quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Big Brother TVI 2023

 

Quem aqui segue ou remotamente está a par do que acontece no reality show BB 2023?


domingo, 5 de novembro de 2023

A falar ao telemóvel

 Ainda não são 8 da manhã de Domingo. Estou na paragem. Quase ninguém à volta. Porém tem uma rapariga que está a falar ao telemóvel. Um autocarro aproxima-se e ela entra. Nao sem antes consultar no telemóvel se pára onde quer. Respiro de alívio. Prefiro o silêncio, ainda mais a esta hora da manhã. Ela entra no autocarro e outras pessoas saem. Uma delas, uma rapariga, vem para o meu lado e começa a falar ao telemóvel. Sabem aquelas pessoas cuja espera em qualquer lugar passam-na a falar ao telemóvel e só se ouve o tagarelar, até parece que quem está do outro lado não tem voz ativa?

Pois são esse género. 

Fico sempre a me perguntar como é possível. A quem é que uma pessoa liga as 7 e meia de uma manhâ de Domingo. Quem é a pessoa que não se incomoda, que não tem mais nada para fazer?

sábado, 4 de novembro de 2023

Aqui vão umas imperfeições minhas: o que me irrita (cada vez mais)

 

Foi preciso ler um livro de mistério e homicídio faz apenas dois anos, para descobrir que sempre sofri de ansiedade social. Não sabia. Nem sabia que sofria, nem sabia que existia um termo para isso. Mas quando li a descrição fez-se luz. Referia-se, no livro, á pessoa mais "popular", mais dada, aquela que tinha fama de falar sem parar, e de ajudar todos. Fez-me perceber que cumprimentar as pessoas, sorrir, falar, etc - não elimina a ansiedade social. 

Que mais tenho para descobrir sobre a minha pessoa?
Sempre soube que sou mais tímida e introvertida que outra coisa. Mas talvez não dissessem isso de mim quem me conhece em situações sociais, pois falo com as pessoas e gosto de as conhecer. Quem me conhece desde sempre, deste criança, sabe que sou introvertida. Guardo tudo para dentro - principalmente o sofrimento. Porém, sinto-me intimidada antes de conhecer alguém e depois. Pode até mesmo causar estranheza. No dia seguinte, se tiver de passar por essa pessoa, sinto-o. 

Mas não é sobre esta condição que vim falar. É sobre uma outra. Para a qual ainda não tenho definição. Mas pelo que li na internet, em inglês denomina-se Sensoring Overloading. "Sobre-exposição sensorial" - será essa a tradução?


Há coisas que me irritam ligeiramente e delas tento fugir por instinto - sem disso dar conta. Vou dar exemplos de agora mesmo, quando fui a correr ao consultório médico. A certa altura no meu caminho cruza uma rapariga mais à frente, que vem a fumar. Eu corro para a ultrapassar. Não quero respirar o fumo dela. Incomoda-me o fumo dos cigarros. Incomoda-me mesmo. E como estou com o nariz bloqueado, a sensação de fadiga, não posso com cheiros fortes, que me enjoam ou desencadeiam tosse. 

No autocarro, quando saio do emprego às 7 da manhã, entra sempre um homem incorporado, que se senta ou atrás ou à frente do assento onde me sento. O cheiro a cigarro que emana das roupas dele é demais. Não aguento. É extraordinário como me incomoda. Sempre tive o hábito de prender a respiração perante odores desagradáveis. Pelo que respiro o menos possível. Tapo o nariz com o casaco... mas nada faz desaparecer aquele forte e desagradável cheiro. Quero muito sair para o ar livre, é só o que me apetece fazer. Mal posso esperar. É só uma paragem - o homem entra numa e eu saio na seguinte. Mas parece uma eternidade. Se calhar o senhor até é boa pessoa - mas quando o vejo entrar - acho que não consigo disfarçar uma cara de desgosto. 

