domingo, 30 de julho de 2023

Gadgets. Compram esta?

 

Quase esgotado.


Esta fantástica gadget, em principio patética, está quase esgotada na aplicacao online Temu. Nao sei se a conhecem. Esta a invadir as redes sociais, aparece como publicidade em jogos. Ja fiz compras por ele, mas garanto que e tudo a mesma (merda) coisa. Principal beneficio: rapidez no envio. Embora digam ate duas semanas. E sem custos adicionais para alem do valor marcado. Ao contrario do aliexpress ou mesmo do ebay.

Sobre este irei vos falar noutra ocasiao.



Embora de inicio repudie esta invencao, a verdade e que tenho como impossivel usar o telemovel com a insidencia de luz solar. Se isto lhe de3 uma perpetua sombra, continua a parecer ridiculo, mas se for pratico, vai passar-se a usar uma "sombrinha" minuscula para o telemovel 🤣🤣

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Vivo na pior cidade para se viver

 Uma recente pesquisa no google sobre a cidade onde moro obteve um resultado bem diferente do primeiro, feito há anos.

Esta pesquisa, que consultou os proprios moradores indicou que esta é a PIOR cidade a sul de inglaterra. Também tem uma alta taxa de criminalidade.

Escondi esta nova descoberta de informação de minha mãe, sabendo que isso iria perturbá-la. 

Mas fiquei a reflectir no resultado e percebi, nas minhas entranhas, que era bem verdade.

Na minha tentativa de me integrar com as pessoas e costumes quando aqui cheguei, como sempre, nao sou selectiva. Deixo tudo acontecer, aceitando todos os tipos de comportamento, mesmo os que nao sao do meu apreço. Recordo-me "dele", britânico que nao suportava esta terra nem a sua gente e queria viver noutro local. A sua repulsa era autentica e foi uma das coisas que me intrigou nele. Tão diferente de mim! Por pior que tenha sido a minha experiencia com meu pais e em particular a minha familia, nao lhes viro as costas ou sinto uma necessidade visceral de repulsa. Nem tao pouco assumo honestamente que "nao gosto de minha mae e nao tenho nenhum amor por ela". A sua franqueza nao me pareceu vir de uma alma perturbafa, mas de um coração magoado e desiludido. Acabei poderando nas consequencias de um caminho e de outro. Chocada, percebi wuerendo o negar, que muito provavelmente ele estava correcto. Para se salvar, teria de afastar das pessoas que lhe fazem mal. E ninguém lhe tinha sido mais prejudicial que a sua mãe, no seu entender.

No fundo da minha alma, estava a percepção de que ele estava certo. E isso dói. É como constatar que tudo na minha vida foi em vão. 

Mas isto para dizer que verifico que aqui em Inglaterra as pessoas sao rudes quase sem motivo. Acham que tem razao em tudo e se as "regras" assim o dizem fazem questão de o gritar abertamente, em tom jocoso, crítico e cheio de altivez. Humilhando e insultando, escudando-se nas normas "politicamente" correctas, ainda que violando muitas outras. Principalmente as de valor mais elevado, que é a boa moral, a boa educação.

Vou dar como exemplo o que me aconteceu ha coisa de um mes. 



Cada vez acho mais 



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terça-feira, 25 de julho de 2023

 

Dez horas consecutivas de um trabalho que começou à meia-noite, yerminaram agora, pouco depois das 10 da mamhâ.

E sinto-me bem!

Trabalhar traz-me felicidade. Fico com um sorriso no rosto.

Estava exausta... 

Na verdade, nas ultimas 3h mal conseguia ter os olhos abertos. De tanto sono e cansaço. Quando o ritmo diminui é catastrófico. No passo acelerado a que estava a trabalhar nas ptimeiras seis horas da madrugada, teria aguentado bem. Mas aquele ritmo constante sem pausas tambem de pouca velocidade nao ajuda.


E é isso. Ao sair do trabalho queria era dormir. Mas uma vez ao ar livre, apetece-me usufruir um pouco de oxigénio. Comprei um hamburguer numa rolote e foi o meu pequeno-almoço/almoço.

Agora sentei-me um instante num banco de jardim para descansar os pés.as já vou embora. As nuvens encobriram o sol e o vento sopra frio.

Como é bom sentir felicidade com as coisas simples. 

domingo, 23 de julho de 2023

Domingo sem trabalho e a "Mãe, é um cócó!"

 

Senti-me chateada quando "perdi" a oportunidade de ir trabalhar este Domingo. Fiquei por casa a tentar arrumar coisas mas cansando-me, quando de repente, percebi que precisava era sair. Arejar. Sair daqui. 

O que vestir?
Ando sempre com a mesma roupa. Para este tipo de saída tinha de usar algo que se prestasse a algum dano e fosse prático. Uma T-shirt... mas qual? Umas são de dormir, outras para trabalhar... Para usar... Lembrei-me que tenho T-shirts pretas arrumadas. Nunca as uso. Não são totalmente pretas: têm dizeres. Não me senti confortável em usar nenhuma. Os dizeres... não me apetecia. Nisto vejo uma toda preta e fico feliz. Reparo que está do avesso. Quando a viro vejo que não é lisa. E quando vejo o que é solto uma gargalhada gigante! ADOREI a t-shirt. Havia esquecido que a tinha comprado. Talvez o tenha feito há dois ou mesmo três anos. 

Apeteceu-me ir a um parque a uns 30 minutos a pé, que tem um lago grande e muita natureza para me maravilhar. Não me arrependi. Sendo Domingo - não gosto de andar pelas ruas. Há sempre muita gente, mal se pode andar. Entrar no supermercado sinto que é um grande erro, quase como que pedir para ser massacrado. A quantidade de passagens bloqueadas por carrinhos de bebé e as vezes em que se tem de parar porque uma criança corre sem prestar atenção jogando-se contra ti, os gritos, os choros, os encontrões, a má educação, gente a passo lento e vagaroso que ocupa o corredor inteiro sem deixar espaço para se circular, ou aqueles que param. Os domingos são cheios destas e outras peculiaridades e eu aprendi que prefiro trabalhar. 

Ao passar pela praça da cidade, escuto um homem dizer: "Este Domingo está uma porcaria". Curioso, porque achei que este Domingo estava uma maravilha. Além do sol ter substituído a chuva, notei só então que podia circular à vontade pela praça. Havia espaço. Não a tinham enchido de "barraquinhas". Os "rabos-de conversa" que escutava à passagem também me pareceram incomuns ao habitual. Pessoas a discutir assuntos interessantes e pessoas mais variadas. Acho que nunca tinha apanhado algo assim.

Não pensei que a T-shirt fosse chamar a atenção, mas percebi que sim. Principalmente por parte das crianças, que lhe achavam graça. Não diziam nada antes de passar por mim mas depois diziam logo:

-"Mãe! É um cócó!" - disse uma menina, que me fez rir. 


"Merdas acontecem" - disse um menino aos pais após a minha passagem, em voz baixa, como se tivesse descoberto um código. 

Continuei a caminhar rumo ao parque até que escuto o som de música, gritos de emoção e vejo cores e luzes de carrocéis e outras atracções de feira. Era mesmo isso que estava a ocorrer num parque intermediário. Passei para ver. Mas, claro, só para entrar já é preciso pagar. Fiquei de fora. Nunca tinha visto aqui nesta "cidade" onde as pessoas são tratadas como de terceira classe, equipamentos tão diversificados e interessantes. Havia o "martelo", o "sobe e desce", o carrocel de cadeiras. Interessante. Mas não para mim, cujo cérebro tende, depois de ter atingido a "puberdade", a sentir-se zonzo e com ânsia de vómito caso o corpo vá "chocalhar" dentro de uma máquina.  


