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domingo, 15 de março de 2020

Regresso ao Reino Unido e o Covid-19


Estou de volta ao Reino Unido, de regresso à vida numa casa partilhada com assistentes de bordo italianos. Aparentemente está tudo bem. E assim pretendo que continue. O medo mesmo, reside na falta de acção do Governo e no Sistema de Saúde. Não parece que existam medidas a ser tomadas para prevenir seja o que for. Escolas não fecham, ajuntamento de pessoas não tem qualquer nova regra imposta, os centros comerciais continuam a abarrotar de gente... está tudo a levar a sua vidinha como se nada fosse. Em caso de sintomas de gripe, o NHS (sistema de saúde) não quer saber se se trata de COVID-19 ou uma simples constipação. Dizem que qualquer pessoa que tenha sintomas deve"ficar em casa". 

E é só isto. É isto que o SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE BRITÂNICA tem para oferecer aos seus cidadãos: absolutamente N_A_D_A. Eu pergunto: se for o Covid-19 que a pessoa tem, como é que entra para as estatísticas? Só se  vier a falecer e então ser-lhe facultado o teste! Se sobreviver, nunca saberão se o que a afligiu foi o Covid ou não. Ou será que à posteriori já aceitam que a pessoa seja testada só para aproveitamento político, do tipo, "curaram-se X", ainda que nenhuma cura esteja relacionada com a acção dos governantes e do sistema de saúde mas à pura sorte?

E quantas pessoas de saúde mais fragilizada, como doentes, pessoas que sofrem de asma, diabetes, pessoas mais idosas com o sistema imunológico pouco resistente... essas, o governo está a condenar à sua própria sorte. E os factos dizem qual é: a morte.
É uma postura vergonhosa e se nada mais me incentivar, esta falta de consideração pela vida humana dos próprios contemporâneos confirma aos meus olhos o quanto se pode contar com o governo britânico em caso de verdadeira necessidade. Não se pode. Em que país vou ficar a morar??


Mas vinha falar de outro tema: no vôo de regresso, fiz uma paragem no Porto. Aproveitei, ainda com receio mas tomando todas as precauções, para dar um pulo à cidade. Mantive-me afastada de pessoas, mas foi difícil, porque as havia por toda a parte. Quase todas turistas. A zona ribeirinha do Porto estava lotada de gente, que por ali se aglomerava até bem depois da hora de almoço. Inclusive carteiristas, disfarçados de vendedores de óculos escuros. Nenhuma pessoa usava luvas ou máscara. Só no metro é que encontrei algumas pessoas com máscaras no rosto. 

O mesmo verifiquei em Lisboa, no curto período de tempo que caminhei pela Gare do Oriente, querendo "matar" saudades do rio. Muitos turistas, todos despreocupados, a turistar e alguns jovens - também eles estrangeiros, outros talvez nacionais. Dentro do shopping, muita gente e o supermercado Continente, lotado de pessoas. 

Mas quero também partilhar outra coisa que notei e que é de louvar: a preocupação dos gerentes em sanatorizar os espaços. Vi os corrimões das escadas rolantes do centro Vasco da Gama a serem desinfectados, a WC onde precisei de ir estava bem limpa e no geral, notava-se que o comércio tinha consciência do vírus, havendo aqui e ali quem estivesse de luvas e máscara. 

No aeroporto de Lisboa, a mesma coisa: muita desinfecção, o WC no qual entrei foi o mais limpo que alguma vez vi. Nas palavras apanhadas aqui e ali pelos funcionários, notava-se preocupação e também cada qual tinha a sua opinião sobre a medida a ser tomada: encerramento total do espaço aéreo - foi a que mais escutei. 

Uma vez no Porto, verifiquei que os mesmos cuidados estavam a ser tomados. Consegui registar isto aqui: a limpeza de uma das paragens de metro.


