sábado, 25 de maio de 2019

Mais um livro... e estou a gostar

Nunca tinha lido Joan Collins.
Mas vi este livro e decidi espreitar.

Para minha surpresa prendeu-me de imediato. Estou entusiasmada com a leitura de "Amor, desejo e Ódio".

Mas uma coisa perturba-me desde o início. Desde que olhei a capa pela primeira vez. Conseguem adivinhar o que se trata?




quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fazer um curriculo à altura


Passei o dia inteiro a melhorar o currículo, adaptando-o ao estilo que o recrutador inglês quer ver.

Senti-me incomodada. E hoje descobri porquê. Além de ser moroso e mentalmente desgastante "recordar" detalhadamente 20 anos de variada actividade profissional, não gosto de falar sobre mim. Pelo menos não desta maneira, em que preciso "elogiar-me". 


Sou modesta. É um mal que me aflige desde sempre. Por isso os currículos que fiz ao longo da vida sempre me consumiram tempo e neurónios. E fiz tantos, mas tantos, um para cada candidatura, que com o tempo e a idade adquiri alergia à ideia. Devo ter feito mais de 1000 currículos ao longo da vida. Entre modelos europeus desactualizados, com foto ou sem foto e outras formas mais, acabei por «desaguar» num CV factual, com datas, funções... nada mais. Limpo de pretensões. Se quiserem saber mais, descobrem  na entrevista. É aí que me vão conhecer, não por um pedaço de papel.



Mas hoje em dia nem é mais por um pedaço de papel mas por um texto online. É isto que o recrutador vai ver e é o que tem de encantá-lo. Tens de falar de ti, dos teus grandes feitos, da tua admirável capacidade para trabalhar em equipa e ajudar a empresa a ser pioneira. Uma série de larotas para as quais nunca tive talento. Ah, é preciso nascer com esse dom! Se nasci, logo perdi. A rapariga mais-nova mostrou-me o seu CV e sem dúvida ela domina a arte de se auto-promover. No papel parece uma heroína, alguém jovem e fresco, promissor, que pode crescer numa empresa e ajudá-la a florescer. 


Ao mesmo tempo que é um currículo de uma pessoa maravilhosa, conta apenas com uma experiência profissional. Ainda tenho uma vaga ideia do que é estar a começar a vida... Curriculos quase em branco! Isso alguma vez existiu???

Como é que uma pessoa com apenas uma experiência profissional na vida pode entender, sequer alcançar as complexidades de alguém mais experiente, que tem tantas, mas tantas, debaixo do cinto? Cada qual uma luta por si só... Nada foi fácil. Muito sapo engolido, momentos de desespero, de desilusão e de alguma alegria também.


Pessoas a começar que não tiveram realmente nenhum grande contacto com o mundo laboral ainda não tem um olfacto desenvolvido. Falta-lhes passar pela experiência de meses ou anos com a "colega invejosa", de patrão "atiradiço" ou de "complot para te tramar no trabalho". 

Ainda tem as preocupações com o salário, as horas de trabalho, horas que não são pagas mas tens de fazer ou te demitem, emprego precário, trabalhos de enorme esforço físico... Ela nem sequer passou pela comum experiência de trabalhar num café ou restaurante para ganhar uns tostões extra. Mas também há quem tenha se dedicado a isso por curtos períodos de tempo sem grande dedicação e se julgue experiente q.b.

Sortudos daqueles que sabem se vender. Não os invejo, não os admiro, acho que estão bem para os tempos que correm, somente isso. 


terça-feira, 21 de maio de 2019

Uma nova categoria para Post: CINEMA


Filmes aos quais ainda não assisti e não faço questão de o fazer:

Nope

Zero Paciência



Qualquer Harry Potter

Não calhou, contaram-me vezes sem conta a história, vi partes

Os últimos 3 Homes Aranha

Sem paciência para super-heróis de acção, músculos e espadas martelos


Filmes aos quais (infelizmente) assisti e sinto obrigação de alertar todas as pessoas: não vejam!!! 
(porque é pior que bosta, é lobotomia!)


E se for exibido num canal de televisão, este é o filme que nunca irei voltar a assistir:


E vocês?

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Amizades punitivas

Um conhecido meu costumava receber muitos comentários nas mensagens e fotografias publicadas no facebook.  A determinado momento deixou de os ter. Dá até dó, perceber que só o pai e a mãe lhe deixam comentários. 

O aparente motivo? Infidelidade. 
Tudo aconteceu depois do rapaz engraçar-se com outra mulher que não a esposa. 


Sim, ser infiel não é bonito. Mas que resulte em tornar uma pessoa um párida e todos cortem os laços de amizade deixa-me atónita. Mas que mundo é este em que tantos se julgam no direito de atirar pedras, como se não fossem eles também pecadores?

