terça-feira, 19 de junho de 2018

Porquê a américa nunca será um país avançado




Uma americana publicou isto na sua conta do facebook. Imediatamente denunciei como racismo a etnias. Nomeadamente, no meu entender, preconceito para com os emigrantes.

Quando vejo coisas destas SEI que a América JAMAIS conseguirá ser um país de gente coerente, democrática, pacífica, com sensibilidade para os Direitos Humanos.

Não se lembram dos seus que passam fome, até aparecerem outros também com fome. E então gritam:
_"E os nossos? Que estão com fome! Vocês vão embora! Voltem esfomeados para de onde vieram! Aqui não há lugar para vocês!".


Um dia a situação pode reverter-se e depois quero ver...
Qual o americano que gostaria que lhes impedissem de tentar um futuro melhor roubando-lhes os filhos. Isto tem ares de Holocausto sem camaras de gás. Mas a intolerância? Essa é a mesma.

domingo, 10 de junho de 2018

Casas e casas


Ultrapassada a má impressão que terem escondido a frigideira causou, as coisas por casa estão melhores. Nunca estiveram más mas não me sentia incluida. Não participava dos convívios deles. 

Mas já existiu uma excepção, estivemos todos juntos e foi bom.

Não me interpretem mal. Comparado à outra esta aqui é um paraíso.

Mais ainda porque os outros, da outra casa, ainda não me deixaram em paz.

semana sim, semana não, recebo emails da ex-senhoria com "problemas". 

Desta vez, inventou que furei a parede para instalar uma antena de TV. E tinha de lhe pagar por isso. 
Deve estar doida. Nunca fiz tal coisa. 

Assusta-me os estratagemas que encontram e os pretextos que inventam para me contactarem, sempre com o objectivo de extorquir dinheiro. Agora temo que, se me virem na rua, tentem seguir-me só para descobrir onde moro. Estão sempre a tentar que lhes dê o meu novo endereço. 

A maldade que vai no coração das pessoas faz com que sintam prazer em perseguir outras, em não as deixar em paz.

Já deixei aquele lugar faz três meses.
Já deviam ter-me esquecido.


sábado, 9 de junho de 2018

É impossível ser-se assim tão talentoso e ser deste mundo


Estou actualmente a ler um livro que me está a deixar extasiada e ao mesmo tempo, perturbada.

Já não é a primeira vez que a escrita de Tess Gerritsen tem este poder.
As primeiras palavras de "Vanish" (desaparecidas) surtiram em mim a mesma sensação perturbadora, real, aflitiva, quando li a obra em 2005.

Foi nesse ano que "conheci" Tess Gerritsen.
Garanto-vos que admiro e adoro a forma como escreve.


Fazia alguns anos que não lia nada dela. A pesar do seu crescente sucesso, julgo que continua a não ser muito divulgada em portugal, embora já existam obras dela traduzidas e comercializadas. Porém, outras continuam a aguardar. E uma delas bem pode ser "Playing with Fire" (Brincando com o fogo) - o livro que estou agora a ler.

Digo-vos: estou a adorar!
Se o que li antes deste - também dela, «devorei» em menos de 48h, este aqui quero acabar logo. Mas dou por mim a precisar interromper a leitura. Não por estar cansada, embora provavelmente esteja. Mas por estar emocionalmente aflita. 


Que capacidade extraordinária tem esta mulher com as palavras!
Até fico a pensar como é possível. Tendo se doutorado como médica e praticado medicina durante anos, como é possível que seja tão boa em duas coisas tão distintas. Ainda por mais, toca violino. 


O que a inspirou a escrever esta história de "Playing with fire".
E compôs de verdade a melodia que faz parte da história. Tess surge aqui a tocar no piano a sua composição. Não é possível. Médica, escritora, musica. Tess é de outro mundo. 

E eu estou a adorar. E a temer. O que aí vem.

Ela dá a "papinha" toda. Sinceramente não entendo como Hollywood ainda não transformou todos os seus livros em filmes. Até a banda sonora ela proporciona. Bem melhor que Dan Brown. No entanto, este já conseguiu um Tom Hanks a protagonizar o seu herói. (Será por Tess ser mulher?)