É que, quando acabo o trabalho - quero muito silêncio, sossego e tranquilidade. Até mesmo no trabalho - na pausa - tenho o hábito de me isolar a um canto sem ruídos. É o que me apraz. Foi herculana as tentativas de encontrar tal local. Cada vez que me sentava num canto - vinha alguém e dizia que não podia estar ali. Ou aparecia gente a falar alto e a comer comida indiana, com um cheiro que não se pode de caril e outras especiarias. Outro odor que não entra bem comigo. Cheiros intensos a óleo, gordura, fritos... são naturais enquanto se cozinha. Mas depois de dias, ainda permanecerem... não posso. 

Sinto-me agredida pelos sentidos. Anseio por ar puro - mas sempre fui assim. Sempre gostei do ar, do vento, do cheiro da relva molhada, do cheiro a árvores, flores, maresia...  De sons, só mesmo os da natureza. 

Cada vez mais o som também incomoda. Sair da paragem do autocarro e caminhar até o emprego - é irritante durante o percurso pela estrada. Os carros estão sempre a passar e o ruído das rodas no asfalto é demais. Corto caminho por uma estrada menos conhecida e quase sempre caminho-a toda sem a presença de um único carro. Quando se dá excepções e, subitamente, passam dois, três, quatro.. estraga-me a experiência. Libertam os fumos de escape e é a primeira coisa que me entra pelos sentidos. Estragam tudo, é desagradável. O caminho é arborizado pelo lado esquerdo. Sem automóveis a passar, sente-se o aroma, aqui e ali, a oxigénio, a natureza. Passa uma viatura... e os meus pulmões estão a receber químicos em forma de fumo. Uma coisa que nunca gostei de ver são carros parados com o motor a funcionar. O ruído que fazem - principalmente quando estacionados numa via não movimentada - parece um atentado. Não suporto o ruído dos motores dos veículos. Alguns, que se escutam a léguas de distância, para mim são um acto criminoso. Os décibeis daquilo deviam ser proibidos e quem os conduz devia ser preso. 

Por vezes tapo os ouvidos por já não aguentar ruído. No emprego não tenho escolha. Trabalho perto de máquinas, há ruído por toda a parte. Mal nos conseguimos escutar uns aos outros. É talvez por isso ainda mais essencial para mim que vá descansar num local sem ruídos. Não gosto de ir para a cantina - está toda a gente na conversa, outros estão a ver programas no telemóvel com o som alto, outros ligam a TV... e eu, a única coisa que quero escutar é... nada. Quietude. Paz. 

Finalmente, durante a pandemia - encontrei o meu cantinho secreto. Vou para o último piso - agora abandonado, e sento-me no chão, no safe heaven (local seguro em caso de incêndio), mesmo ao lado de uma tomada. Ligo o telemóvel, que fica a carregar e tenho uma vista fantástica pela janela paronâmica - que nunca vejo porque é noite serrada. Mas de dia, vêm-se uns montes e as vacas a pastar. É este tipo de cenário que preciso depois de abandonar os Pi-piiii, oha,oha,oha, pocks, Zets, tacks, Íà, ìà, tock-tock, clash! - os sons no local de trabalho. 

Mas não é só isto... 

Não gosto de sair aos fins-de-semana, porque onde quer que vá, tudo está cheio de gente. Adoro trabalhar aos Domingos e se tiver um livre, acabo descontente se o usar para tentar comprar algo. Acho os centros comerciais locais a evitar a TODO O CUSTO. Supermercados a mesma coisa. Parques. Prefiro ficar em casa. Na realidade, prefiro ir trabalhar e ter o meu dia livre durante a semana - quando a maioria da "manada" de pessoas tem os seus afazeres e deveres. 

OK.. o que vinha dizer era isto, que me aconteceu faz coisa de uma hora mas que acontece muito - e me deixa chateada. Não muito, mas um tanto. ODEIO que me cruzem à frente e me façam abrandar. Tenho um passo acelerado. Quando vocês vêm uma pessoa de passo acelerado a andar em linha reta, cruzam-se com ela na diagonal e passam-lhe na frente, em passo brando? É que acontece comigo amiúde. E eu não gosto. A pessoa que se atravessa à minha frente e abranda o passo, obriga-me a abrandar o meu - e nesse instante sinto um incómodo na base da coluna que não sinto se continuar ao meu passo acelerado.

