quinta-feira, 25 de maio de 2017

Mais umas coisas que precisam saber sobre... ai pois é!


Já estão fartos de posts sobre a Eurovisão e a vitória do Salvador Sobral?
Pois eu não! Ehehhe ;)

Já li teorias sobre a criação da melodia (inspirada em Moon River, veja-se só! Nada a ver... em comum, só serem baladas) e a criação da letra (do sting...). Mas por acaso andava eu nestas andanças sobre as músicas que se sangraram vencedoras do festival europeu durante estes quase 60 anos quando chegou ao ano de 1964 e reconheço de imediato uma melodia que ouvi vezes sem conta enquanto criança: Non ho l'eta, de Gigliola Cinqentti.


Como gosto muito da melodia, deixei-a ficar aberta no youtube para ouvir mais tarde. Mas mesmo sem a ouvir novamente, logo estabeleci um paralelismo entre ela e "Amar pelos Dois". Ambas baladas, ambas diretas ao coração, lindas melodias, interpretadas por vozes versáteis, cristalinas e poderosas, que conquistaram os corações dos ouvintes, que as sagraram vencedoras. Já houve uma altura em que o Festival da Eurovisão apreciava baladas como a que Salvador levou à eurovisão neste ano de 2017.


Era minha intenção mostrar os dois vídeos aqui, para que se entendesse as semelhanças no sentido do que é um género musical e o que é qualidade. Mas a minha surpresa foi ainda maior, quando procurei escutar Non ho l'eta com a artista já matura, num vídeo com legendas em português. 



AGORA DESCUBRAM ONDE 
NÃO ESTÃO AS SEMELHANÇAS! 





NOTA:

Quem entende italiano deve entender que a tradução não é muito fiel, pero, fui procurar uma outra tradução. E esta sim, fiel ao original, mostra uma história ainda mais bonita e muito mais afastada da letra de "Amar pelos Dois". A música Italiana fala da paixão avassaladora de uma jovem menina por um homem maturo. E ela canta que não tem idade para o amar, nem para sair num encontro amoroso com ele mas implora que a deixem viver um amor romântico (de forma platónica) por mais um dia... Contudo, se ele a quiser esperar, se ele esperar por ela, nesse dia ela vai amá-lo muito!

Que lindo! Não é?
Amo as duas melodias. A da Luísa tem algo de especial logo no início, é mais soft... muito bela.
A Italiana é já um clássico. Bela também.

Aqui fica a versão mais satisfatória, mais uma vez, interpretada pela própria, a vivo e a cores, anos mais tarde.


E como não me canso e gosto de ver mais actuações durante uma linha de tempo, aqui está uma fantástica interpretação da mesma cantora, em 1993, num show em Tóquio.


PORQUÊ não existe esta música com letra em PORTUGUÊS é que não entendo.

Ora vamos lá imaginar uma bela voz para a cantar... Quem nomeariam?


Letra (minha versão):

Não tenho idade.
Não tenho idade.
Para amar-te. Não tenho idade.
Para sair sozinha, contigo.
E não teria... muito
a dizer-te
Porque tu sabes muitas mais coisas que eu!

Deixem que eu viva, um amor romântico,
na incerteza, de que chegue o dia,
mas agora não!

Não tenho idade.
Não tenho idade.
Para amar-te. Não tenho idade.
Se tu quiseres... Se tu quiseres...
Esperar-me
E um dia terás todo este amor que tenho por ti!

Não tenho idade.
Não tenho idade.
Para amar-te. Não tenho idade.
Se tu quiseres... Se tu quiseres...
Esperar-me
E um dia terás todo este amor que tenho por ti!


No entanto, como me lembro de uma ideia engraçada que existiu na década de 80/90, aqui achei o que queria! Digam lá o que pensam daquela que julgo ser a única adaptação desta música para português.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Mais reações Aa Amar pelos Dois

Adoro ver as reacções de outras pessoas à música com que Sobral venceu o Eurofestival e perceber se existe um consenso.

Aqui ficam algumas reações da América, Austrália e Espanha.



