quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Acreditam em milagres?

Gosto de histórias de mistério e sobrevivência da vida real.

Durante anos assisti a várias na televisão. Reportagens e documentários com testemunhos na primeira pessoa. Uma das histórias que mais me surpreendeu foi a da escola primária de Cokville

Foi agora lançado um filme sobre esse acontecimento. 

E o que aconteceu em Cokville? Em 1986 um casal com armas de fogo e uma bomba de fabrico caseiro, tornaram reféns as pequenas crianças, professores e funcionários da escola, totalizando 154 almas. A bomba detonou na pequena sala onde se aglomeravam. Contudo, todas as 154 almas saíram vivas da explosão que, de acordo com os especialistas, teria de ter derrubado o edifício. Morreram duas pessoas: os raptores, de tiro de bala. 

Quando se vai tentar perceber o que aconteceu, existem uma série de coincidências e factos por explicar. O que o nosso cérebro sabe é que a probabilidade de uma bomba tão potente detonar num pequeno espaço com mais de uma centena de crianças e não matar nenhuma é muito impossível. A sala incendiou-se, os cartuchos continuaram a explodir e, no entanto, nenhum foi fatal para ninguém.

A sala onde se deu a detonação

Um estudo pós-acidente revelou que a bomba era mega destruidora mas, por alguma razão, quatro dos cinco detonadores falharam. A direcção da própria explosão tornou-se enigmática, pois grande parte dela elevou-se ao teto, ao invés de expandir para os lados. O que aconteceu, na opinião até dos cépticos e cientistas, foi uma daquelas situações inexplicavelmente milagrosas.


E foi então que, com o passar dos meses, as crianças que sobreviveram começaram a relatar que anjos vestidos de branco lhes tinham dito o que fazer e que tudo ia correr bem. Mesmo antes da explosão ocorrer, os anjos cercaram a bomba e no instante em que esta explodiu, elevaram-se em direção ao teto. Uma menina foi conduzida até à entrada da escola mas a pessoa que lhe deu a mão «sumiu» assim que ela chegou à porta. Mais tarde, ao ver umas fotografias de família, ela reconheceu uma tia, há muito falecida, como tendo sido a pessoa que a ajudou. Outras crianças também identificaram os seus anjos como sendo familiares falecidos, pessoas que nunca chegaram a conhecer.


Eu sou céptica. Ou melhor, sou uma cética-crente, na realidade, não me defino nestas categorias limitadas. Acredito em Energia. Em princípio, tudo pode acontecer, mas não me apanham a acreditar instantaneamente. Gosto de analisar cada coisa e chegar às minhas conclusões, mas não precipitadas. 

Outra história que me ficou na lembrança foi a seguinte: uns tios levaram a filha e a sobrinha a passear no Grand Canyon - uma região montanhosa algures nos EUA, zona remota cheia de perigos e com penhascos vertiginosos. 

A sobrinha, que tinha ganho uma câmara de fotografar nova, quis tirar fotos realmente bonitas e por isso passou para o outro lado daquela barreira que fica à beira da falésia. Nisto escorrega e cai, indo a deslizar pela falésia abaixo. Diz que ficou imobilizada algures a meio, não sabe bem como. Cá em cima, em pânico, os familiares gritavam pelo nome dela, mas mal se escutavam as suas vozes. De costas para a falésia, ela não tinha como se mexer, muito menos como escalar e sair dali. Em cima, não conseguiam sequer vê-la, tão fundo caiu. O que aconteceu de seguida não tem explicação. Sem se lembrar DE NADA, a adolescente estava de volta à berma da falésia. Não se recorda de ter subido, até porque a distância era muito grande e não tinha como. Mas acha que foi transportada nos braços de um anjo.

A parte que não relatei sobre estes dois acontecimentos é que eles ocorreram entre pessoas de MUITA FÉ. 

Na escola de Cokville, as crianças espalharam entre si a seguinte opinião: "O nosso Pai Celestial não nos vai deixar morrer. Não fizemos nada de errado". Momentos antes da explosão ocorrer começaram, por iniciativa delas mesmas, em grupos, a fazer uma oração. Cá fora, pais preocupados, desesperados, faziam o mesmo. Afinal, numa situação limite destas, de impotência tamanha, o que mais nos resta senão orar e rogar por ajuda a Deus? 

No caso da adolescente que escorregou pela falésia, foi a mãe dela, em casa, a quilómetros de distância, que se sentou a ler uma passagem da bíblia, quando subitamente sentiu que a sua filha estava a correr perigo de morte e rogou a Deus e ao seu anjo da guarda que a salvasse. Orou muito, sem parar. 

"Ah, isso são histórias fabricadas" - podem alguns em algum instante pensar. "Quem disse que a rapariga caiu mesmo da falésia? Quem diz que a mancha na parede na escola é prova da presença de anjos e não é só porcaria? Quem diz que as crianças não foram instruídas a fabricar a história dos anjos?" - Muitos avançaram com estas possibilidades. A cepticismo estudou muita coisa, e encontrou perguntas sem resposta lógica. Nem a ciência forense foi capaz de explicar a direcção da detonação. Neste caso fica difícil não acreditar. E é igualmente difícil afirmar que tudo foi inventado, ou mesmo deduzir que existe uma explicação lógica, só ainda não se possui conhecimentos suficientes para a explicar. 

Existem outros casos milagrosos que me espantaram, onde o poder da oração pareceu resultar, nomeadamente na cura de doenças fatais. 


