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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Tantas pessoas passam pelas nossas vidas...


O facebook está outra vez a sugerir-me pessoas conhecidas como amigos. COMO O FAZ, não sei. Fico pasma, quando me aparece o perfil de uma rapariga que conheci por apenas um dia e cujo contacto telefónico coloquei na conta whatsup que tem número inglês. NADA tem a ver com o facebook e não partilhamos qualquer conhecido em comum. No entanto lá estava o nome distinto dela: Mamba. 

Logo abaixo surge um rapaz com quem estabeleci uma relação de amizade telefónica faz uns anos - desse somente uso o endereço de email e não o tenho no facebook, onde realmente não tenho ninguém de relevo. Apareceram também todas as minhas antigas amizades do tempo da faculdade: de todas perdi o contacto e nenhuma está referida em qualquer sistema informático actual, na altura existiam apenas telemóveis e olhe lá! 


Fico PASMA com isto. A troca de informações é muito precisa e completa!
Do whatsup para o face, do gmail, tudo... Não existe anonimato algum.
E se eu os vejo, eles também me podem ver a mim.

Sinto algum conforto sabendo que procuro não publicar fotos minhas nem revelar o meu nome por inteiro. Se estas pessoas quisessem ter mantido o contacto, teriam-no feito na altura. Agora não preciso delas. É uma forma que o facebook tem de tornar as pessoas em "mirones" secretas das outras. Não gosto. 



Mas fez-me reflectir: todas as pessoas que passam pelas nossas vidas sempre as influenciam. Desde aquela que foi só um instante, às que tiveram muitos instantes. Por vezes, a que teve mais tempo não é por isso a que vai ser mais justa contigo. 

Lembranças que me fizeram ter de ir comer chocolate.
Não ajudou.
Enfim, reflexões. :D

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018


Incomoda-me ver as pessoas a anunciarem no facebook o falecimento de familiares e amigos.
Também não gosto dos comentários, tão comuns, tão estranhos.

E assim banaliza-se algo tão único que é a dor da perda, tornando as "condolências" rápidas e despachadas.

Em 24h vi TRÊS pessoas diferentes a "anunciar" a morte de outras três.
Mas o que é isto??

Necessidade de serem as primeiras? De não perderem a oportunidade?
É mesmo preciso anunciar a morte de um primo que nunca mais se viu? Com quem não se tem grande afinidade? Para quê? Para quê fazer isso??

O que têm a dizer desta nova dinâmica social?


sábado, 13 de janeiro de 2018

Duas amabilidades do Facebook



O facebook a mencionar que a data de aniversário
não está pública. Mas pode ficar, que eles ocultam o ano.
(by the way... é uma data fictícia)



O facebook a comunicar de imediato que deixei de seguir uma pessoa.
(Preocupados comigo caso tenha amnésia, que simpáticos!)
Mas não tenho de preocupar-me, porque não vão contar-lhe O QUE FIZ.

Já posso respirar de alívio, ufa.
Não  vão contar. 
Pelos vistos cometi um crime mas não me vão denunciar.
Lol. Subtil maneira de exercer pressão e bulling. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

O susto que é o Facebook


Na última semana o facebook tem-me assustado.

Tem surgido como "sugestão de amigos" pessoas que já passaram pela minha vida. Algumas há muito tempo, mais de 20 anos, outras há dois. Pessoas que nunca mais vi, das quais não tenho contacto, nem conta de email... Reparem: há 20 anos NEM EXISTIA facebook.

E se perdes o contacto com pessoas que remontam a uma altura em que poucos tinham telemóvel, quanto mais redes sociais, digam-me lá, como é que o facebook faz isto??


É que não existem AMIGOS EM COMUM.
Se não existem, não podem ser sugeridos por esse meio de "coincidência".



Outra hipótese é terem ido buscá-los - pelo menos alguns - a uma outra conta de facebook que possa ter aberto num mesmo computador. Mas ainda assim, isso não justificaria o DESFILE de caras conhecidas e há muito perdidas que se tem verificado na última semana.