Chego rapidamente ao parque. Apesar de muita gente, excepcionalmente foi possível caminhar quase com o espaço todo para mim. Muitas pessoas, contudo, espaço suficiente. Nem no inverno consegui momentos assim. 


A natureza linda. A começar pela súbita presença de 28 gansos "do Canadá" - segundo repetiu pelo menos cinco vezes um transeunte. Mais quatro que encontrei na água - embora existissem mais, podem imaginar o tamanho do lago. Também existem cisnes, patos e outras aves. Além de peixes, claro. 

A natureza faz-me bem. Fascina-me sempre. Nunca me canso dela. 




Após muito caminhar, filmar e fotografar, decidi tomar um gelado. Duas libras e 80 cêntimos depois, descobri que aquele foi, até ao momento, o melhor gelado do ano. Denso. A menina ao balcão estava ainda a aprender e notava-se o nervosismo. Quase que a bola de gelado caiu do cone assim que lhe ia dar a segunda lambidela - não estava bem apertada contra o dito. Mas os meus reflexos foram rápidos, aha. Outra surpresa foi ter escolhido o sabor que escolhi! Conseguem perceber qual foi?


Pelo caminho para o parque havia apanhado dois ramos de alfazema/lavanda. No retorno, pretendia apanhar mais. Já estão todos quase secos - com a chuva e o a presença quase perceptível de agosto, já não estão em flor. Era agora ou ter de esperar para o ano!  


Fotografei e filmei mais umas belezas e não resisti em apanhar uma flor naquele jardim. Uma hortênsia azul. Eram lindas!! 

Na volta colhi mais sete ramos de lavanda e fiquei muito satisfeita com o resultado quando as coloquei num vaso. Nem foi preciso fazer nada. 


                                    As hortênsias ficaram na Teresinha. 

Nunca tenho um fim de semana livre. Estou sempre a trabalhar. Não imaginava que ia poder gostar de ter este dia livre como gostei hoje. 

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Notícias: Não acreditem em tudo o que lêm!

 


Mentira! 
Quantas pessoas já não lavaram roupa acidentalmente com um lenço de papel no interior?
Tudo o que faz é ficar com estilhaços de papelinhos por todo o lado. E as roupas? Essas ganham milhares de filamentos microscópicos brancos, que é o papel todo desfeito. Parece borboto. 

Não acreditem em tudo o que leem. 


Não abri esta notícia para a ler. Ou se abri, entre tantas, acabei não lendo. 
Apenas não vejo qual é a notícia. 
Qualquer pessoa tem o direito de ter uma opinião e manifestar-se. Se o faz num protesto, então está enquadrada. Isto é notícia porquê? Por ela ser rica? Bom, "herdeira". E por a família ter, decerto, uso de jatos? Bom, quantos de nós não temos maneiras de pensar diferentes de outros membros da família?




Tenho de concordar com tudo o que está escrito aqui. 
Mente aberta é preciso. As pessoas estão "rápidas no gatilho", graças às redes sociais. Cheias de "certezas" que não passam de bazófia. 
É incomum tratar os filhos por você? 
- É.

Geralmente é associado a um trato exclusivo entre pessoas pretensiosas e endinheiradas? 
- É.

Mas isso prejudica alguma coisa na vida dos outros?
Há que reflectir nos prós e contras. 
Principalmente quando não é uma realidade que nos é familiar. 
Quem diz que não é um trato tão válido quanto outro quaquer?

E falando em trato para os filhos, uma outra "polémica" nas redes sociais: Uma youtuber fez um vídeo a explicar como calava a sua filha de 3 anos, mergulhando-a em água (que dizem fria). Remédio-Santo - disse ela. Cala-se logo. 



Começaram a dizer que se tratava de maus tratos e o ministério público já está a investigar o caso. 

Acham que é mesmo maus tratos? É uma pancada no rabo maus tratos?

Acho que depende muito da forma e intenção com que se dá. 
Mas digo-vos com sinceridade: Se formos olhar para tudo por esse prisma, fui maltratada a vida inteira. 

E só agora o estou a descobrir AHah.

(OK. Algumas vez fui, outras foi só para ensinar mesmo)

Há que saber distinguir e também permitir aos pais alguma autonomia. 
Porém, nada de se autoproclamar um estado independente chamado Reino do Pineal e formar uma ceita, ok??



A minha mente não abriu tanto assim. 

terça-feira, 18 de julho de 2023

Natureza que cura e regenera

 

Hoje "fugi" de casa. E das preocupações que têm me assolado. 

Tive uma situação estranha no trabalho. Estou a temer conspirações no emprego que visem a minha rejeição. E isto é o tipo de coisa que me corrói por dentro. Tento esquecer e focar-me noutra coisa. Mas na realidade nao tenho nada agradàvel na minha vida no que me possa refugiar dos pensamentos depressivos ou pessimistas.

Os genes de minhã mãe vão tomando mais espaço em mim à medida que vivo mais tempo.

Em casa não consigo ter um momento de descanso,  vivo numa espécie de prisão domiciliária, restrita ao meu quarto. É uma situação que também està a dar cabo de mim. Cada vez mais. Fico irritada a cada som, alerta aos da M, que persegue-me assim que abro a porta do quarto.  Todo o instante, é assim que vivo. 

Trabalhar para mim é tudo. É onde posso ser feliz. Enquanto outros anseiam pelo instante de voltar a casa, eu anseio por trabalho.

Para me ajudar psicologicamente, desabafo os meus problemas nos actuais substitutos de um diário: vídeo e som. O importante é registar e desabafar.

Depois não consigo me desfazer deles. Acabo por os guardar. Tenho tantos que nao ha telemovel, computador, disco rigido, sd card que nao esteja a explodir com eles. Estou permanente sem espaço. Não tenho espaço agora!

Vim refugiei-me na Natureza.

E logo isso me fez sentir melhor! Se Deus não existir como homem ou entidade, ele/a é vida. É a mãe natureza e este todo do qual fazemos parte.

Pelo caminho até um parque, quando ia para atravessar uma pequena estrada secundária até então sem movimento, um carro pára a minha frente bloqueando-me a passagem e, assim, quebrando a cadência e ritmo da minha passada. Sinto logo aquela "irritação". Ao volante, o homem faz contacto visual comigo, esboça um sorriso e faz um cumprimento movendo a cabeça para a frente.

De imediato sinto-me a mudar. Para algo que é como quero ser e me sentir sempre. Talvez a minha T-shirt a dizer "Tenha um.bom dia" tenha despoletado no senhor a impressão de que estava alegre. 

No local onde vivo as pessoas não mostram simpatia ou cordialidade desta maneira. Pelo contrário: são rudes, na sua grande maioria. 

Sinto falta de simpatia. Já não a demonstro a estranhos porque estes não a mostram a mim. Como tal "fugi" para uma cidade costeira. 

De imediato percebe-se que as pessoas sorriem à passagem de um estranho, são afáveis, simpáticas, descontraidas, felizes, passam o seu tempo de forma mais produtiva. 

Estou num parque onde adolescentes jogam basquet, ténis e fazem exercício.físico enquanto onde vivo só os vejo fumar e tomar drogas. 

Estou desalojada com o que me identifico mais. Em todos os sentidos. Não sei mais se sei me "comportar" entre os mais civilizados, os simpáticos, interessados, honestos, transparentes. 

Assim que cheguei, fui ao jardim das "rochas"..Jardim todo florido, com uma serpente de pequenas cascatas e um lago com nenufares e peixes. 

Depressa perdi o pouco espaço que tinha no telemovel. Tinha de apagar alguma coisa. Não hesitei: apaguei os meus "desabafos". Coisa que jamais conseguiria fazer mamtendo-me na atmosfera onde vivo. 

