sábado, 31 de março de 2018

Tenho boas novidades!


Tenho boas notícias.

Mudei de casa e comecei num novo emprego.
Tudo isto aconteceu de um momento para o outro, mas posso dizer que acho que teve dedo do destino. Quem me segue no blogue teve de suportar muitos desabafos sobre a minha então situação doméstica. Problemas, receios, conflictos.

Pois agora deixem-me partilhar as alegrias.

Gosto imenso da casa que encontrei. E mais ainda das pessoas que cá estão a viver. É como sair da escuridão para a luz. Uma situação que eu não estava bem a ver, enfiada que estava naquele buraco. 

Agora estou a viver numa casa ampla, com pessoas decentes, simpáticas e prestativas. Tenho um jardim muito jeitoso que convida a relaxar quando o sol e o calor derem ares da sua graça. Mas mesmo a chuva não me impediu de, por exemplo, começar o dia de hoje a beber um chá quente e um bolinho, sentada na mesa do jardim. 

Entrei numa casa limpa, cheirosa, perfumada, arrumada. O oposto da anterior. E sinto que, pela primeira vez, a casa "cuida" de mim, ao invés de ser eu que tenho de cuidar da casa. Aqui cada um limpa atrás de si - não digo que sempre mas existe esse cuidado. O chão em parquet, limpo. Os sofás em pele, modernos com divisórias para colocar copos e revistas. Um televisor com vários canais e uma internet com uma conecção decente, um pouco melhor que a anterior. O senhorio é impecável, tem as suas manias, mas entendo o seu papel. Gosta de arranjar a casa e pessoalmente sinto-me grata por isso. É uma mudança refrescante, até nesse sentido. Têm sido só vantagens. Até começo a recear que me tirem estas alegrias, tão acostumada que estou a viver longamente em desgraças.


Das trevas para o sol


Que seja para sempre.

domingo, 25 de março de 2018

Comunicação visual e a mensagem

Gosto bastante destes símbolos que dizem tudo de forma simplista.

A minha ideia de há uns anos é criar um blogue ilustrando cada temática somente com eles.
Mas não há tempo para tudo :)



Adivinham o tema abordado em cada um deles?

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sexta-feira, 23 de março de 2018

Sr Extraterrestre


Encontrei por acaso na internet o fado «sr. extraterrestre». Ainda não o conhecia e fiquei surpresa com isso e com o facto da sua autoria remeter para o Carlos Paião e a interpretação da Amália.

Gosto bastante desta animação gráfica, por si só conta a história toda. Mas, pela primeira vez prefiro largamente a versão da Amália.

Deixo-vos as duas!
Enjoy.




O fado que carregamos na alma...
Esse fado que ameaça apagar o sorriso que mostramos
Que assombra a felicidade
Que nos define como povo de um jardim à beira mar plantado


terça-feira, 20 de março de 2018

Guardada no baú

... estava esta fotografia.

Título:
ROUBAR A CENA



As crianças são sempre adoráveis mas vamos ser verdadeiros:
Ninguém lhe está a prestar atenção alguma! 


Porque será?
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Entretanto o tempo abriu um pouco. A neve derreteu e saí à rua. Parece de propósito. Mal sai, o sol apareceu, como que para me fazer companhia. É assim quase sempre. É bom saber que transporto o sol e não uma nuvem escura e chuvosa. Nada contra o tempo do inverno. Mas simbolicamente falando, claro. 

domingo, 18 de março de 2018

Ontem e Hoje


Bastou publicar fotos da árvore florida e das flores, para no dia seguinte poder fazer isto.


Imaginem o que é acordar de manhã, sair de casa em direcção ao carro e descobrir que durante a noite foi feita uma magia que lhe mudou a cor.


Passam-se uns minutos a raspar, raspar, raspar :) 

sábado, 17 de março de 2018

Contagem decrescente para a PRIMAVERA


Para quem acha que ainda não existem sinais dela...


E as flores? Daffodiles por toda a parte.




BOM FIM DE SEMANA!

quinta-feira, 15 de março de 2018

Tiram-me do sério!



