terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Era o que eu temia



Fazia quase um ano que estava a dormir neste quarto. Quando finalmente olhei à volta e decidi que a sua frieza crua e desnuda tinha de dar lugar a um toque mais pessoal. Reflecti no motivo que me fez inconscientemente manter as paredes vazias. Era porque a casa não era minha. E para qualquer alteração necessitava da autorização da senhoria. 

Porém, estava a fazer um ano que o meu quarto era o meu quarto. 
Só que não parecia. Estava mais para um quarto insípido, não havia nada meu à vista.


Então optei por pendurar um efeite na perede. Um boneco de halloween. Daí a diante o quarto pareceu-me mais caloroso. Ao mesmo tempo tive uma premunição: assim que o tornasse mais meu ia ser altura de sair.

Pois é o que acontece.

Subi à cadeira e removi o tal efeite da parede. Tirei um outro também, que havia colocado só para que me "acolhesse" no regresso da viagem a Portugal. Quando voltei e abri a porta do quarto, um espaço acolhedor recebeu-me. Foi como se escutasse "bem-vinda a casa". 

Mas agora vou embora. 

Acabei de o decidir e acabei de o comunicar.


Para onde?
Não sei ainda. 


Sei que se encontra outro local com facilidade. Claro que eu queria poder escolher bem esse local mas cheguei a um ponto em que sinto que qualquer lugar vai fazer-me sentir melhor do que este.

Agradeço ao indivíduo que me tem infernizado estes últimos dias por mal me ter visto em casa e logo me vir criticar para tirar os sapatos, me acusar de não limpar a casa, de deixar tudo sujo e de me ofender ao insistir que eu devia ter deixado dinheiro (para as contas) ao mesmo tempo que escrevi o bilhete a avisar que estávamos a ficar sem energia. 

Opá, esta última até me fez orbitar. 
Então uma pessoa preocupa-se para que ninguém vá tomar um duche e fique sem gás para aquecer a água, e a "cobrança" é esta? Porra! Da próxima ia ser como das outras vezes, deixa-se chegar ao fim, a luz desliga-se o gás desaparece... deve ser melhor, deve. 

Uma pessoa tem os seus gestos de cortesia mas o gajo sentiu-se "ofendido" por não ter colocado dinheiro junto com o bilhete. Lol. Ele nunca lá pôs a parte que lhe cabe. Sempre "impôs" que os outros deixassem primeiro... E depois punha o dele, pensam vocês? Não! Pegava no dinheiro de todos e ia fazer o carregamento, só pagando a parte dele no acto.

Nunca que o tipo foi capaz de deixar ali dinheiro. Não sei a razão. Teme que lho roubem??
E tem a audácia de exigir que outros o façam. CORRECÇÃO: outros uma vírgula. Eu. Só eu. Porque a rapariga bem que pode ficar dias sem contribuir que ele nem percebe. Desculpa-a com "ela não estava cá". O que só aconteceu uma vez e apenas por três dias. Quando voltou demorou mais 12 até dar a parte que lhe cabia. Foram 12 dias a chular duches, fogão, eletricidade etc, etc.

Somando 12 dias aos cerca de 55 sem pagar nada com que se «estreou» nesta casa, só posso admirar a ousadia e aplaudir a cegueira do gajo.

Clap, clap
Fiquem lá com o cagalhão.





4 comentários:

  1. Mereceu o troféu sim senhor.
    Há gente com uma lata!!!

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    1. A lata deste é mesmo nojenta, patética, risável.

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  2. Penso que foi uma decisão acertada. Viver em constante stress dá cabo da gente.
    Abraço

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    1. Já me arrependo é de não ter tomado esta decisão em Outubro, Elvira.
      Forte abraço

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