segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Quem vê Barbies e Kens não vê corações- p2 (adenda)

Mas afinal, como é que a polícia colocou as mãos no assassino e violador Paul Bernardo? 

Quase por casualidade. Em Janeiro de 1993 a relação do casal exibe sinais de violência para o exterior. Paul inflige uma pancada na nuca de Karla, deixando-a neste estado. 


Por pressão dos pais, Karla aceita passar uns tempos na casa de uma amiga da irmã do meio (esta não era virgem nem tão jovem, pelo que não corria risco de ser vítima de fratricídio), cujo pai é policial, e a agressão é participada. Se essa separação seria temporária ou permanente nunca se saberá. Porque a polícia começou a investigar Paul e os resultados do teste de ADN, obtidos mais de dois anos antes, só então apontaram Paul como o violador. Naturalmente a polícia quis interrogar Karla sobre Paul. Esta não se «descose». Só quando percebe que a ligação entre as violações e os homicídios está eminente é que ela, como habitual, age rápido. Afirma que ele é o violador de Scarborough e matou as duas raparigas mas quer um acordo com a polícia, em troca do seu testemunho incriminador.

Tammy, irmã de Karla, morta por acção da incorrecta administração de anestesia que Karla lhe aplicou

Quando as provas começam a ser reunidas, descobrem-se as video-tapes, que Bernardo escondera. Ao visioná-las a polícia percebeu que Karla, a jovem e doce esposa agredida pelo marido, foi uma participante entusiasta nas violações. Ainda assim, as autoridades não desfazem o acordo. Em 1995 tem início o julgamento das mortes das jovens Leslie Mahaffye Kristen French. Por o que fizeram a Tammy e a muitas outras, nenhum dos dois alguma vez foi julgado. Pelo seu envolvimento em todos estes crimes, Karla obteve o acordo prévio e sabe que só terá de cumprir 12 anos de «prisão». A imprensa apelidou este desenvolvimento como "O acordo com o Diabo" e a polícia recebeu duras (justas) críticas. Karla é a "grande" testemunha de acusação, num julgamento em que ela seria dispensável já que, literalmente, as imagens falam por si.  

No decorrer dos testemunhos, Paul afirma que foi Karla que matou as duas jovens, por ciúmes. Já Karla, com muito a perder pois toda a sua imagem na tragédia baseava-se no também ser vítima - e para tal socorreu-se àquela foto em que aparece de olhos negros - afirmou que foi Paul o assassino. As mortes nunca foram filmadas (o que me leva a crer que não foram planeadas pelos dois, mas por um) e a realidade nunca ficou conhecida. 

Como Karla justificou aos pais o que "ele" a fez fazer.
Uma carta padrão, esterilizada, que põe a responsabilidade noutra pessoa
e quando a mete nas duas, a outra é o "cabecilha"


Paul foi sentenciado à pena máxima mas, tendo sido considerado uma ameaça perigosa para a sociedade, é impossível sair em liberdade. Desde o seu encarceramento em 95, vive na solitária, entre quatro paredes de betão, sem luz do sol ou contacto humano. Só lhe é permitido sair dali durante 1h por dia e já sofreu duas tentativas para lhe extinguirem a vida. 

E Karla? Foi «presa». Não numa cadeia, mas num hospital psiquiátrico. Pouco depois começou a corresponder-se com um outro preso e começaram a «namorar». Durante o seu encarceramento tentou receber liberdade condicional, mas esta nunca lhe foi concedida. Ao contrário de Paul, isolado sem ver o sol, ouvir pessoas, ver gente, A estada de 12 anos de Karla no hospital Psiquiátrico permitiu-lhe, inclusive, adoptar um gatinho e passear-se pelos jardins. Aqui está ela, durante o encarceramento. 



Nem parece uma assassina, desmembradora de adolescentes virgens, raptora, violadora e fratricida.


Acho esta última imagem particularmente perturbadora. Não sei se ela a terá tirado com intenções de enviar a alguém ou se estava a flirtar com a pessoa que lhe tirou o retrato, visto que teve inúmeros encontros lésbicos, supostamente, para agradar Paul. Prestando atenção aos detalhes, parece existir malícia por detrás do olhar, do sorriso e a postura do corpo, a mão sobre o sexo, o descalçar da bota como se fosse começar a se despir... Isto lá é pose que se faça?