Mas também entrei num outro centro Comercial, um perto de um oculista de nome "Adão", onde fui por precisar de um WC e, quando nesse espaço quis entrar, tive de esperar à entrada onde um fita me impedia a passagem, pois o mesmo estava a ser limpo. Cá fora, mais um corrimão de escada rolante a ser desinfectado...

Portugal a tomar precauções. Muito bonito de se ver.

(já o UK...)

Espero não me arrepender de ter regressado a este país, onde, claramente, corro maior riscos de contaminação. Tudo pelo trabalho... que me ocorre agora poder vir a desaparecer. Por causa do vírus em si. Com esta falta de controlo, vivendo tão perto de um aeroporto, com a descida de encomendas e exportações, o mercado económico está a sofrer imenso com o Covid-19. Maldito ano de 2019 que chegou mesmo para nos dar terríveis experiências! Este vírus começou em 2019 e «transitou» para o ano seguinte. 

Mas nem tudo é mau e quero partilhar convosco outra impressão com que fiquei durante a minha rápida passagem pelo Porto. Nomeadamente pelo aeroporto do Porto... Então não é que cada gajo que ali estava a trabalhar, desde o tipo do café, a um outro qualquer atrás de um guiché, ao ground-force (equipa de terra) que aparece para fazer coisas no avião, até aos tipos da segurança ou do check-in... tudo homem bem constituído, interessante. Um ou outro com um tom de voz daquela que me faz sentir como se escutasse uma melodia de embalar... só que sexy. 

Zona ribeirinha, Porto, pós emergência Covid-19, dia 14 de Março 2020

E por fim, desta vez dispensei a Easyjet e voei pela Tap. É uma companhia aérea que pode nos dar dor-de-cabeça antes da viagem. E o aeroporto de Lisboa é sempre caótico, pequeno, desorganizado... Mas uma vez dentro do avião na viagem em si, tirando os passageiros barulhentos e que parece que ali viajam todos os que não aprenderam que é para usar auscultadores nos ouvidos se forem ouvir músicas ou ver filmes, a equipa a bordo é sempre simpática. A comida não é vendida. Se fizer parte do "pacote" do bilhete, tens direito a ela. E esta é-te dada com simpatia e cortesia. Nada de te "enfiarem" aquilo à frente dos olhos com ar de frete... Acho até que se pedires reforço de bebida eles dão-te-na, sem cobrar. Fiquei na dúvida, após o casal ao meu lado pedir uma segunda cerveja. Não vi quaisquer trocas de dinheiro.

Muito diferente da companhia aérea laranja, que tem como objectivo a venda a bordo, o lucro, lucro, lucro! E se formos a ver, diante de certas condições (como a stop-over no Porto que até foi mais uma vantagem que desvantagem), a Tap faculta passagens económicas. Infelizmente não tanto quanto as que faculta caras. A mesma passagem de Lisboa ao Porto custaria quase 200 euros, caso o meu destino final fosse esse. Um horror! Fiquei até pasmada a olhar para o monitor. Lisboa-Porto não devia ser mais que uns 50 euritos... Mas como o meu destino final era esta terrinha onde chove e faz frio (já a sentir falta do sol que encontrei em Portugal), o preço do bilhete não chegou a 50 euros. 


Acabou de me ocorrer um facto que não aprecio mas que constatei ser real: cada vez que me demorei pelo Reino Unido, levei comigo para Portugal algo mau e de efeitos duradoiros. A primeira vez que pisei nesta terra, foi como aluna Erasmus. E foi quando apanhei a minha primeira gripe. Fiquei de cama, tudo doía e não conseguia mexer-me. Nos anos seguintes - três, quatro o que não é pouca coisa, apanhava constipações fortes com extrema facilidade, várias no inverno, sendo que a última deu-se em pleno verão. Antes disso era raro. Todos tinham ar condicionado ligado devido ao calor e aquilo para mim era um suplício, causava-me ataques de espirros que não conseguia conter. E sentia muito frio. 