Hoje, saia do médico, a apertar o casaco ao peito com uma mão, tentando bloquear o máximo possível o ataque do vento - pois estou com princípios de uma constipação que passou muito ao tomar hoje cedo um medicamento. Porém, exposta assim ao frio e vento - ia piorar de certeza. Já estava a sentir os pulmões frágeis. Acelerei o passo para chegar a casa e voltar para a cama - de onde me despertaram 3h30m depois de nela ter adormecido. 

 Vem o homem, surge da minha direita, mete-se na minha frente e tem um passo mais lento. Eu até travo, reduzo a velocidade (e sinto aquele incómodo lombar). Mas depois penso: Porquê tenho de parar de andar à minha velocidade normal? Ele é que se cruzou comigo. Ele é que está a atravessar o meu caminho na diagonal. Eu estava no passeio a seguir direito, ele cruza vindo da estrada à direita, rumo a outra rua mais à frente, no meu lado esquerdo. Retomo o meu ritmo e nisto o meu sapato toca no dele, no instante em que ele fica na minha esquerda e eu continuo em frente. Nisto, comigo já a atravessar a estrada e ele já na rua que desejava ir - diz-me algo do género: "E um pedido de desculpa, não? Se fosse foder...

Mas pede-se desculpa por toques na rua? Coisas de raspão? Não. Acontece. Seja como for, ele é que devia me pedir desculpa por me cortar o andamento e cruzar-se à minha frente. É o equivalente a conduzir um carro a alta velocidade e um peão atravessar-se na frente, tendo de fazer uma travagem brusca para evitar a colisão. Ora essa! As regras no passeio deviam ser idênticas. Ele vinha com o telemóvel na mão, colocou-se à minha frente intencionalmente, vendo-me a andar depressa. Tive de abrandar subitamente - para não colidir com o obstáculo. 

Como ele disse a palavra "F" eu respondi "You too pal. Fuck You".

Um exagero, de parte a parte. Sem necessidade. Mas pronto. 

Aqui acontece muito me irritar com circunstâncias de circulação no passeio. Noutro dia, caminhava no passeio, mesmo à berma. Há minha frente vinha um grupo de rapazes - a ocupar o passeio inteiro. Ora, dita as normas com as quais cresci que, um deles, teria de se desviar. Não podem ocupar o passeio inteiro e esperar que a outra pessoa é que se desvie! Eu já estava na berma... não tinha mais para onde ir. Nem me preocupei - dita as regras sociais que um deles se encolhia - porque eu já tinha me desviado o máximo que podia. Pois os rapazes passam, não fazem qualquer esforço para deixarem o caminho aberto à passagem de um peão no sentido contrário. O rapaz mais próximo de mim dá-me um encontrão no braço e continua a caminhar, sem pronunciar o tal "pedido de desculpa" que os britânicos gostam de exigir.  Este é o género de coisa que, de forma crescente, começa a ser mais intolerável para mim. A falta de educação... não deixar espaço para as pessoas circularem nos passeios, nos supermercados... é demais. Até mesmo quando estou no passeio do lado da relva enlameada e existe um espaço tremendo para se passar, há quem tenha vindo contra mim, continuando a caminhar contra mim e eu é que tenho de parar o passo, literalmente, para alguém que vem na diagonal, da minha esquerda para a minha direita, passar. Enquanto segura um copo de café... Depois ainda faz um som de escárnio e eu fico a pensar se estou errada... porque eu não podia me desviar mais! Só se fosse para a lama. E aquela pessoa, além de espaço, tinha tempo. Podia ter-me deixado passar e passar depois. Mas não... vê uma pessoa a caminhar a passo rápido - quase em corrida - e põe-se na frente, ainda fica chateada por a pessoa não se desviar, pisando na lama - o único espaço disponível porque os amiguinhos dela estavam a caminhar no outro lado. Querem o espaço todo para eles aqui no UK. Não os entendo. Foram educados com outros conceitos que não os meus. 

Quis partilhar defeitos. Não somos sempre correctos e tenho esta imperfeição - que é cada vez mais notória para mim: sofro de "road rage" só que no passeio. "pedestrian rage"? 

