quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Koreia do Norte por norte coreanos e trump

Deixo-vos esta pérola.




Tão óbvio.
Uff and puff. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pés e pernas sobre um fundo azul


Já começou.
E já enjoa.

A quantidade de fotos de pés e pernas com unhas pintadas ou por pintar, com pêlos cutâneos ou sem, com ou sem tatuagens já começou a invadir o meu facebook como uma praga enjoativa.

Sim, chegou o meio de Agosto...

Blhac!








segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Calona, muito calona!

Hoje um outro potencial inquilino veio ver o quarto que vai vagar no final do mês.

A «nova inquilina» vai passar a ser a terceira inquilina. 
E ela tem sido uma decepção.

Não faz a ponta de um corno. Só usa a casa como se fosse um hotel.
Não limpa o forno depois de o deixar sujo.
Não varre umas quaisquer migalhas que tenha deixado cair.
Enche os caixotes de lixo com lixo que acumula no quarto. Mas não os despeja.
Não faz a limpeza!

Que raio. Na vez que lhe coube, primeiro «fingiu» não ter dado conta. No mês seguinte lá limpou - mal, mas eu celebrei o gesto. (ver post). Passado outro mês simplesmente escreveu uma data no calendário dando a limpeza como feita - quando não mexeu uma palha!

Depois foi o que já aqui relatei... 

Aspirou e despejou cestos. Mais nada.

Outro mês passou e amanhã é o último dia que tem para limpar no prazo que lhe cabe. Como a seguir é a semana do que está ausente,  ainda lhe dou esse prazo. Mas sinceramente... tudo nela é pouco motivador.

Está fechada no quarto quase o dia todo. Tenta não deixar os outros perceber se está em casa ou não. Ontem nem sei se entrou ou se já cá estava... Só dei por ela quando tossiu. E ao descer as escadas, deparo-me com isto: 


Papelada que o carteiro atirou para dentro de casa. E eu fiquei naquela... será que a terceira ao entrar em casa não viu isto?? 

De madrugada saí eu para o emprego e, cheia de pressa, simplesmente passei por cima dos ditos. Também o fiz por querer perceber se a calona seria capaz do gesto de vergar a coluna para os apanhar. Já que até é a vez dela de limpar a casa e só lhe ficava bem... não é?

Pois quando regressei às 18h, encontrei a imagem acima.
Não tocou num único papel.
Mas decerto teve de sair de casa... ou já não trabalha??
No mínimo teve de descer as escadas para ir à cozinha comer. E ao ver os papéis no chão não foi capaz de apanhar um!!

Se quando cheguei ela já estava em casa ou fora, até agora não sei. Mas julgo que estava dentro, pois ouvi a porta do quarto abrir, ela descer e depois subir as escadas, após escutar uma batida à porta. Se estava fez-se de morta.... como um rato. É muita imaturidade e infantilidade para mim a esta altura do campeonato. Isso e os oreos... Só imaturidade. A míuda do andar de baixo é capaz de ter a mesma idade que a terceira, mas é muito mais mulher, adulta e responsável. Nem tem comparação.

O pior é que não foi capaz de apanhar as cartas do chão mas para recolher uma encomenda do carteiro à porta... foi a voar!

E a sala?  Coloca amiúde o estendal em frente da TV... e faz duas semanas que depositou roupa por toda a sala - inclusive mesa e cadeiras e não há meio de a recolher! Aquilo parece um armazém de entulho.


Estou muito pouco optimista e creio que a minha intuição inicial estava cheia de razão. 
Calona. Indiscutivelmente calona.

Eu jamais escolheria para morar cá uma miúda que não sei porque razão saiu da casa onde estava... Cá para mim saiu escorraçada por outras da sua idade que não suportaram a sua inércia e descaramento. 

domingo, 13 de agosto de 2017

Coisas (só) de HOMEM



Só não usam o berbequim para fazer um furo nas orelhas porque... Enfim. 

Ainda não arranjaram como.




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Achei as Oreos!


Foram parar ao intestino grosso da «nova inquilina».
Todos os três pacotes.

Sim, foi ela que se «servi das bolachas, sem dar cavaco.
E sempre lá ia quando me via a sair de casa.

Cheguei a duvidar da minha sanidade mental. 
Preferi acreditar que as tinha colocado noutro lugar, ou que haviam caído ao chão do que pensar que foi por acção de alguém que tinham desaparecido. Até ponderei ter em casa um fantasma obcecado por bolachas Oreo.