Austrália: "Portugal has to win!"


Espanha: "So nice! So beautiful!"


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Saber-se que se tem seis meses de vida


Curiosa para saber sobre o quê Salvador Sobral padece, googlei o seu nome e, por aquilo que divulgam alguns sites, o rapaz tem uma insuficiência cardíaca grave, usa uma espécie de pacemaker daqueles com uma mochila à frente do peito e precisa de um transplante de coração com urgência.

Li, inclusive, que os médicos estimaram que, sem um coração novo, ele viveria somente mais seis meses de vida.

Abstraindo-me agora de quem é - conseguem imaginar?? O impacto que uma coisa destas tem para a família e para o próprio? A angústia? O choro? Os receios? Os medos? A contradição de se desejar que alguém morra logo para que outro possa viver?

Saber-se que se tem um prazo para deixar de viver... E um tão curto. O que isso faz a uma pessoa? No que isso torna todos os nossos dias? Olhar para o céu, para qualquer coisa, tendo quase a certeza que daqui a um sopro de meses, pode-se já não estar cá para olhar?

Cantar uma música?
O que isso faz??

Se a pessoa não fosse quem é, e fosse ainda um estranho para Portugal, o seu estado de saúde seria o tipo de post que se partilharia no facebook, para «ajudar» a aumentar a palavra e se encontrar um coração. Ou para se fazerem rezas pela sua saúde. 

Começo mesmo a achar que no dia 13 de Maio existiu de verdade muitos milagres. 

Posso dizer que já ouvi tantas covers da música composta pela Luísa Sobral e interpretada pelo irmão Salvador. Escutei em Russo, francês, «brasileiro», inglês... português. Mas em todas achei que faltou algo. Principalmente na interpretação. Faltou uma certa emoção e fez muita falta.

E subitamente entendi uma verdade absoluta:
NINGUÉM poderá cantar esta música como o Salvador pode.
Só ele tem aquela sua sensibilidade para sentir a música, só ele tem aquela franqueza (e porque não tê-la, se se sabe que o tempo urge?) e só ele poderia, com aquilo que lhe vai no coração, cantar a música com o seu coração. O seu coração que lhe falha, que bate mais forte, na alma, mas falha no corpo. Como é que algum outro pode cantar com aquela emotividade se nenhum está prestes a morrer?



"Ouve as minhas preces"

E quantas não estão a ser feitas, por outro motivo? Para que Salvador consiga o coração de alguém? Que coisa é esta de alguém ter de morrer com morte cerebral, para que outra pessoa possa viver? Que raio de segunda-vida é essa e que impacto psicológico e emotivo pode acarretar? 

Que dádiva é esta, de se doar vida?
Que angústia é essa de se sentir o fim?

E como poderia ele não cantar como cantou, tendo tudo isto na alma? 

Sim, já vi muitos tributos e muitas covers desta canção.
Mas na interpretação, todas deixam a desejar.
Ou são algo planas e previsíveis, ou a voz é esganiçada e a interpretação fracote. Uns gemem a música, não a cantam. Outros fazem «olhinhos» de românticos. Salvador fechava os olhos. Segurava as mãos, vibrava com cada pedacinho...

Não foi nada à toa que ele chegou e tocou os corações.
Que ironia!
Mas foi o que a música e a interpretação fez.
Conquistou pelo sentimento.

O MUNDO gostou desta canção e do seu intérprete. A barreira linguística nem sequer existiu. Não houveram muros. Diques e barragens foram demolidas para deixar as águas fluir... 

E corações por todo o planeta se sensibilizaram.
Esta melodia é universal, ficou globalizada. Ainda dará o que falar.

Só espero é que não tenha sido uma glória de despedida... 
Mas se vier a ser, só aumenta a beleza da dádiva. 


sábado, 20 de maio de 2017

Dei uma de Maria de Fátima



Alguém sabe ao que me refiro com o título que escolhi para este post?
Provavelmente muitos poucos entenderão.