Desfile não é uma expressão mal empregue, pelo contrário. Já perdi a conta ao número de indivíduos do passado que regressaram fantasgoricamente através do facebook.


Ainda à instantes foi-me sugerido como amizade um indivíduo que quase nem liguei, até reparar duas vezes no nome. Bastou olhar para a localidade e os estudos para imediatamente confirmar a identidade. Há quanto tempo não lhe punha a vista em cima? Há 17 anos!



E há 17 anos - volto a repetir para quem não tem conhecimento de como se viveu no ano 2000, não existiam redes sociais. No máximo, deste indivíduo, fiquei com um antigo número de telefone. Nem conta de email dele alguma vez tive. E se tivesse, jamais a ela teriam acesso, pois o endereço que usava na altura não uso mais. Foi o primeiro que tive e o único até hoje a ser pirateado. 

Assim que me abstraí desta sugestão tremendamente espantosa, pus as vistas em cima de um outro indivíduo sugerido. Desta vez foi o rosto que me pareceu familiar. Abri para ver quem se tratava. Julgando que era um colega de um curso, reparo então que é um rapaz que conheci faz dois meses!


Conheci porque estava interessado em algo e escreveu-me por email. Trocamos correspondência parca e depois, como ele foi para inglaterra, encontramo-nos só para nos conhecer-mos. E nunca mais lhe pus a vista em cima, nem ele pareceu interessado em manter contacto.

Neste caso existe um fio condutor: o endereço de email.
Foi por ele que me escreveu, e por ele que falámos por um chat - que não é o messenger (que funciona dentro do facebook).



Voltando ao primeiro exemplo do indivíduo que deixei de ver há 17 anos, onde está a correlação? Não existe! O endereço de email que uso hoje não é o mesmo de então. E sem amigos em comum, sem nada... porquê mo sugeriu?

E isto é só a ponta do icebergue. Na última semana a quantidade de sugestões de amizade de pessoas que realmente conheci tem sido elevadíssima. Por volta de 20 sugestões são de pessoas que um dia cruzaram a minha vida. Se algumas são de há pouco tempo, podendo a sugestão ser justificada por pertencerem ao circulo de amizades de outras contas abertas no computador, não é o caso destas. E falo do computador de CASA, não de um público, que fica numa escola, por exemplo. Esses podem e certamente estão repletos de contactos diversos que podem ser sugeridos ao próximo que se conectar na rede do facebook.

Se isto acontece comigo, o mesmo deve acontecer aos outros. Ou seja: o meu facebook também deve ser sugerido a outras pessoas. A diferença - que eu espero ser significativa, é que no meu face tento não ter nenhuma fotografia minha ou de pessoas que me possam identificar, seja por grau de parentesco ou por amizade. Posso ter os meus pais como "amigos" no facebook. Mas não tenho porquê os identificar como pais. Isso já é disponibilizar demasiado pormenor num lugar público. E se não ando na rua a gritar o parentesco das pessoas que estão comigo nem transporto nenhum cartaz com essa informação, porque haveria de o fazer nas redes sociais? Por acaso é mais seguro lá?? Não me parece.


Se há uma coisa que desde cedo e por instinto entendi, é esta necessidade de privacidade, como forma de segurança. O que acabei de escrever é até uma falácia - pois estou numa rede social e SEI que não há segurança nem privacidade. Mas dentro dessa ausência, existem níveis que preservam ou expõem mais os indivíduos e a sua identidade.

Não entendo como pode alguém sair à rua e ter cuidados com a sua segurança pessoal, porque foi alertado para isso desde criança, e não sentir o mesmo ímpeto quando usa as redes sociais. A exemplo: Eu lá preciso de dizer o meu nome para escrever este blogue? Sou a portuguesinha e não sou menos autêntica por isso. Desde o tempo da escola primária, quando só existiam endereços e números de telefone de casa, sempre senti - ou foi-me ensinado - que a preservação dos dados pessoais proporcionava segurança.

A sobreEXPOSIÇÃO nunca trás nada de bom e talvez por intuir isso desde muito cedo, esta postura de preservação é algo intuitivo em mim e aplicado também nas redes sociais.