A história começa actualmente (em 2015 quando a obra foi escrita) na América, após a viagem da personagem a Itália. Logo aí gostei da forma como a autora descreve, em poucas palavras, a primeira experiência da personagem com aquela terra e sua gente. Coisa pouca, mas que a mim soou a autêntico, com a qual me identifiquei. É como se lá estivesse: Em Itália, dentro daquela loja, conhecendo aquele funcionário. 

É esse o poder da escrita de Tess.

E é por isso que quando a história "saltou" uns anos para trás até Itália, não consegui largar mais. Os muito bem relatados factos contemporâneos, interrompidos num auge, não pareceram mais fazer falta. Estava completamente envolta nos acontecimentos daquele sítio na Itália, dentro dos lugares que ela mostra, conhecendo tão bem as personagens que ela descreve. Já nem precisava sair dali para saber o que acontecia nos EUA. Vinha aí uma história romântica, e eu, que prefiro trillers psicológicos e mistério, estava a ficar totalmente envolvida por um romance tão puro, tão autêntico e em risco quando a música dos apaixonados.


Tive de parar de ler a história mais que uma vez por temor. O que dali vem. Por temer... o horror. 
No instante em que parei de ler, toda a família de Lourenço, junto com outras famílias iguais à sua, estavam a caminhar para um comboio que os levaria para um "campo de férias". Depois voltariam, passado uns tempos - disseram-lhes. Até lhes deixavam escrever UMA carta a um vizinho ou amigo, desde que contassem que estavam a ser bem tratados e que se dirigiam para um lugar bom. 


Esse lugar foram os campos de concentração durante a segunda guerra mundial.

Nunca - e eu já vi e li tanto a respeito, me afectou tanto o que aconteceu a todos os judeus e seus simpatizantes nessa altura. E tudo devido à escrita de Tess.
Ela não deixa de fora a fé. Foi por terem fé e não acreditarem nos boatos de atrocidades, que muitos ficaram. Confiantes no seu líder, confiantes no significado dos muitos anos de vida estabelecida, no emprego digno e honesto, no negócio que passou de pai para filho... Não. Era tudo boatos. Não iam fugir para o desconhecido e para a pobreza, com base em diz-que-disse. Iam ficar no seu país, na sua casa, a trabalhar honradamente. 

E é por conseguir transmitir tão bem esse lado por vezes esquecido - o lado humano, da fé, da descrença, que me identifico tanto com estas personagens. A escrita de Tess Gerritsen simplesmente tem afinidade com as minhas emoções. Toca-as como a um piano, um... violino. 




Se puderem, leiam.
Qualquer obra dela, mesmo a da série Maura Isles e Jane Rissoli.

"Eu sei um segredo" foi a obra que li nas últimas 48 horas e é muito bom! Aqui no UK está à venda nas livrarias (lançamento em agosto de 2017, EUA) mas descobri o tão fantástico que é usufruir das bibliotecas. Que ainda por cima têm livros acabados de serem lançados. Leio e devolvo. Adoro! Adoro a partilha, adoro o empréstimo, adoro o ler sem ter de decidir qual posso comprar, sem ter de escolher entre um de muitos - posso lê-los a todos. E não tenho de os possuir. Partilho-os. 

terça-feira, 5 de junho de 2018

é complicado não viver sozinho


Estou incomodada com uma coisa. E essa coisa já me estragou o meu dia de folga.

Reparei que uma frigideira que usei, lavei e pendurei ontem, não estava mais no lugar.
Intrigada, fui olhar na gaveta, o único outro lugar onde poderia estar e também no frigorífico que não me pertence, não fosse alguém ter precisado usá-la e metê-la por lá.

Aí lembrei-me do armário com panelas que o senhoria me mostrou quando vim ver a casa. Foi nessa altura que perguntei se a casa tinha esses utensílios ou se tinha de trazer os meus. Ele respondeu que a casa os tem, mas aqueles no armário pertenciam a alguém.

Então ao armário NUNCA fui.
Só uso o que vejo na cozinha, o que me foi dito que era para usar.

