quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Hello? Aqui é de Marte. Em que posso ser útil?



Mas porque é que tenho a sensação que mais depressa conseguia entrar em contacto com MARTE,
 do que com a Segurança Social em Portugal?

Faz dias que tento, através do telefone, obter uma informação. Uma SIMPLES informação
 (e não, o site não a fornece) e só obtenho uma GRAVAÇÃO. 

Cinco minutos após ter escolhido umas tantas opções e escutado um maior número das mesmas,
após saber que se for para o estrangeiro posso fazer um seguro de saúde, etc e tal,
aguardo ser atendida e heis que: PLUM! 
DESLIGAM a chamada!! E dizem, com a maior cara de pau:
"De momento não nos é possível atender a sua chamada. Tente mais tarde"

Dah!!
Antes tivessem informado isso 5 minutos ANTES
de carregar em teclas de opções,
criar esperanças de contacto,
e gastar DINHEIRO!!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Cosméticos: como reciclar?

Sempre fui uma criança a quem fazia confusão deitar as coisas fora.
Fosse o que fosse. Se roupa deixasse de ter utilidade, diziam-me que virava lixo. Se bebia refrigerante por uma lata, logo a seguir virava lixo (embora no me caso virasse porta-canetas). Se desembrulhava um presente, o próprio papel, laço, embalagem, fosse de cartão, plástico, esponja ou esferovite, sentia relutância em colocar no lixo. Se lia uma revista, porque a seguir ela tinha de ir para o lixo? Se usasse um palito para os dentes, ou acendesse um fósforo, porquê tinha aquilo de ir para o lixo? Com certeza ainda podia ser util para algo, podia juntar muitos palitos ou fósforos queimados e decorar uma caixa, ou um caderno, ou construir algo... 
Pensava tanto assim que meus pais eram os primeiros a tirar das minhas mãos quaisquer embalagens ou coisas para eles inúteis, para me impedirem de ter «ideias malucas». 

Até casca de nozes guardei e num natal fizeram mesmo parte da decoração da árvore, pintadas que foram com tinta plástica que se compravam em latinhas minúsculas (alguém se lembra?). 
Também achei boa ideia usá-las como embalagem de oferta de presente... 
(sim, encontrei coisas para lá meter  :) )

latinhas de tinta de 25 ml

De momento estou com um dilema em mãos. Quero me livrar dos cosméticos fora de prazo e praticamente nunca usados que separei faz mais de um ano. Mas vou colocá-los onde? Quem recolhe isto? Lixo normal não consigo...  já tentei. Prefiro deixar as embalagens por ali, mas já me incomodam. Preciso do espaço e de um ambiente mais «ZEN».  

Alguém recicla estes produtos? Despejá-los no gargalo e deixar a água encarregar-se de os levar não parece fazer sentido. No fundo, estaria a poluir o bem mais precioso que temos, ainda que suponho que o trato às águas sujas é super-potente para conseguir que as mesmas voltem ao meio-ambiente sem serem tóxicas. Se calhar é a melhor solução: o gargalo. Assim se garante que passam pelo ciclo rigoroso de tratamento de águas tóxicas antes que entrem em contacto com o meio-ambiente e vire uma ameaça...

Que sabem a este respeito? OPINIÕES SÃO BEM VINDAS!!



PS: Penso nestas coisas mas não sou uma santa ambientalista, ok? 



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Geração RASCA ?

Uma notícia sobre oportunidades de emprego para jovens que passou hoje no telejornal fez-me recuar no tempo, até aos anos 90, quando na qualidade de estudante me abordaram para aderir à greve de protesto contra a introdução de uma nova medida da Ministra da Educação. A revolta era ainda maior por muitos se terem sentido ofendidos por terem sido apelidados pela imprensa de "GERAÇÃO RASCA". Palavras que já não recordo se foram aproveitadas por algum político... A revolta não tardou mas de pouco adiantou. Recuei até esse dia e voltei ao presente, consciente do meu percurso como se tivesse visto um filme. 