"Maria de Fátima" é uma personagem. De uma telenovela. Dos anos 80...
Ficou famosa por ser «má». Ela quer tanto subir na vida e ter muito dinheiro, que engana todos com o seu jeito angelical e bondoso de ser. A novela tem o nome "VALE TUDO" e vale mesmo tudo para a ver. Mesmo nos dias de hoje. Recomendo-a já. Continua bastante actual, ainda que na novela os telemóveis sejam raros e tenham o tamanho de um tijolo. Em tudo o resto, a novela não podia mostrar melhor a realidade como ela ainda hoje é. Pessoas normais, que acordam com o cabelo despenteado, que o vento na rua despenteia, o povo que aparenta mesmo ser povo, as praias que têm povo e não figurantes bonitinhos... Além de tudo o resto, claro.


Mas história à parte, "Maria de Fátima" não é só o nome de uma personagem. Ganhou também direito a ser uma expressão. Com um significado. Uma pessoa capaz de enganar, manipular, ser dissimulada para conseguir os seus objectivos, resumia-se tudo isso com as palavras "Maria de Fátima".


E digo eu que dei uma de "Maria de Fátima?" - Bom exagerei. Muito. Porque queria «fazer bonito» Kkkk. Por muito que tentasse, jamais chegaria aos pés de uma Maria de Fátima. Mas posso ser uma Maria de Fátima Mirim... ou uma aprendiz com pouco sucesso.

O que pretendo dizer é que tenho muita dificuldade em mentir. Quase nunca o faço. Maria de Fátima fazia-o com quem respira. E eu disse uma mentira e por isso, por ter conseguido, senti-me uma Maria de Fátima! 

Só a ideia de ter de recorrer à mentira me exaspera. Contudo, sou uma adulta. SEI que tem ocasiões em que mentir pode servir um propósito, e este até pode ser um bom propósito. Não gosto e é raro mas, se meter na cabeça que vou o fazer, e me convencer disso (é a parte mais complicada), sou capaz de o fazer.

Divido a casa com um rapaz que gosta pouco de trabalhar. Ele vai para o emprego mas sempre contrariado. Não vê propósito no conceito de trabalho em si. Quer viver de... o que lhe dá prazer. Mas como isso não dá dinheiro a todos (só a uma minoria), tem de se sujeitar às normas sociais que ditam que é preciso dar trabalho em troca de dinheiro para se obter bens e serviços.

Acontece que o rapaz está sempre a dizer-me para telefonar para o emprego a dizer que estou doente. Não importa se me queixo ou não. Ás vezes basta eu dizer que tive um dia cansativo e quero relaxar, já ele vem com a conversa: "Telefona a dizer que estás doente e não podes ir". "Eu faço isso regularmente". 

Eu bem lhe digo que isso não resulta comigo. Sei que não ia conseguir e que a minha mentira seria transparente. No emprego eles nunca acreditam na falta por motivos de saúde. (Desconfiam sempre da pessoa de forma sarcástica). Depois tem outra questão: A ideia de brincar com a saúde, por vezes acho inapropriado. A saúde é preciosa. Usá-la como pretexto para «escapulir» a responsabilidades - sejam elas não ir a uma festa de aniversário ou desmarcar um convívio - acho que não é correto. O que custa às pessoas dizer: "Olha, não me apetece ir? Mudei de ideias?" Porque têm de inventar logo uma doença?

Acho que essas desculpas acabam por chamar as efermidades e o melhor é nem brincar com isso. Mas não é essa a principal razão de sentir desconforto com as mentiras. Simplesmente é assim. Mas como adulta, tenho de aprender. Aprender a mentir. 

E achei que era altura. 
Por razões a meu ver muito válidas (ler post sobre assédio laboral), decidi que não ia trabalhar num certo dia. O que ia dizer para poder faltar é que não tinha ideia. Mas aos poucos começou-se a formar algo. Diria até que estava a ter «achegas» espirituais, porque não tenho em mim esta capacidade de refletir e entender o que se deve fazer. 

