quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Nesta onda...

E sabendo bem!





Um mistério finalmente desvendado

Deixo-vos com esta música.


Certamente a reconhecem pois ficou famosa por integrar a banda sonora 
de um filme com o Patrick Swayze.

Bill Medley and Jennifer Warnes


Bill Medley, Karen Klass e Darrin Medley 



E deixo-vos com esta imagem do mesmo artista com a então primeira esposa e o filho recém-nascido.

O casal já estava há seis anos divorciado quando Karen foi vítima de um bruto ataque em sua casa, no qual foi violentada e assassinada. 

O crime aconteceu em 1976 e NUNCA FOI RESOLVIDO.
Até há um ano. 
Graças a DNA familiar.

Ou seja: a polícia cruza DNA de familiares de um suspeito ou de um suspeito em si, e se coincidir na familiaridade, a identidade do assassino/criminoso fica mais restrita, pois é familiar de sangue de outro indivíduo.

É um pouco como usar o ADN para saber-se o parentesco de uma criança.
Mas ao invés de se procurar um pai, procura-se um criminoso.

E assim, 41 anos depois...
A família (dois filhos) ficou a saber quem foi o responsável
por ficarem sem mãe nas suas vidas.










segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

É tudo sobre eles



Como sabem, pedi à empresa à qual me candidatei que me enviasse um comprovativo de frequência a uma entrevista. Disse-o no post anterior, onde também especifiquei que aqui no UK, durante o processo de candidatura, as empresas são todas muito simpáticas. 

Em Portugal um candidato envia 100 curriculos para tudo o que é empresa e se conseguir uma resposta que seja, já é um milagre. Podem-se passar meses e nunca se ouve um "não" nem um "sim". 



Por isso este lado britânico do "politicamente correto" agrada(va)-me.
Até descobrir que é tudo sobre eles.


O que lhes importa é o feedback que vão receber depois.
Daí todos os "salamaleques". Os britânicos possuem uma indescritível forma de se mostrarem acolhedores mas que se sente plástica. Adquirida num livro de instruções e que dura apenas o tempo restritamente necessário. 

Recebi no email um novo contacto dessa empresa. Boa! - pensei. Afinal sempre deram resposta ao meu contacto sobre um comprovativo de frequência. Mas ao abrir o corpo de email, dos três links que facultaram, nenhum ia dar a coisa alguma. Todos os três eram sobre o mesmo: um inquérito de satisfação. Um minucioso inquérito que visa avaliar todo o processo selectivo - inquérito esse que já havia preenchido aquando o email de recusa - pois veio anexado ao mesmo.


"NÓS SOMOS NÚMEROS" - disse um indivíduo na TV.

Sinto que, por mais que queiramos lutar contra esta afirmação, ela é cada vez mais verdadeira. Não podemos ser gente. Ter emoções nossas. Tudo tem de ser aprendido e aplicado. Somos números porque obter e manter um emprego vai depender dos números de rentabilidade. São os números que cronometram o tempo que demoras a cumprir a tua tarefa, a quantidade de pessoas que consegues servir no menor número de tempo possível e da forma mais profissional e sem erro. Erros são logo apontados e te lembram logo que podem levar ao término por justa causa. Acertos não recebem igual atenção. Podes salvar o dia, a situação, não te será pedido para te reunires com os superiores para eles te dizerem o quanto estão satisfeitos com a tua performance. Mas se errares, essa reunião está garantida e vão falar de tudo o que erraste, querendo saber porquê e fazendo-te sentir a pior das criaturas.



A diferença entre o passado e o presente não é rigorosamente nenhuma. 
É tudo números.


Cinísmo


Era suposto trabalhar durante o fim-de-semana. Mas ficou em casa, como muitas vezes faz. Falo do colega com quem divido habitação. Ele apenas trabalha de sábado a segunda, os restantes dias são dedicados ao que lhe der prazer. Porém não são poucas as vezes que inventa estar doente só para não ir trabalhar. 

E foi o que ele voltou a fazer.
Não me cruzo com ele, nem ele comigo. Sei que se isso acontecer, é porque ele pretende dizer-me alguma coisa, fazer uma crítica ou insinuações maldosas.

Não demoro nem cinco minutos, geralmente, a ir à cozinha, preparar algo para comer e regressar ao quarto. Assim que percebo que ele parou o que estava a fazer soube que o fez para se cruzar comigo na cozinha.

-"Olá. Acabou a electricidade!" - diz ele como que surpreendido.
- "TU sabes o que aconteceu?" - dispara de imediato.
-"O que queres dizer com isso?" - pergunto eu para que ele exponha logo o caminho que quer seguir.
-"Porque é que acabou?"

