sábado, 20 de julho de 2013

Criar uma reputação

Existe uma coisa chamada reputação, que é a fama que a pessoa tem. 
A reputação é criada por terceiros ou pela própria pessoa, quando refere-se a si mesma nos termos com os quais ser relacionado/a.

"Eu sou empenhado, trabalhador, exigente mas amigo" - dizem vezes sem conta. 

Ora os outros, que mal conhecem o indivíduo, escutam isto ser dito diversas vezes repetido pela boca do próprio. Depois escutam as mesmas palavras espalhadas pelo próprio na boca de terceiros. E quando precisam de explicar a outros quem a pessoa é, já têm um "cliché" implantado na cabeça: "Ele é uma pessoa empenhada, trabalhadora, exigente mas amiga". - e é assim que o descrevem. 

E assim se cria um REPUTAÇÃO.


Deixem-me confessar nisto que acredito: raramente uma pessoa tem o valor-face com que se apresenta. Pelo que esse tipo de reputação dificilmente se aproxima da verdade. Falta-lhe outras características bem mais vincadas da personalidade do indivíduo e, sem elas, a sua essência verdadeira não é conhecida. 

E essas características dão-se a conhecer melhor com o convívio. Existem diferentes formas de se criar uma reputação, mas creio que a que referi parece ser a única utilizada. Aquela a que todos devíamos recorrer, que consiste em avaliar primeiro as pessoas pelas suas acções, feitos, pensamentos e carácter e daí concluir o valor que têm, parece-me que caiu em desuso. 

Não sei quanto a vocês mas agora que estou a pensar nisso, acho que nunca falei de mim dessa forma propagandista para me dar a conhecer a alguém. Porém estou recordada de conhecer muitos novos colegas assim: começam logo por se adjectivarem repetidamente. 

E as "reputações" hoje em dia criam-se assim. Avalia-se o superficial, faz-se uma avaliação com base numa primeira e curta impressão, "engole-se" a auto-propaganda. As pessoas crêem no que querem acreditar, em oposição ao que deviam acreditar. E isto é prejudicial a si mesmas, aos outros e à sociedade. Tornamo-nos como sociedade, incapazes de realizar uma avaliação equilibrada. Quase que se desaprendeu a pensar individualmente para se ceder à tentação do raciocínio propagandista, pensado por outros com um determinado fim sempre egoísta. E isto é tão nocivo, tão perigoso que prejudica tudo, como por exemplo, a capacidade de avaliar os políticos que nos governam.

E o exemplo da autenticidade deste conceito pode ser retirado dos reallity shows, onde indivíduos que geralmente revelam graves falhas de carácter estranhamente, a maior parte das vezes, se singram os vencedores. As pessoas criam uma imagem fantasiosa com base na auto-propaganda do indivíduo que a saiba bem vender e nisto não admitem falhas ou críticas ao seu "ídolo". Reagem a qualquer avaliação - por vezes até as positivas mas que lhes passam ao lado como tal, "cuspindo fogo" em cima de outros e massacrando outros fãs de outros concorrentes. É um autêntico "vale tudo" na cegueira de manter a reputação auto-criada do indivíduo como verdadeira, mais ainda quando esta já caiu de vez por terra. Vale recorrer à calúnia, repeti-la em spam nas redes sociais e imprensa, à ofensa verbal e quando a ocasião se proporciona, até se recorre à violência física. TUDO porque não toleram admitir que estão efectivamente ERRADOS. Não podem ter apostado no cavalo errado, querem sempre ter razão. Demonstram assim falta de humildade e a incapacidade de assumir um erro e lidar com isso. Escolheram um ídolo, criaram-no e agora trata de manter a imagem tal como foi criada, não como ela é. E é por isso que muitos destes "ídolos" uma vez fora dos holofotes e tendo as suas acções agora retratadas por revistas, caem em termos de popularidade. Normalmente contradizem nas acções o que andaram a propagar durante o concurso, contrariando assim a reputação criada pelos mais obcecados fiéis.