Então ontem, numa das raras ocasiões em que me dá para isso, cozinhei. Usei a frigideira, lavei e pendurei no lugar onde sempre a vi.

E hoje quando reparo, não está mais lá.
Como disse, fui encontrá-la no armário que pertence a outra pessoa.

Isto para mim é o mesmo que me dizerem: "Isto é meu, não quero que mexas!"

Muito mesquinho!
É que eu é raro cozinhar. Porque nem sempre tenho vontade, nem sempre tenho tempo e porque outros também cozinham. Divido a casa com outras quatro pessoas, e todas se dão bem e são cúmplices. Nunca me convidaram a tomar uma refeição junto com eles. E já faz para mais de dois meses que vivo aqui.

Portanto, não me sinto incluída, verdadeiramente.
Tanto assim é que, se não fosse por uma mensagem do senhorio a avisar que vai mostrar o quarto de um dos inquilinos a um novo candidato, duvido que alguém me contasse que um deles vai embora. Vai o rapaz que faz parte do casal. Sim, tenho um casal aqui e isso nunca é bom. Cada vez que brigavam ficava no ar aquela coisa de "preciso falar com a minha amiga sobre a briga" e eu saia da sala para que elas se sentissem livres para falar.

É o elemento ERRADO do casal que vai abandonar esta casa.
Nisso não tenho dúvidas.

Estou a pensar confrontar as duas raparigas com este facto. Não é a primeira vez que algo que eu uso é removido do local e colocado noutra parte. É quase como que dizer: "Isto é meu, não quero que uses!".

O que está LONGE de ser a postura indicada para uma casa onde as pessoas aparentavam ser dadas, compreensivas e sem problemas de maior.

A mais nova da casa - que só cá veio habitar uma semana antes de mim, logo pareceu querer tomar conta e dar ordens. Exibiu comportamentos que não me cairam muito bem. Mas relevei. O meu erro sempre foi relevar, por isso acho que agora não posso fazê-lo. TENHO de confrontar a pessoa com as suas atitudes. Ela também faz o tipo que entra na sala quando eu estou e não me diz olá. Mesmo a passar por mim, acabada de entrar, e nem um cumprimento.

Sem dúvida devia ser ela a sair da casa e não o namorado.
Houve um dia em que ela não esteve e ficamos só nós os quatro. Foi um dia sem stress e onde todos falaram entre si. Quando ela está parece que o convívio fica restrito ao grupinho.

Depois tem a mania.
De que faz tudo bem. A primeira vez que a vi a limpar a cozinha, mandou-me sair porque queria limpá-la. Eu precisava comer algo porque já era tarde e não tinha tomado o pequeno almoço. Então pedi-lhe que me deixasse apenas apanhar algo da dispensa e prometi que não voltava.

Sei lá o que tirei... umas bolachas.

No final, ela chama os amigos e diz-lhes:
"Vejam, eu limpo bem, não limpo? E agora passa a ser assim: a reciclagem é aqui e não mais ali e a esponja é só para lavar a louça e é deixada acolá. Está bem limpo, não está? Eu limpo bem. Vejam, limpei aqui e aqui..."

Um mês depois calhou a mim limpar a cozinha. E quando desviei os frascos de especiarias, estava a bancada replecta de pó, tufos de pó, terra, especiarias diversas, plásticos com livros de instruções empoeirados e bixos pequenos.

A limpeza dela não foi assim tão eficiente. Aliás, a limpeza de nenhum deles, caso contrário aquele canto da cozinha não denunciava a falta de limpeza de vários meses. O mesmo aconteceu no móvel atrás da televisão - cheio de tufos de pó e sujidade, e debaixo do sofá - o chão estava cravado de sujidade, migalhas, bolachas, plásticos, chocolates que cairam, etc, etc.

Mas agem como se fossem as melhores a limpar tudo e o resto ficasse aquém.
Também sujam um pouco mais que todos mas... quem se importa.