Eu, tal como todos desta geração, passámos por todas as mudanças que o Ministério da Educação introduziu no sistema de ensino para acesso ao ensino superior. Surgiram provas globais, surgiram cursos tecnológicos, surgiu a avaliação bi-partidária, em que a média de conclusão final era calculada a partir da nota tirada nas provas Globais com a média dos três anos de secundário, ambas com uma percentagem diferente de influência para a nota final. Lembro que o primeiro resultado global desta medida foi desastroso, alunos de notas médias ou altas chumbavam nas globais, o que fez o Ministério de Educação ter de ajustar os cálculos mediante os resultados obtidos.

Uma vez na universidade surgiram as propinas. Entrei no curso que quis, para o qual tive de fazer provas globais a disciplinas que inclusive nunca havia tido só para ter hipóteses de me candidatar com mais do que a média de Português com Matemática, uma mistura nem sempre vantajosa. Inicialmente o curso qualificava com o grau de bacharelato mas os anos de estudos acabaram por se alongar, não por ter reprovado, mas por uma nova medida ter permitido que aos bacharelatos pudessem se adicionar 2 anos extra para se obter o nível de licenciatura. Por essa altura já estava tão cansada de estudar, que me considerava uma profissional. Mas lá tirei a licenciatura, investindo no total 5 anos da minha jovem vida para obter um curso superior. 

Terminada a fase do estudo, é altura de ingressar no mercado de trabalho, do qual já fazia uma boa ideia de como funcionava, tanto por ter mantido contacto com o meio enquanto estudante, como pela quantidade de conhecimentos que absorvia por meu próprio interesse. E essa introdução inicia-se, obviamente, com ESTÁGIOS.

Fui fazer um estágio deplorável, sobre o qual até já falei aqui pelo que não me vou alongar. Já tinha prática na área por colaborar noutras empresas sem ordenado, mas fui de mente e coração aberto abraçar aquela nova etapa da minha vida. A universidade não tinha protocolos, mal sabia o que estava a fazer, não soube designar um orientador de estágio e ainda sofri ameaças por parte do director de curso por ter escolhido encontrar o meu próprio estágio dentro da área do curso e não me ter sujeitado aos por ele encontrados, fora da área. Terminado esse estágio curricular e não renumerado, que hoje sei que me mostrou o pior que existe em muitos locais de trabalho por este país a fora, obtive logo outro, numa entidade do estado, também não remunerado. Mas o desperdicei devido à pressão que o outro ainda estava a exercer sobre mim. Daí fui para o desemprego. Enquanto procurava e enviava curriculos, arranjei um part-time, tirei cursos, muitos cursos dentro da minha área de interesse, que paguei do meu bolso, mas a confiança e a esperança, essas é que ficaram com mossas. Pesava sobre a minha cabeça uma grande espada: a idade. A idade estava a avançar e por alguns lugares já escutava isso... Parecia que por todo o lado onde ouvisse uma conversa, todos me diziam que aos 25, 26 anos era já algo «velha» para iniciar a sério uma vida profissional nas minhas áreas de interesse. Percebi que as oportunidades eram «lixadas». Os anúncios de ofertas de trabalho pediam candidatos com licenciatura, dois anos de experiência e idades que iam apenas até os 20 ou 24 anos. Parecia que tudo conspirava e todos apontavam o absurdo das condições de empregabilidade. Como pode um indivíduo estudar a VIDA TODA, terminar o secundário, acrescentar CINCO ANOS de licenciatura, fazer mais uns tantos de estágio e ainda ser tão JOVEM?

Nunca mais esqueci o que uma vez ouvi num rádio: alguém acusava o governo de estar a enganar os estudantes, alongando os anos de estudo, pedindo e dando subsídios, criando estágios, cursos de formação e programas que visavam adiar a entrada dos estudantes no mercado de trabalho, para que não se percebesse os níveis reais de desemprego do país, para esconderem a gravidade da situação da comunidade Europeia. 