É algo novo, ainda não bem definido. É algo do qual se começa a falar. 

Não estou num nível grave - não desato aos berros, aos ataques, não sou violenta. Apenas me desagrada bastante este género de situações e por dentro, deixa-me irritada, estraga-me o momento. Dou outro exemplo: pessoas no supermercado que ficam paradas e bloqueiam o espaço para circular. Acontece muito aqui no UK e juro - não entendo. Não entendo como não se colocam de lado para permitir o fluxo de pessoas. Apenas se agrupam ao centro e enquanto ali ficam - ninguém passa. 

Faz-me lembrar episódios dos Simpsons, em que, na escola, o miudo tótó é chefe de corredor - e cabe a ele dizer aos colegas para "circular, circular" e "abrir espaço".  Os adultos precisam de um monitor de corredor de supermercado, em uniforme, que se chegue perto e lhes diga: encoste-se à esquerda, permita o fluxo de clientes à sua direita. A noção de que se trata de uma postura rude não lhes é conhecida. Não percebem o egoísmo e descaso com os demais. Se passares apressadamente por entre eles, a rude és tu. Devias pedir licença... mesmo com licença, por vezes não retiram os carrinhos do meio do caminho. 

Enfim... eu estou cada vez menos civilizada para os "com licença, desculpe" - eu que sempre os esbanjei! 



 


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Dicas VITAIS para que a sua encomenda/postal chegue depressa este Natal

 

Estas são dicas que observei serem necessárias aqui no UK mas penso que servem para todo o lado. Com a aproximação do Natal, aumenta o fluxo de envios. Para evitar ter uma encomenda perdida, extraviada ou que demore a chegar, eis dicas essenciais para considerar:

O Natal pode ser enfeitado de vermelho, verde, dourado, prateado... mas fuja dessas cores para envelopes de Postais de Natal e prefira o branco! As cores da época festiva, mas também azuis escuros e tudo que dificulte a leitura tanto manual quanto automática - vai causar problemas. Estes envelopes são sempre rejeitados pelas máquinas, que não os conseguem ler bem. Como consequência, todos eles - MILHARES, têm de ser separados à mão. Uma tarefa morosa, desnecessária e que pode atrasar a entrega dos votos de felicidades natalícias.

Se usar um envelope com estas cores - só tem um remédio: coloque o endereço numa etiqueta branca e cole no envelope! Assim a leitura é bem feita, sem problemas. Mas atenção: etiquetas é sempre um RISCO. Descolam-se. Imagine o tambor de uma máquina de lavar. As cartas passam por um processo semelhante quando automatizadas. Tudo é misturado e se não forem bem seladas, rasgam-se, perde-se o conteúdo. 

Uma ponta solta pode colar-se noutro envelope. È preciso certificar-se que uma etiqueta não vai descolar. O melhor é usar fita adesiva - sempre recomendada - tanto para etiquetas, como para selar envelopes. 

Evite comprar envelopes pequenos, abaixo da média. Podem ser mimosos - mas também são fantásticos para se perder ou danificar. Se gostar mesmo de os enviar, coloque-os dentro de um envelope de tamanho normal. 

ENCOMENDAS

Uma encomenda pode ser enviada em diversos formatos. Mas há regras a cumprir. Se vai enviar objectos pontiagudos, pesados, frágeis ou redondos, não os coloque em sacos plástico largos. Com o excesso de espaço, o plástico acaba por prender em algum lado, rasga e o conteúdo se perde. Cilindros a rolar também não ajuda nada. Prefira sempre o formato clássico da caixa. Rectangular, quadrada, tanto faz. Evite formatos esquisitos, com vértices. Proporcionam muitas amolgadelas e pode causar danos. 

