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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os ingleses trocam-nos as voltas (e outras coisas mais)


Estava aqui com o pensamento a viajar...

Hoje ajudei um colega a melhorar o seu inglês por simplesmente lhe explicar que serviettes queria dizer guardanapos. Ele foi-me chamar porque não entendeu o que lhe estava a ser perguntado. Quando lhe expliquei com um gesto, ele respondeu:


-"Ah! Napkins!"




Mas porque é que os ingleses têm de complicar tanto as coisas?
Quase todas as palavras que possam imaginar usar - eles usam outro sinónimo.  Lixo, por exemplo... Existe a palavra garbage, litter (meio inglesa, até aparece identificada nos cestos de lixo nos parques). Mas eles usam alguma destas mais populares e conhecidas? Não!! Eles usam rubbish.

E parece-me que o meu colega tem razão... Serviettes é palavra francesa que muito me admira que estes puristas da língua inglesa se prestem a preferi-la a Napkins. É que, à boa maneira inglesa, depois existem variantes de acréscimo para especificar que tipo de «napkins» a pessoa se refere. Por exemplo: Eles têm os paper napkins, tabble napkins e sanitary napkins.... Tão simples. Fazem referência a guardanapos de papel, toalha de papel para mesas e pensos absorventes femininos. Tão simples na terminologia deles e no entanto... vão à francesa!



Depois o meu pensamento viajou novamente para outra questão pertinente. Vão ver o quanto Kkkk.

Estava eu feliz a provar batatas fritas embaladas num pacote normal (e digo isto porque é raro encontrar pacotes cheios de batatas fritas. Aqui vendem pacotinhos dentro de pacotões. Normalmente um pacote de tamanho normal, contem outros seis pacotinhos. E o sabor... eh. Ainda não encontrei um que realmente gostasse). Então, dizia eu, estava contente por encontrar um pacote cheio de batatas quando reparo que o mesmo tem instruções em diversas línguas. Pus-me à procura da portuguesa. Contei todas as línguas disponíveis: 12 idiomas e NENHUM em português, carago! Até parece que não somos parte deste mundo. Ou que não estamos bem posicionados no grupo das línguas mais faladas mundialmente. 

É espantoso. Nem num pacote de batata frita que se dá ao trabalho de traduzir para 12 idiomas os seus ingredientes, portugal ganha algum destaque. Isto pode parecer supérfluo, mas não é. Um produto feito dentro da UE, mas que é traduzido para árabe, para tantas outras línguas e não o PT. Oh, tem lá um PT... mas quando vou a ver, parece polaco ou algo assim. 

Depois fiquei a imaginar escrever para a empresa a perguntar porque não traduzir também para português? Aí comecei a imaginar que isso não era feito porque eles não sabem que portugal existe. Devem pensar que somos espanha... E o pensamento volta a viajar para isto: "Que bom que não sabem que existimos. Assim não podem enviar terroristas". De modo que «desisti» de reclamar com a companhia que faz as batatas a falta da tradução em português... Eheheh. Eles que se «esqueçam» que existimos como nação. Até é bem melhor.

Por cá quase nada é traduzido. Até os produtos da Polónia - vendidos por cá, só aparecem nessa língua. Não há cá «traduções». Muito me espanta este tipo de centralismo umbilical...  Estas companhias são tão «cheias de si» que acham mesmo desnecessário abrangir o maior número de público nas suas embalagens. Como consumidora considero comum o acto de deixar na prateleira um produto cujo conteúdo não estou bem certa do que se trata - por desconhecer polaco ou outra qualquer língua estrangeira! Puro egocentrismo das marcas, que até parecem desconhecer que ´já se vive há muito tempo numa aldeia Global.


Só me falta dizer que estas batatas fritas sabem realmente a BATATA.
É outra coisa rara de acontecer por aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O mundo é Chinês


Estou a preparar uma festa e como sou dada a bricolage, tive ideias para as decorações. O material que necessito para levar as ideias adiante nem é complexo: toalhas plásticas, umas folhas de e.v.a. de grandes dimensões, papel autocolante de veludo.

Pois bem... Já corri tudo o que é loja nos arredores e proximidades e NADA de encontrar o que preciso. Isto acontece sempre. É o que mais me frustra quando me lanço num projecto criativo.

Placas A4 de E.V.A - poucas cores e tamanhos limitados


Em termos de electrónica, procurava também uns leds de pilha, coisinha simples, que deviam ser vendidas às centenas nas prateleiras de muitas lojas da especialidade e não especialidade por aí. Mas não se vendem. Só encontrei duas ou três lojas online, o que é uma chatice. Queria ir a um local, escolher, poder trazer só uma unidade. Lojas online não se prestam a isso. 

A alternativa às pilhas, seria fazer as próprias... com um condensador e uma pilha de relógio. Numa operação simultaneamente simples e complexa. Mas e encontrar a alternativa à alternativa? Ainda é pior: boa sorte nessa empreitada!

Concluí - na realidade faz até bastante tempo - que Portugal é chinês.


Não se encontra mais nada. Antes, uma pessoa encontrava de tudo. Tecidos, electrónica, metais, ferramentas, tintas, cordas e cordéis... Uma pessoa sabia que podia ir "aqui" ou "ali", a certas lojas, ou mesmo a certas ruas, e era garantido: quase de certeza não só encontrava o que se pretendia, como surgiam outras alternativas e se ficava a conhecer outros novos objectos.