Mas aqui, no meio da natureza, entre gente respeitosa, sinto-me bem. Pertenço mais a ligares como este do que aos lugares onde fui parar.

Vejam esta natureza. Tem poder curativo.









segunda-feira, 17 de julho de 2023

O submarino que afundou

 

Não prestei muita atenção quando saiu nas notícias. Para mim tinha ocorrido um acidente fatal, tal como muitos outros que acontecem por aí. Não presto mesmo qualquer atenção quando o espalhafato é enorme, ocupando as notícias incessantemente, ficando os media dias a falar do assunto, sem acrescentar nada de novo, tentando extrair novidades onde não existem, lançando "possibilidades" infindáveis, "alegadamente", pela fonte menos credível possível . 

Perceberam que aquelas pessoas morreram todas de imediato? No entanto, segundo as acções dos responsáveis tão divulgadas em excesso pelos media, estava a decorrer "buscas" para encontrar o submergível. 

Não vos soa a idiotice?
Pior: a manobra de distração para ganhar tempo e tentar sair com a imagem mais limpa possível?
Bom, como não prestei atenção - apenas li umas poucas linhas, só agora gostei da informação que recebi.


 Cheira-me que desta tragédia vai sair um FILME DE HOLLYWOOD. Afinal, tem todos os elementos que seduz o público e agrada os produtores: Milionários morrem em viagem inédita. Hum... onde já ouvi isto??

Ah! No mais famoso naufrágio de sempre: o Titanic. 

Espera aí... estas pessoas estavam num submergível porque.... iam visitar os destroços do Titanic!

Ora se a história não se repete...

Se o primeiro afundou excesso de velocidade, este segundo foi pelo mesmo motivo. 

Só que antigamente, muitas pessoas, ricas e pobres, podiam viajar num grande navio - embora nunca se misturassem. Hoje em dia, não existem misturas nem possibilidade de se partilhar o mesmo espaço. Os milionários de hoje gostam de espaços exclusivos.

Este submersível, que tristemente batizaram de TITAN - só faltou o IC - teve o mesmo desfecho. Ignoraram a "maldição" do nome... E quiseram fazer turismo de forma arriscada. Diria que o problema foi a imprudência. Do material usado para casco, da tecnologia em que apostaram para se livrarem de um destino fatal...

Sôa mesmo parecido ao TITANIC!!!
Também ele achava-se pioneiro, INSUBMERSÍVEL na realidade. Novo em tudo. Mas... não tinha salva-vidas suficientes. Condenando assim mais da maioria dos passageiros à morte certa. 

Este Titan, decidiu levar passageiros e achava que era impossível sofrer fatalidades, apostou num casco diferente - carbono e num sistema de "20 anos de estudos" que alertava com muitas horas de antecedência quando existia um problema no casco.

O sistema de facto os alertou. Mas não lhes deu tempo para regressar à superfície. Eles escutaram o som - que dizem terrível, da pressão a "assobiar" nas paredes. E souberam de imediato o risco que corriam. Numa implosão não deve sobrar nada. Nada de nada. Nem um pedaço de dente, de corpo...

Com isto deram aos futuros aventureiros, novo folgo para o Titanic. Novos "restos mortais" para serem associados à tragédia de Abril de 1912. Esta nova tragédia de 18 Julho de 2023.


Um século e onze anos depois... 

Venham juntar-se a nós, ò imprudentes!



sexta-feira, 14 de julho de 2023

VALE TUDO! (no sentido da novela da Globo, tão atual ainda!)

 Ontem perdi duas horas a separar o correio que vem para esta casa endereçado a pessoas que nunca viveram cá. Logo no primeiro ano, fiz RTS (Devolver ao Remetente) a um molho delas. Mas continuaram a chegar. Tantas que ainda existe na arrecadação uma caixa de papelão A4 daquelas da Amazon cheia de cartas para desconhecidos. 

Todas são AVISOS para pagar contas em dívida. A maioria são de multas de estacionamento. Vigaristas que dão uma morada falsa e andam por aí a circular com carros, sem se importarem em cumprirem as regras, porque se algo de grave acontecer, deram dados errados e nunca vão ser encontrados. 

Empréstimos bancários, empréstimos de estudante, aquisição de viaturas, rendas de casa, contas de telemóvel e internet... Eu fico pasma com a variedade de dívidas. 

Mas nada me preparou para a constatação de burrice e inutilidade que a resposta a um email que enviei anteontem a uma destas entidades gerou. 

Anteontem escrevi à entidade "Student Loans Company", que enviou uma carta endereçada um um P. Cox, supostamente morador nesta casa. Dizia a carta que estavam a tentar contactar a senhora Carina Joana Isabel Cox, que havia lhes dado a sua morada em caso de não a conseguirem contactar. 

"Para nos ajudar a voltar a comunicar, ficariamos agradecidos se pudesse dar-nos os contactos mais recentes da senhora Carina Joana Isabel Cox. 

Para fazê-lo, ligue para o número XXXXX, envie um email para st@xxx.uk ou use o envelope aqui disponibilizado para responder pelo correio, citando a referência acima

Sinceramente seu, 

Student Loans Company".

É este o conteúdo do carta. Revoltada por mais uma pessoa estar a fazer falcatruas com esta morada, decidi usar o endereço de email disponibilizado, já que não existia qualquer envelope, para explicar a entidade "Student Loans Company" que tais indivíduos jamais moraram aqui. 

Mais ou menos disse-lhes:

"Olá. No que respeita à carta enviada para o endereço X, em nome de Carina Joana Isabel Cox, informo que tal pessoa NUNCA viveu neste endereço. Nem P Cox.

Em três anos a viver nesta casa, é a primeira vez que surgem envelopes com estes nomes. Infelizmente não é incomum. Para vosso melhor entendimento, infelizmente este endereço é muitas vezes usados por indivíduos de carácter duvidoso, que nunca habitaram nesta casa mas aos quais multas e cobranças estão constantemente a chegar. 

A vossa carta chegou aberta e sem envelope no interior. Tomei a liberdade de vos informar que essa pessoa nunca viveu neste endereço, pelo menos nos últimos 5 anos. Pressumo se tratar de uma dívida. Não sei até onde recua essa dívida mas se for recente, então sem dúvida foi-lhes facultado dados falsos. 

Por favor melhorem a forma como investigam o paradeiro das pessoas antes de lhes darem dinheiro. Eu trabalho árduamente pelo meu. Surpreende-me como é fácil obter dinheiro fornecendo informação falsa. Dinheiro dos contribuintes. 

Lamento não poder ter sido mais útil
"


 A resposta chegou agora. É uma resposta padrão. Tão padrão que... não responde a nada. É muito frustrante perceber que ninguém do outro lado está a prestar atenção. Olhem só o que escreveram:

 " Thank you for your recent email.

Following government guidance, we’ve had to change the way we deliver our
services. We have fewer staff available to answer your queries which means
that it's taking longer than normal to process and respond to anything you
have sent us. We apologise for any inconvenience caused - please be assured
that we’re working hard to restore our Repayment Recoveries services so we
can provide you with any support you need.

We understand that you may be experiencing financial difficulties. If you
have agreed an arrangement to repay your arrears or overpayment of a loan
or grant and can still afford to keep repaying, we’d encourage you to do
so. If you cannot keep repaying your agreed arrangement, please do not
worry. We’ll contact you when we return to normal service, when our
experienced agents will be available to listen to any challenges you may be
facing and provide any help or support you may need. "

É mesmo verdade!!
Aqui em Inglaterra pegas uns 50.000 euros do governo para "estudar" e quando chega a altura de pagar o empréstimo... eles "perdoam". 