Porque é que acabou?? Que raio de pergunta é esta? Já é uma maneira dele me responsabilizar. Ou responsabilizar outros. Foi um tom acusativo, refugiado na falsa surpresa, como se ele não tivesse nada a ver com o consumo de electricidade na casa. Naquele dia em que entrei em casa e não tinha luz no corredor, deixei uma nota escrita a avisar que só nos restavam 5 libras em electricidade. E pedia para todos deixarem uma quantia para isso e as despesas domésticas, como lampadas, detergente, etc. Isto foi há quatro dias. Portanto a sua surpresa, é, no mínimo, cínica. 

-"Não sei. Tudo o que sei foi que assim que cheguei pediram-me 20 libras e eu dei".
-"Então porque é que não temos luz?"
-"Deve ser porque meteram todo o dinheiro no gas. Se fores ver está ali (nos recibos): acho que só 10 foi para a luz".

Quando cheguei dos dois meses de férias, fui bombardeada com o mau ambiente nesta casa e percebi que os «dois porquinhos» estavam muito mais amiguinhos e unidos. Conseguiram aprontar safadezas e como consequência expulsar o outro inquilino desta casa, pois não gostavam dele. Este deve sair amanhã.

Agora é frequente escutá-los entre risinhos a fazer piadas e a falar de coisas da casa como se delas não tivessem qualquer responsabilidade. Ainda à momentos, a porquita entrou em casa desconhecendo quem cá estava. Esbarrou com ele e começou a falar como se só os dois cá estivessem. Então mencionou o meu nome e, num tom irónico disse-lhe: "Oh, eu não estou cá para ver. Só cá tens a portuguesinha, ahahha". - estava a usar um tom depreciativo, porque os dois já partilharam conversas sobre mim e concluíram que não vão com a minha cara, sentindo-se unidos nessa impressão. Já derrubaram um, se poderem derrubar outro... 

O outro porquinho, sabendo muito bem que eu estava em casa e provavelmente podia os ouvir, conteve-se de fazer comentários que o pudessem comprometer. Eu só estava a aguardar o momento de o ouvir comunicar a ela o que me havia comunicado fazia dez minutos: que tinha de dar dinheiro para a electricidade. Comigo ele vai direto ao assunto e depois pira-se. Com ela, era bem capaz de NADA lhe dizer. E acredito que era isso que ia acontecer, não me soubesse ele presente e a escutar. Mas como sabia que eu estava em casa, depois de falarem de banalidades, antes de sair ele finalmente falou do dinheiro. Ao que ela responde:

-"O quê? A sério? Já?? Oh meu Deeeus!" "Mas eu deixei 20 libras..."
-"Pois..." - responde ele.

-"Agora não tenho dinheiro comigo mas depois ponho, ou se calhar ponho hoje, ah, eu volto amanhã..."

Estas pessoas devem pensar que os outros são seu criados. Quando a pedra está no sapato dos outros, está tudo bem. Enquanto a porquinha cá viveu por dois meses sem contribuir para as despesas, nada lhe afectou. Quando tivemos de esperar duas semanas para que finalmente entregasse a parte dela, também não a afectou. Agora esquecem-se do que andaram a fazer durante a minha ausência. 

O outro, como vai embora, recusa-se a pagar mais para depois não usufruir. Então têm estado a fazer carregamentos "aos bochechos" mas também a carregar no consumo. Um, para não cá deixar nada, outro, para ver se obriga o que vai sair a colocar mais dinheiro.

Mas a maior carga de cinismo está no seu "falso" espanto pela electricidade ter chegado ao fim. Primeiro, porque foram avisados. Durante quatro dias o bilhete ficou ali. Eles? Ignoraram. Depois pelo CINISMO do espanto em si. Assim que cheguei foi preciso dar dinheiro para as despesas. Eu e o que vai sair fomos os primeiros. E como a electricidade ia terminar, ele decidiu não esperar para que todos contribuissem. A rapariga, que ia ausentar-se, deixou as 20 libras antes de ir embora, e desta vez só foi preciso esperar dois dias, ao invés de duas semanas. O mais difícil foi o «porquito»... porque discutiu com o outro que este devia dinheiro à casa e devia dar mais do que aquele que ia consumir, porque, quando chegou, também usufruiu do que já cá estava.

Mas esta era uma alegação extraordinariamente falsa. Pois, como contei na altura, achei de uma ironia tremenda, que uma pessoa chegada À 5 dias contasse já com o mesmo contributo para as despesas da casa que uma pessoa chegada à 5 meses. 