Situação constante:

Um colega na casa termina o seu duche e depois abandona a casa-de-banho. Nisto, escuta-se o som de água a correr, sinal indescutível de que deixou a torneira da banheira aberta. O que acontece?

1) A pessoa percebe a situação e fecha a torneira.
2) A pessoa ignora e deixa a água continuar a correr.

Pois nesta casa os colegas preferem deixar a água a correr.

É algo que me tira completamente do sério!


Agora mesmo aconteceu o seguinte: a rapariga entrou na casa-de-banho e pôs-se a escovar os dentes. Eu passei pela porta logo a seguir e consegui escutar o som da água a correr com toda a facilidade. É impossível que ela, lá dentro, não percebesse que tinha deixado a torneira aberta!

Ontem, depois de tomar banho, também deixou essa torneira aberta. E saiu de casa, deixando a água a correr.

No Domingo, o indivíduo, que só trabalha aos fins-de-semana por cerca de 12 horas, também deixou a água na banheira a correr. E para mim era impossível ele não escutar o barulho que a água faz ao cair. Principalmente sendo um quarto para as sete da manhã, altura em que a casa está mergulhada em silêncio total. Ele ainda perde tempo a passar pela porta semi-aberta umas tantas vezes, enquanto anda pelo corredor. Ficou cerca de um minuto no fundo das escadas, estando o banheiro mesmo ao cimo dos degraus. É IMPOSSÍVEL eles não darem conta dos seus próprios atos. 

Impossível.
E isto está a deixar-me doida!


Ao invés de tratar da minha vida, perco tempo a desabafar sobre estes comportamentos absurdos  que me estão a perturbar. Subitamente dei por mim a perceber que me impõem o papel de educadora de infância e dou por mim a presenciar comportamentos que só existem em creches. É aos miúdos de cinco anos de idade que se tem de ensinar que uma torneira não se pode deixar aberta, que eles têm de a fechar depois de terminarem de as usar e são estas educadoras de infância que têm de ir onde os meninos estiveram para organizar, limpar e arrumar a bagunça que eles deixam para trás.

Mas o que sou eu?
Vivo numa creche??

No sábado, fechei a torneira. A muito custo e incomodada. Porque o indivíduo deixa sempre a torneira aberta, é muito enervante. Tem preferencia pelos dias em que vai trabalhar, o que significa que, não fosse estar outra pessoa em casa para se dar conta do sucedido, a água ficava a correr por 12 horas. 

Uma vez irritei-me tanto por ele fazer isto duas vezes consecutivas, que decidi não fechar a água. Ele que aprendesse a girar a torneira até esta prender e fechar, caraças! Eu não sou mãe deles. Fiquei a imaginar que, eventualmente, acabaria por se dar ao trabalho de fechar a torneira ele mesmo. Mas qual quê. Não o fez. Voltou a ignorar.

Agora a rapariga fez o mesmo. Deixou a torneira a correr ontem de manhã. E eu decidi que não ia corrigir o que ela intencionalmente deixou de fazer, não ia ser a maezinha dela. Já me basta ter de andar a fechar torneiras atrás de um, agora dois?? 


E isso incomoda-me, porque sei o quanto a água é preciosa e que em certas partes do planeta escasseia. Por isso mesmo a revolta por eles a deixarem a correr é ainda maior! Eu sou capaz de afirmar que é um crime ecológio e humanitário mas neste país, aparentemente, o desperdício é algo que não lhes pesa na consciência.  Tanto ela como ele percebem muito bem que deixaram a água a correr porque não são surdos e andam pela casa até eventualmente sairem só para regressarem horas depois. A água não está incluida nas contas que pagamos, talvez daí esta total despreocupação com o seu desperdício. 

Perturba-me o estômago.


quarta-feira, 14 de março de 2018

Diferenças entre Portugal / Inglaterra


Um dos costumes britânicos que mais me tira do sério é a falta de noções básicas de como se caminha em espaços públicos. Se andar no passeio e nos corredores dos supermercados ou lojas fosse comparável a conduzir um automóvel na estrada, eu seria aquela condutora que chega em casa exausta de tantas travagens bruscas que tem de fazer e de tantos obstáculos que teve de contornar.