Se isto é conteúdo que se preze... Andam os honestos a se desdobrarem em esforços e trabalhos e aos oportunistas e vigaristas é-lhes dado dinheiro, conforto e a consciência de que podem sair impunes, nada lhes acontece. Não existe prisão, não existe pagamento de dívidas. É só receber, receber, receber...

 Enviei o email achando que ia ajudar uma destas entidades de cobrança. Ingenuidade! Acho até que o governo e as entidades NÃO QUEREM encontrar os vigaristas. Levá-los a tribunal e fazê-los pagar, sai "caro". Faz transpirar. É deixá-los... Fingem que se preocupam para a sociedade não lhes cair em cima mas estão-se a borrifar para os que fazem falcatruas. Dispostos a deixar passar. 

VISTA GROSSA

VALE TUDO    

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Saber contar uma história de forma extraordinária!

 Esta rapariga tem uma capacidade extraordinária para contar uma história. 

Consegue manter o interesse, fala como se estivessemos a ler um livro. Daqueles em que o autor teve anos a escrever, a certificar-se que incutia o sentimento, pensamento e personalidade certas aos seus personagens, descrevia bem o ambiente, o que vestem, o que pensam...

Ela faz isto tudo, aparentemente, sem guião!

Oiçam a história. É sobre o método usado para assassinar o irmão do ditador da Coreia do Norte. 



quarta-feira, 12 de julho de 2023

"Somos diferentes" - que o diga as Finanças

 

Por vezes recordo de coisas que me foram feitas e ditas quando me mudei para esta casa há três anos e percebo que já estava ali os sinais de como a M. realmente era. Tanta mas tanta coisa, que é incrível como eu, por ansiar como uma esfomeada por normalidade, continuei a preferir não interpretar pelo pior. 

Recordo que uma das coisas que a M. me disse bem no início, depois de me ter "esmiuçado" de cima a baixo, interrogado, ter feito os seus questionários e até, usar de NUMEROLOGIA de data e hora de nascimento para definir afenidades, foi: "não me vejo a ser tua amiga". 

Ela não é capaz de ser amiga de ninguém - essa é que é a verdade. Mas é uma coisa que não se diz assim, parece-me. Mas foi o que ela me disse, acrescentando que não eramos iguais. No sentido de, ela ter umas tantas qualidades que enumerou e eu.... não. 

Oh! Ela dizer isso, achando que a vantagem estava no seu lado, já diz tudo, não é verdade? O sentimento de grandiosidade do narcisita já a revelar-se. Talvez mesmo uma certo transtorno de personalidade antisocial. 

Mas eu não me abalei nem um pouco. Nos primeiros três meses, existiu cordialidade e muita conversa, onde tudo parecia correr pelo melhor. Embora eu já me sentisse incomodada com comportamentos repetitivos e de total desconsideração que lhe observava. Ainda assim, preferia achar que ela não tinha percepção que os fazia. (Santa ingenuidade!).

Neste tempo, ela e o rapaz do andar-de-baixo já discutiam dia sim, dia não, logo pela manhã. Chegava eu a casa vinda do meu turno da noite, adormecia e em 50 minutos acordava com os insultos trocados entre os dois, aos gritos. 

Daí adiante ela seguia-me pela casa a todo o instante, para fazer queixas dele e de todos os outros. Querendo que eu agisse e baragustasse. Foi muito desgastante para mim. 

A M. nunca deixou de procurar criar conflitos. Apenas foca-se mais intensamente numa pessoa de cada vez. A minha altura ia chegar. E foi este ano em Janeiro, quando o rapaz, finalmente, se foi embora. Agora ela deseja que eu seja a próxima. Estou a contrariá-la, permanecendo nesta residência. 

Segue-me pela casa inteira. Nem 30 segundos me dá - que é o tempo que leva para descer as escadas, abrir o frigorífico e tirar um iogurte, voltando de imediato para cima. Tem alturas em que é 24h/7 obcecada pela minha pessoa. Segue-me, entra dentro do WC se dele acabei de sair, não o usa, vai só espionar. É doente. Faz-me doente também. Tenho receio de me vir a tornar como ela. Mais anti-social. Ou totalmente anti-social. Agressiva ou irascível. Prefiro o isolamento do sossego - sempre fui assim. Mas agora temo me tornar numa pessoa inapta socialmente. Tal são as más influências que me rodeiam e as más situações às quais me sujeitei nesta vida.  

Será que pessoas como a M. nunca se dão mal? Nunca enfrentam as consequências dos seus actos e por mais que aprontem, caiam sempre de pé, que nem os gatos?



Voltando ao tema principal, dela dizer logo de início, muito convicta de si mesma que "somos diferentes". Sim, somos. E ainda bem! As pessoas devem ser diferentes e não todas iguais - para que possamos aprender umas com as outras. Mas ela não tem percepção disso. Mais recentemente, me disse: "Tu não és nada como eu!". Ao que instintivamente lhe respondi com uma sinceridade que deve se ter projectado nitidamente: "Thank God for that!". (Graças a Deus!).

O que a deve ter surpreendido, pois ficou muda. No seu entender, as pessoas devem almejar ser tal como ela. Inteligente, esperta, melhor que todos, sabe tirar benefícios próprios de tudo, levar a dela adiante, etc, etc. 

Mas ser como ela significa, por exemplo, estar cheia de dívidas. Tirar dinheiro de pessoas, instituições e prestação de serviços sem ter intenções de pagar. Surpreende-me que, no Reino Unido, isso seja tão simples. Porque é.

Recentemente recebi uma carta das "Finanças", sobre os impostos que paguei no ano passado. Tenho a receber o valor de £160. Como não reclamei o valor online, irei receber um cheque pelo correio. Hoje fui à caixa da correspondência e lá estava um envelope das Finanças. Mas não era adereçado a mim, mas à M. É fácil de adivinhar o conteúdo. Surpreende-me que, passados meses, ainda seja o mesmo! A leveza do envelope castanho e a sensação fina ao toque já diz o que se trata. É dinheiro em dívida.

A M. DEVE DINHEIRO às Finanças. A primeira carta que tirei da caixa deve remontar a Abril. Desde então já lhe vi outra em envelope castanho. Isto sem prestar atenção. Apenas estando a tirar a correspondência e a colocá-la na beirada da janela, onde a vamos consultar. Só com o primeiro envelope tentei perceber o que dizia. Consegui reconhecer as palavras "dívida" e também "multa". Sendo que a multa era já diária, por ter sido ignorada um contacto anterior.

Presumi que a M. se precipitaria a pagá-la, visto que é uma dívida ao Estado. E ia ter de pagar já com uma multa, eheh. Até recordo de pensar que, finalmente, agora veria-se forçada a arranjar uma ocupação e ir trabalhar! Depois não pensei mais nisso. 


Hoje quando vi aquele envelope das finanças endereçado a ela sentindo a sua leveza nas mãos, lembrei-me logo do que acima descrevi. Senti revolta. Caramba! Nem às finanças ela perde o sossego ou paga as dívidas! Sim, somos diferentes. Eu tenho a receber, ela tem a pagar. Isso diz muito sobre as nossas diferenças. Eu trabalho bastante e desconto. Ela não trabalha quase nada e não paga o que deve. Eu estaria toda temerosa, a querer pagar a dívida o quanto antes, porque dizem que sobe £10 por dia! E ela a deixar os meses passarem. Cada 24h são cerca de 12 euros a mais em que fica endividada. 

E os envelopes castanhos a chegarem, todos os meses... 

Até quando?

Até quando poderá ela safar-se com todas estas tramóias?

Agora temo que o meu cheque chegue pelo correio e seja interceptado por ela, e que ainda acabe por arranjar uma forma de se benificiar. Não que acho que vá acontecer mas, não estou exatamente a tratar com uma pessoa muito correta, estou? 