Pelo seu envolvimento em todos estes crimes, Karla obteve uma sentença muito leve, que teve de cumprir numa espécie de «paraíso» para condenados. Mas até que ponto é que ela é vítima e até que ponto é ela o carrasco? 


Sabe-se que Paul provavelmente violentou umas 20 jovens antes de se casar, sem ter recorrido ao assassinato. A primeira morte como consequência das suas depravações sexuais foi Tammy. E não se pode dizer que foi ele que a matou, porque a maior responsável foi Karla, que comprou, roubou e administrou as drogas, mantendo um pano ensopado em anestésico fixo às vias respiratórias da irmã, enquanto Paul a penetrava. O comprovativo de tudo estava nos videos, que após o julgamento foram destruídos mas mais que não fosse, o rosto sem vida de Tammy apresentava uma queimadura gigante vermelha, causada pelo contacto do pano embebido na substância. O próprio uso de drogas não era sequer um recurso de Paul, até Karla começar a administrá-las para transformar meninas virgens em «presentes» de Natal, casamento, Lua-de-Mel, aniversário, etc. 

A meu ver, Karla é tão ou mais culpada que Paul. Porque a inteligência e o desenrasque veio sempre da parte dela. Ela sabia o que fazia e escolheu fazê-lo. Ela conduzia uma vida normal, era auxiliar de veterinária, cuidava da saúde dos animais... E caçava, torturava e matava pessoas. Foi ela que descobriu uma forma de tornar as vítimas participantes sem memória do ocorrido. Ela introduziu a «escrava sexual» no relacionamento dos dois.  Ela «prendeu» Paul a si fornecendo-lhe formas cada vez mais engenhosas de satisfazer os seus desejos sádicos por meninas virgens. A polícia jamais devia ter feito um acordo com Karla e foi muito criticada por isso. A imprensa chamou-o de "O acordo com o Diabo". E fez muito bem. 

Instruções de uso do rótulo da substância que Karla administrou à irmã
Jamais a droga podia ser administrada a quem tivesse ingerido alimentos nas últimas 12h

As próprias sentenças revelam a superior inteligência de Karla perante Paul. Nos testes de avaliação psiquiátrica efectuada aos dois, Karla marcou 5/40 no nível de psicopatia, em contraste com os 35/40 de Paul. O que só vem a confirmar que ela é sã. Uma sádica sã. O psicopata era ele. Ela era o cérebro da relação responsável por alimentar, cada vez com mais requinte, a doença patológica de Paul. 


A POLÍCIA
A polícia agiu com alguma inaptidão e amadorismo - desconsiderando pistas boas e perseguindo outras erradas - comportamento que também foi publicamente criticado. Nem com ADN, nem com retrato falado cuspido e escarrado, nem com matrícula parcial, nem com testemunhos de amigos, nem com acusações múltiplas de agressão e violência sexual da ex-namorada de Paul... Consideravam estas mulheres "histéricas". Mas o Canadá ainda vive na pré-história para desconsiderar tudo o que uma mulher diz e apelidá-la de "histérica"?? A polícia não fez absolutamente NADA do que podia e devia ter feito para remover atempadamente a camuflagem a Paul. E assim ambos sentiram que os seus actos saiam impunes. Forçaram os limites. Raptavam também de dia. Submetiam as vítimas ainda a mais sádicos abusos. 

Teria bastado UM passo diferente por parte da polícia durante as investigações, para que o resultado fosse outro. Com as muitas boas dicas que recebeu, todas de «mulheres histéricas», no mínimo a morte de Kristen podia ter sido evitada, para não falar qualquer morte poderia ter sido evitada e muitas violações não teriam acontecido.

Uma coisa também é certa: muitas outras jovens para além das conhecidas foram abusadas. Talvez mesmo assassinadas - suspeita-se que um cadáver encontrado em água possa estar ligado aos crimes dos dois. E como o trabalho policial foi tão inglório, não me admiraria se, nas dúzias de video-tapes com outras jovens a serem violadas, uma delas fosse essa jovem da água. A polícia fez um trabalho tão pouco dignificante, que chegou mesma a acontecer a condenação de um outro indivíduo, que cumpriu pena por uma violação cometida em 1986 por Paul.