Pensei estar "condenada" para o resto da vida, ter ficado com o meu sistema imunológico comprometido, tudo devido a um virus inglês que apanhei na Inglaterra. Pouco depois vim trabalhar uns meses para o Reino Unido, e, mais uma vez, surgiu um "surto" qualquer no local de trabalho, julga-se que com o sistema de água, que fazia com que a pele das pessoas ficasse seca, gretada, solta. Apanhei isso na minha mão direita e desde então "tenho" comigo essa condição adormecida. Regressou no primeiro ano que emigrei para cá e trabalhei num restaurante, onde lavar as mãos, ter as mãos húmidas, sujas, esfregar e limpar era rotina constante e diária. A coisa "surgiu" novamente mas com muita força. Fiquei com as mãos a sangrar e todas peladas. Numa consulta médica com um dermatologista em Portugal fiquei a saber que não era uma bactéria, era um vírus e que não tinha cura. Só podia gerir a coisa. Como?
-"Não lavar as mãos" - respondeu-me ele. 
- "Não posso lavar as mãos?! A sério?" - disse, incrédula e sabendo desde logo que isso era impossível. 

Não posso ter as mãos húmidas.

Escusado dizer que não cumpri a  recomendação do médico, continuo a lavar as mãos com muita frequência, devo tê-las lavado ontem somente umas 100 vezes. Mesmo de luvas, lavava-as a cada toque no telemóvel para tirar uma foto, para consultar alguma coisa, cada vez que precisei ir ao WC... muitas vezes lavei eu as mãos. Mas não se preocupem: a mão nunca mais apresentou os sintomas. Às vezes dá a "coceira", sinto-a ligeiramente áspera... mas passa. A pele, contudo, nunca mais ficou a mesma. Pouco se nota. Está "mais solta", mas só eu sei disso.

Sempre intuí que, cada vez que pisasse no UK, regressaria com uma mazela qualquer
Tenho vivido aqui nos últimos anos. Por vezes ocorre-me este pensamento. E fico a imaginar o que aí virá. Agora temo que a próxima mazela seja o Covid-19.

Se o apanhar, segundo o NHS, devo ficar "fechada em casa" e isso significa condenar todos os que cá moram a quarentena e também, à possível contaminação - caso não seja um deles a me contaminar primeiro.

Mas uma coisa é certa: o governo Inglês conta com a contaminação. Não faz NADA para a prevenir e vai ficar de braços cruzados à espera que desapareça. 

À espera que o resto do mundo, que o resto da Europa de quem se quis separar, que seja ela a tomar as precauções, que seja a Europa a ajudar os cidadãos e que seja ela a parar a disseminação do vírus. Até que este desapareça também daqui. Mas será que desaparece ou encontra um foco para permanecer?

Se assim for acabei de me condenar a ficar aprisionada numa ilha de Covis-19.  
Talvez até à morte. 


A última imagem que os meus olhos irão ver poderá vir a ser a tal vista que tenho deitada na cama, quando olho pela janela. 

Na minha ausência, a árvore floriu. 

Bem fizeram o duque ou ex-duque e a ex-duquesa: mudaram-se para a Austrália! Ou será Canadá? Não me interessa realmente... «fugiram» do Reino Unido. Foi ainda durante o surto do Cóvis-19. Será que já sabiam que os políticos daqui iam "deixar andar" e ficar o povo cair que nem moscas?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Geração RASCA ?

Uma notícia sobre oportunidades de emprego para jovens que passou hoje no telejornal fez-me recuar no tempo, até aos anos 90, quando na qualidade de estudante me abordaram para aderir à greve de protesto contra a introdução de uma nova medida da Ministra da Educação. A revolta era ainda maior por muitos se terem sentido ofendidos por terem sido apelidados pela imprensa de "GERAÇÃO RASCA". Palavras que já não recordo se foram aproveitadas por algum político... A revolta não tardou mas de pouco adiantou. Recuei até esse dia e voltei ao presente, consciente do meu percurso como se tivesse visto um filme. 