  
Acredito que as pessoas que mais valem a pena conhecer, muitas vezes são aquelas cuja "reputação" nem é tão boa assim ou simplesmente são mais discretas para ter uma "reputação" muito popular. É o que basta. O resto, vem com o tempo. Na primeira introdução dispenso logo ficar a "saber" que estou diante de uma pessoa com "muitos amigos, que ficaram muito tristes quando me fui embora de perto deles, que os tenho a todos, mais de uma centena no facebook, que sou muito profissional e que até desde os tempos de escola todos gostavam muito de mim". Dispenso estas auto-apresentações tão pouco modestas e que, tantas vezes, carecem de outros elementos que também definem a pessoa, se calhar até mais. 
Conclui que quase sempre que um indivíduo tem uma reputação bem enraizada no chão, o melhor é não acreditar em quase nada do que se diz. Porque decerto esta vai carecer de outras características de personalidade bem mais vincadas que o definem mais. Assim economiza-se o incómodo de vir a descobrir, com o convívio, que esta não é de todo merecida.

Se uma mentira for repetida várias vezes, acaba por virar verdade. - Hitler defendia este princípio, sabiam?

sábado, 13 de julho de 2013

Todos a atacar o PS, esqueçam os que nos governam!

Bom, a situação que o PR criou com esta de querer fazer um compromisso de Salvação Nacional incluindo no "bolo" o partido PS, deixou este partido num entalo. Agora todas atenções parecem estar viradas para o PS, todos os dedos se apontam e todas as vozes exigem uma posição.
LOL
Então esqueceram já o governo que ainda está em funções? Que bela cortina de fumo para tirar o foco das questões pertinentes e da desastrosa governação dos que há 2 anos temos sentido os efeitos. Vai um ministro, apresenta a sua demissão irrevogável, no dia seguinte volta para o governo num outro cargo, para depois do PR "escutar TODOS os partidos", decidir fazer este "compromisso" e deixar de lado TODOS os partidos excepto um: o PS.

Numa coisa concordo: se é para fazer esta borrada, então que entrassem TODOS no caldo. Se eu fosse militante do BE ou CDU também ia sentir a rejeição. Mas que estes venham para as TVs fazer campanhas propagandistas só reforça a percepção porquê devem ficar de fora... Foram para as TVs mostrar o seu desagrado com a postura do "entalado" PS em aceitar o estúpido acordo. E de repente, o assunto na boca de todos os políticos não é mais a crise, o país, mas sim as posições do PS. Chiça, que entalanço! NENHUM daqueles partidos alguma vez se vai entender. São pessoas com ideologias e formas de executá-las muito diferentes. NOTA-SE pela postura, sempre pronta a acusar e a meter defeito nos outros. Nenhum parece estar a olhar pelo país, só pelo próprio umbigo. E disfarçam mal, com os mesmos actos propagandistas de sempre. Sinceramente, espero que mesmo encostado entre a espada e a parede o PS consiga, com esta de "colaborar" com o governo, ser o partido que vai olhar para o horizonte e não para os pés. E quem sabe quando o tão desejado PRAZO do pagamento de juros à troika ou o que quer que seja, não existam mais "atentados de bombas de fumo" e que possamos ter um governo conciso, firme, que pare de olhar para os pés, para o umbigo ou de enterrar a cabeça na areia.

Corrente de Oeste

O bom tempo chegou!

Dizem que já vai partir amanhã mas até lá, que tempo perfeito, respirável, com céu nublado mas com muita luminosidade, um ar fresco e húmido. Bendita corrente de ar vinda de Oeste.

É possível sair à rua e fazer de tudo: olhar para o céu, correr, ir para a praia, fazer caminhadas, brincar nos baloiços com as crianças, transportar as compras a pé, tanta coisa. Tudo sem SUAR COMO SE FOSSE DERRETER ou sentir tonturas e fraqueza provocadas pelo calor.

Podem discordar aqueles que amam o calor e os raios UV e se sentem devastados por as temperaturas não regressarem ao desert mode, mas saibam que estatisticamente estas semanas de excessivo calor ditaram o fim da vida a muitos. Morreram só porque estava calor! Todos nós um dia vamos morrer, mas de calor parece-me um injustiça.