Conteúdos frágeis e quebráveis devem ser assinalados por fora, com a palavra "frágil" ou "vidro" mas o mais importante nem é isso. O mais importante é colocar uma tripla caixa nos conteúdos. O objecto frágil tem de ser envolvido em papel, depois plástico-bolha, depois cartão, depois enfiado numa caixa larga, proteger com enchimento (folhas de jornal, esferovite, plásticos) e depois dessa caixa feita, coloque-a dentro de outra caixa, também ela forrada por dentro. Se possível, ainda outra. As encomendas sofrem tremendos "abanos", caem de alturas, são atiradas e outras mais pesadas podem cair-lhes em cima. Tudo é atirado. Em nenhum momento uma encomenda é transportada de mão em mão sem ser atirada para algum lado. Embrulhe conteúdos frágeis como se tivessem de ser à prova de terramoto. 

A MORADA é para ser ESCRITA na embalagem. Evite etiquetas, porque descolam. Mesmo as impressas nas máquinas - são as que descolam mais. Centenas de etiquetas de caixas da Amazon descolam-se constantemente, rasgam, colam-se umas às outras. As próprias caixas são de um cartão e um formato frágil, rasgam-se, perfuram-se, abrem-se e deixam cair o conteúdo. 

Uma caixa como a de cima - parece boa, mas tem fragilidades claras. A começar, convém colocar fita adesiva transparente - melhor que a fita crepe usada na imagem, que descola com facilidade. Também deve ser aplicada em todos os vértices. Se algo prender à lateral não vedada, a caixa rasga. 

Não envie peças de vestuário usando papel de embrulho. O papel RASGA. 

Evite, a todo o custo, criar caixas muito pequenas. Se o que quer enviar é pequeno, coloque numa caixa maior. Sempre com o cuidado de encher com protecção, mesmo que o conteúdo não se parta. Porque se um objecto estiver solto no interior, o mais provável é que a caixa seja perfurada pela aresta de outra mais pesada, podendo-se perder o conteúdo. 

Em qualquer caso, escreva sempre que possível, na própria caixa - os necessários endereços. Tenha em atenção que é comum as encomendas ficaram expostas à chuva: não use canetas de feltro ou outras tintas que desaparecem com gotas de água. É muito comum ver etiquetas térmicas sem qualquer informação após serem molhadas. A tinta borra e desaparece. Etiquetas térmicas são usadas hoje em dia por todos, em todo o lado. Quando compra algo online, a etiqueta será térmica. 

Escreva o endereço MAIS QUE UMA VEZ. Pode fazê-lo em diferentes lados da caixa, pode escrever nesta e colar também uma etiqueta. 

A fita adesiva transparente é uma aliada para sempre. Colocar fita em cima da morada escrita ou colada, vai prevenir o seu desaparecimento - que por chuva, quer por outros acidentes. A fita adesiva deve também ser usada para segurar uma etiqueta térmica. Estas descolam com facilidade mas se lhes der "duas voltas" de fita adesiva, a etiqueta não desaparecerá. 

Resumo:
Não use envelopes dourados, vermelhos, verdes, azuis escuros, prateados

Passe fita-adesiva transparente em todas as arestas das caixas, use-a em cima dos selos e etiquetas que possa colocar.

Tenha em atenção os tamanhos dos envelopes e caixas. Pequeno é mau. 

Não coloque objectos pesados ou pontiagudos dentro de sacos de plástico.  

Não envie têxteis embrulhados em papel de embrulho - ou em papel em geral. 

Evite cilindros ou esféricos.



 

São t

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Encomendas e modos de envio - atenções a ter e dicas para o Natal

 

Trabalho com distribuição de encomendas e, nas centenas que passam pelas mãos, algumas são devolvidas após se tentar a entrega, porque a morada é incompleta, desconhecida ou a pessoa recusou receber o pacote. Quando isto acontece, procura-se o endereço do remetente para fazer a devolução. Mas nem sempre o remetente fornece essa informação. Outras vezes pode até ter sido colocada numa etiqueta que se descolou ou que apanhou água e ficou apagada. Seja qual for o motivo, a informação necessária não está disponível. 

Nestes casos, fica-se em mãos com encomendas que não se podem entregar. O que fazer? O que acontece às mesmas? 

Bom, tanto quanto sei, onde trabalho, são enviadas algures para o Norte do País, sendo que seu destino é incerto. Uns dizem que são destruídas, outros que vão a leilão e o retorno é dado a instituições de caridade. 