Eu, tal como todos desta geração, passámos por todas as mudanças que o Ministério da Educação introduziu no sistema de ensino para acesso ao ensino superior. Surgiram provas globais, surgiram cursos tecnológicos, surgiu a avaliação bi-partidária, em que a média de conclusão final era calculada a partir da nota tirada nas provas Globais com a média dos três anos de secundário, ambas com uma percentagem diferente de influência para a nota final. Lembro que o primeiro resultado global desta medida foi desastroso, alunos de notas médias ou altas chumbavam nas globais, o que fez o Ministério de Educação ter de ajustar os cálculos mediante os resultados obtidos.

Uma vez na universidade surgiram as propinas. Entrei no curso que quis, para o qual tive de fazer provas globais a disciplinas que inclusive nunca havia tido só para ter hipóteses de me candidatar com mais do que a média de Português com Matemática, uma mistura nem sempre vantajosa. Inicialmente o curso qualificava com o grau de bacharelato mas os anos de estudos acabaram por se alongar, não por ter reprovado, mas por uma nova medida ter permitido que aos bacharelatos pudessem se adicionar 2 anos extra para se obter o nível de licenciatura. Por essa altura já estava tão cansada de estudar, que me considerava uma profissional. Mas lá tirei a licenciatura, investindo no total 5 anos da minha jovem vida para obter um curso superior. 

Terminada a fase do estudo, é altura de ingressar no mercado de trabalho, do qual já fazia uma boa ideia de como funcionava, tanto por ter mantido contacto com o meio enquanto estudante, como pela quantidade de conhecimentos que absorvia por meu próprio interesse. E essa introdução inicia-se, obviamente, com ESTÁGIOS.

Fui fazer um estágio deplorável, sobre o qual até já falei aqui pelo que não me vou alongar. Já tinha prática na área por colaborar noutras empresas sem ordenado, mas fui de mente e coração aberto abraçar aquela nova etapa da minha vida. A universidade não tinha protocolos, mal sabia o que estava a fazer, não soube designar um orientador de estágio e ainda sofri ameaças por parte do director de curso por ter escolhido encontrar o meu próprio estágio dentro da área do curso e não me ter sujeitado aos por ele encontrados, fora da área. Terminado esse estágio curricular e não renumerado, que hoje sei que me mostrou o pior que existe em muitos locais de trabalho por este país a fora, obtive logo outro, numa entidade do estado, também não remunerado. Mas o desperdicei devido à pressão que o outro ainda estava a exercer sobre mim. Daí fui para o desemprego. Enquanto procurava e enviava curriculos, arranjei um part-time, tirei cursos, muitos cursos dentro da minha área de interesse, que paguei do meu bolso, mas a confiança e a esperança, essas é que ficaram com mossas. Pesava sobre a minha cabeça uma grande espada: a idade. A idade estava a avançar e por alguns lugares já escutava isso... Parecia que por todo o lado onde ouvisse uma conversa, todos me diziam que aos 25, 26 anos era já algo «velha» para iniciar a sério uma vida profissional nas minhas áreas de interesse. Percebi que as oportunidades eram «lixadas». Os anúncios de ofertas de trabalho pediam candidatos com licenciatura, dois anos de experiência e idades que iam apenas até os 20 ou 24 anos. Parecia que tudo conspirava e todos apontavam o absurdo das condições de empregabilidade. Como pode um indivíduo estudar a VIDA TODA, terminar o secundário, acrescentar CINCO ANOS de licenciatura, fazer mais uns tantos de estágio e ainda ser tão JOVEM?

Nunca mais esqueci o que uma vez ouvi num rádio: alguém acusava o governo de estar a enganar os estudantes, alongando os anos de estudo, pedindo e dando subsídios, criando estágios, cursos de formação e programas que visavam adiar a entrada dos estudantes no mercado de trabalho, para que não se percebesse os níveis reais de desemprego do país, para esconderem a gravidade da situação da comunidade Europeia. 