FACTOS:
O corpo humano está preparado para funcionar normalmente nos 30 e poucos graus. Cada grau acima de 38 graus corresponde a uma perda de 10% de calor. Dependendo da temperatura e do tempo de exposição ao calor, o corpo humano pode não resistir. Um dos principais perigos do calor excessivo é a desidratação.
"Quando o corpo começa a perder líquido, ocorre a desidratação, a diminuição do volume. O coração precisa bater mais rápido, o rim pode parar de funcionar, causando insuficiência renal. Os raios solares podem danificar a pele, a respiração de ar muito quente pode destruir o tecido pulmonar, impedindo a troca de oxigénio".


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sacudir a água do capote?

Já aqui assumi que entendo pouco de política. 
Mas o que entendo de entretenimento e de viradas de trama dramática compensa a ausência de uma cultura política profunda.


É impressão minha ou a situação política do momento da parte daqueles a quem foi conferido o poder de governar foi SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE?

A sério. Escutei uma intervenção do Paulo Portas (o tal do submarino e da demissão irrevogável) em que exigia do PS uma postura de união e entendimento como se não tivesse sido ele uns segundos antes a destabilizar essa mesma "boa política" que agora exige dos outros. O ministro dos Negócios Estrangeiros, que passou a ministro da Economia e deixou de ser e foi despromovido novamente ao cargo que relegou, agora usa esse mesma posição que ocupa mas que estava louquinho para largar como exemplo de dedicação. LOL! Como se não tivessem sido as circunstâncias e não a VONTADE dele a ditar assim.

E agora dirigem-se ao partido excluído deste governo, que perante a situação agravada de crise e de medidas governamentais fracassadas estabeleceu medidas próprias no sentido de tirar o país das encrencas da troika e muito à vilão exigem que "juntem as mãos" numa acção pacífica. Anos a ver tramas ensinam, mais que não seja, a identificar manhosos e distingui-los dos indivíduos que parecem realmente se importar. E nesse sentido, Santana Lopes, Sócrates e Paulo Portas foram políticos que antes mesmo de chegarem a esferas políticas de maior responsabilidade já me estavam a dizer que não eram de fiar. Passados 15 anos acho que esta habilidade para identificar farsantes é fiável e é uma intuição a utilizar. 


terça-feira, 9 de julho de 2013

Pavilhão de Portugal e o estado da Nação

Julgo que foi há uma semana que vi na SIC Notícias uma reportagem sobre o governo onde se estabeleceu um inteligente paralelo com o estado do Pavilhão de Portugal, construído durante a Expo 98 e até hoje sem rumo definido. Ninguém sabe o que fazer com o pavilhão e assim, por analogia, parece estar Portugal. 



O edifício tem um fascínio arquitectónico singular. Os entendidos em engenharia e arquitetonica tecem-lhe elogios pela sua cobertura única que parece desafiar a lógica e a gravidade. Contudo, esta obra parece vazia de função, transmitindo uma áurea de desleixo e abandono. E assim também está Portugal. É bonito, único e singular, é visitado por quem sabe apreciar a sua unicidade, mas está sem rumo e sem identidade faz tempo demais. Assim como a ausência de organização e planeamento transformaram o Pavilhão de Portugal num espaço de menor interesse, brindado que está com o cheiro e manchas de urina a cada pilar, convertido por uso popular num urinol e talvez em algo mais, pois é comum parecer regularmente frequentado por indivíduos com propósitos ou actividades suspeitas, casais que entre os pilares se escondem para dar azo a intimidades e garrafas de vidro de cerveja vazias ali parecem se acumular. O governo e o país parece teimar em não seguir um destino muito diferente.

A aparente abandono do moribundo pavilhão baptizado com o nome do País, que o representou numa grande feira Mundial e o estado da nação. Destino semelhantes? Se o pavilhão ganhar uma utilidade que nunca teve, poderá o país fazer o mesmo?

Segundo a peça, Siza Vieira, arquitecto responsável pela construção do pavilhão, terá dito que, se não existirem meios para manter a cobertura, então mais vale que venha a baixo

E Portugal? 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cavaco vai usar o machado ou vai colar os cacos?