E o outro pergunta-se "como é que sabemos o dia??"

Então por causa dessa teimosia de macho, ele fingiu que não sabia de nada e demorou muitos mais dias a contribuir com as suas 20 libras. Até que, depois daquela "conversa" que teve comigo, eu que percebeu que eu sabia a realidade e que ele talvez fosse apanhado com o rabo de fora, decidiu colocar as 20 libras e pela primeira vez, deixou o recibo à vista e assinado com o seu nome! Só que, talvez propositadamente, onde é que ele colocou o dinheiro?? No gás. Onde já se tinha colocado quase todo. Excepção feita para 10 libras, as restantes 70 foram para o gás. E o derradeiro responsável por isso foi ele, que, como a última pessoa a dar o dinheiro, foi pô-lo onde menos era necessário.

E depois são cínicos a respeito do consumo da electricidade!!

Nas últimas 48 horas, o porquito ligou o aquecimento central - que consome muita energia, durante 10 horas seguidas. Sem necessidade. A casa estava tão quente que eu já me sentia desidratada. E precisei de diminuir a camada de roupa que tinha vestida e engolir uns goles de água. Normalmente ligava-se, no pico do frio, durante três horas. Mas ele abusou e sei que foi intencionalmente. A porquita, quando chegou sem chaves de casa para entrar, também colocou logo roupa a lavar e de seguida, foi acender o aquecimento central e espalhou as roupas por todos os radiadores da casa, voltando a desorganizar a estrutura da sala de estar - onde se colocam as roupas. E deixou aquilo aceso por horas e horas. Num dia em que até esteve sol e ela própria ao entrar, disse que a temperatura da casa estava quente e agradável. Necessidade de ligar o aquecimento? Nenhum. É suposto ser ligado para aquecer a casa, não para secar roupa. E ela deixou-o ligado por três horas, até que quase à meia-noite, eu decidi desligá-lo, indo contra as "regras" da casa, que ditam quem liga é que tem de desligar. Porque ela não dava sinais de vida, a pesar de ter a luz do quarto acesa (o que não quer dizer nada pois sempre a tem acesa) e porque a conheço ao ponto de saber que se estaria a borrifar se o deixasse ligado até o dia seguinte. Eles estão em casa muitas horas mas mesmo quando estão menos, bastam uns minutos, mas valem por minutos terroristas.

E como podem duas pessoas notórias por deixar a luz do corredor acesa a noite inteira enquanto estão a dormir, até a tarde seguinte, quando eu entrava em casa às duas da tarde, terem a cara-de-pau de mostrar surpresa com os gastos da electricidade? Como pode ela, que há mais de quatro meses que dorme sempre com a luz do quarto acesa, gastando quando podia estar a poupar, indignar-se??

Deram 20 libras, metade das usuais 40!
Meteram todo o dinheiro no gás, esquecendo a eletricidade.
Põem-se a consumir gás e eletricidade em excesso, desperdiçando. 
Também desperdiçam a água, pois ainda ontem o porquito foi tomar um banho noturno e a torneira ficou aberta a noite toda. A escorrer aquele fio de água constante, como se fosse uma fonte natural. 

A água é a senhoria que paga - presumo. Mal sabe ela a quantidade, o desperdício imenso que ele lhe causa. Gente que tira proveito dos outros. Da senhoria, dos colegas, sem exibirem comportamentos de consumo equilibrado e responsável. E depois na hora de meterem dinheiro para pagar aquilo que consomem muito mais que os outros, sentem-se no direito de insinuar de apontar dedos noutras direcções.

Sempre tive hábitos de consumo minimalistas e não consigo mudá-los. Mesmo quando estava a tentar gastar para ver se ela "metia" dinheiro na casa, levei dois meses... não fui bem sucedida. Não faço para poupar, faço porque me é natural. Por vezes desligo a luz, porque já me atrapalha a vista, e prefiro ficar no computador com o resto às escuras. Dizem que não faz bem mas... sabe bem. E por ter essa luz desligada e por ser uma pessoa sossegada, é que os porquitos por vezes me julgam ausente e se põem a falar. 

Desde o meu regresso e daquela conversa que o "porquito" me proporcionou, algo mudou. Não me sinto mais bem aqui. Até então, juro, que mesmo a pesar de tudo, sentia-me bem. Agora não tiro prazer. Sei que a minha forma de ser não lhes dá muito espaço para me expulsarem daqui com a facilidade com que expulsaram os outros. As provocações não são correspondidas. As insinuações não são recebidas com revolta e brigas. Na minha ingenuidade, sempre acho que as pessoas, se forem bem tratadas, acabam por reconhecer bom carácter nos outros, e em nome disso, respeitam-nas. Que ingenuidade...