Os jovens estudantes de 90 foram vivendo de ilusões, promessas e aparências, seguindo as regras, iludidos pelo próprio governo. E agora aqui estamos: esta geração RASCA, foi é ENRASCADA pelas medidas evasivas do governo. Tramaram esta geração e comprometeram as gerações que lhe seguiram. 

É bom ouvir que podem surgir novas medidas de empregabilidade para jovens licenciados até os 25 anos ou que acabaram de perder o emprego. É bom mas também é mau. Estou a ouvir o mesmo desde que era eu essa «jovem licenciada», ainda me sinto um pouco nessa posição e agora constato que o tempo passou, pelos vistos não sou mais, e lá estão outros no mesmo lugar... 

Se a geração RASCA ainda não foi "agraciada" pelas promessas de "oportunidades para jovens licenciados" e muitos ainda continuam na «luta» por oportunidades e pela estabilidade no mercado de trabalho, só constato que o tempo passou e outra geração chegou sem que a anterior tivesse abandonado o barco. Estão assim, DUAS gerações, a RASCA e a À RASCA, acumulam-se no final da linha, sem ter para onde fugir. Como entulho trazido pelas ondas do mar preso numa enseada. Isto cheira a ilusão, a promessa oca e que só fica a pairar no ar. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Défice, Troika e Medidas de Austeridade do Governo

A propósito de um post que coloquei aqui a 11 de Julho de 2010, em que me revoltava com o entusiasmo patético de figuras públicas a promover a selecção de futebol com a frase: "O que eras capaz de fazer pela tua selecção"?, quando deviam era se centrar no que cada português é capaz de fazer pelo seu défice, agora chegámos a um ponto em que as medidas estão aí, e é preciso agir.

O governo recém-formado está a divulgar as medidas de austeridade. Metade do 13º mês será para o Estado. Como é que interpreto esta medida? Como tenho encarado tudo o resto: desde que seja para melhor e desde que, para o ano, não nos venham pedir para cortar ainda mais, sou toda a favor. É preciso medidas de austeridade, que venham elas. Mas que sejam funcionais. Que não seja como o IVA e como o tamanho do défice nos últimos meses: sempre a subir, contrariando todas as estatísticas. Isso seria muito mau e tiraria, de todos os portugueses, o ânimo e a crença de que as coisas vão melhorar.

Não é assim que quero pensar. Acredito que vamos melhorar e sair do buraco. É assim que temos de pensar e de agir. Se depois de sair do buraco, o governo começa a achar que está tudo normal e pode esbanjar novamente dinheiro - isso é que me preocupa.


Entre outras medidas, vão cortar ao meio o 13º mês. Pelo menos não o tiram por completo! Foi assim que pensei. Procuro o optimismo. Não é um sentimento de "tapa-olhos", mas um voto de confiança nas medidas que vão ser tomadas. Se for para melhor, que venham elas, que sejam implantadas e que resultem, para que possamos recriar uma sociedade melhor, mais justa e equalitária.

Poucos empregos, mal remunerados, muitas falcatruas, muitas empresas e pessoas a ganhar por fora e a fugir aos impostos. Isso tem de acabar! O próprio governo é o principal culpado desta situação. Deixou culpados saírem impunes por anos e anos, até os bolsos de corruptos, gatunos, ambiciosos, ladrões e oportunistas ficarem tão cheios que não tinham mais por onde se virarem. Esticou-se a corda ao limite! E as formiguinhas a trabalhar, a trabalhar, por migalhas, a acumular preocupações, doenças, mais preocupações, a adiar ter filhos, preocupados por não os conseguir sustentar ou lhes dar uma formação adequada às exigências de uma sociedade em progresso, a viver em stress, furiosas, descontentes... tristes!

As medidas de austeridade... que sejam a tempestade antes da bonança! Que venham, sejam de curta duração e antecedam um período longo de prosperidade, sol e alegria. O povo já merece.