Vou ausentar-me daqui a uns dias. Não vá o envelope castanho, mas mais espesso, chegar nessa altura. Da última vez que fui de férias, duas semanas, ninguém tirou a correspondência da caixa do correio. Na volta fui eu que o tive de fazer. O que não quer dizer que se repita.

Agora outra curiosidade:

Ao entrar no site das finanças, vi estipulado como o dinheiro que eu paguei de impostos, foi utilizado. Surge assim:


No ano anterior, contribuí com £2.736 para impostos. 

Para minha surpresa e felicidade, quando fui buscar a carta enviada faz umas duas semanas, puxei de um envelope castanho que correspondia ao ano fiscal 2021-2022, ao invés de 2022-2023, o anterior.  Ou seja: dois anos fiscais atrás. E ali estava... um cheque. No valor de £81. 

Ri tanto, mas tanto! Tinha esquecido completamente dele. Havia colocado esse envelope em cima de uma caixa, para ficar bem visível. Porém, ele deve ter deslizado para trás do móvel. Na rotina diária de trabalho e com o stress doméstico, sem o ter à vista, devo ter esquecido da sua existência. Recentemente removi o móvel e arrumei um envelope castanho que encontrei caído, nem tinha percebido do que se tratava. Pensava ser uma documentação solicitada. Datava de Outubro de 2022, mas ainda foi possível descontá-lo. Eu a precisar de um boost de dinheiro lá na altura do Natal.... com £81 caídos atrás do móvel.

Bem sei que não se trata de um presente. É dinheiro restituído por pagar impostos em excesso. Mas é uma boa sensação, ter a receber. Ao invés de ter de pagar ou tudo estar correto. Subitamente foi quase como que tivesse ganho o euromilhões. 

Queria partilhar isto. 


segunda-feira, 10 de julho de 2023

A Polícia de Segurança Pública tem TODA A RAZÃO!!!

 aqui:

O MAIOR flagelo da sociedade é a DESINFORMAÇÃO. E uma via rápida para lá chegar são cartoons como este. 


A PSP avançou com uma queixa crime por incitação ao racismo e à violência. O cartoon é de um polícia em uniforme azul a descarregar uma arma de fogo. Na última descarga, a figura dispara múltiplos tiros e range os dentes. A imagem mostra, de seguida, que o elemento policial está numa carreira de tiro, praticando tiro-ao-alvo em diversas silhuetas humanas. Da esquerda para a direita, surgem essas silhuetas com uma cor de pele diferente. A primeira, o policial falha, na segunda, acerta uma vez, na terceira umas tantas e na última, descarrega todas as balas. 


Claro que, a última silhueta é escuríssima, sendo a primeira clara. 

SIM, a PSP tem toda a razão, está a ser pintada aos olhos da sociedade para a qual arrisca a vida todos os dias para proteger, como a bandida. A entidade para a qual se deve olhar com maus olhos. Por mim quero que a pessoa responsável seja punida por ALIMENTAR esse conceito. Seja o autor, seja, em particular, a pessoa que, tendo em sua posse os RECURSOS para TRANSMITIR às grandes massas informações, decide passar esta e não dedicar mais tempo ao serviço público, escutando os cidadãos, saíndo às ruas e percebendo o que aflige o povo. 

Este tipo de INFILTRAÇÃO de pensamento é um PERIGO para o qual devemos nos proteger!

Deixaram isso acontecer na América. Olhem só no que deu. 
Vejo aqui, no Reino Unido - o que deu permitir que o racismo seja quase um tema "tabu". Não se pode fazer referência às pessoas pela cor da pele - quando não se conhece o nome e se precisa fazer uma descrição. Outra pessoa que o escutar, pode fazer de "polícia" e ir "xibar-se" a um supervisor que "fulano tal" disse que o "fulano assim" é "preto". De imediato tomar-se-ia uma deligência e, se tal acontecesse no local de trabalho, a demissão facilmente podia ser emitida. 

Ora se a pessoa é negra e o observador está somente a observar, limitando-se a usar esse facto para descrever o indivíduo - não existindo por isso qualquer intento descriminativo - NÃO PERMITIR que tal descrição aconteça é um atentado à liberdade. 

Um exagero e o que é pior: cancel culture. 

Todos devemos defender a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. 
Ela é o OXIGÉNIO da sociedade equilibrada e igualitária. 

Cartoons destes têm o DIREITO de ser feitos. Mas Cartoons destes, dependendo do CONTEXTO (cá está, faz sempre a diferença), também têm o direito de serem considerados um crime. E se os visados - os policiais, o consideram como tal tenho a dizer que eu CONCORDO!

detalhes aqui.

domingo, 9 de julho de 2023

Orange is the new Death black - envenenamento involuntário toffeeCrisp

 Olhei para o interior das minhas mãos e observei-lhes um tom alaranjado na dobra do mindinho, outra na dobra do polegar e outra na dobra da palma da mão. Procedi a lavar. 

Não saiu. 
Não recordo de ter usado qualquer produto ou tocado em algo que me tivesse tingido a pele. Porém, estava claramente alaranjada. Tinha que lavar e esfregar melhor, era isso. 

Esfreguei, esfreguei, esfreguei. Passei a unha para ter certeza que esfregava a coloração para fora. Quando vou a passar água, noto que o tom alaranjado sequer diminuiu. Continua lá. 

Foi então que percebi: vinha de dentro. 

Sabem quando escutam dizer que alguém ficou com a cor da pela alaranjada por consumir um determinado refrigerante ou, lembro de um caso na américa, de existirem crianças com pele rosada para lilás, por consumirem cereais dessa cor?

Pois foi algo semelhante que aconteceu comigo! 
Soube de imediato quem era o CULPADO. 

Uns chocolates que estava a consumir como se fossem refeições diárias. Na realidade, comprava um pack de quatro e os comia todos seguidos. Fiquei tão viciada neles que não me duravam nada. Sabiam bem - os danados. Além disso, contribuiam para o bom funcionamento do intestino. Ia ao WC mais vezes e sem dificuldade.


Encontravam-se à venda em apenas uma loja. Como edição limitada - depois percebi que já já tinham esgotado nas outras. Mas naquela, é como se nem fossem especiais. A quantidade era enorme. O preço havia sido reduzido para uma promoção 25 centimos mais baixo. Ou seja, o preço normal que ainda devia ser cobrado, antes de tudo ter inflacionado sem explicação válida. 

Por estar em promoção - e nada mais que isso, decidi verificar o prazo de validade. Como se sabe, quando os comerciantes "promovem" um artigo, na realidade estão a querer escoar estoque que vai expirar. Para minha supresa, devido à quantidade enorme existente, o prazo até já tinha expirado! No mês de Junho, mas expirado. 

Mencionei isso na caixa e a empregada fez um desconto de metade, com permissão da supervisora. Embora outra tivesse dito que podem vender produtos até um mês depois de expirados. 

Não me incomoda nem um pouco consumir produtos expirados por dias ou até um mês. É o que tenho feito com regularidade desde que cheguei ao UK. Agora já não tanto, porque até isso as grandes superfícies deixaram de facultar. Não há mais produtos alimentares a preços reduzidos. Não desde que este BOOST de subida de preços de todo o tipo de produto surgiu, logo após o "fim" do Covid. 

Ao ver o alaranjado a tomar conta das minhas mãos, percebi o veneno que consumimos sem nos darmos conta. O chocolate era saboroso. Idêntico a um outro com pequenos pedaços de cereais e uma camada de caramelo, mas de laranja. No paladar, essa camada era semi-dura, mastigava-se como se pastilha. Difícil de desfazer com saliva. Mas saborosa - provavelmente devido ao produto artificial aplicado para lhe conferir o gosto a laranja. 