Quando ontem de tarde dei por falta de um pacote das de chocolate, convenci-me que tinha sido eu que o comi aquando a compra, uma semana antes. Mas horas depois, quando vou para me servir de um produto que guardo na despensa, dou por falta do pacote de Oreos brancas. Oh diabo! Será que me confundi? E elas nunca estiveram ali?? Será que as meti noutro lugar??

Revirei tudo, até fiquei com insónia tal era a confusão que aquilo me fazia.
Pelo sim, pelo não, não fossem elas ter caído ao chão e alguém as ter apanhado, coloquei um bilhete no frigorífico oferecendo uma guloseima que havia comprado e a perguntar se alguém havia visto as minhas oreos. 

E como sou de fotografar tudo, tirei uma foto ao pacote que restou - o de morango, só para provar que não estava a dar em doida.

Na manhã seguinte abro a despensa e olho o frigorífico: o meu recado continua ali, nenhuma mensagem me foi deixada. O pacote Oreos de morango continua lá. Saio novamente de casa por volta do meio-dia e regresso duas horas depois.

Quando vou abrir a despensa para tirar algo, noto que o pacote de Oreos Morango desapareceu.

-"Alguém está a pregar-me uma partida!" - disse eu.
Ao mesmo tempo voltei a pensar se não estava a perder o juízo e não seria o caso de ter retirado o pacote do lugar e não recordar... Estava a ficar preocupada. 

E como havia trocado algumas palavras fazia segundos com a rapariga do andar de baixo, fui bater-lhe à porta. Perguntei-lhe se me estava a pregar uma partida ao me fazer desaparecer os pacotes de Oreos. 

Mostrei-lhe a despensa, garanti-lhe que havia deixado ali um pacote, brinquei que deviamos ter um fantasma que só gosta de Oreos... e mostrei-lhe a fotografia que tirei quando achei que podia estar a dar em doida sem saber... 

Como eu esperava, ela não tocou em nada e até brincou se eu não seria sonâmbula com uma predilecção por Oreos...

A situação estava a fazer-me confusão e eu não gosto de acusar ninguém sem ter certeza. Mas só restava uma opção... E foi a rapariga do andar de baixo que o disse:
-"Pergunta à nova inquilina".
-"É o que vou fazer" - respondi.

Depois de almoçar, subi ao andar de cima e bati na porta do quarto da moça. Ela pareceu hesitante. Em falar e em abrir a porta. Perguntei-lhe pelas Oreos e ela respondeu que foi ela que tirou. Aliviada expliquei-lhe que julguei estar doida, porque podia jurar que as tinha ali mas ao mesmo tempo já estava a duvidar de mim mesma...

Fui muito simpática e não fiz nenhum alarve conflituoso por ela ir propositadamente tirar da despensa que só eu uso um pacote de bolachas não uma, mas duas vezes (pensei eu) e sempre em alturas em que me via fora de casa, sendo que podia tê-lo feito quando eu cá estava e pedir-mas ou contar-me que não resistiu e se serviu das mesmas.

Mas não o fez. Calou-se. Vive fechada no quarto e por vezes eu sei que só sai de lá se eu sair por umas horas de casa. E cada vez que virei as costas, era um pacote que desaparecia. Ela agiu como um rato matreiro, continuou a servir-se despreocupadamente não uma, não duas, mas três vezes. Sem deixar um recado, sem dar cavaco. 

Da forma como tudo se esclareceu, a rapariga do andar de baixo acabou por ser testemunha do ocorrido. Não deu grande importância mas, com ela, acabei por deixá-la entender que achei a atitude da outra um pouco estranha. Mas não desenvolvi. A minha aversão em falar negativamente de alguém por vezes prejudica-me. Já escrever é mais fácil... e por vezes tudo o que não é falado é escrito em dose massiva.

Adiante: no fundo não fiquei aborrecida. Mas ao mesmo tempo tem um outro lado meu que me alerta... para ter cuidado. Porque quem hoje espera que te ausentes para ir se servir de algo teu... amanhã pode fazer o mesmo, só que não se vai tratar de Oreos...

Ela acabou por admitir que as tirou mas só porque eu a confrontei com o desaparecimento das mesmas. Devia ter sido ela a ter a iniciativa, principalmente depois de escutar a conversa que tive com a outra, a aproximar-se e a dizer que se havia servido das bolachas. Mas não o fez. E ia continuar sem o fazer, mantendo-se fechada no quarto com as minhas embalagens vazias lá dentro, enquanto eu as procurava freneticamente cá fora, achando que podia estar mal da cabeça. 