O meu facebook não tem o meu nome.
Tem um apelido. 
O meu facebook não tem a minha imagem.
Tem uma imagem.

Espero que, pelo menos assim, consiga alguma privacidade.
E caso seja sugerida a alguém, me ignorem.




domingo, 29 de outubro de 2017

Um péssimo Halloween

Nem no virtual, caros amigos.


Soube hoje pelo Facebook itself que esta rede social disponibiliza máscaras de Halloween para serem usadas neste período de tempo festivo. Inclusive durante video live chats (chamadas em vídeo em direto). Imaginam o que é estar ao vivo e durante todo o tempo em que se imite imagem o teu rosto tem um verruga enorme, um nariz comprido, uns olhos cavernosos, negros, malévolos, uma pele esverdeada e um chapéu pontiagudo na cabeça? 

Pois era isto que me apetecia fazer.
Telefonar para Portugal virtualmente «mascarada» de bruxa ou qualquer outro disfarce. Já que as tais festas parecem terem sido um truque de ilusionismo (post anterior) pretendia ter mais sorte no mundo virtual. Mas por algum motivo que desconheço, não tenho qualquer forma de conseguir as tais «máscaras».
Diz o facebook que basta fazer a chamada no messenger e pronto: os filtros estão disponíveis. Mas eu não tenho nada. Não posso ser um duende verde, nem uma bruxa, nem um fantasma, nem um esqueleto ensaguentado ou um zombie...

Digam-me vocês, muitos mais entendidos nisto que eu. Conseguem usar o face/messenger com máscaras de halloween??

Se ainda não sabiam desta, aqui fica a dica. Deve ser divertido. Mas vai ser mais uma diversão que me escapa. :( 


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pés e pernas sobre um fundo azul


Já começou.
E já enjoa.

A quantidade de fotos de pés e pernas com unhas pintadas ou por pintar, com pêlos cutâneos ou sem, com ou sem tatuagens já começou a invadir o meu facebook como uma praga enjoativa.

Sim, chegou o meio de Agosto...

Blhac!








segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uma inconfidência familiar com Kms de distância

Como já expliquei uma vez, no facebook tenho «amigos» americanos que nunca conheci mas que se fizeram amigos para interagir num jogo. Vai que, por vezes, publicam coisas no face que dá para eu ver. Assim como imagino que as minhas publicações também são visíveis a eles. Vai que deparei-me, ontem de noite, com uma coisa que me pareceu inocente. Apenas uma daquelas coisas de família... 

Um filho pediu emprestado um cortador de relva e devolveu-o sujo e com o depósito cheio. Acontece. Até entre vizinhos, conhecidos... Não há motivo para armar uma discussão séria por causa de algo assim. Aquela publicação estava sempre a aparecer no topo do feed e após umas tantas vezes a levar com aquilo «na cara» fui ler os comentários. Eis a troca de palavras: 



Post no facebook da Senhora Maria:
A semana passada o filho pediu emprestado o cortador de relva. Fui para cortar o relvado esta manhã e foi assim que mo devolveu (foto daquilo cheio de relva e por limpar). Também lhe dei 5L de gasolina que derramou para fora pois ele estava com pressa para fazer a coisa a bem. Usou as minhas ferramentas e o camião. Que simpática fui! Para aqueles que não sabem onde é o saco colector de relva...   

Comentador amigo: Terrível. Mas ao menos trouxe-o de volta.

Filho (usando o facebook da namorada): Para aqueles que precisam de saber a verdade, aqui fala o filho da Senhora Maria. Sim, pedi emprestado do meu pai João o cortador de relva e algumas ferramentas de jardinagem para cuidar do quintal da minha avó. Estava à chuva e com o meu horário laboral apertado. Esta avó é a mãe da Senhora Maria. A Senhora Maria sempre abre a boca de uma forma negativa e maliciosa. Eu ia limpar tudo na segunda-feira, mas a Senhora Maria gosta de deixar os outros mal vistos. Ela fica em casa 11h por dia quando a sua família precisa de ajuda mas eles não lhe pedem ajuda a ela. Hummmmm... porque será????? Amo-te Natália e sempre fiz coisas por amor a ti e não ódio e negatividade. Vou continuar a ajudar-te tal como tu estiveste sempre por mim quando a minha própria mãe Senhora Maria não esteve. Para tudo sempre lá esteve o João, não ela!!!