E como as datas comemorativas sempre foram celebradas de forma especial por Karla (Natal, despedida de solteiro, páscoa, lua-de-mel, aniversários etc), o dia 4 de Julho de 2005, dia da independência americana, foi o dia da independência de Karla. Essa foi a data da sua saída em liberdade

Aos 35 anos, Karla estava livre de qualquer responsabilidade pelos crimes cometidos. À data da sua libertação foi viver para a província de Quebec e casou com Thierry Bordelais, o irmão da sua advogada de defesa (supostamente as duas na imagem acima) e logo deu à luz um rapaz. Em 2007 mudou-se para Antilles e em 2012, foi encontrada em Guadaloupe, respondendo pelo nome de Léanne Teale. Nesse tempo teve mais dois filhos. Em 2014 a irmã Lori revelou sobre testemunho (noutro caso macabro) que esteve com a irmã e esta estava a viver novamente no Quebec.

Karla ou Leanne Teale, em Chateauguay, Quebec
livre como um passarinho, enquanto Paul continua confinado a um caixão vertical
E as jovens que os dois assassinaram à muito viraram poeira


Karla pode dizer... o crime compensa.


Galeria fotográfica:
Depois de concluir a pesquisa de imagens para este texto, encontrei outras e espantei-me como fiz uma leitura correcta daquelas três imagens de Karla na prisão. Tal como imaginei, ela logo tratou de planear o próximo passo. E como sempre acontece com os narcisistas, a prioridade é estabelecer contactos com o exterior, novos laços que venham a ser úteis, em particular uma relação amorosa com alguém livre. Envolver alguém com declarações de amor e promessas de sexo, para assim encontrar um lugar para morar e se estabelecer, no máximo conforto e anonimato possível assim que a liberdade for concedida. Vejam mais fotos dela na sua «temporada» na suposta prisão.

PERTURBADOR:
Karla a indicar a alguém cá fora que deseja ser mãe

Os sacrifícios de uma vida na prisão....

Muito perturbador. Cheio de mensagens sublimares.

Obviamente uma imagem com intuito de levar alguém ao delírio do desejo.
Carla vestindo sexy langerie e de lábios avermelhados
Atenção ao pormenor da toalha vermelha com coraçõezinhos....
Seria para celebrar o dia dos namorados?
Quem ela assassinaria nesta data se não tivesse sido descoberta?

Mais um pouco e dava para ver... 

Isto é na prisao. Dá para acreditar??
Foto de 2000

Esta para mim selou o que intuí: fotos para comunicar com alguém no exterior.
No cartaz pode-se ler: Você sente falta de mim, bé? 
Um termo carinhoso, um apelo emocional, uma chantagista manipuladora exemplar.
E a carinha a fazer beicinho? 

Legenda: "Estou na prisão mas bem podia estar a partilhar no face as imagens das minhas férias no Hawai"

A forma como se segura ao poste, sabendo nós que peça é esta,
é tudo menos inocente.
Legenda: "vou abraçar este poste como se fosse a ti!"

Postal com 12 impressões da boca de Karla,
enviados ao seu interesse romântico enquanto estava na prisa, à amante Linda Veronneau (Bé)


Por aqui se vê que, tal como é costume, o preso narcisista que sabe que um dia vai sair em liberdade mantém um relacionamento com todos os que pode manipular facilmente. Mas quando é solto, abandona essa pessoa. Procura melhor, agora que já não precisa das outras. 



E pode-se ver: ela assina mesmo as cartas com o sinal XOXO

Em cima quase usei papel com bonequinhos como fundo de carta que traduz o texto que Karla enviou à família a «contar» que matou a irmã Tammy. Achei que seria a cara dela! Fazer-se de menina, de inocente, de jovem que gosta de laços, coisas cor-de-rosa etc... E não é que é mesmo isso que ela faz?


Ao menos esta pessoa que ela usou «vingou-se» tornando público
certas fotos e correspondências.


Acho todo este caso REPULSIVO.

Que direito tem Karla de viver em sociedade, ter filhos para levar à escola, morar numa casa, ter carro... ver o sol nascer, passear com o cão, celebrar Natais, aniversários, comunicar-se com a irmã? Ou os pais, coisa que não sei se é o caso mas... que não me surpreenderia. 
A polícia machista... com a mania de achar que mulheres sinceras e justas são "histéricas". Depois estas bimbas louras com cara-de-anjo, que se fazem de inocentes, "vítimas" de violência doméstica por terem dois olhos negros e usam-nos a cada segundo como ferramenta de manipulação... Destas mulheres sentem pena, fazem-lhes as vontades, são condescendentes...