Para suavizar a sua atitude, respondeu-me que pretendia repor as bolachas sem que eu desse conta... Mas se o pretendia, levou o seu tempo. Principalmente depois de ver o meu recado, logo pela manhã. Não foi o suficiente para a motivar a fazer a reposição. Ao contrário: foi servir-se do último pacote!!

No final da tarde, ela desceu as escadas sem dizer "olá" a nós as duas, que estavamos ali mesmo a conversar, e saiu. Menos de 20 minutos depois entrou novamente em casa. Quando eu desci e entrei na cozinha, tinha três pacotes de òreos deixados em cima da bancada. Com um bilhete onde ela desenhou um smile...

Soube tirá-los debaixo dos paezinhos e servir-se um a um... e não soube arrumá-los no sítio?
Bom, mas isso é o de menos...

Eu já havia decidido que só queria solucionar o mistério, não fazia questão que ela me devolvesse as bolachas. Comeu-as. Pronto. Não precisava de as repor. Eu ofereço-lhas. Nem são as minhas favoritas. Comprei-as porque estavam em promoção e pretendia triturá-las e misturar a um gelado. 

O meu espanto contudo, não havia terminado. Pois como expliquei, convenci-me que havia comido o pacote das de chocolate - o primeiro que dei pela falta. Mas ao ver em cima da bancada três pacotes, percebi que não tinha sido eu a comer essas bolachas, mas ela!

Que ousadia!
Ou que descaramento.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Alguém viu as minhas Oreos?


Hoje quando cheguei do supermercado fui colocar os pacotes de sementes de sésamo e os pãezinhos junto com os das bolachas oreo. Quando para meu espanto, ao invés de lá estarem três embalagens - que foi a quantidade que comprei a semana passada no dia de folga - estavam só DUAS. As de morango e as normais. As de recheio com chocolate tinham desaparecido.


Fiz um esforço enorme para me lembrar se tinha aberto o pacote para as comer no próprio dia em que as comprei. E convenci-me que foi isso mesmo que aconteceu. 

Entretanto subo para o quarto com mais dois pacotes de bolachas que tinha comprado hoje. Servem para serem «devoraradas» aquando aquelas crises de apetite noturnas ou matinais (em que não nos apetece ir à cozinha). E dá sempre jeito ter umas já na mochila, que é para quando estou no emprego não me faltar o que comer quando faço uma pausa.


Meti-as na mochila e quando cheguei ao quarto, tirei-as da mochila. 
Depois ligo o computador, retiro umas imagens que fotografei do dia de chuva de hoje (que era para ser o post de agora mas vai ser adiado) e adormeço. Adormeço do imenso cansaço que tenho acumulado do trabalho.

Acordei já passava das 20h. Quando desci à cozinha e abri a despensa onde só eu guardo mantimentos (o resto é tachos do rapaz que cá não está e tralhas diversas), para alcançar os pãezinhos, quando reparo que debaixo destes não estão as óreo normais.



Fico aparvalhada. Como que a duvidar de mim mesma. A duvidar do que os meus olhos viram e a minha percepção sabe. Fazia instantes elas estavam ali. Tinha a certeza! Poderia EU tê-las agarrado junto com os outros pacotes e trazido-as cá para cima? Podia jurar que não... Mas se calhar, talvez, mesmo não as querendo e tendo-as comprado para levar para uma viagem que vou fazer daqui a um mês, talvez tenha agarrado nelas. Talvez até tenham caído no chão. Ou talvez as tenha deixado fora da despensa. Mesmo que as embalagens tenham sido colocadas de lado, atrás de uns fransquinhos de compota e por baixo dos pãezinhos de sésamo. Talvez... tenham rebolado e caído? Até isso levei em consideração, mesmo que todos os 12 frascos de compota que impediam que tal acontecesse continuassem ali.


Eu quis acreditar que EU tinha sido a responsável pelo desaparecimento do pacote de bolachas. Porque caso contrário, alguém cá em casa achou-se no direito de se «servir» de algo alheio. 

E isso é muito mau.


Costumo partilhar coisas que tenho mas que não vou usar ou estão quase a expirar, deixando-as em locais onde todos podem ver e com um bilhetinho a os convidar a se servirem. Foi assim com o bolo-de-rei que recebi no Natal, embora ninguém o tivesse provado.

Foi assim com os donuts que comprei em demasia, com as baguetes de pão que comprei em embalagem de três, foi assim com o ketchup e maionese que quase nunca uso... Coloquei à disposição, com um bilhete.

