária. Que crescimento lhe proporcionará?


sábado, 9 de dezembro de 2017

Lisboa não é amiga dos Lisboetas


Lisboa não é para os Lisboetas.
Não sei para quem é, mas talvez seja para os turistas.

Desde que cheguei que tenho tentado não me aborrecer com aquelas coisas que sempre me aborreceram. Coisas relacionadas com incompetência, falta de respeito, maus serviços, etc, etc.

Estou que não posso...
Tudo o que vou relatar gera um nível de stress brutal.



Seja em que hora for, andar nos autocarros da Carris é difícil, mas a um sábado é impossível! Só para quem gosta de ser torturado. Gostam de tortura? Viagem pela CARRIS

Se gostas de viajar apertado entre muitas pessoas, que ficam a respirar em cima de ti, a cuspir em cima de ti, a gritar nos teus ouvidos, a pisarem-te os pés, a darem-te encontrões, a segurarem-te a ti como se fosses um poste -- então Lisboa É PARA TI.

Os únicos que parecem não se incomodar com esta situação são exatamente os turistas. Estão sempre a gargalhar. Para eles tudo é uma festa. Estão de passagem, o que custa andar num autocarro/elétrico sobrelotado? 


É ouvi-los a rir, a falar uns com os outros sem parar, a dar gargalhadas. Acham piada. Piada ao facto de não se poderem mexer, de estarem num espaço confinado, de verem mais e mais pessoas a entrar e nenhuma a sair. Amanhã apanham um avião rumo a outro destino e a experiência teve graça. Mas para quem vive em Lisboa como é que é?

Divertido?
Dá vontade de rir?
Fica-se bem disposto?
Sente-se descontraído?

Dá vontade é de matar uns tantos...
Dá vontade de meter todos os ministros e políticos a viajar de autocarro!



Desde que cheguei a Portugal, seja a que hora for, não há um Sábado em que consiga viajar num transporte da Carris que não esteja sobrelotado. 

Se este é um dia da semana de muito movimento, então aumentem as carreiras, a frequência de carros e, no metro, ao invés de escolherem carruagens com apenas três elementos na linha verde e afins, continuem a usar os mais longos! 


Porque como está, é um desrespeito pelos utentes. Haviam pessoas a queixarem-se que não viam um autocarro passar fazia uma hora! E o pior, a meu ver, é a inutilidade das carreiras. Não há alternativas. Só se pode apanhar UMA. Podem passar cinco veículos numa paragem mas, para ir ao ponto C, só uma carreira serve. Principalmente a certas horas e aos fins-de-semana. É tudo tão mal feito - feito apenas para contenção de custos. Isso é tão visível que eu até já sei que, aos Sábados, vou encontrar um dos acessos ao metro vedado e metade das escadas rolantes desligadas. 


E depois vejo aquelas pessoas de mais idade, com uma mobilidade mais reduzida, a quererem sair do autocarro... e penso: bolas pá! Nem para estas pessoas são amigos. Não pensam no conforto das pessoas. Obrigam todas a viajar apertadas como sardinhas em lata. E se uma destas cai? E se magoa? Quem é o responsável? É que TODOS os autocarros em que hoje pus a vista em cima circulavam sobrelotados. Não havia alternativa. Para que entendam, hoje passaram pela paragem onde eu aguardava o meu uns três e nenhum parou! Por não terem mais espaço para receber passageiros!! 

É inadmissível.


E tu ficas ali, a vê-los passar sem parar para entrares, enquanto um electrico verde, decorado com azevinhos e conduzido por um pai Natal, passa pela rua a acenar...

O Pai Natal que vá mas é de trenó, que o que os passageiros precisam é de um elétrico livre! 


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Fui um pulha - parte 1




Tinha acabado de sair do eléctrico articulado que estava cheio até às costuras. Durante toda a viagem estive tão comprimida entre tanta gente que julguei de verdade que os meus orgãos internos iam demorar a voltar ao lugar. Um homem muito alto entrou por último e, junto com mais dois, conseguiu espremer o já apertado espaço. Segurou-se ao poste onde as minhas costas estavam a ser comprimidas e o seu cotovelo ficou mesmo a bater-me na cara. A única forma de contornar isso foi desviar o pescoço e seguir o resto do percurso assim. Desconfortável? Sim. Bastante!!