A traição diz respeito a ele e à mulher. Não é algo que diga respeito aos amigos ao ponto de cortarem relações. Claro, eram todos amigos em comum e daí um partido foi tomado: o da vítima. 

Tenho a amizade num patamar mais elevado, onde se aceitam as pessoas pelo bom e o mau que têm. Não é preciso passar a mão pela cabeça, mas abandonar, assim? É desumano

Não conheço se os contornos da situação são mais graves, para justificar tal comportamento em pleno século XXI. Mas espero que seja algo que os amigos tenham decidido fazer no círculo restrito do facebook, para não ferir a susceptibilidade da agora ex-esposa. 


sexta-feira, 17 de maio de 2019

♋ !




Seguidores!  

Achei por bem celebrar este número. Ahahha
Há algo de muito ying and yang nele.


O meu nome


O meu nome é "Portuguesa". é um nome que permite o uso de diminutivos. Existiu no tempo quem me chamasse de Portuga, Tuga e Portuguesinha.  Mas actualmente todos me chamam de Portuguesa. 

E eu sinto saudades de quem me chame de Tuga, ou até mesmo de Portuguesinha. Mas não é um trato que goste de impor. Não me vou apresentar assim para ser chamada assim. Esses são nomes conquistados, não são dados gratuitamente. Têm a ver com a relação entre as pessoas. O nome "Portuga", remete para relações de amizade verdadeiras. E a Tuga ou Portuguesinha para amizades antigas, familia íntima, para intimidade. 

Não é qualquer um que vai chamar-me por estes nomes. Podem chamar-me do que quiserem, pouco me importa. Nomes não me dizem quase nada, já se enganaram no meu chamando-me sempre por outro e não me incomoda nada. Para aquela pessoa passo a ter outro nome. É até querido. Quando o nome Portuguesa é pronunciado, é aquele que menos fala sobre mim. É como se chamassem um cão, perguntassem o nome de um rótulo... Sinto saudades de ser chamada pelos diminutivos, não por eles em si, mas pelo significado que carregam.


Quero ser chamada de Tuga, Tuguinha... 
Sinto saudade!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Limpezas complexas


Há coisa de três semanas o senhorio apareceu porque tivemos uma infiltração de água na sala, vinda do piso de cima, provavelmente do duche. Quando desci as escadas para a sala, a mais-velha estava com ele na cozinha e apanhei-a a fazer-lhe "queixinhas". Estava a dizer-lhe que quando regressou o chão da cozinha estava imundo. 

Perguntei, como se não tivesse ouvido, o que é que estava "imundo" e ela, teve só um segundo de surpresa, mas depois disfarçou e agiu com normalidade: "O chão da cozinha". 

- Isso é porque ninguém está a cumprir o calendário das limpezas. - Respondo sem pensar, como reflexo. E aponto para o dito, pendurado há mais de um mês na parede, novo, colorido e reluzente. E durante um mês, apenas com o meu nome a assinalar que a limpeza tem sido feita.

Foi ela que o colocou ali para substituir um outro que eu tinha feito oito meses antes. Não perguntou, nem sequer comunicou. Decidiu. Deve ter sido uma decisão conjunta, excluindo, claro, aqui a vossa portuguesinha. E fê-lo para apontar o dedo, foi uma forma de retaliar e de me privar de usar o WC do piso inferior. Mas isso é outra história. 

No novo calendário de limpezas, eu sou a última a ter de limpar. Antes de mim vêm as três pessoas que nunca limpam nada. Estão a ver o que eu vou "herdar" de sujidade?? Enquanto aqui a portuguesinha limpou, que os outros não o fizessem não gerava "queixinhas" aos ouvidos do senhorio. Mas eu sabia que se falhasse... iam tentar incutir-me responsabilidades. Não demorou mais de duas semanas e o timming certo: as férias da páscoa. 

O timming é muito importante. Eram férias de Páscoa e todos os italianos foram passar um ou dois dias fora.  Portanto ela começou por aí: "eu não sei, eu estive fora", quando regressei «estava tudo sujo». O dedo estava claramente a apontar para as pessoas que ficaram cá na Páscoa: eu e a outra rapariga não-italiana. Elas dão-se bem mas a rapariga nova não é italiana. Se preciso for acho que não lamentam em ter de atirá-la para debaixo das rodas da carruagem, sacrificada. E nem se apercebe disso.


Respondi que para ser sincera não notei que estivesse mais sujo do que noutros dias. E é verdade. Muitas vezes está sujo da mesma maneira, com eles todos cá em casa, a terem de cumprir um calendário de limpeza. Ninguém parece incomodado. Ausentam-se alternativamente por 48h, deixando os caixotes quase cheios de porcaria, coisas por limpar e pensam que quando regressarem uma "fada do lar" terá resolvido o assunto. 