Senhora Maria: O teu padrastro João diz que és um convencido... Lamento que te incomode que eu seja motorista de autocarro. Tens de falar atrás das saias da Carla..

Carla (ou filho): Senhora Maria, Por favor pare com o drama. Não gosto disso na minha página.

Senhora Maria: Desculpa, eu não fui à tua página, o teu namorado abusivo veio à minha falar atrás da tua saia. Quem o emprega devia submetê-lo a um exame de despistagem de drogas talvez ele deixe de ser tão malvado. Ah sim, ele usou a urina de outro.


E pronto. Apeteceu-me partilhar aqui...
As redes sociais são espantosas. E assim, uma «briga» familiar longíqua com pessoas que não conheço nem imagino mais gordas ou mais magras, chega-me ao conhecimento. Devo dizer que, vendo tantos programas sobre crimes nos EUA, preocupou-me a forma como levam tão a sério o que me pareceu, inicialmente, um desabafo sem maldade. Mas o filho achou que era um post malvado e «despejou» mais coisas... Vai a resposta, adiciona outras.



Para quem vê quase todos os dias crime-docs (documentários sobre crimes) americanos, sabe que já aconteceram tragédias por muito menos. E como lá eles andam todos armados até os dentes, num destes momentos em que estão «mais a quente» podem não pensar duas vezes e descarregar uma arma em cima de alguém. Vai que por uma coisa patética destas, isso podia acontecer?

O que acham?
Tirando o facto das pessoas hoje em dia usarem o facebook para publicar todo o tipo de pensamento e momento... Quem acham que «abusou» nas palavras?



terça-feira, 6 de setembro de 2016

O racismo dos ignorantes - a propaganda

Coisas revoltantes que aparecem pelo facebook.
Aponte os 10 erros!




quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Considerações soltas (3) - adenda

A respeito do Considerações Soltas 3...
Faz tempo que venho querendo fazer uma «adenda».

Então dizia o post: «Não recordo se alguma vez li Margarida Rebelo Pinto mas ainda assim arrisco dizer que só pode ser melhor que José Luis Peixoto. É que cada vez que leio no mural de facebook um dos seus textículos que incessantemente surgem em spam publicitário, aquilo tem efeito de sonífero e forçar a leitura quase que induz ao vómito. »

Pois prestei mais atenção às sugestões publicitárias no mural do facebook e fiquei na dúvida. Acho que enganei-me no alvo (mea culpa, mea maxima culpa). Scratch José Luis Peixoto (também nunca li, es verdad) e substituam por Pedro Chagas Vieira Freitas.

Eis o que aparece no mural:











Não só é autor como se desdobra a dar workshops, publicar livros de terceiros e a apresentar "soluções criativas" para slogans, discursos, estratégias de marketing e por aí fora...

Uau!


Nota: salvaguarda para o detalhe de não ter lido nenhum dos mencionados (que me lembre), pelo que fique claro que as opiniões têm como base os textos publicitários que surgem no facebook. É um meio de comunicação e divulgação que está a ser usado para auto-promoção e vendas, não só de livros como de serviços. Pelo que é legítimo que o que é fornecido por ali, seja alvo de análise crítica.

domingo, 17 de julho de 2016

A Tracy e a todos nós


Por vezes espreito aqui as estatísticas do blogue.
Então não é que tenho como origem de tráfego outros blogues, alguns que visitei faz muito tempo? Os que visitei recentemente, um já tem o acesso restrito só a leitores convidados, puf! E depois tenho aquele  - o persistente. Aquele que está sempre lá, por vezes até como a fonte de entrada com mais acessos. O curioso é que não vejo quem possa cá vir tanta vez a partir dali. Nem porque motivo. O dono não deixa comentários, pelo que se for um visitante, então que raio de visitante obcecado é esse, que surge só para bisbilhotar, não para interagir?