Esse produto, que consumi acima da média, estava a manifestar-se na minha pele, por dentro!
O que poderá ter feito aos órgãos, esses que não dão sinais externos visuais?




Não sabemos o que comemos. 
Mas hoje em dia, todo o cuidado é pouco. 
Inclusive com os chamados produtos orgânicos. 

Acho até - e já o disse muitas vezes, que já não mais existe alimentos de verdade. Originais. Genuínos. O que temos são substitutos. Que dizem chamar-se "leite", "farinha", "pão", "manteiga" mas na realidade, logo na base, deixaram de o ser faz muito. 

O produto que consumi é da marca Nestlé - uma marca que domina o mercado mas que, pessoalmente, até considero rasca como tudo. E o nome do chocolate é o conhecido TOFFEECRISP.  





quinta-feira, 6 de julho de 2023

Selos - stamps: uma arte em extinção

 

Aqui em Inglaterra todos os selos postais vão ser substituídos por outros com Código de Barras. Como o mostrado aqui em baixo, à esquerda. Há direita, o anterior - tamanho standard. 


O que eu acho disto? Acho que os "novos selos" são feios. São demasiado grandes e ocupam muito espaço quando se vai colar num envelope. Já vêm com cola, mas daquela que não é para molhar com saliva para aderir. É como um autocolante, é só descolar. Não sei porquê, mas algo mágico se perde quando a língua ou o dedo molhado em saliva não são mais necessárias para um ritual que, depressa, vai tornar-se desconhecido. Basta passar uma geração e ninguém mais vai entender uma das piadas mais fantásticas da Série de Comédia "Seinfeld": quando a noiva de George morre envenenada por ter lambido centenas de envelopes contendo o convite para o casamento.  

Não sei como funciona isto do "código de barras" - sei que todos estes quadradinhos são diferentes. Penso que foi imposto para que as pessoas não possam reutizá-los. 

Os selos sem código de barras têm até o final deste mês de Julho para serem usados. Por causa disso, de momento tudo o que é embrulho surge com os mais diversos selos, muitos de colecção - coisa que antes não se via. 

Achei estes selos aqui em baixo o máximo. Nunca tinha visto isto em selos. Se fossem meus talvez os guardasse. Fiz uma pesquisa no google e não encontrei exemplos de selos deste género. Existem outros, holográficos mas não com quatro camadas, como estes. O que acham?


Hoje encontrei este. 
Não fazia ideia que uma das minhas séries de comédia favoritas tinha tido a honra de fazer parte de uma série de selos Postais.


Todos estes selos aqui mostrados - inclusive os novos com código de barras, serão substituídos por estes:


O rosto do Charles.


É cada vez mais raro as pessoas usarem selos. Hoje em dia prefere-se o digital e os rótulos impressos por máquinas, que já colocam a franquia correcta. Também, se a pessoa desejar que o pacote seja rastreado, não pode usar selos. Tem de adquirir um desses "autocolantes" com um código digital que é lido por uma máquina e indica o percurso do pacote. 

Os selos são um produto em extinção. 





quarta-feira, 5 de julho de 2023

No cinema... sem ser em casa

 Gostava de ver este filme: 



Aqui anunciado na lateral de um autocarro porque esta em exibição nas salas de cinema.
O que me deixa reticente é que, das últimas três vezes que fui a uma sala de cinema ver um "grande filme" - este desapontou. 

Da última vez - o último filme da saga "Parque Jurássico" foi tão mau, tão mau, que desejei vir-me embora ainda faltava muito para que terminasse. A sala, com poucos espectadores, tinha uma família que a mãe levantou-se e saiu. 

Antes desse recordo de ter ir ver um outro - que nem recordo qual era. E o primeiro... o Blade Runner - também com o Harrison Ford ohem a coincidência - foi um flop. 

Se quero gastar 15 libras num bilhete de cinema? Não. 
Não depois destas experiências menos positivas. 
Além das histórias decepcionantes, tem também as pessoas e o cinema. Ainda que seja uma sensação boa a de sentar ali e olhar para o grande ecran, por vezes o som está demasiado alto, principalmente nas cenas de acção e só me apetece tapar os ouvidos. Tem os "mastigadores" de pipocas, os "estica os pés e põe na cadeira da frente" e o frio do ar condicionado. 

Acho que vou esperar para que este filme veja a luz da pirataria - coisa que me parece que nunca acontece com as grandes sagas - ou passe num canal de televisão. 

Mais um fiasco comprado na sala de cinema, não me apetece ir ver. 



segunda-feira, 3 de julho de 2023

Suspeitas de uma mente instintiva

 

Mudei de chinelos de casa dois meses antes de ir duas semanas de férias. Deitei fora os anteriores, igualmente de borracha, mas que já tinham um buraco na sola. Tive-os por uns 10 anos, viajaram comigo para outros países, pisaram outros banheiros e, para mim, davam perfeitamente para o propósito de tomar duche e andar aqui por casa. 


Digo "aqui por casa" porque a minha situação de "casa" é diferente daqueles que a partilham com membros da família. Eu partilho uma com pessoas que não me são nada de sangue. E sendo assim, alguns hábitos e mesmo formas de estar, de ser, de agir em muito diferem umas das outras. 

Já tinha adquirido os novos chinelos uns dois anos antes e, inclusive, usei-os ocasionalmente, dentro do quarto. Porém, algo me deixava apreensiva em os usar pela casa. É que teria de os deixar do lado de fora, à porta do quarto. Vulneráveis. Confesso ter duas razões para não ter mudado de chinelos antes. A primeira razão: é mesmo da minha natureza usar algo até mesmo ao fim. Se estou satisfeita com a coisa, não sinto o ímpeto de me desfazer dela, ainda que tenha chegado a um estado gasto. 

O segundo motivo prende-se com o SABER com quem divido a casa. Em particular, a M. 

O instinto murmurou sempre dentro de mim para não colocar os chinelos novos no lugar dos gastos. Mas em Abril deu-me para desfazer-me de coisas sem grande utilidade e, dia 26, foi a vez destes chinelos.



Havia encontrado em muitas ocasiões, os meus sapatos fora do lugar, como que se chutados. Por vezes logo após os ter ajustado. Ora era isso constantemente, ou os encontrava molhados. Pelo menos eu acho que era só água... Numa ocasião foi algo grudento, que "colou" a base do meu pé no chinelo. Detestei isso. 

O meu quarto fica ao fundo do corredor. O WC é a última porta à direita.  Meus chinelos em nada atrapalha quem entra ou sai desse espaço. Porque, ao sair, só podem virar à esquerda e os chinelos estão à direita. Só quem entra no quarto é que se depara com os chinelos. Numa ocasião percebi o quanto nada do que ela faz é "circunstancial" e tudo é intencional. Como aliás, já suspeitava. 

Tinha acabado de descalçar os chinelos velhos, após sair do WC, e entrei no quarto. Tencionava sair novamente até à cozinha. Nesse curto espaço de tempo oiço de imediato a M. entrar no WC que eu tinha acabado de vagar e onde estive por apenas um minuto. Até isto não foi "circunstancial" - hoje sei. Escutei-a a usar a torneira profusamente, que nem uma doida. Depois saiu do WC e foi para o quarto. Quando abro a porta e vou para calçar os chinelos, estes estão molhados. 

Este vídeo data de sete dias após ter trocado os chinelos velhos por novos. E mostra como despertei com barulho e fui ao WC para encontrar meus chinelos acabados de ser molhados. 

