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Não conhecia. Mas fiquei fã.
Não me surpreende. É o género de canções que apareciam na década de 60/70. Românticas, baladas, com líricas tocantes e melodias instrumentais enriquecidas.
Foi-se o festival, foi-se o casamento real e nada de eu dar notícias.
É bom sinal.
A vida corre pelos trilhos, trabalho, rotina. Nada de muito perturbador a viola.
Eurofestival
Agora sem os três Fs, o «milagre» não se repetiu. Portugal nem sequer saiu bem qualificado no Festival da Eurovisão. Mas ainda bem. Tendo em consideração as amostras de canções que foram lá parar e depressa ganharam a preferência de muitos, fico contente que a nossa tenha se distanciado, em votos, dessas mesmas.
Voltou a rotina de ficar entre os primeiros dos últimos. O que deve agradar mais que tudo aos organizadores. Realizar um espetáculo desta envergadura dá despesa e não lucro. Sem a ESC (Eurovision Song Contest) por trás, seria impossível. Valeu a contribuição do Turismo dePortugal, que soube ordenhar a vaca da eurovisão para mais tarde usar o leite para fazer manteiga, pudins e afins.
A Portugal cabia apenas e somente a tarefa de ser o afitrião. Como concorrente já estava desqualificado pelo público por esse mesmo motivo. Mas eu gostei "do jardim" e da intérprete da canção. Adorei o pormenor da música começar sem uma intro, ainda por cima porque a presença de uma introdução longa foi a peculiaridade destacada em "Amar pelos Dois" - a canção com a introdução mais longa da ESC.
A melodia é original, não soa a nada que se tenha escutado antes. Nem se apresenta de forma familiar ou similar à de Salvador. Consegue ter o seu próprio perfume.
De todas as canções que escutei deste festival, dou por mim a cantarolar a portuguesa e a do puto da mochila e do camelo.
Após espreitar as canções apuradas para a final da Eurovisão, posso dizer que excluo de imediato a Croácia, Bulgária, Estonia.
A Bielarusia também. A música até tem partes giras mas o artista não a segura. Principalmente no início. Tem voz grossa mas quando tem de cantar num tom mais baixo nota-se que não tem boa voz. Pena.
Epá, não gosta da música de Israel. Nem do aparato e da intérprete. Vi outras coisas delas e percebi que só faz o que apresentou. E não acho mesmo nada de especial. É até irritante. A todos os níveis.
A Lituânia tem o que falta à Biellarusia: uma intérprete com mais capacidade vocal. A melodia é como a Portuguesa: não vai muito longe e aposta na emoção, na mensagem e na interpretação. A nossa é melhor.
No meio disto tudo a República Checa com o seu Justin Bieber acaba por soar mais agradável do que supus.
A da Irlanda também é bonita.
A da filândia é pastilha elástica. Música eletrónica de batuque sem nada de novo ou especial, com uma interpretação nada de especial e uma staging horrível e exagerado.
A da Austria não é nada de especial, no meu entender. Faltam coisas e a voz dele não é grande coisa. Nas partes mais lentas nota-se falta de potência e melodia. E o staging é estranho e desnecessário. Faz lembrar Gospel mas não tem NADA de nada... é só um tipo a gritar com um coro de Oh, ohs. E o mais estranho é que ele surge numa plataforma super elevada e o coro são silhuetas que ficam debaixo desse palco. A meio da canção o palco desce ao nível do chão e o cantor põe-se a tentar dançar e andar e cantar ao mesmo tempo. A impressão que dá é que o coro foi ESMAGADO pelo palco, ahahah. Ele simplesmente remove-se do palco mas continua a soar. Muuuuioto mal feito.
Gosto da Albânia. Da interpretação e da voz. A melodia em si não me prende mas reconheço muita riqueza, variedade na composição, diversidade, nesta canção muito mais do que em qualquer outra apresentada. De todos, é de longe o intérprete que mostra possuir um MAIOR ALCANCE VOCAL.
O que ele nos dá com a sua voz é fantástico.
Eu teria colocado nos escolhidos a Bélgica por, comparada a outras, achar superior e por uma questão de que a intérprete não começa bem mas depois dá um bom desenvolvimento (embora em palco seja muito morta quando em comparação com o videoclip e a gravação em estúdio).
Mas as escolhidas foram:
Austria: Nobody But You by Cesár Sampson
Estonia: La Forza by Elina Nechayeva
Cyprus: Fuego by Eleni Foureira
Lithuania: When We’re Old by Ieva Zasimauskaitė
Israel: TOY by Netta
Czech Republic: Lie To Me by Mikolas Josef
Bulgaria: Bones by EQUINOX
Albania: Mall by Eugent Bushpepa
Filândia: Monsters by Saara Aalto
Finland: Ireland:Togetherby Ryan O'Shaughnessy
A juntar-se a estas estarão as canções de Portugal e os GRANDE CINCO: Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália.
Portugal é automaticamente apurado por ser o afitrião e os outros "pagaram" mais e por isso, têm direito perpétuo (enquanto contribuirem mais) a ir diretamente para a final.
Algures à distância escuto o som de sinos de torre de igreja, que muito me apraz.
Os pássaros cantam, o céu está azul, o dia radioso, o verde das árvores que povoam a minha janela repladesce devido ao sol.
E contudo, o meu sub consciente ainda está naquele sitio onde muitas vezes vai e onde gostava que deixasse de ir. Mas é diferente. Sinto desde ontem o "sinal" de que está para aparecer a menstruaçao. Acho incrível, fico secretamente a pensar, como pode uma coisa dessas afectar o estado de espírito. Não é visível, mas está lá. É como uma nuvem invisível.
Mas como disse, é diferente. Não é nada que te faça olhar o dia com maus olhos. Aprecia-se o sol na mesma, o céu azul, o ar fresco da manhã, os pássaros cantantes. Viver é bonito e a vida é bela. Paz...Mas... algo continua triste.
Um cientista australiano solicitou o direito à morte assistida.
Com 104 anos, David Goodall que se manteve extremamente activo durante a sua vida, diz que lamenta muito ter chegado até a sua idade.
Quando me dizem que queriam viver até os 100 anos, respondo sempre "Eu não!".
Espantados, os outros dizem-me que querem viver muito tempo e, se pudessem, viviam para sempre. Ao que lhes respondo: "Se pudesse chegar até lá como estou agora, tudo bem mas como não é isso que vai acontecer....80, 70 é o suficiente.".
Sempre tive na ideia que, naturalmente, se morre lá pelos 80. E não me desagrada - nesta altura da minha vida e até este instante- essa eventualidade. Mesmo mais cedo, não me desagrada. Agora o que irei sentir quando lá chegar, será a realidade que, presentemente, só posso intuir. A morte não me assusta o que me entristece é o sofrimento em vida. A solidão, a doença prolongada, a falta de mobilidade, a dependência de terceiros até para as necessidades básicas. Essa condição natural de quase todo o envelhecimento que proguide até a total degradação física e psicológica. Não quero que o destino me reserve uma existência onde «morro» viva.
E viver até os 100 anos ou mais será, certamente, estar sujeito/a a tal realidade.
A luz de David Goodall está calendarizada para se apagar no dia 10, em Basileia, na Suiça, onde a morte assistida é legal. Acho que uma pessoa lúcida e consciente tem o direito de decidir isso. Respeito a sua decisão.