Mas o que quero realçar são as entradas por antigos blogues nunca mais visitados. Reconheci-os pelos nomes, lembrei-me que já os havia visitado algures no tempo e fui espreitá-los. Infelizmente, ambos já estão inactivos há bastante tempo. Quase desde o tempo em que lá fui pela última vez comentar. Então assim sendo, como podem estes ser uma "fonte de entrada"?

Um deles em particular deixou-me a achar «coisas». A autora relatava, por meias-palavras e todas optimistas, a sua «luta» com uma doença «séria». E depois, subitamente, «desaparece» da blogosfera.

E é então que sentes uma impressão estranha, uma espécie de «empurrão» de receio solene...
Será que o motivo pelo qual deixou de continuar o blogue é o facto de não mais cá estar para o fazer? Então e aquele optimismo todo? As boas notícias do médico? Como pode? - pensa-se.

as mais recentes palavras de busca que cá trouxeram pessoas

Há uns tempos tive para cá vir fazer um post mais profundo do que este, sobre este mesmo tema. No facebook tenho aquelas amigas estrangeiras, das quais já falei aqui. São, basicamente, pessoas que não conheço em carne e osso mas com as quais interagi devido a um jogo. A Tracy, é uma delas. Uma vez escreveu no mural (num daqueles desabafos que falei aqui achar emotivos) que "desejava ter para onde ir, um lugar só dela". Tudo porque a filha e o genro implicavam com as horas que ela passava ao computador. Disse ela que a única alegria e distracção que tinha dos seus problemas era estar ali a jogar e interagir com as pessoas. E não poucas vezes deixava escrito: "Going for a break. But I will be back". (Vou fazer uma pausa, mas volto logo). Pausas que fazia, algo forçada, porque outra pessoa queria usar o computador.

A Tracy estava a travar «aquela» luta com «aquela» doença. Uma vez contou-me, numa mensagem privada em que me agradecia um gesto relacionado ao jogo, que esquecia os seus problemas quando jogava. Tinha andado a sentir-se muito em baixo, mas que já se sentia melhor. E quando ela entrou por esse assunto eu senti um silêncio solene. O que ela escreveu bateu» mais intensamente e senti que ela estava a disfarçar um receio com um falso optimismo. Na realidade, senti que a transição estava próxima.  

Noutra ocasião mais tarde, ela deixou uma mensagem bem optimista no mural. Estava a sentir-se bem e planeava voltar mais vezes.


Foi a sua última mensagem. Mas só o fui confirmar faz pouco tempo. Não o quis fazer antes. Percebi que não fez mais publicações do jogo, mas como ela tinha períodos de alguma duração sem lá ir, talvez aquele fosse mais um.... Mas não. Aquela mensagem optimista que garantia que voltava, foi, como pressenti, as «melhoras antes da morte». 



Tracy podia ter falecido. Mas, por alguma razão, por uma espécie de necessidade, não quis ir certificar-me se a ausência era real e permanente ou apenas perceptiva e temporária. Fui deixando o tempo passar. E um belo dia, como quem deixa passar um luto, decidi ir visitar o mural da Tracy. Foi então que confirmei o seu falecimento.


No acto descobri outras coisas, todas elas de uma energia que tomei como positiva.


A primeira é que, ninguém lhe apagou a conta de facebook. As publicações continuaram com alguma regularidade desde novembro, quando faleceu, até hoje. Uma pessoa escreveu: "amiga, porque nunca mais deste notícias?" Mas tirando essa, as pessoas até que prestam uma sincera homenagem. Enterneceu-me em particular, ver que, naquela que seria a data do seu aniversário de nascimento, as pessoas foram lá deixar os seus parabéns e eternas saudades. 

Para quem se sentia sozinha, abandonada, por vezes incompreendida, até que tinha amizades que se fizeram sentir a título póstumo.