Os jovens estudantes de 90 foram vivendo de ilusões, promessas e aparências, seguindo as regras, iludidos pelo próprio governo. E agora aqui estamos: esta geração RASCA, foi é ENRASCADA pelas medidas evasivas do governo. Tramaram esta geração e comprometeram as gerações que lhe seguiram. 

É bom ouvir que podem surgir novas medidas de empregabilidade para jovens licenciados até os 25 anos ou que acabaram de perder o emprego. É bom mas também é mau. Estou a ouvir o mesmo desde que era eu essa «jovem licenciada», ainda me sinto um pouco nessa posição e agora constato que o tempo passou, pelos vistos não sou mais, e lá estão outros no mesmo lugar... 

Se a geração RASCA ainda não foi "agraciada" pelas promessas de "oportunidades para jovens licenciados" e muitos ainda continuam na «luta» por oportunidades e pela estabilidade no mercado de trabalho, só constato que o tempo passou e outra geração chegou sem que a anterior tivesse abandonado o barco. Estão assim, DUAS gerações, a RASCA e a À RASCA, acumulam-se no final da linha, sem ter para onde fugir. Como entulho trazido pelas ondas do mar preso numa enseada. Isto cheira a ilusão, a promessa oca e que só fica a pairar no ar. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Lisboa arquitetónica aos olhos de FORA

Dada a identidade que dei a este blogue e como Lisboeta que sou, sinto-me no dever de divulgar algumas coisas interessantes que se descobrem neste universo da internet aqui sobre este cantinho de Portugal. Casualmente deparei com este blogue: Pavilhão de Portugal. Data de 2009 e constitui o trabalho de um grupo de estudantes de arquitectura de Fortaleza, cidade do Brasil. Conhecermo-nos a nós próprios pelos olhos dos outros, é sempre uma surpresa. Espreitem, especialmente se gostam de arquitectura

Ponte Vasco da Gama, inauguração: 1998

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

OLX - os sites de classificados


Já faz uns anos que fui espreitar, pela primeira vez, um desses sites de classificados na internet que permitem a uma pessoa vender ou comprar algo. Na altura coloquei uns vinis à venda no site OLX e Custo Justo, só para perceber como aquilo funciona. Recebi contactos de algumas pessoas, alguns até anos mais tarde. Mas venda em si, isso nunca aconteceu. E não mais me lembrei da existência dos mesmos. 

Não sei porquê, talvez devido à constante publicidade na TV e devido à proximidade da quadra natalícia, há um mês fui espreitar e logo à primeira tentativa vi algo que me agradou muito, a um preço agradável. Contactei o anunciante e comprei o produto. Primeira compra online!!

Não tinha intenções de comprar nada, no máximo queria vender, mas a verdade é que pechinchas, que é o que toda a gente quer, às vezes, ainda se encontram. Mas deixem-me dizer que é mesmo uma raridade

Serviços de chá em porcelana, incompletos: desde 25€ a 200€
Buscas posteriores nos sites devolveram resultados muito pouco animadores. O que mais há são velharias que estão bem é para a lixeira, mas pelas quais os anunciantes só por as saberem velhas pensam que as mesmas têm um exagerado valor. Também surgem produtos muito comuns e até fáceis de encontrar no circuito comercial, como bicicletas, canecas e canetas, a preços de... loja. Por alguns artigos pouco interessantes o valor cobrado é obviamente exagerado, o que revela a falta de noção e a ânsia exacerbada por dinheiro. Existem valores que até uma loja de antiguidades teria alguma cara-de-pau em cobrar. O artigo até pode ter valor mas não justifica o elevado investimento. E também existe o LOGRO. Objectos que não são o que parecem e não valem ou não são o que dizem ser. E coisas novas, manuais, como as pinturas em tela ou a pintura de caixas de madeira, frutos dos hobbys de alguém dado às artes decorativas...