Aqui não parecem existir comportamentos que os portugueses tomam por adquiridos. Nós temo-los tão assimilados, que nem pensamos neles, só os reproduzimos. Vou dar exemplos:

NO SUPERMERCADO

1) Estás a ver uma produto numa prateleira, a dois passos de distância do mesmo. Vem alguém que quer algo do mesmo sítio. O que acontece?

Em Portugal: A pessoa tira o que lhe interessa e vai-se embora.
Em Inglaterra: A pessoa põe-se entre a tua visão e os produtos e fica ali parada.

2) Queres alcançar um produto numa prateleira mas umas pessoas estão a bloquear parcialmente o produto. Esticas-te para o alcançar. O que acontece?

Em Portugal: As pessoas que estão a estorvar desviam-se, sem ser preciso dizer algo ou pedir que o façam.
Em Inglaterra: As pessoas que estão a estorvar não se desviam, ignoram-te e se tentares alcançar o produto elas sentem-se incomodadas, lançam-te um olhar de reprovação e são capazes de atirar para o ar que faltou pedir-lhes para que se desviassem "por favor". 

3) Estás a caminhar com o teu carrinho de compras em linha recta no corredor principal do supermercado, na faixa da esquerda. Aproximas-te de um cruzamento com um corredor secundário. Nisto surge a ponta de um carrinho, vindo da esquerda. O que acontece?

Em PortugalA pessoa que vai entrar no corredor principal com o seu carrinho de compras, para e não avança até perceber que pode virar para o corredor central.
Em Inglaterra: A pessoa que vai entrar no corredor principal com o seu carrinho de compras não pára antes de virar para o corredor principal e sem hesitações vira na direcção que bem que apetece, não se importando se vem alguém ou não. 

4) Estás a meio de um corredor de compras, quase a chegar ao fim. Nisto entram três pessoas, na direcção oposta, cada qual com o seu carrinho de compras e cada uma paralela à outra. O que acontece?

Em PortugalUma das pessoas que percebe que outra vem na direcção oposta e não tem espaço para passar, escolhe encostar-se atrás de outra, deixando assim o caminho livre para quem surge na direcção oposta.
Em Inglaterra: As três pessoas que acabaram de fazer uma curva para entrar num corredor avançam com os seus carrinhos, achando-se com prioridade sobre a pessoa que vem na direcção oposta e que está quase a chegar ao fim do corredor. Não se desviam, continuam a avançar, como que à espera que outro tome uma atitude.


Podia dar mais exemplos de comportamentos em supermercados que acho aberrantes. Mas fico por aqui. Há coisas enervantes que nem têm a ver com o civismo dos fregueses, mas com o supermercado em si. Uma dessas é o deixarem carrinhos e trolleys de material por arrumar por toda a parte. Seja a que hora for - não precisa ser no fecho nem na abertura. É muito comum os supermercados deixarem, por longos minutos, uma gaiola metálica de dois metros de altura por um de largura, cheia de caixão de cartão vazias, ou com material para colocar nas prateleiras. No meio dos corredores ou encostadas junto a prateleiras com produtos que podem interessar a freguesia, mas que ficam tapados e inacessíveis. Os empregados, nem vê-los. Supostamente não podem deixar o material ao abandono. É também comum eles reservarem uma parte do supermercado para atolarem produtos ou caixas vazias. E se um dia calhares espreitares para o armazém, até te assustas. É "tudo ao molhe e fé em Deus". Uma coisa pavorosa, que em Portugal não é vista com bom olhos e uma maravilhosa instituição chamada ASAE certamente reprovaria.

Só para fechar com chave de ouro, aqui fica outra situação:

5) Estás a relaxar em casa quando subitamente percebes que precisas de ir ao supermercado comprar uma coisa. O que é que acontece? 


Em PortugalA pessoa sai de casa e dirige-se ao supermercado - vestida com roupas para ir à rua. 
Em Inglaterra: A pessoa sai de casa e dirige-se ao supermercado - veste pijama e pantufas, não está para se dar ao trabalho de trocar de roupa. 

Para descrever num futuro post fica o comportamento cívico dos britânicos na rua ou nas lojas. Spoiller: não difere muito do aqui descrito. São uns self centered