O duo assassino "Barbie e Ken" - como ficaram conhecidos na imprensa, não devia ter tido tratamento diferencial no acto da sentença. O lugar de ambos é na cadeia. 

Não esqueça: pode ligar as legendas.

ADENDA:
Tanto Karla quando Paul mudaram legalmente os seus nomes. (lol).
Até nisto existe um traço arrepiante: ambos escolheram Teale como apelido. Karla passou a ser Leanne (I wonder why) Teale e Paul fez o mesmo: agora chama-se Paul Jason Teale. E sem manterem contacto um com o outro e muito provavelmente sem terem informação do exterior! Supostamente a motivação de Paul foi inspirada no nome da personagem de Kevin Bacon, no filme "Inocente ou culpado" (1988), uma trama que fala sobre um assassino em série e que foi filmada no Canadá, exatamente na província de Québec.

Quem pensou que ambos viram este filme e discutiram o seu fascínio pelo assassino? Quem deduziu que ambos mudaram de nome e entre tantos apelidos, escolheram logo o do filme porque isso é uma forma íntima de reforçarem o seu lado oculto?


Quem achar isto relevante, indicador de ausência de consciência ou arrependimento, levante o braço.... 

domingo, 21 de agosto de 2016

sábado, 20 de agosto de 2016

Egg Fuck


EGG FUCK ou... Lixado à nascença


Esta ilustração parece saída dos filmes Alien ou Parque Jurássico.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Quem vê Barbies e Kens não vê corações- p1


Bastou manifestar receio sobre o fim do Verão e eis que hoje o dia amanhece «fresquinho» e menos luminoso. As folhas secas das árvores já o anunciam mas... Não quero acreditar. O Outono só tem início no dia 22 de Setembro. Avisem o S. Martinho!   


Mas não é o tempo o tema que vou abordar. Vou falar de BELEZA.


Bonitos noivos, não é mesmo? Dos mais atraentes que já vi. Jovens e felizes, ela com 21 anos ele com 27, a registar o momento da união para a posterioridade, tal como todos fazem. 
Mas o que têm em beleza encontram equivalência em maldade.

Provavelmente já conhecem este casal mas por enquanto vou omitir os seus nomes. Começo por contar que casaram no dia 21 de Junho de 1991. Exatamente duas semanas antes do rapto, violação, assassinato e desmembramento de uma menina de 14 anos: Leslie Mahaffy.

O casamento dos dois foi celebrado também entre alguma tristeza. É que a irmã mais nova da noiva, Tammy, de 15 anos, faleceu no dia 23 de Dezembro do ano anterior. A causa de morte foi a ingestão de uma combinação de bebidas espirituosas que induziu a um coma alcoólico e fez a jovem sufocar no próprio vómito. Uma catástrofe que deixou de rastos a família. Quando Tammy foi a enterrar, o jovem casal, discretamente, colocou esta fotografia dentro do caixão.


Algures nos dois natais que se seguiram (o casamento não completou três anos), a dupla não esqueceu a falecida Tammy. Aqui estão eles, ainda casados, a celebrar a quadra pousando para a foto junto da árvore e, ao lado, uma imagem emoldurada de Tammy. 


Agora vou dizer-vos os seus nomes: Ela chama-se Karla, adorava animais e por isso formou-se em veterinária, trabalhando numa clínica local. Vem de uma família abastada e supostamente equilibrada, não lhe tendo faltado nada. Ele chama-se Paul Bernardo. Trabalhava com contabilidade, também vem de uma família abastada e conhecida na região, porém disfuncional, de alegados abusos sexuais. Pode estar aí a origem de uma fixação de Paul: violar jovens meninas.

Antes de se casar, Paul já detinha pelo menos 19 violações. A polícia andava à procura do violador de Scarborough, a região onde raparigas estavam a ser atacadas em série. A 26 de Maio de 1990 uma jovem de 19 anos foi capaz de descrever o seu violador e fez este retrato falado. 