Desde que cheguei ao UK muitas têm sido as pessoas a viver cá que me têm dito que, para se conseguir algo (casa, telemóvel, contrato de serviços, emprego, etc, etc), há que mentir. Até mesmo nos blogues que sigo, de pessoas a viver aqui, também elas escrevem que é preciso "exagerar a verdade"- manipular as coisas. É nesse sentido que uso a expressão "Maria de Fátima". 

O curioso é que, para mentir, tive de tornar a mentira VERDADEIRA.
E é aqui que queria chegar. Para poder dizer que aconteceu "isto ou aquilo", tive que fazer com que acontecesse. Com consequências menos graves do que dei a entender - claro. Mas também sempre ouvi dizer que é preciso exagerar nas dores para se fazer de doente, e exagerar nos feitos, para se fazer de herói. Então exagerei um pouco - sabendo que é natural, no início, pensar-se que algo é mais sério do que se pensava. Relatei o sucedido verdadeiro, mas de uma ocasião passada. Então, facilitou a mentira porque estava a contar uma verdade. E quanto ao pretexto que dei, acabei por torná-lo verdadeiro. Porque só assim consigo «mentir». Sabendo que não era mentira, que tinha realmente acontecido o que relatava.  


Na novela "Maria de Fátima" era filha de "Raquel". Uma personagem tão boa, recta, correta, honesta, crédula, bobinha - com a qual me identifico. Na altura em que a novela passou, nem tanto. Percebi-o depois, durante uma reprise no canal Brasileiro, já adulta. Mas até na novela, por vezes, dá para entender os motivos de Maria de Fátima. Tendo Raquel como exemplo de mulher adulta e um pai alcólatra como exemplo de homem, ela viu tudo aquilo que não queria para si. Raquel, por muitas ocasiões, sai prejudicada por ser como é. Acaba por se colocar em situações que a ferem e também erra por ser... boa. Mãe e filha são dois opostos e no equilíbrio é que está o saber viver. Raquel também tem de aprender! Aprender a mentir... Aprender a ser dura. A destratar quem merece. Para crescer.

E é aqui que me encontro... 


E porque não? Aqui ficam umas cenas de resumo da mencionada novela. 


















sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mas quem é que limpa a casa, afinal?


A "nova" inquilina cá de casa já chegou faz um mês. Ainda não pagou um penny pela eletricidade, água e gás que consome e ainda não limpou a casa. A vez que lhe cabe já chegou e já se foi. Ela, inclusive, esteve em casa três ou quatro dias durante esse periodo. Não entendo porquê não limpou a casa de banho, a cozinha, aspirou os corredores, tirou o lixo dos cestos, etc, etc. 


Será que quem lhe explicou o funcionamento da casa deixou de parte este detalhe??
Seja como for, a rota (horário de limpeza) está afixada numa folha gigante no armário da cozinha. E lá surge as datas e o nome da pessoa a quem compete fazer a limpeza geral à casa, em determinada semana. 


Eu fiz a limpeza, um pouco zangada, porque sempre que eu sinto vontade de a fazer, faz apenas um ou dois dias que a pessoa anterior a fez. Logo, se quiser fazer a limpeza quando a casa estiver mais necessitada, tenho de esperar até o final da semana. E isso quase sempre significa que estou a trabalhar e mal tenho tempo. Para além de estar exausta. Mas as pessoas antes de mim só limpam mesmo no final ou já depois do dia... 

A rapariga que me segue nas limpezas, fez a parte dela 4 dias depois de mim. Achei bem. Até porque em 12h vi o chão tão porco que nem parecia que eu havia feito a limpeza que fiz. No momento já se passaram 15 dias desde a última limpeza e, por alguma razão (acho que sei qual), a casa parece mais suja e porca do que o habitual. É que o colega anda a fazer limpezas a arrumaçoes no seu quarto. E isso nota-se pela quantidade de «porcaria» que ele vai deixando cair pelo chão da casa.

A «nova» inquilina é que... parece estar convenientemente despreocupada com estes factos que, a mim me preocupariam. Quando cheguei a esta casa fiz imensas perguntas sobre o funcionamento da mesma. Queria saber como pagavam as contas, como tudo funcionava, se podia usar um tacho em particular, que utensílios eram da casa, quais eram de uso pessoal das pessoas que cá moravam... Acho normal. Não me parece tão normal é só usufruir e não querer saber quem paga e limpa.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Viagem a Londres


1) - FUI A LONDRES.