No geral, a casa é mantida limpa e isso eu gosto.
O que não estou a gostar são estas indelicadezas. O esconder coisas que antes estavam a uso da casa, só porque me viram a usá-las. O mandar «recadinhos» sobre as limpezas, escritos no quadro ou ditos como quem "não quer dizer mas diz". Eu nunca precisei de "anunciar" que limpei. Limpei e está à vista. Não vou andar a correr atrás deles a verificar se a limpeza que efectuaram está de acordo com os meus critérios. Mas acho que não é assim que eles agem. E isso é outra defeito muito complicado de aceitar numa outra pessoa.

Eles próprios dizem que eu devia comer melhor e cozinhar. Principalmente sendo Portuguesa - seja lá o que isso quer dizer. Pelos vistos os portugueses cozinham, não comem comida pré-cozinhada nem usam o micro-ondas. E no dia em que eu o faço, toda feliz, seguindo uma receita deliciosa de minha mãe, oiço-as a falar na língua delas o seguinte:
-"O que estás a cozinhar?"
-"Não sou eu".
-"Mas quem está a cozinhar".
- "xxxxx (não entendi o termo mas não disseram o meu nome) e acrescentaram com ironia e riso: «surpresa»!

Como se eu não pudesse cozinhar também. Tão habituadas que estão a ter o espaço só para si.
Até tive a cortesia de começar cedo para que pudessem depois usufruir do espaço para elas mais tempo.

O que percebi é que não lhes agradou.
E no dia seguinte, retiram da cozinha a frigideira que usei.

Estou a DETESTAR isto.


domingo, 3 de junho de 2018

Um dia no trabalho - a da cadeira de rodas



Entre os muitos clientes que atendi hoje (uma média de 1000 por dia, se calhar) lembrei agora da pior de todas: a mulher na cadeira de rodas e o seu (presumido) marido. 

Assim que apareceu a rebolar já tinha ares de ser má peça. Mas não a julguei por isso. Surgiu a ser empurrada por ele. Ambos, sem pararem e sem me olharem. Ao passarem por mim, ela solta como se fosse um grunhido: "Southampton".


É uma das formas de não comunicar com civismo que não gosto. Se se busca informação de outra pessoa EU fui ensinada a abordá-la primeiro com um cumprimento. Usa-se o boa tarde, bom dia, se faz favor, desculpe, olá, e por aí fora. Não FALTAM recursos linguísticos à disposição - tanto em português como em inglês.

Faz-se a questão com um ponto de interrogação, mantendo o contacto visual e, no final, a despedida com o recurso a palavras como "Obrigada, bom dia, muito obrigado, adeus, Ok, excelente, entendido", etc, etc, etc.

Mas as pessoas são um mistério. Devo dizer que muitas limitam-se a grunhir uma palavra, não estabelecem contacto visual, nem sequer param de caminhar e ainda por cima esperam resposta imediata como uma bala, curta, convincente e satisfatória.

Há gente muito mal educada.

Mas também há as educadas. Que valem 1000 vezes mais. Muitos bem jovens. Muitos bem idosos. Uma geração pelo meio que anda ali entre o é e o não é...

Voltando à da cadeira de rodas, uma mulher nos seus 40, loura mal pintada, ar de destratável acompanhada de suposto marido de igual nível, pára por dois segundos a cadeira de rodas quando já tenho outro cliente para atender na minha frente. E fazendo com que eu tenha de girar o corpo para trás e o pescoço, pois já está pelas minhas costas, grunhe outra questão:
"Posso ir p'ra li (para a frente da fila) por 'tar na cadeira de rodas?"
Eu: -"Isso não sei, senhora. Tem..."

-"Não sabe! Pensei que fosse informação" - solta com extrema antipatia e cinismo o suposto marido, já a empurrar a cadeira e sem me deixar terminar.

Sou informação, mas não a que queriam!
Para essa tinham de se dirigir a outros e eu estava a ser cortes ao responder. Pois não pertencia à firma que ela queria. 

Ambos só pararam dois segundos - o tempo para quererem usar a cadeira de rodas para ter prioridade sobre todos os outros. Como se os que aguardam de pé não se cansassem mais que os que estão sentados. Detesto aproveitadores de fragilidades. Reconheço em pessoas que ali passam com verdadeiros problemas de locomoção mais simpatia e sofrimento que aquela mulher, sentada toda inclinada para a frente, como quem se senta numa cadeira que não usa com frequência. Para mim o mal deles estava na má educação e no oportunismo. 