Ali encontra-se de tudo. Para quem gosta, vale a pena. Mas cada vez mais é para quem pode. Aqueles que, após lerem este post ficarem com vontade de recorrer a estes sites de classificados grátis para vender algo que tem em casa e já não precisa, tenham em mente que as pessoas querem é pechinchas. É isso que procuram: uma boa compra. Se querem vender aquele par de sapatos por 20€... esqueçam. Não importa se custou 200€ e se só usou uma vez. Mas tentar a sorte não custa. 

Teria dado jeito ter lembrado desta hipótese há uns anos, quando uma série de objectos e peças de mobiliário de família precisaram de encontrar um novo dono. Quem sabe teriam encontrado quem realmente as estimasse. Algumas encontraram foi o caixote da rua e, estranhamente, uma dessas foi parar à montra de uma loja de antiguidades...


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Passatempos no Face e afins e a história dos likes... JAMAIS!


Recentemente participei num passatempo daqueles do Facebook.
Ai jesus, o que fui fazer!

É que nunca mais, mesmo, me meto numa roubada dessas.
O passatempo até era simples: escrever uma frase criativa com dois nomes e ter a maioria dos likes de todos os comentários ali deixados.

Era tão simples que participei com ânimo, naquela da desportiva. Partilhei o concurso caso alguém quisesse ajudar ou mesmo tentar a sorte e com o tempo fiquei na liderança. Nem precisei «pedinchar» likes, coisa que não me via fazer até porque me parece o novo gesto de "falta de educação" por aquelas bandas. 
Dois dias depois do início do concurso, alguém participa com uma frase que mais valia não ter escrito, de tão má e sem sentido que era, e em apenas 5 horas exibe de imediato 32 likes. Nem quis acreditar... Uma frase tão ruim! Entendi de imediato que a coisa não ia ser justa. Ia ser tudo à base de «amiguinhos». Um pouco de indignação surgiu quando percebi que havia passado algum tempo a construir a minha frase poética e elegante, para isso não valer de nada.

Entretanto os votos estagnaram na pessoa que escreveu aquela desgraça mas foram subindo na minha frase, tendo-me feito aproximar da outra. O que aconteceu? Em 1 minuto a frase medíocre recebeu 5 likes! Voltei a achar estranho... Foi então que, por uma questão de princípio, decidi fazer «guerrilha» e passei à divulgação com pedido de likes. Nem queria acreditar que o estava a fazer... Mas a causa era nobre.

Perfil do  facebook
Ao consultar o perfil da minha «rival», verifiquei que não era um perfil comum. Tudo o que se via publicado desde aquele instante até os anos anteriores era só PASSATEMPOS. Estava diante de uma papa-concursos... OMG! No que me fui meter... Não acham este tipo de gente tenebrosa? 

O prazer com que participei na iniciativa estava a transformar-se para um desprazer. E quando finalmente ultrapassei a papa-concursos, heis que 48h depois surge outra! Numa estranha hora da madrugada, a «nova» papa-concursos consegue nada mais, nada menos, que 55 likes em apenas UMA hora. Nessas 48h a outra deixou de os receber e eu tive alguns. O perfil desta nova papa-concursos em tudo é idêntico à outra, com a diferença de ter, nada mais nada menos, que 5500 amigos. Pois é! Tudo gente que aparece neste Natal para a ceia... LOL.

"Pedinchar" votos não me trouxe nenhum a mais e muito sinceramente, desde o surgimento da primeira papa-concursos que havia desmotivado. A vontade era desistir, só não o fiz pelo sentimento de indignação e por uma questão de princípio, pois a minha frase tinha pés, tronco e membros. Merecia a   preferência. 
Claro que de imediato percebi que existia uma grande probabilidade de alguém esperar até a última da hora para criar outra frase mentecapta e lá plantar mais likes. Se ganhasse o prémio do passatempo, nem o ia poder ver à minha frente! Ia dá-lo a quem o quisesse. Sortear, dar ao primeiro que aparecesse, rifar, etc... É só uma coisinha de nada, nem vale o esforço, e estas papa-concursos não deixam pessoas normais ter uma hipótese. Vivem dos produtos que «cravam» em passatempos.