As semelhanças com Paul eram evidentes. Eventualmente duas pessoas foram à polícia para o indicar como suspeito. Uma destas foi a esposa de um dos melhores amigos a quem Paul confidenciava as suas preferências sexuais agressivas. Após as autoridades falarem com este indivíduo, acharam-no confuso e não lhe deram grande crédito. Foi preciso dois meses para dois detetives chamarem Paul para prestar depoimento. O que ele fez com a simpatia e prestabilidade que adquiriu ao estudar técnicas de sedução. Quando lhe perguntaram se entendia porque estava a ser interrogado, respondeu que haviam semelhanças entre si e o retrato. A polícia pediu-lhe para facultar amostras de ADN, que Paul gentilmente cedeu. E deixaram-no ir, tendo colhido o ADN e sem acreditar que aquele homem educado e de boa família pudesse ser o temido violador em série. 

Em consequência de uma incapacidade da polícia em conseguir agir mais rápido, Paul seria também responsável por outras muitas violações. Mas as que o tornaram mais notório foram aquelas que culminaram com assassinato.  A 14 de Junho de 1990 encontraram o corpo desmembrado da já mencionada Leslie Mahaffy, de 14 anos. A 16 de Abril de 1992 foi a vez de Kristen French, de 15 anos de idade.

A loucura de tudo isto é que... foi tudo filmado!!

E quando as autoridades conseguiram colocar as mãos nas video-tapes, deram conta de algo muito revelador: Karla estava com Paul em todas as violações. Na verdade, ela era uma participante muito ativa. Não só servia de «isco» para atrair ou distrair as jovens, como também as violava e  torturava. Segundo Paul, terá sido ela a matar todas as três. Três?? Sim, três. Porque a primeira de todas foi... a irmã de Karla, Tammy.

As vítimas
A sequência dos acontecimentos:

23 de Dezembro 1990
Uma das revoltas de Paul foi não ter sido o primeiro homem de Karla. E foi assim que Karla, após uma alegada insinuação de sexo com as duas irmãs, decidiu oferecer a virgindade de Tammy "como presente de Natal" a Paul. Ela roubo da clínica veterinária uma substância que tinha de saber que administrada da forma que foi causaria a morte. Após o jantar em família e os pais terem ido dormir, Karla misturou uns calmantes com uma bebida e administrou-os à irmã. Algo que já havia feito antes, por «piada». O casal então despiu a jovem e administrou a droga roubada na clínica, ensopando o poderoso anestésico num pano que foi aplicado na boca e nariz de Tammy. Karla terá dito que violar a irmã trouxe-lhe mais prazer do que poderia imaginar. Também confessou que não lhe custou tanto assim a sua morte. Recordo que o falecimento não estava «programado» porém Karla, com os conhecimentos veterinários que possuía, devia saber que a morte seria o desfecho da administração incorrecta da droga. Tudo o que fizeram naquele dia foi FILMADO.

Única imagem conhecida do vídeo.
Paul a posicionar a cabeça da adormecida Tammy 
Tammy engasgou no próprio vómito. O casal alegadamente tentou reanimá-la sem sucesso. Antes de chamarem o 112, voltaram a vesti-la e esconderam qualquer evidência do acto cometido. Horas depois Tammy foi dada como morta no hospital, sem nunca recuperar consciência. Nem uma estranha queimadura vermelha no rosto causou suspeitas aos médicos e a morte foi considerada acidental, causada por sufocamento devido a vómito após ingestão de álcool.

O estado de Tammy antes de ter morte pronunciada
Lembram-se que o casal colocou uma fotografia sua no caixão de Tammy? Recordam que anos depois fotografaram-se no Natal (aposto que dia 23) junto a um retrato de Tammy? Pois por aqui vêm a frieza e o sadismo dos dois. Mas existiu pior: três semanas após a morte, os dois decidiram fazer um vídeo intitulado "conversas à lareira". Nele Karla surge vestida com o uniforme da irmã e fazendo-se passar por ela diz que gostou muito de ser violada. Os dois procederam a ter sexo na cama da falecida. De luto, os pais de Tammy pediram a Paul para se mudar (ele morava na casa da família) e Karla foi junto com ele. 

7 de Junho 1991
Alegadamente por temer que Paul desistisse de se casar com ela, Karla deu uma despedida de solteira, convidou uma amiga até sua casa, drogou-a até ficar inconsciente e depois telefonou a Paul, incentivando-o a aparecer porque ela tem um «presente de casamento» para lhe oferecer. A amiga, que era virgem, acordou no dia seguinte enjoada, mas nunca percebeu o que havia lhe acontecido, pois foi a primeira vez que tinha ingerido álcool e presumiu que tudo o que sentia era o efeito da ressaca. Um mês depois, já casados, a mesma amiga é convidada a aparecer, e é novamente violada sem conhecimento.