Como acredito que a morte traz à pessoa uma transição para outra «dimensão» não carnal, onde tudo passa a ser sentido com uma percepção diferente e muito do que nos martiriza aqui não tem mais qualquer importância, acredito na serenidade e felicidade póstuma. Julgo por isso possível que, em certas ocasiões e de alguma forma, onde quer que a pessoa esteja, lhe é possível sentir o afecto que lhe dedicam quando já não está de corpo presente.

E pronto. É isto.
A partida das pessoas que conhecemos pelo mundo virtual...
Também é sentida. 
Saibam disto.



domingo, 1 de maio de 2016

Ainda sobre este dia


Esqueci de mencionar o Pingo Doce a avisar-me dos 50% de desconto em todos os produtos, das dezenas de páginas sugeridas pelo facebook cada qual a lembrar os seus descontos para este dia, as ofertas, as mensagens nos murais das respectivas mães que nunca são privadas e a cada novo «gosto» saltam para o topo de feed da página, as fotomontagens, os textos que se desejam partilhados, a imagens repetidas e re-partilhadas até à exaustão, neste dia que chega incluído com dizeres espanhóis e americanos. O melhor é mesmo fugir das redes sociais em dias como este. Pois até está um belo dia lá fora!












Dia nas redes

Hoje é dia da mãe. Geralmente não viria aqui fazer um post sobre o obvio - não faz o meu género. E como não faz, não é sobre o óbvio que vim falar. 

A abordagem é o dia da mãe agora que existem redes sociais - como o facebook

Tinha indicação de mensagem não lida no chat desta rede social e fui espreitar. 
Quando se carrega no ícone surge também uma sequência de últimas mensagens enviadas e para minha surpresa todas mostravam uma mesma imagem

O que poderia ser? No Chat? É uma daquelas mensagens onde se escreve "Se não enviares a 7 pessoas nos próximos 5 minutos vais morrer?" - reflecti.


Não. Eram várias mensagens com o mesmo princípio de envio em série, mas por ser dia da mãe.


Okay...

Então agora é assim que se celebra o dia? Ao invés de se ir ter com a mãe, presentear em pessoa ou telefonar que seja? Não que as pessoas que celebram o dia no facebook e ainda têm mãe não façam também estas coisas. Mas acho que definitivamente tudo mudou.

Imagem das mensagens em chat. Total: 10
E nem se gasta dinheiro em flores de verdade :)

O facebook está inundado até enjoar com posts sobre o dia da mãe. São mães a postarem sobre o seu próprio dia, são filhos a postar fotos ou imagens com dizeres, são outros tantos a recordar que já não têm mãe... até à campa da falecida tive o prazer de ser apresentada.


É uma concentração muito elevada - a que o facebook armazena. Uma autêntica overdose. O dia pode virar um pesadelo se começar assim :)

Nota: este post teve imensa dificuldade em ser finalizado devido aos terroristas ruidosos que habitam por cima da minha cabeça. A esses desejo que o ISIS os venha reclamar para junto deles. lol. Inferno!

domingo, 10 de abril de 2016

As redes sociais e a comunicação


O que se faz quando uma mãe/pai (ou o próprio) coloca no facebook uma fotografia da pulseira/agulha hospitalar do filho? 

"Se tem tempo e ânimo para tirar fotografias é porque está tudo bem" - é o que ainda penso.

Por mais que a minha personalidade reservada opte pela discrição, tenho de compreender que não somos todos iguais. Para mim ainda não faz muito sentido partilhar este tipo de situação no facebook! Mas isso sou eu. 

Não o uso como rede social. Mas há quem o use. E assim sendo, faz sentido que coloquem toda a sua vida lá. Que façam um relatório detalhado, regular, que não deixa passar nada, como se fosse uma rede de verdade, daquelas de pesca. É assim que escolheram comunicar-se com o mundo. Não me faz tanta confusão quanto pode parecer, embora o meu ADN não seja capaz disso. Preservo demasiado a intimidade para me expor dessa maneira no mundo global e nunca fui vaidosa ao ponto de necessitar da validação alheia - dois factores diferenciais.