Agora se alguém se sentiu no direito de usar o que não coloquei à disposição, indo propositamente abrir uma porta que dá acesso a uma despensa onde não existe nada que outros sem ser eu possa desejar... Isso incomoda-me.

E estou abismada e a tentar me convencer que estou errada até agora.
Porque não quero acreditar.
Não quero.

Não é pelo pacote de bolachas que estava guardado para não ser consumido. É pelo significado do gesto.


Para ser honesta, tudo começou há dois dias, quando reparei que alguém havia tirado UMA LIBRA do pequeno prato onde ficam uns trocos do dinheiro que costumavamos colocar de lado para as compras em comum da casa. Existiam seis libras e uns trocos, passaram a cinco.


Aquilo intrigou-me um pouco, porque antes disso percebi que alguém havia tirado o prato de cima do micro-ondas e o colocado na bancada. Sem nenhum motivo ou necessidade. Quase que tive para o voltar a meter no lugar, mas abstive-me de lhe tocar, não fosse a pessoa que o movimentou achar nisso algo estranho. Então o prato ficou ali um dia até que no outro, voltou misteriosamente ao lugar. Mas nem sequer olhei para a quantidade de moedas lá deixadas.


Foi só por casualidade na noite seguinte, que pelo brilho da luz do teto nas mesmas reparei no número ímpar de moedas. Via sempre pares e agora estava ali algo estranho... eram ímpares. Foi então que dei conta. Mas mais uma vez, tentei convencer-me que estava errada e que nunca haviam ali estado seis libras nos últimos quatro ou cinco meses. Talvez tenha me enganado


Ao mesmo tempo fiquei indignada porque só três pessoas estão a viver cá em casa. Eu não toquei nas moedas. Tenho total confiança na rapariga do andar de baixo, pois também ela nunca mexeu no dinheiro e foi sempre das primeiras a meter qualquer quantia ali, sem dar grande importância em pagar algo do próprio bolso. 


Resta-me apenas uma suspeita... 
Que encaixa no perfil.



Mas não quero acreditar.

Porque de todas as pessoas na casa que podem tirar aquelas moedas dali e fazer o que quiserem com elas, a única que moralmente não o pode fazer é a «nova inquilina». Porque não contribuiu com nenhum cêntimo ali. Quando ela chegou - já faz talvez três meses - já não estávamos a dar continuidade à «tradição» de meter os trocos de lado para a compra de detergentes e afins. O papel higiénico passou a ser «cada um traz o seu» ao invés de ser partilhado. E daí os trocos não precisaram ser usados, pois pequenas coisas como sacos de plástico para o lixo, cada um compra quando disso fosse necessário. 

Então as moedas acabaram por ficar ali, tal como outros cêntimos estão «abandonados» sabe-se lá por quem na sala. Já lá estavam quando eu cheguei, por isso não lhes toquei. E se calhar ninguém toca porque quem os deixou ali não mora mais cá.

Seja como for...

Onde estão as minhas óreos?
Estou desejosa de ser a responsável pelo seu desaparecimento! Mas já vasculhei tudo. Abri a mochila cinco vezes, apalpei tudo. Desviei o edredon da cama, levantei-o, olhei debaixo do colchão, olhei de lado, olhei debaixo da cómoda, dentro de sacos, debaixo da roupa deixada no caldeirão... 


Como que, por magia ou acção fatasmagórica, o pacote de óreos fosse desaparecer da despensa para aparecer aqui. É que ainda por cima lembrei-me que meti o pacote de pãezinhos em cima das óreos. Por isso, para terem desaparecido, se não fui eu, foi alguém intencionalmente. Pois sabia onde o encontrar e teve de levantar os pãezinhos para alcançar o pacote, sem derrubar nenhum dos 12 frasquinhos de compota. 

Ainda estou pasma!
Ainda estou a procurar aqui no quarto, enquanto escrevo isto...

Em todo o caso, decidi colocar à disposição dos moradores da casa mais uma guloseima que comprei mas que não apreciei por aí além. Aproveitei o meu ato corriqueiro para, no bilhete que escrevi, deixar uma nota onde pergunto: "Alguém viu as minhas óreos"? 

Espero sinceramente que alguém aproveite a oportunidade que lhes estou a dar. 
Porque não estou doida... 
Mas se coisas assim continuarem a acontecer, vou ficar.
E vou deixar de achar esta casa segura.
Os quartos não têm fechadura - excepção para o quarto do "lord", que está de férias e certamente o deixou trancado à chave.