14 de Junho 1991
Duas semanas antes do casamento, Paul sai de carro e dá de caras com a jovem Leslie Mahaffy, de 15 anos. Sequestra-a e leva-a para a cave da casa que partilha com Karla, dizendo ter encontrado um brinquedo para os dois. Deram início a horas de tortura e abuso sexual registadas em vídeo, acabando por matar Leslie. Segundo Paul, foi Karla que a matou, com uma dose letal de Halcion - a droga que já usara antes. Segundo Karla, foi Paul que a matou, sufocando-a com as mãos. Faz diferença? Mais tarde irá fazer. Os dois decidiram que o melhor seria desmembrar o corpo, o que fizeram. Meteram cada parte cortada com a serra do avô de Paul em cimento e atiraram a um lago. Um dos blocos era tão pesado, que não foi possível afundá-lo. Ficou nas margens até o dia 29 de Junho, quando um pai a passear com o filho fez a descoberta. O corpo foi reconhecido pelo aparelho nos dentes que Leslie usava. 


21 de Junho 1991
Karla e Paul casam-se.
Os psicopatas assassinos Paul Bernardo e Karla Homolka

16 de Abril 1992
É Pascoa. Mais uma vez o casal está a passear de carro, no intuito de encontrar uma virgem para raptar e sodomizar. Avistam Kristen French e, fingindo estarem perdidos, pegam num mapa e pedem por direcções. A jovem é então forçada à ponta de faca a entrar no carro e acontece-lhe o mesmo que aconteceu às outras: é violentamente torturada e violada. Três dias depois é assassinada e o corpo atirado nu para uma vala. Os pais de Kristen são rápidos a estranhar a sua ausência, alertam a polícia e depressa refazem o caminho que a jovem sempre tomava da escola para casa. Descobrem testemunhas que viram o rapto e encontram um dos sapatos de Kristen. Um dia antes de ser morta (mais uma vez tanto Karla quanto Paul irão atribuir o acto um ao outro) Paul é reconhecido por uma rapariga que ele havia perseguido de carro até casa. Kerry Patrich e a sua irmã Shanna, caminhavam até casa quando notaram estar a ser seguidas por uma viatura, conduzida por um homem a segurar uma câmera de vídeo. Dois dias depois, a 31 de Março de 1992, ambas contaram o caso à polícia, tendo facultado parte da matrícula. Depois de reconhecer na pizzaria o mesmo homem que as havia as perseguido, Kerry Patrick segue-o na esperança de descobrir a sua localização, mas acabou por o perder de vista. Conseguiu obter a matrícula do carro na totalidade e dirigiu-se à esquadra de polícia. A informação não foi tida em conta e no dia seguinte a pobre Kristen French foi assassinada. 



Claro que este casalinho cometeu muitos mais casos de violações juntos. Alegadamente logo após a morte de Tammy existiu outra violação e até durante a lua-de-mel no Hawai - segundo um recorte de jornal mais tarde encontrado, que a polícia suspeita ser um «troféu». Se em quase todos os episódios o modus-operandi manteve-se idêntico ao que Paul praticava antes de casar - violar mas deixar as vítimas vivas, que se saiba as excepções existiram apenas para estas três jovens: Tammy Homolka, irmã de Karla, Leslie Mahaffy e Kristen French.


Afinal não foi de beleza que vim falar. Mas de monstruosidade.

Este post já está loooongo (e eu pretendia escrever um ou dois parágrafos, cof, cof, cof), por isso conto o resto depois. É que a história está longe de terminar

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Porque acho que Donald Trump vai chegar à presidência dos EUA



Aqui temos um bom exemplo de como um homem que «agita as águas» da política consegue ganhar uma eleição. Percebem-se as técnicas, o uso dos media, o lançamento de suspeitas sobre os adversários que fazem os leitores temer serem legítimas e votar no tipo, que até tem um nome engraçado e a esposa-troféu. E quando as coisas não lhe correm bem, está a ser perseguido pelos "políticos do costume", aqueles que sempre estiveram na política.