Por fim cheguei ao destino. Completamente «prenssada». E logo tive de me enfiar noutro meio de transporte público, pois em Lisboa é assim mesmo que se chega a qualquer lugar: é preciso entrar e sair de vários transportes para chegar a um só destino. Costumava levar duas horas de viagem só para ir de Lisboa para... Lisboa. Segundo o Google Maps, são cerca de 14 quilómetros. Uns meros 15 a 20 minutos de deslocação por carro particular - diz a mesma aplicação. Mas de transportes, não fazendo grande diferença a hora - cerca de 120 minutos.

Até que experimentei recorrer só ao metro. Até onde este vai, claro... O resto do percurso tem de ser feito pelo elétrico, o único que passa pelo ponto A e B, ou vários outros autocarros, do ponto A para o A2 e deste para B.
,
Tenho de andar 15 minutos a pé até alcançar a entrada do metro. Uma vez lá dentro, há que subir e descer uma porção de degraus, trocar de linha e novamente andar um bocado. Por isso dei preferência aos autocarros, por me deixarem mais perto e me pouparem a caminhadas que consomem preciosos minutos. 

Porém, na prática o metro é o transporte que economiza o tempo de deslocação, mesmo incluindo as caminhadas. Esperar por um autocarro pode levar até mais de 15 minutos. Esperar por três, leva muito mais. Porque o percurso nunca é feito num só, há que fazer transbordos para chegar ao desejado destino. Geralmente preciso de fazer três. Além do tempo de espera entre transbordos e os minutos de caminhadas até eles (nunca me calha que a paragem onde desço é onde passa o próximo que preciso apanhar), o veiculo precisa parar várias vezes. Tanto nas paragens de percurso para a recolha e largada de passageiros, como as impostas pelos semáforos e restante tráfego. 

Isto consome tempo. Após muitas tentativas combinadas de diferentes autocarros, o metro acabou por provar ser a melhor opção. Passei a fazer o percurso em cerca de hora e meia, ás vezes um pouco menos.

E digo: são minutos preciosos.

Como dizia, tinha acabado de sair do eletrico e entrado noutro transporte. Nesse tinha um lugar vago . Aliviada e a precisar descansar, sentei-me.

Nisto aparece um senhor de alguma idade. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A luz de Lisboa é especial


Já cá estive para vir umas seis vezes, com temas diversos para debater. 
Mas outras coisas se meteram pelo meio.

As férias estão a terminar.
E posso dizer que, não tendo sido férias, souberam bem. Talvez melhor do que se fossem.

Dois dias depois de chegar, a tosse começou a escassear. Parece que já «estou boa». Vou tirar a prova dos nove quando regressar para aquele quarto húmido e gélido, naquele país de luz escassa.

O que mais gostei da minha temporada por cá?
Da LUZ.



Senti saudade desta luz lisboeta - de facto única. 
Enchi o espírito com ela para levar comigo, pois quero que dure mais tempo. É uma pena não se conseguir engarrafar a luz do sol. Para a poder abrir num belo dia cinzento e depressivo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sofrem de lobotomia???


A abertura do noticiário das 8 da Sic Notícias é muito esclarecedora:

Taxistas atacam um veículo privado por ser «da Uber». E gritam: "Anda cá corno! Cabrão! Filho da puta!!" Perseguem o motorista para o interior de um café e gritam: "Vem cá para fora cabrão! Agora és empregado da bomba é? Filho da puta! Vais levar nos cornos!". São uma centena ali, contra um cidadão isolado. Os «corajosos» e pacíficos taxistas partem os vidros de trás do veículo com pedras, atiram um ovos crus, partem os limpa brisas, deixam mossas em todo o carro com pontapés e socos e tentam capotá-lo.

Taxistas entrevistados dizem: "Eu  Actos violentos não vi" "Unicamente vi a abanar um carro da Uber. Mais não vi." (portanto, um gesto não violento dos pacifistas taxistas).

-"Eu não sei o que se passou aqui (mas sabe o suficiente para a seguir dizer) e vocês só filmam as coisas más!"
                     Então existem coisas más... que ele não sabe o que são. lol.