Já conhecia a cidade, talvez por isso não senti qualquer deslumbramento. Para dizer a verdade, na primeira vez que lá pisei, também não senti qualquer deslumbre. Recordo que o meu primeiro pensamento foi: «É tal e qual Lisboa». 

Londres é tal e qual qualquer outra cidade capital de um país: muita gente, muita confusão, muitos transportes. O normal de qualquer cidade «grande». O que a distingue é o tempo - sempre de chuva e nublado, com aquele cinza típico. Basta andar uns quilómetros para a periferia e o tempo melhora consideravelmente. Portanto, o que Londres tem de «melhor» e único, é o tempo invernoso


Tem aquela chuvinha miúda, que dispensa que se abra o guarda-chuva e tem aquele vento forte, que parece que te entra nos ossos. Tem oscilação de temperaturas, conforme se entra no tube (metro) ou no interior das casas, como cafés, restaurantes, lojas, museus. Ora se tem imenso calor e se transpira desconfortavelmente, ora se é acomedido de uma súbita rajada de vento polar. 

O MAIS POSITIVO de ter ido a Londres foi ter interagido com os motoristas de autocarro. Tudo gente para lá de simpática e prestativa. Sinceramente, quando precisei largar o tube por o bilhete ficar tão caro quanto um de regresso de comboio, optei pelo do autocarro (opção pouco ou mesmo nada divulgada aos turistas, por sinal). E aí descobri uma simpatia e prestatividade digna de reconhecimento. 


Londres tem outro aspecto positivo: ninguém se perde naquela cidade. Os transportes são frequentes e complementam-se uns aos outros. Qualquer rua tem transportes para alcançar qualquer conhecido lugar. Com setas e indicações claras, consegue-se andar facilmente pela cidade seguindo o mapa do tube ou os nomes das paragens de autocarro. 

Para viver por ali, escolheria a periferia. Porque a qualidade de vida sobe substancialmente e qualquer transporte depressa te leva ao centro ou te afasta do mesmo. Hora e meia - ás vezes o tempo que em Lisboa se perde na fila do trânsito - ali dá para andar quilómetros em transportes. Anda-se muito em Londres - a pé e de transportes - mas também se anda por muitos lugares. 

Voltaria, claro, à cidade. Para conhecer mais lugares, ver o que ainda não vi, como por exemplo os imensos parques que a cidade tem, e para rever. Fui a Picadilly Circus por necessidade mas também para rever a área londrina onde, em tempos idos, fiquei hospedada por uma semana. A praça principal estava quase irreconhecível. Pela fotos que lhe dão fama, não estava a reconhecê-la. Toda a amplitude que se sente ao olhar imagens como a que publico aqui, é inexistente in loco. 

Picadilly Circus - notória praça devido aos logos luminosos
na fachada arredondada de um prédio de esquina
A prejudicar tudo o ex-libris do lugar - refiro-me à fachada de esquina arredondada com monitores de luz - estava cercado de andaimes e tapada por panos de publicidade. Isso descaracterizou totalmente o lugar, tirou-lhe a identidade e misticismo. Uma praça na realidade claustofóbica, pequena, com ruas a seguir em todas as direcções. Mas não me perdi. Fui direta ao lugar que pretendia, mesmo não sabendo ao certo se estava a caminhar na direcção correta. É a beleza de Londres. Ninguém se perde por lá. 


Passei duas vezes sobre o rio Thames - de uma água lamacenta, castanha, que te faz desviar o olhar ao invés de querer procurar aquelas águas. Nada a ver com a magia do Tejo. O Tejo atrai, o Thames repudia. Mais um pouco e seria o rio Ganges, onde cadáveres a boiar ajudam à sensação de repúdio. Se bem que, nunca lá tendo ido (Índia) vou supor que, pelo que sei, até o Gandes consegue ser mais apelativo que o Thames Londrino. O rio passa quase despercebido, circulando calmamente e apagado entre construções feias e modernas de betão e vidraças. O rio não interage com a cidade e o povo - excepção para os cruzeiros turísticos que por lá se fazem. Pelo menos assim me pareceu.