A coisa ainda decorre mas eu já desmotivei faz tempo. A 2ª papa-concursos deixou de receber likes faz 2 dias mas decerto é por minha causa, porque se a ultrapassasse, às tantas lá ganhava uns 100 em 50 minutos. E é por estas e outras razões que qualquer PASSATEMPO deixou de ter piada. A menos que as regras sejam exigentes, esta de se cingirem  apenas ao número de likes não dá nada com nada... é só para os mesmos.

Mas ainda tenho outra teoria. A de que estes passatempos são FAJUTOS. Na medida em quem os divulga, só têm interesse em aumentar a própria quantidade de likes das suas páginas ou blogues pessoais. Assim sendo, basta-lhes SUPERAR qualquer um que tente a sorte, acabando por o suposto prémio nem sair do sítio. Até pode mesmo nem existir. Ganham com isto muita divulgação e publicidade, a custo ZERO. 

Já não via com entusiasmo este género de iniciativas mas agora sei que JAMAIS volto a participar. Que saudades tenho dos concursos por sorteio com a presença de auditores, cuja participação era igualitária para todos os cidadãos e as diferenças só podiam estar na quantidade de envelopes dos CTT que a pessoa enviasse. Ao menos aí havia garantias de transparência, quem ditava as regras era a sorte e não a manipulação.

sábado, 24 de novembro de 2012

A violência durante a Manif vista nos BLOGUES


Devo ter sido das poucas pessoas a não escrever uma linha sobre as manifestações que têm decorrido no país contra este estado de governação. Algo estranho, num blogue que nasceu da necessidade de apontar o que funciona mal neste paraíso à beira mar plantado.
Cá sei as razões mas o que interessa é que noutros blogues o assunto foi abordado e duas correntes de pensamento (isto já parece filosofia) parecem ter surgido (como habitualmente acontece) sobre os acontecimentos frente à Assembleia da República, no dia 14.

Hoje passei algumas horas entretida a ler esses blogues e respectivos conteúdos. Como maminhas à mostra e mulheres nuas não me apraz como acção de protesto a menos que veja alguma correlação entre um e outro  (decerto uma analogia à falta de recursos que deixam as pessoas... despidas?), não passei muito cartão a estas manifs. O que importa é que há quem DEFENDA que a polícia foi agressiva, há quem ilustre com vídeos o que é agressividade e quem é que "atirou a primeira pedra"  -   da calçada portuguesa, diga-se. Pedras, garrafas de cerveja, ovos e outros objectos, além de impropérios... Uns defendem a violência como ferramenta para o povo se fazer ouvir, outros defendem que a violência não é argumento algum. sendo desnecessária e o recurso dos cobardolas. (Pronto, esta última acrescento eu com um toque de finesse).  O certo é que não estamos a atravessar um momento auspicioso e cada vez as famílias sentem isso. Deixo aqui uma lista de blogues com coisas para dizer. Espreitem.

Contudo quero realçar mais uma vez que a CRISE já a sinto desde 2001, portanto volvidos onze anos não me parece que só agora esta tenha aparecido. Já cá andava, e muitos portugueses já a sentiam enquanto outros continuavam a na ilusão monetária, a esbanjar e desperdiçar, vivendo de créditos. Estamos em crise, mas não ao ponto da maioria deixar de se deslocar de automóvel, as estradas continuam lotadas. Logo, existe dinheiro para a gasolina, para os cigarros, para as saídas a bares à noite... 

Não tenho dúvidas que estamos mal e a caminhar para pior. Sei-o até há mais tempo, pelos vistos. Mas crise pior atravessaram, de certa forma, as gerações anteriores, e sobreviveram. Nós também conseguimos sobreviver. Se vamos conseguir aceitar que muitos dos «sonhos» que nos impingiram não são na realidade reais, isso é que não sei. 





Lista de blogues com links diretos:
http://riscadoagiz.blogspot.pt/2012/11/inseguranca.html

Os toques do telemóvel dizem quem sou

Não sou muito chegada a telemóveis.
Aliás, tenho a certeza que não preciso deles.