Alguns se perguntam: então se Deus pode interferir, porque não interfere sempre? Porquê permite que uns sofram tanto, morram doentes, em sofrimento? Porque não protege todas as crianças do mal do mundo?

Porque não é assim que funciona, penso eu. O que seria do mundo sem a dor? Em que seres nos transformaríamos se não existisse a sensação física de um problema, o tormento espiritual quando algo nos faz sofrer? E o que cá andamos a fazer, se não for para aprender com os erros? Com a experiência? Se tudo fosse facilitado, estaríamos no Paraíso, não na Terra.

Tudo tem um propósito. Este mundo tem sofrimento porque é ele que nos faz melhorar como seres humanos. Sem dor e sofrimento, o ser humano teria pouca empatia para com o semelhante, não passaria de um assassino selvagem. Talvez por isso existam assassinos selvagens no mundo. Para nos lembrar no que facilmente nos tornamos quando não se escolhem caminhos mais iluminados. Caminhos nos quais o certo é desejar e fazer o bem aos outros.


Não venho de uma família religiosa. Pouco entendo de rezas. Acredito em correntes de pensamento positivo. E a reza, no fundo, traduz-se nisso: várias pessoas a enviar pensamentos positivos para outra(s). Acredito na força, no poder dessa fé. Muita fé gera energia. Quando legítima, quando autêntica, acredito que possa mover montanhas. 


Gostaria muito de ser abençoada por uma reza assim, pelo meu bem estar. 
Mas cá está: não é o tipo de coisa que se possa pedir. 
Ela simplesmente, tem de acontecer. A vontade tem de brotar do coração.

Já rezei assim uma vez, pela alma de uma pessoa que nunca conheci.
E acho que fez a diferença.


Dos muitos mistérios e reportados milagres que existem por aí, talvez muitos sejam logros. Mas por vezes deparamo-nos com histórias como estas que não deixam muitas alternativas para a lucidez do cepticismo. O Santo Sudário é logro. Mas isto? Ao que tudo indica, parece que foi um pedido atendido.







10 comentários:

  1. Uma leitura interessante, desconhecia "as histórias". A conclusão/ opinião pessoal não difere muito da minha. Enfim, um tema com muito que se lhe diga. Gostei de ler!

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  2. Pronto, sou sincera, estou de rastos e não li o looonnngggooo post. Mas sim. Acredito em milagres.

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    1. Bem que tentei o tornar mais curto, rsss. Mas o que importa é o tema e as opiniões. Obg pela tua :D

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  3. Acredito que os milagres existem. Acredito que eles podem acontecer a qualquer pessoa. Obviamente não acontece a todos. Não sei porquê...
    Mas enquanto há vida, temos de acreditar que o milagre é possível, apesar das probabilidades estarem contra nós. É essas esperança que nos faz seguir em frente e embora o sofrimento por vezes nos faça duvidar, temos de esperar por dias melhores.
    Vou rezar por ti então :)

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    1. A Fé nos mantém no optimismo e é uma força por si só :)

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  4. Um texto longo e muito interessante.Eu acredito em milagres.
    Quando o meu filho era menino, e até aos quatro anos, ele dizia coisas que à luz da razão não tinham razão de ser. Isso parou perto dos 4 anos. No entanto quando ele tinha 10 anos, um dia cheguei a casa do trabalho e ele estava aflito à minha espera. E pediu para eu ligar à avó que ela estava mal e a precisar de ajuda. A avó vivia no Algarve, nós no Barreiro. Eu telefonei, e ninguém me atendeu. Telefonei para uma vizinha, que me disse que ainda não a tinha visto, então pedi para avisar a polícia. E a minha sogra tinha caído na escada de caracol que ia para o sótão,fez um traumatismo e estava inconsciente.
    Como é que o miúdo sabia que a avó estava em perigo?
    Hoje ele tem 35 anos é casado e tem uma filha com 6 anos.
    A minha neta nasceu no mesmo mês em que meu pai morreu no hospital depois de lhe ter sido amputada uma perna. Quando a menina era pequena, falava muito sozinha, e quando lhe perguntávamos com quem falava ela dizia que era com um amigo. Pensávamos que fosse um amiguinho imaginário que ela tinha inventado para brincar. Um dia perguntámos-lhe, se o amiguinho dela era da mesma idade dela, e ficámos espantados quando ela descrever o bisavô que nunca conhecera. Procurei nos álbuns, uma foto do meu pai e mostrei-lhe. E ela confirmou que era aquele o amigo dela.Isto durou até pouco antes dos cinco anos.
    Se isto não é uma intervenção divina, o que é?
    Abraço

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    1. Impressionante Elvira! Obrigado por partilhares.

      Acredito que todos estamos conectados uns com os outros. Enquanto crianças fica mais fácil sentir esse tipo de energia. O que varia é a sensibilidade com que a sentimos. Mas todos a temos. E vulgarmente até costumamos apelidá-la de 'intuição'.
      Abraço grande.

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  5. Até me arrepiei! Não conhecia nenhuma das histórias mas, sou crente, e acredito na força das boas energias, da oração, do amor.

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    1. É isso mesmo Cat. Plantat amor, praticar o positivismo e manter a humildade pela oração. Não me parece que vá fazer cair um pedaço a alguém se o praticar :D Reflete no que a sociedade se tornou ao se afastar um pouco desse hábito.

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