Hoje com a abertura do mercado à China... é uma calamidade!!

Seja o que for que se procure, tudo está standarizado e muito limitado. Os chineses, ainda por cima, são DITADORES. Limitam o tipo de produto que exportam e não apresentam variedade. Eles ELIMINARAM o comércio tradicional, que era vasto, amplo e de qualidade. Saudades das retrosarias, do comércio especializado, que tinha de tudo... Obras no WC? Vá a uma drogaria! 


Isto que digo é muito sério. Saudades imensas das "ias".... Mercearias, drogarias, retrosarias, papelarias!

Vive-se no centro de uma cidade grande, na teoria, isso significa uma maior variedade e facilidade em encontrar qualquer tipo de produtos. Mas na prática... nada.
Antes fosse uma aldeia, menor mas, onde se fosse procurar, saber-se o que se vai encontrar.


Acredito que o futuro é online. Acabando-se o comércio tradicional, ficando apenas as grandes e standarizadas grandes superfícies, ou as lojas tax-free dos chineses, vamos nos virar para o online! Para quê ter tanto trabalho em deslocações se é tudo igual em todo o lado?

Eu vi as mesmas toalhas, somente nas mesmas quatro cores (nenhuma azul ou vermelha), não encontrei em parte alguma papel autocolante em veludo (coisa que antes se encontrava sem dificuldade alguma e em variedade de cores) e as folhas de E.V.A. são uma desilusão: pouca variedade nas cores e dimensões e ,nos hipermercados, a aposta vai para as pequenas folhas com "floreados" impressos. 

Fui a três sítios com uma amiga que procurava comprar molas para prender a roupa: hipermercado, loja dos chineses e outra loja qualquer. 

Pois todas vendiam o mesmo tipo de mola, ,com o mesmo formato, o mesmo material... Nenhum demonstrava grande segurança na construção. Todas aquelas molas para a roupa pareciam frágeis, capazes de se partirem por nada, se quebrarem com dois dias de exposição ao sol...

De onde vem esta padronização de produtos? 

"Brinde" que veio com uma compra no site Aliexpress

Já acho que fiz mal em não mandar vir estas coisas da china. Pelo menos vinha diretamente e sem preocupações! Porque outra coisa que me impressiona é que tudo onde coloco as mãos vem com "fabricado na RPC". Como se uma pessoa não soubesse que China ou República Popular da China é exatamente a mesma coisa! 

Todo o produto vem em destaque "IMPORTADO POR...". Mas de onde? Da China. Ainda não encontrei uma única coisa - desde peças de roupa a artigos de decoração, a material escolar ou de papelaria, que não tenha como local de fabrico a China. Seja esta condição camufladamente indicada com minúsculas letras da sigla RPC ou não.

Uma britânica fez uma compra na Primark....
E eu fico seriamente a pensar se quero compactuar com o enriquecimento de uma nação que usa e abusa do trabalho manual infantil, que despreza os direitos dos trabalhadores e faz prática do trabalho de escravo

Uma ida a uma dessas lojas me causou impressão, pois os Chineses cá estão a adoptar uma nova alternativa à habitual vigilância: contratam pessoas locais só para seguirem os clientes pelos corredores. E desta vez não foi um homem que vi, mas uma criança! Loura, de um metro e 30 de altura... Podia até ser quase de maior, mas duvido muito. 


Agora até o esquema de trabalho infantil eles importam para cá. Não registam as vendas, cada vez que compro algo e peço o talão eles o fazem sem a caixa registadora fazer um piu... O que fazer? Deixar de comprar quando tudo já é feito lá? Por mãos tão pequenas quanto provavelmente o são as mãos daquela adolescente a trabalhar numa loja de chineses? Gostava de ter alternativas. Só que não há alternativas. 


Se as houver, viraram alternativas de "luxo", para padrões económicos mais elevados. O comércio Tradicional... vai passar a ser uma espécie de «museu». E o restante está todo contaminado pelo vírus do RPC.

"Obrigado" governantes! Tirem-nos desta latrina, sff!




O Mundo é chinês e é de Reles Qualidade.


Ver também: a pegada desoladora

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Exemplos de produtos à venda no OLX

Quero mesmo saber o que compravam.
Digam da vossa sentença...









Qual destes exemplos é o melhor investimento? 
Qual é o melhor produto/preço?

O próximo post vai facultar algumas dicas.

sábado, 29 de março de 2014

Decorar prateleiras

Fui «visitar» lojas de roupa. Achei tudo desinteressante. Linhas sem interesse algum, lojas "pintadas" de roupas pretas e brancas, quase que a tornar deprimente a chegada da Primavera.

E os preços? Até as mais «baratuchas» tinham peças absurdamente caras para o seu desinteresse. Muito sinceramente achei que mais valia pagar os preços das roupas das lojas dos chineses de qualidade apenas ligeiramente inferior do que muita daquela que vi nos cabides de lojas mais conceituadas. A diferença nas etiquetas é maior do que a diferença nos tecidos.

Eu até sou daquelas pessoas que acha que faz muito tempo que as lojas dos chineses deixaram de ser baratas e acessíveis e tenta por tudo não dar mais dinheiro a quem não precisa. Nada ali é barato como tinha obrigação de ser. Mas mesmo assim os preços que vi nas etiquetas alheias versus originalidade e qualidade fizeram-me concluir que o lugar daquela roupa sem atractivo algum é a prateleira mesmo. A decorar.