Se antes tudo isto se fazia por telefone e antes disso pessoalmente, agora com um simples toque num objecto eletrónico de 10 cm sabe-se tudo, sem sair de casa. Não é preciso ir prestar apoio psicológico no hospital, não é preciso telefonar para saber detalhes. Convenhamos, essa parte era terrível, pois a cada pessoa que ligasse quem atende a chamada não pára de se repetir em explicações. Nesse aspecto o facebook ajuda e muito. Claro que, tudo piorou quando surgiram os telemoveis, porque até lá, para os que não sabem porque não viveram nesse tempo, os telefones eram fixos e era em casa que se atendiam chamadas. 

Hoje sabe-se tudo assim, pelo facebook. Quando existe uma festa, quem vai ao evento, como foi uma festa de aniversário e todas as idas aos hospitais... Até a morte chega ao facebook, missas de sétimo dia, "homenagens", etc. Só ainda não se chegou ao ponto de colocar uma foto do morto no mural do facebook! Estranhamente, isso não acho mal.. do ponto de vista do termino de um ciclo de vida. Não se ponham é a fazer poses e biquinhos de selfie, brrrr!

Se as coisas já são o que são no presente, imaginem no futuro. Deixo-vos aqui uma previsão do que será! Acho que está certeiro.



segunda-feira, 21 de março de 2016

Ainda sobre o dia do Pai - no facebook

O que reparei neste dia de pai que se celebrou no dia 18?
As redes sociais ficaram cheias de fotografias... de pais. Pais expostos pelas esposas, que, tendo filhos menores ou maiorzinhos, decidem comunicar ao mundo que ele é pai. E não um qualquer, mas o delas, o seu, o melhor.

Depois foi com algum espanto que observei também muitas publicações em que o tom foi mais negativo. Frases como "Parabéns a todos os pais que o sabem ser" ou "Gerar filhos é fácil, ser pai é que não é para qualquer um!" - publicado por um homem que, desta forma, dá a entender que está do lado dos "bons" ao mesmo tempo que está a passar um juízo de valor sobre os restantes. E depois ainda tem as divorciadas/separadas ou o que for, que também decidem deixar uma farpa. Oh! As heroínas!


Exemplo 
Bom, talvez seja eu que sou retrógrada. Mas garanto-vos: Não gostei de nenhuma destas mensagens e dizeres. Tudo bem, todos nós sabemos: tanto homens como mulheres há os que não cumprem o seu papel nada bem. Mas porra! É o dia deles. Custa deixá-lo passar sem virem com moralidades?


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Perfis Falsos no Facebook

Ia começar a ler as notícias online quando deparei com isto aqui.

Chamou-me a atenção o comentário. Porquê haveria uma pessoa de escrever sobre política numa notícia sobre o tempo? Depois olhei para a «pessoa». E entendi: é um perfil falso. 

Para confirmar, fui consultá-lo. Tal como imaginei: está em branco. Não tem nada a não ser textos propagandistas repetidamente replicados, que tiveram início às 15.46h do dia 31 de Janeiro - provavelmente o dia em que alguém se fazendo passar por uma Rute Fernandes decidiu criar o perfil.

Quando vejo uma coisa destas e quando noto que o autor tem um «alvo» em particular como uma figura do governo, imagino que se trata de um rival raivoso que encontra na cobardia do teclado mais uma forma de destabilizar o adversário. E assim se gera a contra-informação. Não existindo já muita informação que se preze, ajudam a aumentar intrigas e a espalhar ódios. Mas adiante... 

PERFIS FALSOS NO FACEBOOK... 
Qual é a vossa opinião?

Apesar do que escrevi acima, sou a favor de perfis falsos. Mas atenção! O que quero dizer é que sou a favor de uma identidade salvaguardada, de um pseudónimo. Não de um perfil como o de cima, que me repulsa e o meu impulso é fazer uma denúncia. Ou seja, o que defendo é: eu, portuguesinha, tenha à escolha no facebook a opção de usar o meu nome verdadeiro OU NÃO. Como aliás se faz nos blogues. Não deixamos de ser quem somos e em nenhum momento nos fazemos passar por outra pessoa só por recorrermos a isso. 