Ao todo, por uma estada e pelas despesas de transporte, devo ter gasto (para duas pessoas) uma soma em torno de 250 libras. Mas não se assustem! Se ficarem mais tempo na cidade, economizam no transportes (mas não na estada). Se escolherem Hosteis para dormir, podem gastar até somente 20 libras por noite (não esperem é muito: contem com maus cheiros, falta de água quente, sensação de pouca higiene, ruído noturno e falta de privacidade- tudo é possível). Se só forem a atracções turísticas gratuitas (como acabou por ser o meu caso) não gastam muito mais. Mas se pretenderem ter um pouco de tudo isso, sim, Londres sai cara e come-se mal :) 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não lutei


Alguns podem achar estranho mas acho que posso dizer que sei pelo quê tenho de pedir desculpa a Deus, se por acaso ele existir e se por acaso um dia estiver na sua presença.

Tenho de pedir desculpa por não viver.


Sim, porque viver é tanto... é não desistir - e por vezes desisti. É não deixar que os outros nos estraguem a vida - e tanta vez deixei. É continuar em frente, com preserverança e dignidade - será que sempre o fiz?

Bom, penso que isto é transversal a todos nós. Ninguém nasce ou morre um perfeito ser Humano. Mas se o objectivo de cá andarmos é - tal como creio - melhorarmos como pessoas, tenho de pedir desculpa por não ter chegado perto de todo o meu potencial e ter desperdiçado tantas bençãos que me foram concedidas por simplesmente EXISTIR. 



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Gostei - música do eurofestival

Uma das condições de viver com recursos tecnológicos limitados é que, ate o dia de ontem, desconhecia totalmente quem era Salvador Sobral e que música levou ao festival. Desconhecer é algo que EU GOSTO. Faz com que a minha apreciação seja isenta de factores externos.

Então foi como uma tábua em branco que ouvi, pela primeira vez, a melodia que Portugal levou ao certame musical. E gostei.



Tal e qual a música que ganhou o ano passado - esta também me emocionou. A melodia em si é fantástica. Na realidade, o grande trunfo é a melodia mesmo. Mas a voz e a interpretação são como que a cereja em cima de um bolo que, já por si, parece delicioso. 




A música que Jamala (Ucrânia) levou o ano passado ao festival só a escutei depois do certame terminar, por intermédio de um post no blogue da amiga ANA - e já na altura esse post inspirou-me a criar muitos outros sobre este tema dos gostos musicais.


Gosto de música que me emocione. E se chorei um pouco com Jamala, também me emocionei ao ponto-lágrima com Salvador Sobral.


Não sei quanto a vocês - ainda não tive tempo para ir espreitar os vossos blogues. Mas eu GOSTO de «Amar pelos Dois» e não tenho pudores em dizê-lo. Se é de festival ou não? Ora, é música! Quem diz que, por ser um festival, só pode ganhar pop-rock?

Só me entristeceu que a Espanhola não tenha ficado bem qualificada, pois também me agradou o estilo.


E como o gosto não foi só meu - realmente foi o de uma maioria - a canção portuguesa terminou o certame coroada como vencedora. Nunca que Portugal ganhara um festival. Mas para o ano, 2018, o eurofestival vai realizar-se no nosso país, graças a "Amar pelos Dois!".