Já vi coisas de algum valor e, provavelmente de algum valor, como uma encomenda enorme e pesada que podia ser algum utensílio para a casa, sem qualquer endereço, porque lhe colocaram aquelas etiquetas térmicas que descolam com facilidade. Sendo pesada, deve ter se descolado e colado noutro lado. Não se dá conta, e fica-se sem encomenda. Nem a pessoa que envia vai saber o que aconteceu - nem aquele que a espera.


 
Isto faz-me muita confusão. Sempre pergunto se conseguem descobrir quem envia e quem devia receber. Por vezes é possível, se no interior existir alguma informação do remetente. O nome de uma loja, por exemplo. Mas tendo essa informação, desconheço se existe um departamento "lá no norte", com a responsabilidade de averiguar a quem pertencem as encomendas. 

È um grande mistério. 

Por vezes os pacotes aparecem abertos - pois as embalagens são fracotas e colocam coisas afiadas e pesadas em sacos de plástico - por exemplo, ou shampõos, embalagens de comida em caixas de cartão gigantes mas de papel fraquito. Rompem-se, claro está. Muitas vezes consegue-se, lendo a nota de envio, voltar a reunir as pelas com a embalagem e deixá-la seguir caminho. Mas outras isso não é possível. Embalagens danificadas muitas vezes mostram o interior. 

TENHO DESCOBERTO HORRORES. 

Cheguei à conclusão que, aqui na minha zona - a sul de londres, west sussex - não se aproveita NADA do que as pessoas enviam às outras. É tudo MERDINHAS. Mesmo quando não estão danificadas, as embalagens muitas vezes revelam conteúdos. A própria embalagem - muitas vezes apenas um saco plástico de supermercado ou uma embalagem original com um selo em cima - já é um tanto revelador. 

Na minha ida a Portugal o mês passado, precisei enviar uma coisa a uma amiga cá. Algo pequeno. Peguei numa embalagem média e coloquei lá dentro o que pretendia. Quando fui aos CTT, descobri que existem FORMATOS que se têm de obedecer para se fazer envios. Fiquei espantada. No UK pode-se enviar coisas do tamanho que se desejar. 

A embalagem que levei era até em um tamanho e resistência bem apreciada por aqui. Mas demasiado curta para Portugal. Sabem aqueles envelopes de tamanho pequeno, A6? Pois devia ser por aí... Só que era almofadado. Não foi aceite, tive de comprar um envelope apropriado. 

OS HORRORES QUE TENHO DESCOBERTO:

Ontem tive um dos piores. Uma encomenda de saco roto. Enviada do UK para o exterior. Veio devolvida por não se conhecer a morada. O Remetente colocou, como é obrigado a isso, o seu nome, endereço e o conteúdo enviado. Via-se pelo toque que era um pedaço de tecido. O Remetente indicou que eram "Socks" - meias. Se bem que uma mão experiente, sente que não existe espessura suficiente para aquilo serem meias, pelo menos de algodão. Mas nem me passou pela cabeça se era ou não, foi apenas uma sensação de toque. Quando fui ver... pareciam CUECAS. Reparei que estavam dentro de um saco, não eram novas, não vinham com etiqueta. Reparei ao mesmo tempo em outros detalhes: vi uma "migalha" de pão e um fio de cabelo louro e o saco plástico dizia "SELADO" e tinha, de facto, sido selado. 

PRESSUMI de imediato que o conteúdo se tratava de... FETICHE. Então prestei atenção e... cuecas sujíssimas! Tinham sido seladas para "preservar" o "aroma". E ainda enfiaram um cabelinho louro e muito fino talvez como bónus. 

FICO A IMAGINAR que doenças é que podem passar-me pelas mãos sem ter percepção disso. Mas quase todas as encomendas enviadas pela população desta área são MERDAS sem INTERESSE. Quase que confirma as minhas suspeitas a respeito do tipo de população dominante. É que não imaginam o que surge... T-shirts sujas, roupa usada e a cheirar mal, a podre, só coisinhas sem interesse, sem valor, sem propósito. Porta-chaves,  embalagens de temperos, peças de plástico sei lá para quê, cápsulas vazias de café, capsulas vazias de medicamentos, muitas devoluções de compras de roupa online... Tudo merdinhas. 