Seria impossível que se tivessem molhado por "distração" ou "sem querer". Mesmo se a M. tivesse estado a "lavar" algo no lavatório do banheiro, os pingos de água nunca teriam atingido os chinelos -  a menos que a pessoa tivesse, intencionalmente, ao invés de virar para a esquerda, se posicionado à direita, onde só fica o meu quarto. 

Foi intencional. Um acto mesquinho, patético, infantil - que encaixa perfeitamente na personalidade da M. - uma narcisista. 

Quando percebi que ela espalhava "porcaria" por todo o lado da casa e estava a repetir o padrão que se observava na cozinha no corredor dos quartos, encontrei uma forma de impedi-lo ao colocar os meus sapatos mais usados ordenados em fila contra a parede. Aproveitei que ela achava "bem" espalhar os dela aos montes perto da porta dela e o rapaz também os deixava do lado de fora, perto do quarto dele. Dava-me ligitimidade para fazer o mesmo. Sabia que ela até ia desejar barafustar, porque qualquer espaço livre que vê quer tomar para si. Mas, nessa altura, não pode. Senti que, com essa decisão de ocupar o espaço livre com os meus sapatos, "salvei" a zona do corredor perto do WC de invasão de lixo. Estava a ser frequente ela ali deixar coisas, por dias (embalagens vazias, panos sujos, vassoura, rolos vazios de papel higiénico e bacias). 

Daí adiante os meus sapatos "misteriosamente" estavam sempre fora do lugar. Às vezes virados ao contrário, outras vezes sujos ou molhados. Os sapatos do rapaz, bem maiores que os meus e mais no caminho, porque ele nem os alinha totalmente contra a parede, ficavam misteriosamente intactos. O que revela uma acção intencional dirigida apenas aos meus. A M. também colocou o balde e a esfregona velha e porca a um canto desse corredor e impôs a sua permanência ali. Pegava na esfregona e passava no chão sujo. Depois, fazia com que a água suja e cheia de germes pingasse em todos os meus sapatos. Se é que, (ingenuidade) não era "pingar"... era mesmo passar a esfregona nos ditos.  

Os narcisistas agem assim: exibem atitudes mesquinhas, são vingativos de forma obsessiva e agem como crianças mimadas, fazem birras por tudo e por nada. Assim é a M.

Resumindo, troquei de chinelos quase dois meses antes de ir duas semanas de férias para Portugal. Usei-os todos os dias, pela casa, tomei vários duches com eles, deixei-os sempre à entrada da porta. Nada de diferente aconteceu. 

Fui então de férias, para a praia. Caminhei descalça pela areia, na arrebentação das ondas, na areia seca... por vezes calcei sandálias de borracha que havia comprado no ano anterior e que dão para usar dentro de água também. Em casa durante as férias, usei os mesmos chinelos de borracha que uso sempre quando estou naquela localidade. 

Meus pés até MELHORARAM. Por já não ficarem horas de pé enfiados nos sapatos de trabalho. Suavizaram as peles duras, melhoraram as feridas... estavam a voltar ao normal. Ao que um pé de um não-trabalhador-sempre-de-pé deve de ser. 

As férias acabam e regresso a casa. Calço os chinelos pela primeira vez para entrar no duche após chegar de viagem e começo a sentir ardor e comichão. Não faço muito caso mas a sensação é tão forte que vou espreitar e... tenho a pele toda seca exatamente na área de contacto do chinelo. 

De imediato, uma suspeita "brotou" na minha mente... mas, como sempre, mandei-a para o subconsciente. Só que ela ainda lá está... adormecida mas viva. Ora se usei estes mesmos chinelos todos os dias durante quase dois meses, sem problemas alguns, no regresso após uma ausência prolongada,  porquê ganho de imediato um misterioso problema de pele?

Nem sequer era queimadura. Porque não estava muito vermelho. Era apenas secura, com uma sensação de ardor e comichão. Como se alguém tivesse aplicado um produto qualquer no chinelo e isso tivesse criado uma reacção. 

Faz mais de um mês que isto aconteceu e ainda tenho os pés com essa marca


Acho que é permanente.

Não sei o que aconteceu nem do que se trata. Presumo ser uma bactéria. Dessas que não morrem. Minha mente, de imediato, por instinto, suspeitou que nada é uma "coincidência". Os chinelos ficaram vulneráveis

A M. já demonstrou ser capaz de coisas assim. Tenho um vídeo onde ela, quando eu estou de costas viradas, vendo um pratinho meu com talheres dentro, finge estar ocupada e vai com a mão e derruba para o chão um dos talheres. Depois finge não ter percebido e ainda pisa em cima. 

Infantil? SIM! 

Mas é exatamente com pessoas deste género que todo o cuidado é pouco. 

E como que para confirmar as minhas suspeitas, na mesma altura em que meus pés aparecem com esta estranha situação cutânea, a M. passou a não deixar os seus chinelos fora da porta. Quando sai de casa, os chinelos dela "desaparecem" do exterior. O que nunca aconteceu nestes quase três anos. Esta alteração comportamental como que confirmou as minhas suspeitas. Este nunca foi um hábito seu. Que o tenha criado agora, após eu suspeitar que contaminou os meus, para mim é como uma confirmação de que não estou a alucinar. É que este tipo de mudança comportamental corresponde ao padrão dos narcisistas: a REVERSÃO: eles agem como se fossem as vítimas dos seus próprios crimes. 

Cometem os crimes e fazem-se de vítimas. Quando suspeitei que ela estava a entrar no meu quarto durante as minhas ausências e coloquei o telemóvel a gravar quem entrasse (misteriosamente "desligou-se"), foi quando ela começou a trancar a sua porta à chave quando vai ao andar de baixo. Para mim, que o tenha começado a fazer dali a diante CONFIRMA que de facto invadiu o meu espaço.   

Mesmo sabendo destas coisas, temo que ainda não tenho precauções que cheguem.

A M. vive à custa de um empréstimo estudantil e de chulear pessoas. Mas ocasionalmente, arranja uma ocupação. Nunca dura muito. Geralmente arranja algo durante o Natal (durou duas semanas e acabou demitida pela sua "personalidade" e incompetência) e algo no verão. Portanto, apenas duas vezes ao ano! E nunca duram sequer três meses.

Recentemente ausenta-se pelas manhãs de terça e quarta-feira. Um bálsamo para mim! É pouco, mas é alguma coisa. Mesmo querendo arranjar um cargo de gerência (para o qual é a pessoa mais inapta que já conheci) é claro que vive num mundo só dela - porque não tem qualificações e, portanto, dificilmente vai obter o que pretende. Assim sendo, vê-se sem saída e regressa sempre ao que ela chama ser a sua profissão: "esteticista". Um rótulo que usa de forma enganadora, já que somente se dedica a fazer unhas. E quem faz unhas... tem de lidar, por vezes, com bactérias e fungos. Vai que ela "colectou" fungos de alguém e os deixou a "cozinhar" nos meus chinelos por duas semanas?

Gostava de concordar com alguns de vocês que, neste instante, estão a pensar que sou paranoica. Pois sim... venham viver com a criatura e logo descobrirão que todas essas histórias de "fantasia" que se vêm nos filmes têm a verdade como inspiração. A Glen Close em instinto fatal é baseada em factos bem reais. Alguém viveu aquele terror intensamente. 

A solução parece simples, não é? Sair daqui e pronto.

Aprendi que não é assim. A diferença entre a M. e a Gordazilla (casa anterior) é que esta última era uma profissional na arte de enganar, mentir e seduzir. A M. é aprendiz por comparação. E falha logo no começo, quando as pessoas a conhecem, porque transmite "más vibrações". Não consegue esconder quem realmente é por muito tempo. A Gordazilla conseguia por uma vida inteira. M. é uma narcisista muito obvia. Embora eu tenha demorado muito tempo a chegar a este diagnóstico. 