COVERS





RAPSÓDIAS





HOMENAGENS  
- PELO MUNDO -

UCRÂNIA

ESPANHA

PORTUGAL

Estudantes UWC, de 52 nacionalidades
(Alemanha, Afeganistão, África do Sul, Angola, Argentina, Arménia, Áustria, Bahamas, Bangladesh, Bélgica, Bielorussia, Bolívia, Brasil, China, Colombia, Eslovénia, Espanha, EUA, Filipinas, frança, Hong-Kong, Holanda, Hungria, Índia, Itália, Irlanda, Jamaica, Japão, Jordania, Kosovo, Letónia, Malta, Marrocos, Mexico, Moldávia, Nigéria, Noruega, Noruega, Omã, Paquistao, Palestina, Polónia, Reino Unido, Roménia, Saara Ocidental, Sérvia, Senegal, Suazilândia, Tailândia,Timor Leste, Trinidade e Tobago, Turquia, Venezuela)


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Frase com Sentido - dia 11.05.17


«A vida é mais tolerável 

se dividir-mos o peso do seu fardo».


A questão é que alguns carregam o próprio fardo sem pedir ajuda e por vezes o peso quase os esmaga.
Outros andam pela vida ligeirinho,  julgando-se melhores pelas suas conquistas diante das dificuldades, mas para tal ter sido possível, o fardo que deviam carregar foi dividido entre outros.


E por isso uns envelhecem mais depressa e desistem, fatigados.
E outros chegam à velhice com um novo sopro de vida.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Para escutar - principalmente nesta super versão




Letra (tradução livre):
Quando era jovem, não precisava de ninguém. Fazia amor por gozo. Esses dias já se foram...
Vivendo sozinho, penso em todos os amigos que já conheci. Mas quando marco os números de telefone, ninguém atende. 

SOZINHO!!!!
Não quero estar.
SOZINHO!!!!
Não mais.

SOZINHO!!!!
Não quero viver.
SOZINHO!!! 
Não mais.


É difícil ter certezas. Ás vezes sinto-me tão inseguro. 
E o amor tão distante e obscuro permanece a cura.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Recordação de Londres


Se fossem 
Londres,


o que gostariam 
de trazer de ?

domingo, 7 de maio de 2017

Meus Amigos

Meus Amigos...

Poderei designar assim a vocês, amigos bloggers, que aqui aparecem e até mesmo os que aqui não aparecem mas que eu tanto visito?

Pois assim me apetece chamar-vos. Pelo menos hoje. Pode ser?

Há dias em que sentimos falta de disto. Precisamos muito deste tipo de interacção. Precisamos de saber que alguém deixou um comentário. Precisamos de ler o que está a acontecer nos blogues do costume e mandar uns bitaiques.... 

Pois se aqui não vim antes saibam que não foi por falta de vontade. 
Então não é que o computador deu para ser teimoso e deixou de funcionar?

Reside aqui a minha ausência total do planeta cibernético. 
Se senti a falta? Sim! Muito.
Respostas que ficaram por dar, comentários e leituras por fazer... 

Mas como a dona é mais teimosa que a máquina, ou melhor: mais persistente e conhece a sua maquininha de estimação (amo este notebook), andou uns dias a dar-lhe festinhas, a permitir que repousasse um pouco, a facultar banhos de ar fresco à sombra, a arejar as teclas, o disco... a limpar o pó, a carregar em todas as teclas F numéricas e a tentar por todas as alminhas dar-lhe novo alento. E a máquina, esperta, igualmente amorosa, percebeu todo este carinho que lhe nutro e, que nem um paciente a quem se aplica corrente elétrica no coração para ver se este volta a bater, a máquina ressuscitou! 

Ontem ainda a medo... lerda, lenta, tonta...
Hoje um pouco menos...
Ainda não se sente a 100% mas decididamente, esta máquina não me quer abandonar.
Nem eu a ela!
Podem oferecer-me uma nova que eu irei sempre gostar mais desta :)))


E pronto. É isto.
Comoveu-me a preocupação que alguns demonstraram por estes dias de ausência. Aprecio a atenciosidade, a beleza destes gestos... Gosto de retribuir.

A todos vocês desejo que estejam bem e aguardem...
Eu, a minha máquina, ainda um pouco convalescente da súbita caída de pressão que lhe causou um total apagão, iremos, com calma, visitar todos vocês. Os habituais e novos, porque sempre gostamos de travar novas amizades :)

E que venham muitos mais anos disto, com todos vocês.
Um GRANDE ABRAÇO