Agora CUECAS SUJAS enviadas a vácuo para o estrangeiro...  e pior: pareciam ser de HOMEM. 


PS: Vou deixar as DICAS para envios de encomendas durante esta época de Natal para outro post! São simples, mas importantes. Podem fazer a diferença entre a sua encomenda chegar rápido e segura. 

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

DIFERENÇAS entre o UK e o resto da Europa

 

No UK nunca vai ver isto:

                                                                     1 - ESTORES




                                                    2 - CASAS SEM RADIADORES


                        3 - AUTOMÓVEIS COM VOLANTE À ESQUERDA

domingo, 8 de outubro de 2023

Casou a "realeza" portuguesa e nem dei conta de nada!

 

Vocês deram? Conta do casamento da descendência do pretendente ao trono monarquico Português, caso tal coisa existisse? 

Eu não. Tão pouco sabia que tinha sido televisionado. Foi o computador - esse malandro, cheio de pop-ups, que me informou. Da seguinte forma: 

Uma curta nota no jornal EL País (Espanha).

Depois fui pesquisar mais um bocado, porque a fotografia que acompanhava esta nota era de um casal com rostos semelhantes: mesmo nariz, mesmos olhos fechados, mesma boca - que achei poderem ter um grau de parentesco. Sabem como é com os "reis"... aquela coisa de "casar" com consanguinidade. 


Vi um vídeo, sem grande paciência e esta foto: que achei linda. Pela simplicidade. Pela simplicidade de TUDO. Roam-se de inveja - realeza britânica (não compareceram ao evento, pois não? Será que não?). 

Porque achei tudo com uma tremenda simplicidade. E bom gosto. Os convidados, simples e sem rococós. A noiva, um traje simples, cetim, sem colar ou brincos, apenas uma teara - que os media tiveram de dizer ser de 800 diamantes. Quer fosse isso ou uma daquelas de fingir que se compram nas lojas, importa pouco. Mas o que mais gostei nesta foto? Que a noiva está a carregar a própria cauda do vestido! 

Depois no vídeo, com eles a falar na recepção, achei os dois uns jovens simpáticos, simples, sem nariz empinado ou manias. Gostei. E desejo de coração muitas felicidades. Fossem ou não parentes de reis de portugal, são dois jovens a iniciar uma vida juntos, que dão o passo do compromisso formal. 

Também me passou pela cabeça que os casamentos de ex-concorrentes de reality shows podem não ter tanto espaço televisivo, mas caramba! São falados e escrutinados até a exaustão. 


QUE BOM que a nossa "realeza" é de pessoas comuns, de bem com a vida, simples, que o governo convive e honra a história da família, sem existirem cá aquelas parvoíces a que outras realezas já nos acostumaram. 

Portugal, o teu nome do meio é SIMPLICIDADE.

Ausente da cerimónia, das imagens resumidas ou da menção dela, esteve a mãe da noiva: Isabel de Irédia. Lembram-se concerteza, que foi muito divulgado o casamento desta com D. Duarte, em 1995. Com boatos a dizer que era de conveniência pois existia um prazo para ele poder reinvindicar ou manter a sua "condição" de herdeiro, que terminava naquele instante. Um prazo e a condição de ter de secar e providenciar descendência.  

sábado, 7 de outubro de 2023

Pizza da M

 Aqui está uma fotografia daquilo que outrora foi uma pizza. Encontrei-a no interior do fogão, quando fui para fazer a minha. 



Aqui está o perfeito exemplo dos cozinhados queimados da M. Sempre, desde o início, há 3 anos atrás, que ela queima todas as pizzas que leva ao forno, dentro destas travessas de pirex, onde visivelmente nao cabem. 

Não é só pizzas que queimam até ficarem pretas e não se distinguir nada. É praticamente todos os cozinhados, pois gosta de ter total exclusividade de uso do forno e fogão e deixa-os cozinhar por diversas horas. O máximo que contei foram 5. Para assar 2 pernas de frango.