Mas já tive alguns. O primeiro, o famoso e amoroso Alcatel One Touch Easy (um trambolho para os dias de hoje) terá sempre um lugar no meu coração, pela simples razão que me permitia falar usando pilhas convencionais (formato AAA). Quando a bateria ia abaixo era um grande inconvenientemente, que tinha sempre solução. E não era preciso esperar 4h, o tempo que levava (acho eu) a carregar a bateria novamente, para voltar a conversar.

Mas nunca liguei muito a esta invenção. Marcas, modelos, passam-me completamente ao lado e nunca ambicionei ou invejei a «sorte» de alguém com a "última novidade" nas mãos. Os telemóveis que tive foram-me oferecidos e nem senti necessidade de substituir o meu trambolho Alcatel easy por um mais pequeno e prático. Fui «forçada» a fazê-lo, senão levariam a mal...

Actualmente, como não necessito dele para trabalhar, nem bateria tem... desligado que fica semanas a fio, assim não me aborrece. É um telemóvel em 2º mão, que tomei emprestado de alguém que fez um "upgrade" e me dispensou aquele. Faz quatro anos que o tenho, está velho, todo riscado e perdeu quase toda a cor cromática que possui. É também um modelo curioso, pois ninguém, nem mesmo mãos experientes, consegue lhe acertar as horas ou sequer dar com o maldito menu. Pelo que está também a tornar-se inútil. 

Mas nem por isso me apeteceu substitui-lo. Ontem porém, senti vontade de ter um TOQUE DE TELEMÓVEL específico. Ouvi uma melodia que apelou à memória emotiva e logo percebi que tinha de a ter como toque do telemóvel. Até o som de aviso de mensagem tinha de ser um específico. Mas como acredito que cada aparelho tem o seu toque, como uma identidade que lhe pertence só a ele, jamais mudaria o som ao meu velhinho, que não vou aqui revelar o toque que tem, mas adianto já que é um que tem tanto a ver com ele que sempre gerou comentários.

E era isto que vinha aqui dizer. Não ligo a telemóveis, mas o toque que todos eles tiveram sempre foi especial. Sempre foi PERSONALIZADO. Quando ainda não existia quase nada de toques para telemóvel e quase todas as pessoas usavam apenas os sons polifónicos que vinham fornecidos com cada aparelho, já eu andava com o «meu toque». E cada vez que ele tocava, a sala se espantava... Alguns queriam que lhes desse um toque igual e embora não tivesse dado igual, dei-lhes parecidos, dei-lhes também uma "PERSONALIDADE" própria e única.

Porque convenhamos... andaram todos com o mesmo toque de telemóvel é algo impessoal para caraças. Não me importa se é o toque da moda, se está na bera, se é a música do artista favorito... isso não o torna nada especial, muito pelo contrário, mas algumas pessoas achavam-se o máximo por possuírem o "último grito" de telemóvel e toque, ainda que, quando na presença de outras pessoas com a mesma sorte, quando um telemóvel tocava se viam na obrigação de dizer: 
-"É o meu ou é o teu?"

Não precisei de colocar essa questão. Quando o meu tocava, era só meu.
Pessoal.

E por isso agora, até porque me sinto numa outra fase espiritual, preciso de outro toque de telemóvel... não gosto de músicas, gosto de toques polifónicos e de sons. Já sei o que quero ouvir, agora só me resta encontrar um telemóvel muuuuuito simples, prático, que não seja cá touch screen nem me faça dar pancadinhas (farta de teclar estou eu) nem esfreganços com um dedo num monitor para que funcione e me mostre o que pretendo. Quero um que obrigue apenas o meu POLEGAR a trabalhar... e que permita personalizar os toques. 

E por isso o título deste post...
Desculpem o tema tãããoooo interessante...
Deve existir uma conjunção astrológica que impede temas mais sociais ou políticos em blogues por estas semanas. Ou isso ou é o efeito da proximidade do Inverno, do Natal, do frio... ou é mesmo esta m#rd@ em que o país anda metido!  
Falemos então da importância de... telemóveis!