Muito rude.
O comentário do homem foi dito com muito baixo nível. Foram o tempo todo rudes. Em toda a abordagem e linguagem oral e comportamental. Entristece-me que existam pessoas tão simplórias. No fundo estava estampado na presença deles. Outros colegas meus, tarimbados e borrifando-se, tinham fingido nem ver, nem ouvir.  

Resta-me explicar que não me cabia a mim dar resposta nem à primeira nem principalmente à segunda questão. Mas como tanta vez acontece, por trabalhar com informação geral, pensam que sei tudo. Sobre outras empresas inclusive. Só sei das minhas. 

A seguir uma menina muito jovem teve a paciência de lidar com a minha expressão de descontentamento e muito educadamente fez-me uma pergunta e agradeceu a resposta. 


Muito bom! De rir de princípio ao fim


Eu estou muito atrasada no que respeita ao humor do Ricardo Pereira.
E não me importa nem um pouco.
Não tenho pressa em apanhar nenhum comboio.

Como tudo o que é bom na vida, quer-se em doses bem administradas. Porque é como sabe melhor.
E fico feliz por saber que tenho sempre algo inesperado para encontrar.

Este vídeo, pelo logotipo, deve ser bem antigo. Mais de 10 anos.
Mas ri, e ri e ri às gargalhadas até ao fim.
O resumo está perfeito, encaixa na perfeição e o timing é brilhante.
Nem sei como o Miguel Guilherme não se desmanchou a rir.


sábado, 2 de junho de 2018

Cosmetic


Vivemos num mundo de cosmética.
O que aparenta ser é o que importa.

O que é é irrelevante.

Finge-se que se dá, que se mantém, que existe.
Finge-se que se cuida, que existe preocupação e genuina vontade de ajudar.

Tudo balelas.

DINHEIRO.

Esse é o Rei.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

No news is good news...


No news, good news...

É verdade.
E estou aqui a dá-las. Portanto...

Karma. Estava a pensar nessa ideia compensatória que deve ter sido criada para agradar os pobres.
Refiro-me ao "aqui se fazem, aqui se pagam".

Balelas.
Tudo balelas!!

Só fiz o bem. Nunca o mal e nunca querendo.
Não recebo coisas boas.

Parece que comigo a felicidade é sempre de curta duração e volta o pesadelo.

Conheço uma pessoa que é mau indivíduo, não gosta de trabalhar, só o faz três dias por semana... e descobri que ganha mais que eu. Pior: foi trabalhar uma semana inteira (como o comum dos mortais) o que lhe era totalmente atípico. Estranhei e percebi que havia algo por detrás disso. Julguei que os superiores finalmente tinham lhe apanhado a careca e estipulado um ultimato: ou trabalhas mais ou vais para a rua.

Pensei errado...
Existia um BÓNUS de produtividade que estava ao alcance de todos. E por dinheiro, bom dinheiro, ele foi trabalhar... uma semana. Tirou quase 600 libras de bónus. Um tipo que é falso todos os dias, que detesta o que faz, que só trabalha três porque quer não trabalhar nenhum, que força os outros a gastar dinheiro, que faz calote nos transportes públicos e, finalmente, que toda a vez que telefonou para o emprego a dizer que estava doente, NUNCA esteve. E ainda se gabava todas essas vezes, que ganhava dinheiro à mesma. Era pago o salário aparecesse para trabalhar ou não.

Um chupista, aproveitador.

Nestes últimos dias esse chupista tentou extrair mais dinheiro da minha pessoa. Mesmo à distância, por intermédio de terceiros. Mau carácter. Desejei que todo a sua natureza ficasse a descoberto e acabasse sem o emprego que tanto detesta e do qual se aproveita. Seria justo. Justiça poética. E nisto soube hoje que quem já não tem emprego sou eu.

Estou de rastos.
No zero novamente.

Porra para a Justiça Poética.
É apenas uma história do Walt Disney tal e qual a do capochinho vermelho.
O lobo mau sempre se safa, amigos.
Sempre.
O capuchinho é comido e tudo lhe é tirado.