Prejudica-me a minha forma de ser. Pressinto o intuito de más intenções por vezes quase como se sente uma brisa, mas acredito que é erro meu. Quando algo mau acontece, ajo como se as coisas não fossem  feitas com maldade, preferindo não julgar sem dar mais oportunidades e tempo para conhecer as pessoas. Nunca aprendi a ripostar. Não sei fazê-lo adequadamente. Para cortar os males pela raiz. Isso me torna suscetível a este género de predador e sujeita a repetir estas experiências onde quer que vá. 

Quando desabafei com o rapaz cá de casa e lhe disse que estava a pensar mudar por não aguentar mais a perseguição constante da M. ele respondeu:

-"Não mudes. Se mudares sempre que encontrares alguém como ela estás sempre a mudar". 

Recordando instantaneamente a casa anterior, concluí que era a pura verdade. Existe sempre "alguém como ela" onde quer que se vá. Ele sabia isso. Outros também. Eu ainda não havia aceite essa realidade. 

Na casa anterior, nenhuma boa acção ou constante bom comportamento alterou esse desfecho inevitável. Minha pessoa foi atirada para a lama do fundo de um poço. Atingi um ponto que desconhecia na minha vida: duvidar da minha lucidez. Da percepção da verdade. Pessoas e acontecimentos que sabia terem existido, talvez tenham sido invenção da minha mente - esse género de sensação. Não desejo a ninguém. 

Na casa anterior a estas duas, todos tinham sérios problemas com o homem que já lá vivia há 15 anos. Também agiu como um canalha comigo e todos os restantes. Fez-me passar por terríveis momentos, sendo a constante perseguição e vigilância mais um caracter ditador de regras que o próprio não segue o traço em comum deste tipo de gente. 

Concluí por estas experiências, que existe sempre pelo menos um maluco em todo o sítio. Escuto as senhoras da limpeza dizerem que esta casa, que considero suja, não é "das piores" e fico aterrorizada com o que poderá existir por aí. 

Em Janeiro muda-se cá para casa uma nova inquilina, que conheceu a M. de vista, nesse "emprego" de duas semanas que ela arranjou pelo Natal. A M., à minha frente, "falou" com ela como se fossem conhecidas e íntimas. Uma atitude previsível, que eu antevi quando fui de férias de Natal. Fez questão, como faz sempre, de aparecer sempre que escuta duas pessoas a dialogar e interrompe as conversas.  É uma forma de impedir os outros de comunicarem entre si e controlar o que a rodeia. Não deixar que se criem laços e, com tempo, vai jogando um contra o outro. Não precisei sequer partilhar uma única história sobre a M. com a nova inquilina. Foi ela que  abordou-me para desabafar as coisas que a M. lhe disse logo nos dias da sua mudança - estava eu ausente. Quis dizer-me que ela não regula bem da cabeça e nunca vai mudar. Só não sabe se ela percebe que precisa de ajuda.
Claro que não. É narcisista. Está tudo bem com ela e os outros é que não são tão evoluídos e inteligentes quanto. Acho que nem existe ajuda para pessoas assim. 



sábado, 1 de julho de 2023

Post no armário: a VERGONHA dos Professores

 

Dando início à publicação com atraso de "posts por fazer" nenhum outro é mais importante que este. NO DIA DE CELEBRAÇÃO DE PORTUGAL, o primeiro ministro esteve em Peso da Régua a discursar e uma manifestação de PROFESSORES (!!!) com cartazes com a caricatura do ministro onde lhe espetavam lápis nos olhos e lhe conferiam um focinho de porco, expressou assim o seu "desagrado" para com as condições da função. 

Pelo caminho, pois o ministro mais a esposa, caminhavam até o local onde iam almoçar, os manifestantes gritavam "Preto", "Monhé". 

PROFESSORES fizeram isto??
Tenham vergonha!

Ninguém que se preze a carregar esse título se pode sequer chamar de professor, quanto mais julgar-se um. 

Chamo a isto bulling e assédio. Não honraram sequer a presença da esposa, o sagrado que é a família, o dia especial - DIA DE PORTUGAL. Fizeram uma imundice. Podiam não estar a envergar, mas o focinho de porco estava, na realidade, no rosto e alma de cada um destes manifestantes. VERGONHA para a classe!

Se é esta a "categoria" de profissionais que temos a ensinar as nossas crianças, então não é de surpreender que esteja a crescer o número de indivíduos quase iletrados, rapidamente prontos para a pancadaria, socos, insultos, murros. Pura e bruta violência. Nem antigamente, durante a pobreza salazarista, os pobres privados de ensino alguma vez expressariam este género de pobreza espiritual. Porque tinham famílias e essas famílias, ainda que pobres em tostões, transmitiam valores e ensinavam o que é de mais importante de ensinar: VALOR DO TRABALHO, RESPEITO, CIVISMO, EDUCAÇÃO, ÉTICA. Está a promover-se a ignorância? A Xenofobia?

É isso, senhores Professores?

Temo que toda uma geração de professores que sabiam honrar o nome e profissão já tenha desaparecido. Resta-nos uma nova geração, uma que faz jus à malandragem, ignorância, violência que vemos sair das escolas. 

Revoltados ou cansados, até podem ter razão, mas não é através da ignorância do insulto e o recurso patético da caricatura xenófoba que se obtém qualquer resultado favorável. O ministro foi eleito por uma maioria. Respeitem isso. Estava a cumprir o seu papel e acompanhado da esposa. Ambos foram sujeitos a vis insultos e ele mais a esposa tiveram de sentir na pele a rejeição devido à origem e cor de pele, o ódio, a vontade de magoar e ferir. Temeram o pior. Até estranho que não tenham atirado ovos e tomates na sua direcção. Que triste. 

Entretanto, como se sabe, existem sempre umas maças podres entre pessoas com um objectivo nobre. Quero acreditar que foi o caso. Após a polémica - em que alguns dizem que o ministro "exagerou" na sua reacção para "desviar" as atenções das reivindicações dos professores, a FNE (Federação Nacional de Educação) lançou um comunicado.

VER AQUI.

Dizem que os cartazes não são racistas. Bom, a esse respeito quero salientar uma coisa que considero deveras importante. Estando a viver no Reino Unido, onde ao mínimo sinal de "desvio" «caem-te» em cima, em muito APRECIO E DEFENDO O DIREITO e a liberdade de expressão. Aqui, sem dúvida alguma, existiriam perseguições, a opinião pública iria pedir a cabeça de cada manifestante e o autor da caricatura seria preso e acusado. 

Acho isso um EXAGERO. E quero SALIENTAR A IMPORTÂNCIA da Liberdade. 

Porque não é só a liberdade de um, é a de todos. O "politicamente correto" é um cancro que se alastra rapidamente e os primeiros a serem afectados são os miseráveis e pobres de espírito. Todos aqueles que são cobardes mas retêm as suas tendências para insultar e fazer bulling, "saem do armário" quando o politicamente correcto é instalado. Sentem que têm as "costas quentes" e assim, cresce nas redes sociais, nos grupos, em todo o lado, o número de indivíduos que se acham no direito de maltratar os outros porque o "politicamente correcto" assim lhes permite. 


Então, ao mesmo tempo que condeno uma atitude destas - se de facto aconteceu como relatado, também defendo que deve 
sempre existir o espaço para que tome lugar. Para que ninguém TEMA e RECEIE expressar-se e ser logo cruxificado. 


Que PORTUGAL se mantenha LIVRE. 

Muitas nações que se auto-intitulam como tal são-no muito pouco. Principalmente no que respeita aos movimentos dos seus cidadãos

Por um planeta onde as pessoas se respeitem e sejam Livres.