Se eles puderem, claro que me prejudicam. 
O momento que atravesso também não é favorável. Fico muito centrada nestas questões domésticas que antes queria bem longe do meu espírito. Eles estão tão acostumados a me ver fora a trabalhar por longas horas que ainda não juntaram bem o tico com o teco. Porém depois deste fim de semana, restarão poucas dúvidas. 

O que é extraordinário aqui no UK é que, enquanto és uma candidata com potencial, "não te largam". Recebes SMS, telefonemas e emails a te avisar do compromisso. Confesso que sabe bem. Sentes-te optimista. Mas assim que és dispensada, todo o contacto cessa. "Não tente nos contactar por este endereço de email pois a partir de agora toda a comunicação consigo está interrompida se quiser voltar a se candidatar nesta empresa terá de aguardar seis meses". O que achei de uma frieza tremenda. Típico inglês, talvez.  Eu pretendia obter uma declaração de como estive envolvida no processo de selecção - pois isso consumiu tempo e preciso justificar o que andei a fazer para os potenciais empregadores. Se ficares um mês sem descontar, eles querem saber o que fizeste nesse mês. De modo que o stress de ver o tempo a passar é maior devido a esta condicionante. 





domingo, 14 de janeiro de 2018

Juventude versus maturidade


Enquanto jovem e cheia de vitalidade jamais desejei obter coisas de mão beijada. 
Sempre preferi ir à luta por elas. De peito aberto e desarmada, o que torna tudo ainda pior...

Hoje estou drenada. 
Toda a minha vitalidade e energia não passam de miragens que o tempo já começa a duvidar que alguma vez tenham existido. Sou uma sombra, sinto fraqueza e a brisa é capaz de me desmanchar.

Mudei de ideias.
Não quero mais lutar pelo que desejo.
Quero que alguém me estenda a mão e me leve para onde mereço e preciso ir. 

Lutava eu contra as cunhas e agora abençoada for se tiver uma.
Sei que a natureza é a mesma e ia estranhar uma cunha como as células do nosso corpo sente um organismo estranho. Mas ao invés de seguir o impulso de rejeição, que tal tentar acolher? 

Vai um filme para a tarde de Domingo?


O filme que vi hoje, ao final da noite:



chorei imenso!
É um filme que desconfio ir gostar sempre.
Admiro a criação de uma nova linguagem e a sua coerência. As interpretações e a mensagem.
Já não o via fazia muito tempo, procurei-o num site de filmes e estava lá.

Versão dobrado em portugues do brasil

Se o quiserem ver procurem uma versão com qualidade, 
pois sem isso torna-se penoso de assistir.

Exemplo de conversão da imagem para HD.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Duas amabilidades do Facebook



O facebook a mencionar que a data de aniversário
não está pública. Mas pode ficar, que eles ocultam o ano.
(by the way... é uma data fictícia)



O facebook a comunicar de imediato que deixei de seguir uma pessoa.
(Preocupados comigo caso tenha amnésia, que simpáticos!)
Mas não tenho de preocupar-me, porque não vão contar-lhe O QUE FIZ.

Já posso respirar de alívio, ufa.
Não  vão contar. 
Pelos vistos cometi um crime mas não me vão denunciar.
Lol. Subtil maneira de exercer pressão e bulling. 

Meu Deus, quem sou eu? Me gusta!

Para mulheres:

Não sei quem eu sou quando estou quase a ficar menstruada. Mas gosto dessa pessoa.

No meu dia-a-dia, preciso de ser mais como ela.

É sempre assim: antes de aparecer, tenho um ou dois dias em que estou com menos paciência, tenho menos tolerância, irrito-me com mais facilidade, vou a extremos emocionais mais rapidamente. 

Não, não é como na ficção em que se passa de doida a aparentemente normal. No trato com os outros até pouco se nota a diferença mas comigo mesma, sinto-me diferente e ajo de forma mais irritável. Sinto-me mais capaz de dar respostas tortas se o caso assim o precisar. Sinto-me também mais capaz de lutar por tudo ou de desistir de tudo. 

Extremos emocionais.
Mas também uma certa névoa no carácter se dissipa e te permite ver o mundo com cores mais feias do que as normalmente vês. E essas cores existem. Só me dou bem conta delas nestas alturas. Nas outras estou vulnerável.



Alguém sabe qual é a "droga" que o corpo produz em maior/menor quantidade nestas alturas?
:D 

PS: Dizem que cai o estrogénio, sobe a progesterona.