Ao que parece está nas MÃOS do Presidente da República a DECISÃO de eleições antecipadas e a colocação de um PONTO FINAL ao mandato de quem está ao leme deste barco desgovernado que é Portugal.


Ora, vamos assistir ao ERRO desta maioria PROLONGAR a sua estada no "poleiro" político, ou vamos ver, se calhar pela primeira vez, um presidente na figura de Cavaco com "eles" no sítio? Pau que nasce torto e que teve dois anos de inúmeras oportunidades de se emendar, já não se emenda. Não emenda! Agora ou faz mais estragos ou sai do poleiro e deixa outros tentar fazer melhor. Porque não é difícil fazer melhor. Pior sim, pior é difícil mas fácil se lá se manterem os mesmos.

Saudades do Jorge Sampaio na presidência...
Não sei se de todo teve sempre a atitude certa mas tenho a certeza que em momentos de crise ia saber agir de melhor forma. Ia colocar os interesses do país sempre em primeiro lugar. E não "achar" que é isso que anda a fazer...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O governo português CAI ou não CAI?

Quando o Passos Coelho foi eleito primeiro-ministro, fiquei triste e lamentei o resultado das eleições. Não sei bem porquê - pois entendo pouco de política, mas entendi-o assim. Alarmes soavam. O principal sinal de alarme, para mim, foi perceber a "histeria" de felicidade de alguns conhecidos que sempre entendi que gostavam apenas era de ser do contra. Isso aliado à descoberta de que Passos tinha quase nenhuma experiência política. Mas isso pareceu ser de pouca relevância para os seus defensores. A este tipo de pessoas só lhes interessava a COR do partido que chegava no poder. O que outros partidos viessem a fazer só merecia escárnio, comentários depreciativos e oposição cerrada - lixando-se a sociedade. De modo que o apoio a Passos vindo de pessoas que há anos havia percebido não serem capazes de uma análise isenta, foi um alerta. Só lhes interessava ver no poder a cor laranja, nas figuras do primeiro-ministro e do presidente da república. A "obsessão" pelo laranja foi cega - a meu ver.

Outros gostaram de Passos Coelho por ser "charmoso" e um "belo homem" - LOL! Como se o aspecto fosse qualificação. Queriam tanto a mudança e se ressentiram tanto contra Sócrates, que se viraram também à "cor" partidária por aquele ostentada: a "rosa" - que diziam murcha e assim a celebravam anos a fio nos cartazes propagandistas laranjas. Mas Passos venceu as eleições. A maioria - que votou nele, ficou muito contente. Paulo Portas aproveitou a oportunidade como líder do CS-PP para criar uma coligação governamental e estabelecer assim uma maioria. Todos celebraram a vitória. Andavam todos tão esperançosos, com certezas de que seria agora com Passos Coelho que o país finalmente ia entrar nos eixos, que eu só soube repetir: "Espero que tenhas razão". "Tomara que sim".

O tempo passou e acho que já se pode concluir que a intuição é mesmo uma coisa fantástica
Passos não tem sido governante que esteja a conduzir o barco para porto seguro. E Cavaco, que também não foi grande coisa como primeiro-ministro, continua produzindo os mesmos maus resultados como Presidente.

Sobre Cavaco, Miguel Sousa Tavares, numa entrevista dada ao jornal "Negócios", disse de sua opinião: "Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva. Muito pior do que isso, é difícil" - declaração que naturalmente fez o visado levantar um processo de Ofensa à Honra junto à Procuradoria Geral da República, que hoje arquivou o processo. Prevaleceu o direito à liberdade de expressão uma vez que as declarações foram consideradas críticas políticas e não pessoais e a palavra "palhaço" foi utilizada na sequência de uma questão anteriormente colocada. 