Qualquer porta aqui de casa abre-se se alguém girar a maçaneta. E isso deixa-me insegura caso se comprove que alguém anda a fazer «pequenos furtos». Tenho o quarto cheio de moedas. De início preocupei-me em deixá-las soltas mas com o tempo despreocupei-me e deixo-as em cima da cómoda e na beira do estrado da cama. Como as coleciono, até comprei um album para as colocar. Sò que este não serve para todas e vou comprar mais. Entretanto deixo-as soltas, num quarto destrancado, junto com todos os meus pertences e, ocasionalmente, passaporte. 

Mas acho que vou continuar a ser rigorosa com a minha documentação e esta vai ter de andar comigo sempre. Podem roubar-me dinheiro, roupa, malas e computadores. Mas documentos não.


A rapariga do andar de baixo está de saída. O que lamento, pois era em quem mais confiava e a mais descomplicada das criaturas. Resta-me uma rapariga que ainda não ganhou a minha confiança e que, agora, está em risco de não a obter e o rapaz que, quando chegar, vai regressar a colocação de «defeitos» nas coisas feitas pelos outros.

A rapariga que ainda não ganhou totalmente a minha confiança passa muito tempo em casa. Escutei-a à semanas a dizer a alguém ao telefone que não tinha dinheiro para sair, não ganhava o suficiente e que não estava satisfeita com o tipo de trabalho que tem, embora adorasse as pessoas. Confessou que abusou nas noitadas, que ficava bêbada em todas as saídas e que, nisso, gastava todo o seu dinheiro. Entre outros desabafos de fracassos amorosos, escutei isto porque dá para ouvir conversas de quarto para quarto - a voz tem essa capacidade. Depois ela desceu para o andar de baixo e deixei de escutar seja o que fosse. Isto aconteceu dias depois de eu estranhar o fato dela estar tantas vezes em casa e após ter descoberto as beatas no jardim e tê-la «apanhado» a tentar fingir que limpou a casa quando de facto não o fez.

Ou seja: isto aconteceu há quase um mês! Porque a vez de ser ela a limpar já chegou novamente...
E vou aguardar, para ver como a preguiçosa vai decidir agir. Se como uma adulta responsável ou como uma adolescente inconsequente. 

A «nova inquilina» vai perder o posto para o/a próximo que vier. E eu só espero que essa pessoa seja alguém decente e que cumpra três requisitos essenciais: Entre logo com dinheiro para a conta da luz e gás, limpe bem a casa quando chegar a sua vez e seja silencioso durante todo o dia. 




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O ramo de flores que me deram o mês passado


Era para ir para o lixo.
Mas ao invés de as deitarem fora, os rapazes da loja que as vende ofereceram-mas. 


E talvez por as saber que iam ser descartadas, gostei de impedir que tivessem esse destino. 



Pensei que não iam durar mais que um dia. Mas ia valer a pena, por apenas um dia, tê-las a embelezar a casa. 

Talvez por gratidão ao cruel destino que lhes estava reservado, as flores continuam lindas e resplandecentes, frente a uma janela solarenga. Como que a agradecer.







sábado, 5 de agosto de 2017

Novidades Laborais - como rebuçado


O bully está de saída.

O motivo da sua saída ainda não está bem esclarecido. Mas, claro, tem tudo a ver com a quantidade de vezes que se meteu em sarilhos

E agora está um doce comigo. Mas ponham doce nisso. Está até enjoativo de tão doce.


Para terem uma ideia da mudança radical do indivíduo, este costumava dar-me encontrões e de imediato falava agressivamente: "sai-me daqui!". Agora, mal me roça, sai-se com um "desculpa". Também aproveita qualquer oportunidade para «ensinar-me» coisas... esquecendo que recusou-se a explicar-me seja o que fosse quando a ele recorri, no início da minha formação. Além disso os modos mudaram. Subitamente aprendeu a falar com jeitinho, o que não soube fazer durante 9 meses como «chefe». Mas não me engana. Pode vestir a pele de cordeiro que quiser, sei que é uma capa de faz-de-conta. Mal chega um stress ou outro e todo o seu verdadeiro ser volta ao de cima com facilidade. Por mais que disfarce.

Não entendo uma coisa e é aí que vocês podem ajudar a elucidar-me. 
Como é que uma pessoa pode ser tão malévola, mesquinha, má, perseguir-te o tempo todo, infernizar-te a existência durante 9h diárias para depois, porque se «deu mal» com outros, tentar ter-te nas suas boas-graças??


Alguém sabe explicar-me?