Capítulo 1: You're fired!    (está demitido)

O final dele não vai ser bom. Este homem foi uma espécie de Howard Hudges da política. E sendo Donald Trump também um pouco excêntrico (pelo menos quando comparado ao adversário) digamos que... a excentricidade sempre ganhou votos. 

Um documentário sobre um CRIME real.
Para quem não entende inglês ou tem dificuldades em entender, o youtube tem LEGENDAS. Em português costumam ser uma porcaria de tradução automática mas... a forma de as activar é a seguinte:


Primeiro, carregar no primeiro botão à direita, que parece um retangulo com buracos. Um traço a vermelho deve aparecer por baixo, como a sublinhar. É a activação das legendas.
Depois carrega-se no botão seguinte (meio), as DEFINIÇÕES. 
Carregar onde diz LEGENDAS/CC e escolher no menu seguinte o link Traduzir Automaticamente.

Aí fazer scroll por todas as línguas disponíveis e escolher a preferida. Que presumo ser português :)


Para sair de qualquer menu, basta carregar com o cursor FORA da área do vídeo (numa zona branca sem links) ou então novamente no botão das definições (meio). Nesse mesmo botão encontra as OPÇÕES, no segundo menu no canto superior direito, depois de carregar nas LEGENDAS/CC. Aí pode-se escolher a forma de visualização: cor de letra, cor de fundo, tamanho, tipo enfim, tudo o que é habitual. No exemplo acima escolhi vermelho com azul (sem ironias eleitorais nos EUA) com tamanho a 150% e opacidade 50%. Abaixo a escolhi respetivamente preto e branco (sem ironias raciais sobre os EUA Kkkk)  com tamanho 100%. 


Bem prático, ah?
Não têm de quê :) 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ainda em negação de que o Verão não terminará tão cedo...


Lembram-se de um post sobre os summer blues, datado de 22 de Julho?

Pois desde então tenho estado a querer convencer-me de que o que vi nesse dia, a esvoaçar na estrada não foram umas tantas folhas de Outono. Não pode, não podia, não queria!

Contudo as evidências falam por si....








E as ANDORINHAS?

Ainda se avistam... Mas só vi duas hoje. A praga dos pombos essa é que do nada, regressou com toda a pujança! Já são dúzias, a poisar pelos beirais do prédio... 


Quando era adolescente e durante toda a minha vida, sempre fui avessa a quem pratica o tiro ao alvo em animais, por desporto. Aterrorizava-me isso e a ideia de que existia quem envenenasse pombos e quem andasse com uma pressão de ar para atirar a pardais, coelhos e outros animais. Contudo, ao ver pela janela os pombos em voos constantes, a voar bem perto, provocadores, já a pousar nas janelas para as deixar cagadas... a ideia de usar uma espingarda de chumbinhos para os abater não foi desagradável. Como mudei, eheh! Pelo menos no que respeita a pombos.  A aversão está a crescer. São, no meu entender, pragas. A cidade devia combatê-las.

domingo, 14 de agosto de 2016

Outra vez não, pela minha sanidade!



Após uma experiência recente, ando preocupada com a eventualidade de voltar a escutar ruídos contínuos. O ano passado padeci horrivelmente de tortura com o ruído de pancadas 24h sobre 24h que parecia ser inaudível para terceiros. Pois NINGUÉM neste prédio alguma vez se queixa de coisa alguma. São todos surdos... Ou fazem-se. Só quando «alguém» avança é que algumas vozes dizem que, afinal, o ruído também as incomodava...


Não sou nada de me meter a reclamar, mas acho espantoso que um ruído mecânico ritmado como aquele tenha sido emitido por todo o prédio durante sete meses e só num período em que ficou bastante estrondoso ao ponto de parecer uma explosão é que alguém referiu ter «escutado» barulho na véspera... 

Isto em Julho, quando o ruído já existia desde a altura do Natal.

E era impossível não o escutar durante o dia num determinado andar. Ocupado por uma família que não tinha ido de férias.... Que por acaso fazia parte do corpo da Administração. LOL. Aprendi que esses são os piores. Querem fazer parte da administração do prédio para poder usar e abusar, só pode. Não fosse a criança na altura a dar com a língua nos dentes - inocentes e verdadeiras como elas são, até se diria que a casa estava mergulhada num silêncio e paz absolutos. 