Nós, os portuguesinhas do mundo do blogguer, as gatas de salto alto, os observadores etc... Somos se calhar mais fieis àquilo que somos do que provavelmente o são muitos dos perfis de facebook autênticos que se encontram identificados com nome real e muitas fotografias. Quantas e quantas vezes não observamos que tudo (ou quase tudo) o que por ali vai é distorcido? É uma realidade fabricada, uma distorção... afinal, são todos felizes no facebook, todos adoram as mães, têm os melhores filhos do mundo e nunca erram... Vi este dizer algures. 

Sabiam que não é ilegal usar outro nome no facebook? Li uma matéria que explica que se pode usar nomes falsos no facebook. O que é ilegal e punível por lei é apropriar-se da identidade de outra pessoa, fazendo-se passar por ela. 


Não me interpretem apenas por um lado. Também me agrada quem se assume como é. Gosto de honestidade, pronto. Venha ela sobre um pseudónimo ou não. Mas tendo a oportunidade de optar por um pseudónimo - oportunidade que alguns que já atingiram notoriedade não têm - essa seria sem dúvida a opção. Aqui gosto de ser portuguesinha. Dá-se segurança e gosto do anonimato. Mesmo se fosse conhecida do grande público- que não sou, ia preferir sê-lo por pseudónimo. Assumo aquilo que digo, sou fiel à minha identidade e jamais pretendo agir com malícia por detrás de um nome de pseudónimo. O psedónimo é apenas um resguardo de privacidade e/ou um lado do que somos de verdade. Acho que Fernando Pessoa faz todo o sentido como Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Bernardo Soares e quantos outros mais heterónimos lhe apetecesse ser. Não deixava de ser um só - ele mesmo. 

Agora o perfil mentiroso acima, criado só para destilar fel.. blhac! Dispenso. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

domingo, 20 de dezembro de 2015

Paralisia Labial

Isto




 Faz-me lembrar isto

Não tem jeito. Já vi muitas fotos e todas exalam vulgaridade.

Digam lá se isto não é vender sexo online?
E o que é pior: sexo gay e pedófilo!



Estás HORROROSA!! Apaga esta foto o quanto antes! - é o comentário que já me apeteceu deixar numa dita foto de PERFIL. Era o comentário que devia substituir os "linda", "maravilhosa", "gata" e os "obrigada", "xxx", "adoro-te".

Não sinto qualquer impulso para tirar selfies destas. Quando vejo uma imagem assim, vejo uma pessoa insegura, com baixa auto estima, com uma vontade gigante e banalíssima de se enganar e ser mais uma na carneirada. Tão básica que até faz doer!

Sátíra às selfies
E isto está a desenvolver-se para um problema. Quem diria que a simples invenção de um telefone com máquina fotográfica fosse gerar mais calamidades sociais?


Fez aumentar o narcisismo, a dependência de aprovação social e a vaidade que encontra sempre insatisfação. E é por isso que me repugna tanta foto de boca-de-pato/biquinho (vulgo beijo), geralmente quase sempre acompanhada de melões (vulgo seios), bunda (rabo) empinada ou a mãozinha dentro das cuecas.

Deixo aqui o relato da vida que levava um adolescente britânico que tentou o suicídio por não conseguir tirar a selfie perfeita. O artigo vai mais além, classifica o tipo de selfies (como a moda da selfie após-sexo) e explica que este é um vício que pode revelar uma doença mental. (Dah, obvio!).

Selfie de um jogador brasileiro
Dêem-me um largo sorriso a qualquer instante, mas isto não, isto é demasiado repelente.

Mais jogadores brasileiros. Ainda suporto a presença dos dois dedos 
porque os sorrisos naturais salvam a foto! 
A sociedade evoluiu e encontrou uma nova forma de praticar pesca. À pesca de elogios para se encher a vaidade, ao invés da barriga ou da mente. E as pessoas compram este "peixe" com a moeda mais rasa disponível: os banais elogios. E lá se satisfazem todos. Toma a cana (internet), toma a isca (foto) e pega o peixe! (elogios).