Deixaram lixo na casa, sujidade, caixotes quase cheios, não limparam como de costume. Voltam dois dias depois e querem, por magia, encontrar tudo como não deixaram: limpinho. 

Gostava que vivessem sozinhos, para descobrirem que a forma como abandonam a casa é a forma como a vão encontrar no regresso. Se não tiverem empregados para fazer limpezas para eles, ainda não inventaram casas auto-suficientes, que se limpam sozinhas.



Depois deste "flagra" que levou o senhorio a deixar uma mensagem no chat a pedir para que se assinalasse no calendário quando se fizesse as limpezas, é que, pela primeira vez em quatro meses, ouvi e vi as novas hóspedes a limpar uma divisão da casa. E lá vão assinalar no calendário.

Foi a primeira vez!

Não estavam a limpar. Deixavam a tarefa para outras pessoas. Limpavam só aquilo do dia a dia, um prato... a loiça que usaram. Deixam a mesa de madeira toda manchada com marcas de líquidos e gordura, migalhas, etc, não se incomodam com isso. A limpeza semanal serve para deixar tudo limpinho. Eu costumo limpar "a sério" mas verifiquei agora que eles não limpam de todo. A primeira limpeza da J. consistiu em "limpar" a cozinha dois dias depois desta ter sido limpa devido à visita do senhorio. Ou seja: pouco fez. Arrumou um pouco a bagunça das tralhas em cima da mesa, só isso. 

Anteontem, era a sua vez de limpar a sala: pegou no aspirador e aspirou mal e porcamente aquilo, sem desviar os sofás, sem se preocupar com os recantos. E não passou um pano de pó em nenhuma parte. A TV, a mesa, tudo tem visivelmente pó. Ainda faltam DUAS outras pessoas limparem até ser a minha vez. Conseguem adivinhar a quantidade de pó que devo "herdar"?

Na véspera, o rapaz pegou no aspirador e "aspirou" a sala. No dia seguinte, ela repete-lhe o gesto. Portanto não sei o que ela andou a aspirar... Um dia de intervalo não é exatamente limpar coisa alguma, principalmente se o pó continua espalhado e negligenciado. Contudo, a sua "responsabilidade" já foi passada a outro. 

Ontem foi a vez da outra rapariga decidir limpar a cozinha. Notei muita coisa negligenciada. A única coisa que desta vez soube fazer, foi despejar os caixotes e passar um pano na tampa, que estava cheia de gosma. 

Por isso já fiquei contente.

A área das máquinas de lavar não foi tocada, e faz parte da cozinha. Nada nos balcões foi removido do lugar, até mesmo um pacote de esparguete continuou abandonado no mesmo local onde repousava fazia dois dias. Migalhas e sujidade estavam ao lado do fogão. E a porta debaixo do fogão, que por acaso é onde ela guarda os seus mantimentos, continuou com traços secos de líquidos e molhos que ali escorreram em alguma ocasião. Seria de esperar que notasse, visto que é ela quem tem de abrir aquela porta de armário.

Estou a pensar fazer limpezas da mesma forma que eles. Levo mais de uma hora a limpar seja o que for. Eles demoram 10 minutos. 



Audiolivros? É tão mau!



Afinal não consigo escutar audiobooks. Narrados em português, os que se encontram pela internet são na maioria narrados com sotaque e jeitinho brasileiro. Os que encontrei com sotaque de Portugal parecem vir todos do Porto e deixam muito a desejar. Louvo os esforços de quem se dedica a isto, mas o resultado é muito amador para o meu gosto. Não consigo escutar, estou quase sempre a corrigir a entoação!


Dito isto, imaginei o audiolivro profissional realizado pelas mesmas pessoas que fazem dobragens de filmes. Ou até mesmo por locutores da rádio. Esses têm treino, sabem narrar uma história como ela merece. E é tudo feito num estúdio com tecnologia apropriada. Por muita boa vontade que exista de pessoas comuns como eu, rara é aquela que consegue atingir o nível de qualidade que qualquer obra merece. 

Lembro-me do primeiro "audio-book" que escutei.
Que idade podia ter? Seis? Oito anos??

Na altura era um disco de Vinil, fornecido com o livro. A obra? O gato das botas altas.


E era tão emocionante! Com sons audio de efeitos especiais como chuva e trovão, as vozes a dar a entoação certa, o grito de miau... 

A tecnologia evoluiu muito e agora chamam a isto de audio-livro. Mas tanta evolução e tanto retrocesso em simultâneo. Comprime o meu coração!

Já escutaram audio livros em português? O que acharam?