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quinta-feira, 13 de março de 2014

O governo pode já passar a máquina de quatro rodas para cá!

O título para este post quase esteve para ser "I think I may have a problem" mas além do estrangeirismo ser desnecessário surgiu de imediato outro bem melhor! Trata-se do seguinte.... I may have a problem (posso ter um problema) a respeito disto:


Tenho tendência para GUARDAR TUDO o que é papel com valores de despesas. Isto na imagem são recibos e talões, de tudo e mais alguma coisa. Cada vez que tenho esses papéis não sou capaz de os amarrotar e deitar fora. Coloco-os de parte. Como se achasse que poderão vir a ser úteis, porque são datados, porque são um registo. Uma espécie de tesouro epistemológico, um link, uma janela para o passado... Onde estava eu em Janeiro de 2008? Não faço ideia! Mas por vezes ao encontrar um papel qualquer destes me surpreendo com a história que ele conta. Por exemplo: dentro de um livro encontrei um muito bem conservado talão de hipermercado do ano... 2000! Com cores vibrantes como se tivesse acabado de ser impresso. É uma autêntica viagem ao passado. Além de suspirar por uma taxa de IVA mais baixa, tudo era tão mais barato. E os preços ainda vinham em escudos e euros! Achei que só por esse detalhe estava a olhar para um papel que convinha ser guardado. Uma relíquia histórica. 

LOL! 
Ou então tudo não passa de lixo e se lixo tiver valor será daqui a uns bons anos... Não agora. No entanto ainda não é hoje que estes papéis vão para o lixo. Deixa-os estar que quando tiver tudo organizado então perderei algum tempo a tratar deles. Entretanto por vezes descubro o recibo de alguma coisa que ainda tenho e me surpreende a data de compra. Faço assim pequenas e rápidas incursões ao passado. 

Mas por ter esta «qualidade» há anos, o governo bem que podia passar imediatamente para cá aquele automóvel! O tal, prometido a sorteio a um contribuinte qualquer que guarde as suas facturas... Acho que sou claramente a vencedora! ;)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Experiências num TAXI




Não aprecio andar de Taxi. Não consigo sentir-me à vontade e das poucas vezes em que o fiz, o motorista mostrou pouca ou nenhuma simpatia.

Uma das primeiras vezes foi numa mudança de casa, em que foi preciso levar até a TV... o tipo ficou chateado porque não gostou da distância do percurso e começou a dizer que tinha de cobrar mais e que fazia um favor...


Da segunda vez foi do aeroporto para casa e o mesmo aconteceu. O taxista foi muito resmungão e reclamou bastante, deixando cair pesadamente as mãos no volante, dizendo que os taxis do aeroporto não servem para fazer curtas distâncias e que o estava a fazer perder outros clientes.

Da terceira e mais longa distância, o taxista perguntou-me se conhecia a morada e ao ouvir um "não" de minha parte, «enganou-se» no caminho que queria seguir e escolheu o trajecto
que até eu que não conhecia a morada mas conhecia aquele traço de estrada, sabia que era o PIOR caminho para se escolher. ELE, taxista, NÃO SABIA, e por isso o taxímetro continuou a contar enquanto eu impacientemente esperei que a viatura se livrasse dos semáforos vermelhos que abriram e fecharam três vezes antes de os conseguir-mos passar. Ter feito o que restava do percurso a PÉ teria sido mais rápido e económico.
Passados os semáforos, o taxi faz uma curva e chega ao destino. O caminho que ele não escolheu, não tinha semáforos...

Mais recentemente com duas crianças para uma ida ao cinema, o taxista não disse uma palavra e chegados ao destino diz apenas o valor que o taxímetro marca. Entrego-lhe o dinheiro e ele o troco, com menos 0.5 cêntimos. Há saída uma das crianças murmurou o que achei que só eu tinha percebido: "o homem do taxi ficou com 5 cêntimos para ele" - afirmou genuinamente surpreendida.


Ainda que pretendesse arredondar o valor, o facto de ter sido o taxista a fazê-lo de livre vontade não abona a favor da integridade na profissão de motorista de taxi. Ainda que se esteja a falar apenas de 5 cêntimos, acontece que foi exactamente esse o valor que me faltou na bilheteira do cinema para completar o pagamento! É para que se veja que 5 cêntimos é um valor baixo, mas pode fazer a diferença.


Quanto aos motoristas de taxi, de facto não guardo as melhores das impressões por aqueles poucos que me calharam e não aprecio mesmo recorrer a um taxi para me deslocar. A atmosfera é demasiado intimista e a proximidade pode virar constrangimento em certos momentos, especialmente se existir um silêncio incómodo. Quando em comparação com o autocarro, o taxi perde por não poder facultar uma atmosfera de abstracção e distanciamento.

O curioso em todas estas situações que relatei, é que a todos estes taxistas resmungões e aldrabões acabei por dar gorjeta de 2 euros. Porque o fiz? Ainda não sei... talvez para que lhes pese na consciência e talvez porque era a última vez que a eles ia recorrer.

Para me compensar deste desalento, numa ocasião apanhei um taxi e o motorista foi muito prestativo. A distância, essa, era bem considerável, tendo no final pago uma corrida de cerca de 30 euros. Por isso não posso dizer se uma coisa está relacionada com a outra mas a verdade é que acabei por recorrer aos serviços deste taxista mais vezes, recomendei-o a outras pessoas e simpatizei com ele. Mostrou-se sempre simpático e cumprimentava-me ao me ver passar. Foi tão marcante que disse a mim mesma que, se um dia viesse a ganhar o prémio do euromilhões ia dar 100 euros àquela pessoa, só por ter sido prestativo como foi. O engraçado é que umas semanas depois recebi um outro gesto de grande prestatividade de um outro motorista de autocarro e graças a este, decidi fazer uma aposta. Os números que escolhi saíram no sorteio, mas na azáfama do trabalho havia deixado o boletim semi-preenchido em casa. É irónico mas ainda espero ter novamente esta oportunidade, pois caso ganhasse um grande prémio tenho a certeza que ia fazer questão de retribuir.