-"Nós estamos a fazer isto pacificamente" 




Depois insultam o cordão policial, atiram garrafas de água e até ofendem os jornalistas, a quem estão a querer boicotar não prestando declarações e usando alguma intimidação física. Abusam, ofendem e depois, fazem-se de vítimas, exagerando no único gesto que a polícia teve para segurar a situação: "Chorei, atiraram-me com gás lacrimogéneo! Atiçaram os cães! Dispararam tiros!!" (foi apenas um, para o ar, depois de soltarem um foguete e atirarem com água aos polícias, o som do tiro agradou a este gang de provocadores que se atiçaram ainda mais, com gosto, aproveitando a deixa para se vitimizarem por «perseguição policial»).  

-"A polícia é que agrediu os taxistas, nós estamos aqui pacificamente"
"Isto foi a polícia que não nos deixou manifestar livremente num país que é democrático e onde a manifestação é livre. A polícia é que provocou!" - diz o cabecilha da ANTRAL.

Eu oiço, vejo e pergunto-me se esta gente sofreu uma auto- LOBOTOMIA!!



São pacíficos, não fazem nada, não agridem, os outros é que provocam, a polícia é que foi violenta e não vêm nenhuma agressão ou violência por si provocadas.

A nossa polícia é uma santa!!

Queixam-se que para serem taxistas têm de passar por horas de formação. Se isto é o exemplo de FORMAÇÃO que têm para mostrar, prefiro uma pessoa sem formação alguma!


A minha vontade é cuspir nas viaturas destes holligans. E jamais usar uma. Jamais. Nem que tenha de ir de rastos até algum lugar. Prefiro um asno de quatro patas a um de duas atrás de um volante!!

Hoje os bons taxistas que existem foram dizimados pelo comportamento e atitude destes que se manifestaram. E foi a imprensa que os fez passar por «maus»? Não! Ninguém precisou fazer nada. Os próprios se mostram com todos os podres de que são constituidos. Ainda por cima, para quem é contra a Uber e a cabfy, afinal querem é fazer parte dela!!!!!!! 


Sobre este assunto estranho apenas a ausência dos urubus políticos.
Aguardem... que eles estão a rondar a carniça, esperando....

Holligans disfarçados


Quero apenas dizer que por mim mudava já a lei para os taxistas. A partir de hoje passariam a existir testes rigorosos para se poder ingressar na profissão. É preciso separar o trigo do joio. Estes que aparecem na comunicação social - os que estão neste instante a bloquear o trânsito das principais artérias da cidade de Lisboa, são e escória, a infâmia os dispensáveis. Não passam de holligans.

A UBER está LEGAL.
Não há nada que estes patéticos sub-desenvolvidos possam fazer.
Adaptem-se ou desapareçam. E acreditem, todos queremos que desapareçam!

Façam um favor à classe e PÁREM de envergonhar aqueles, que, pertencendo à mesma categoria profissional, são de uma classe muito superior. 


sábado, 24 de setembro de 2016

E Lisboa já está com corredor verde


Tirado do site da Câmara de LX:



Meh. Esperava mais. Mas creio que ao vivo é melhor. Estas imagens não transmitem grandeza e a área é grande. Há umas semanas ainda não estava assim: Claro que gosto. Verde é verde, não tem preço. Uma cidade com verde é outra coisa!

Mas ao ver estas imagens fiquei simultaneamente triste. Porquê? Porque lembrei-me das obras que Lisboa sofreu no passado. Todas no sentido oposto a este. E fico a perguntar-me «para quê»? Para quê tirar os separadores verdes, abater árvores, se agora vão ter de plantar de novo?


Quando Lisboa se preparava para a Expo98 foram tantas as árvores abatidas. Em algumas avenidas os separadores como este desapareceram. Para dar lugar a uma fileira de blocos de cimento. Diziam, numa certa artéria, que o movimento seria tanto, que o alargamento da via para 3 faixas de rodagem de cada lado era indispensável. Então destruíram o separador ao meio, igual a este da imagem. Não satisfeitos porque isso só lhes dava uma via e precisavam de outra, foram abatero passeio para os lados. Centenas (que eu as contei) de árvores foram junto. O trânsito ficou mais próximo das habitações, certos hábitos de convívio que as pessoas adoptavam na beira da estrada desapareceram por o terreno verde ter ficado bem mais diminuto, e para quê? O traço NUNCA precisou das vias extras e agora só serve para caça à multa. Muita avenida, muito espaço... poucos carros. Alguns radares. 