Porém, diante dos factos mais recentes - a demissão de Gaspar, ministro das finanças ontem (pedida afinal há 8 meses), seguida hoje do mais escandaloso pedido de demissão de "Paulo Portas - compra-submarinos-e-endivida-o-país-em-milhões", não sei como lidar com eles. Não gosto de líderes que assumem uma responsabilidade e depois viram-lhe as costas, desistindo de lutar e procurando se distanciar dos que estão a "afundar o barco". Até respeito quem não vira as costas - mas não consigo respeitar quem parece fechar os ouvidos, tapar os olhos ou ficar mudo quando devia falar. Nesse caso, não será o virar as costas a atitude consequente? Tudo indica que este governo não tem condições para se manter em funções e há quem diga que nem está mais a governar, não tem o quê. (Deve andar só a privatizar e a fazer acordos prejudiciais com a Troika),

Que estas pessoas deviam "stepaside" - se afastar do governo, seria, provavelmente, a atitude mais correcta mas, quem os irá substituir? Eleger um novo governo através das eleições antecipadas e por cores... parece-me inútil e mais do mesmo. Mais uns tantos anos perdidos até se "descobrir" se o rumo que os novos governantes estão a dar ao país é satisfatório ou desastroso. Não me parece que possamos perder tempo.  Ou arriscar! Tem de se colocar alguém mais apto ao leme do governo, mas alguém que já se confie nas capacidades e não se vá "à descoberta", como foi o caso da eleição de Passos Coelho (se formos a ver existe algo de patético nisto de um povo eleger numa altura crítica um governante a quem falta experiência política - e esta bem se tem evidenciado ao longo destes 2 anos de mandato). E os estragos entretanto feitos, de anos e anos de má gestão, terão reparação ou os "buracos" no casco de portugal ainda têm muita água para deixar entrar?





segunda-feira, 1 de julho de 2013

Homenagem aos meus avós

Ultimamente tenho pensado no que consiste em criar 
uma família com sucesso.

Meus avós maternos, com quem privei com proximidade, como grande parte de outras famílias portuguesas tinham uma história bem comum: filhos de gente humilde, filhos de lavradores rurais de várias gerações a viver principalmente da lavoura do seu pedaço de chão, descendentes de faz-tudo e capazes também eles de serem faz-tudo, aprenderam a se "virar" e agarrar as oportunidades que lhes surgissem para facultar algum sustento. Começaram a trabalhar em meninos e não tiveram muitos estudos. Quando atingiram a maioridade acabaram a emigrar para a capital, tal como tantos outros - parentes inclusive, não tivessem como tantos outros, esse instinto simples e claro de que se deve fazer frente à adversidade com mais trabalho, fugir da pobreza dura e cada vez mais difícil e ir para onde se diz que existem melhores oportunidades de sustento.


Acabaram por constituir uma família numerosa de filhos - tendo perdido dois ainda em tenra idade para um acidente evitável e uma doença que facilmente teria cura.


E é aqui que queria chegar. Naturalmente, não foi tudo um mar de rosas. Existiram problemas que devem ser transversais a qualquer família. Cometeram erros como pais, certamente. Mas acredito que os ACERTOS superaram os erros. E agora que se foram isso fica mais claro. Pelo menos para mim. Os seus filhos não podiam ser mais diferentes uns dos outros. Personalidades distintas, formas de estar distintas, opiniões distintas. Não devem ter sido pera doce de criar eheh! E embora cada um seja capaz de apresentar uma lista de acontecimentos familiares infelizes hoje continuam cada qual na sua vida, mas sempre a querer saber uns dos outros.


Meus avós conseguiram sim, criar uma família. Porque souberam realmente fazer com que aquelas pessoas tão diferentes se sentissem unidas umas às outras, se preocupem, se auxiliem. E é POR ISSO, que vejo com muito orgulho que meus avós são um caso superado de duas pessoas que conseguiram criar uma família com sucesso.

E só de imaginar o quão pouco tinham à partida a favor deles... A falta de dinheiro, a falta de instrução, a falta da presença de um dos progenitores (nenhum dos dois teve um dos pais). Existiu, por comparação à maioria dos pais de hoje, uma diferença quase abismal de recursos. No entanto, tomara que os pais de hoje consigam para os filhos o que meus humildes avós conseguiram.