Receio voltar a ter o sossego ocupado por ruído mecânico. E se assim for, a tortura regressa. 
Não sou esquisita ou intolerante. Mas aprecio o silêncio e tranquilidade. É tão regenerador! Já fui submetida a diversos ruídos incessantes e torturosos, ao ponto de não suportar mais e soltar um sonoro berro. Mas mantive-me tolerante, calada... Por anos. O que só me deu cabo do sistema nervoso. Não recomendo! Foram anos de poucos momentos de silêncio e constante barulho fora e dentro de casa, onde este era até pior! Ruído pela madrugada a dentro, fins de semana também, nenhuma possibilidade de adormecer... um pesadelo. Doente ou não, sempre ruído. Daí hoje encontrar-me no limite.

Prefiro escutar ruídos «normais», como as cigarras lá fora a fazer o seu banzé, ou ruídos aos quais pessoas da cidade estão acostumadas: um ocasional automóvel a passar na estrada, um avião ou helicóptero mais ruidoso, as terríveis motas ensurdecedoramente barulhentas... sons passageiros, tudo bem. Tenho tolerância. Para além disso acho insustentável. 


Instalaram um destes bem perto da janela do meu quarto... O que acham? Devo entrar em pânico ou o vizinho, que já mostrou indiferença pela produção do ruído da instalação, terá tido o cuidado de escolher uma marca e modelo super silencioso? 



Uma interessante explicação dos efeitos à exposição de ruído:
O ser humano tem um limite de 85 db para níveis de ruído. Muitos sons do nosso ambiente excedem esse patamar. Numa discoteca o ruído é em média 120 dB; um motor de caminhão é de 105 dB; o do avião 125 dB. a exposição contínua a esses ruídos altos pode levar a perda da concentração, irritação permanente, impotência sexual (devido ao stress), distúrbios do sono, dores de cabeça, distúrbios cardiovasculares, distúrbios hormonais, gastrite, disfunções digestivas, aumento da freqüência cardíaca e PERDA AUDITIVA.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Considerações Soltas (3)


Não recordo se alguma vez li Margarida Rebelo Pinto mas ainda assim arrisco dizer que só pode ser melhor que José Luis Peixoto. É que cada vez que leio no mural de facebook um dos seus textículos que incessantemente surgem em spam publicitário, aquilo tem efeito de sonífero e forçar a leitura quase que induz ao vómito. Se um destes autores foi tão criticado em cada livro que lançou e foi sucesso de vendas, o critério duplo é algo que evidencio e censuro. É por ser mulher? José Luis Peixoto devia ser expugnado e proibido por decisão suprema de se armar em escritor «contador de histórias». E quando recordo de José Rodrigues dos Santos... não digo que não dê como pastilha elástica... Se calhar é melhor banir todos os Josés do universo literário.

Houve um José, Nobel, mas já deu de frosques. E tenho cá para mim que abominaria qualquer um destes pseudo-autores Ahahah.

Posso estar a ser injusta... pois posso. É só a sensação que me dá e o que me apeteceu escrever aqui.
Venham os trovões :)

Meme que encontrei na internet. Evidentemente alguém assíduo
na leitura destes autores tem uma opinião diferente ou... idêntica. 
Não consegui decidir. Que leitura fazem da imagem? 

NOTA: Não encontrei NADA a dizer o mesmo sobre o José R Santos Kkkkk ;)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

McDonald's


McDonald'sOnly the best selection since 1969



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Até as andorinhas gostam de Portugal e estendem a sua estada


Quem se lembrar deste post sabe que manifestei preocupações por deixar de ver pardais nas ruas. Ainda só vi um e fiquei em êxtase. Estava muito calor e ele posou na sombra do parapeito da janela, tendo voado quando me viu aproximar. Já faz mais de um mês e foi o único sinal da existência de pardais na zona, desde Janeiro até agora. Em compensação, vai fazer 3 meses que estas criaturas começaram a aparecer e desde então nunca mais foram embora. 

Filmado na primeira semana de Agosto

Velozes, difíceis de captar em câmara, barulhentas no bom sentido, parecem movidas por uma energia inesgotável. Voam de um lado para o outro, o dia inteiro, em bando, ora bem perto do chão,  ora mais no céu, sempre sem parar. Todos os dias. 


Com a sua chegada nunca mais vi um pombo. Que pena que elas têm de ir embora! Há quem diga que já deviam ter partido. A sua presença não me desagrada. Gosto de as ter e se enxotam os pombos das janelas, ainda melhor!