Agora vão ter de plantar tudo de novo...  Embora não vá ficar assim. Devia ser bonito circular na Avenida da Liberdade quando estava com este design!



E é a vida...
São as cidades a evoluir, a mudar de necessidades, a acompanhar as novas gerações...


sábado, 17 de setembro de 2016

Entender LISBOA


O encanto de Lisboa é que tem tanto de cosmopolita 
como de provinciana
É rara a cidade que consegue, como esta consegue, 
ser este dois-em-um



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Os novos passeios de Lisboa


Passei pela Av. Fontes Pereira de Melo e a Avenida da República. Todas elas em obras. Aliás, a cidade inteira está em obras. Mas centrando-me neste trecho, devo dizer que achei brilhante a forma como a CML conseguiu remover a tradicional calçada portuguesa dos principais troços lisboetas, sem que isso causasse consternação entre a população. "Mascarando-o" de obras, mostrando o resultado final, para melhorar e tornar Lisboa mais bonita - dizem. E assim, sem consultar a população e sem causar grandes controvérsias, a típica calçada portuguesa com os seus cubinhos de pedra, desaparece

Sim, porque a coisa está a ser feita. E já vai avançada. Os buracos estão feios, os desenhos delineados, alguma calçada nova já aplicada... agora falta a colocação dos «tacos» de cimento.

Av. da República, junto ao metro do saldanha

E devo dizer que... pelo pouco que vi, acho que vai ficar bonita e mais prática.
Alguns apontamentos estéticos da calçada típica ainda se mantêm, aqui e acolá. Mas o grande traço é dominado pela nova calçada. Num desenho geométrico agradável, claro e aparentemente amplo.

Vocês meteram-na, nós tiramo-la... Obrigado!

Amo de paixão a calçada portuguesa. E detesto vê-la danificada. Mas acho que vou gostar deste novo piso. Convenhamos que, andar sobre ele, principalmente em dias de chuva, deverá ser uma experiência totalmente diferente. Digo deverá porque só experimentando para saber... Já vi os mesmos blocos de cimento serem aplicados para criar um passeio e os mesmos permitirem a «patinagem» dos sapatos com o lençol de água. E também formam poças consideráveis, principalmente se junto de trechos que proporcionem movimento de terras. 

Com tanta obra, pergunto-me quem está a pagar por ela. Julgo que não sai dos nossos bolsos - deve existir aqui algum financiador secreto loool. É que é obras por todo o lado. Tenho estado a adiar contar sobre umas feitas aqui na zona, ao longo de toda a avenida, que foi toda reabilitada, com novo alcatrão, mais sinalética, novos cruzamentos. Um trabalho exemplar e bem deito, desde o início. Tão bem feito que senti vontade de os elogiar, tal é a raridade. E todas estas obras que Lisboa inteira está a sofrer (Avenida Infante D. Henrique, Praça do Comércio, Av. da República, 2ª circular, etc, etc) implicam gastos de biliões! E que eu saiba, não somos tão ricos pero que, deduzo, alguém está a arcar com estas despesas.

Lamento não ter conseguido tirar fotografias. Tirei apenas a primeira de cima, antes de perder a bateria. Tinha guardado as revistas com as publicidades que, há uns meses, surgiram a anunciar as obras nestas e noutras avenidas por toda a cidade. Mas antes de as fotografar, também as deitei fora :P Na internet ainda não encontrei nada, nem no site da CML. Ninguém estará a fazer o registo visual destas mudanças? Espero que se apressem... 

Mas continuo a querer saber: Para onde vai a pedra removida??


Há muito, muito tempo que tenho vindo a querer fazer este post sobre as obras em Lisboa... acho que vão mesmo deixar esta cidade mais bonita. Já não era sem tempo! Agora só falta conseguirem mantê-la limpa. E passarem multa a quem deita beatas no chão. E aí sim, entraremos na modernidade :))