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domingo, 26 de maio de 2013

Pais & Filhos - comportamentos que parecem vir no ADN

A vizinha acabou de gritar:
-"Cala-te! Porco!" - diz ela ao filho.

Na realidade, ela está sempre a gritar com os filhos. Principalmente com o rapaz, que deve andar pelos sete anos. Mesmo quando tenta ensinar-lhes algo, ela grita e é rude no vocabulário. Faz ameaças, manda o rapaz se calar, está sempre a gritar "bolas! Merda!".


A minha realidade não era muito diferente da dele quando era pequena. Nem pequena nem adolescente, nem mesmo já grandinha... Pelo que reflicto muito nas sequelas das crianças tratadas desta forma pelos pais. E sei o caminho que aquele rapaz vai trilhar em termos de auto-estima. O quanto anos de gritos incessantes e maus tratos verbais e comportamentais o vão afectar na vida.

Quando era pré-adolescente precisei por um curto período de tempo de explicações para a escola. Meus pais pagavam a um explicador para me ajudar duas vezes por semana. Uma vez lá fui eu e não sei com que cara ia, mas ele perguntou-me o que é que se passava comigo. Por vezes estava bem, outras parecia não estar - diziam-me frequentemente. E depois começou a elogiar os meus pais. Disse-me o quanto eles se preocupavam, o quanto lhes devia estar grata e o quanto era bom ter pais. 

-"Olha para ali bolas! Ré, dó, mi, ré, dó!"
- "Bolás pá! Merda!" - continua a vizinha a gritar ao filho.

O puto já vai naquilo para três horas e ela não pára de lhe gritar. Pelos vistos ele não acerta naquelas três notas lá muito bem e vai ter de ouvir o resto da vida... Não me admiraria que associasse para sempre estas memórias negativas e sofridas ao simples avistar do instrumento. Ao ponto de nem lhe poder colocar a vista em cima. 

Bem, o que é que eu poderia responder a um explicador jovem e independente que perdeu os pais cedo? Nada. Porque se lhe dissesse um desabafo que fosse, lá se ia o ideal que devia estar na sua cabeça de órfão. "Deves estar grata por ter pais" - disse-me ele. 

Sim, eu sabia. Mas nem tudo era um mar de rosas e nem sempre é a criança que está sem a razão. Apesar de tudo, e esse tudo não era pouca coisa, entre os ter e não os ter, preferia ter. Mas a que preço... !! Quase que lhe confidenciei: "Não é bem assim". Mas do que adiantava? A realidade dele era outra. Outra que eu decerto não conhecia também. Deixar que ele sonhasse com os pais carinhosos, afectivos e compreensivos que perdeu cedo, tal como eu, no fundo, fantasiava também. Carênciavamos os dois do mesmo, mudavam as circunstâncias. Ele jamais poderia recuperar os pais e eu tinha os meus. Era diferente. 

Pelo que nem com ele, nem com ninguém, alguma vez desabafei fosse o que fosse sobre os gritos, os maus-tratos constantes, muito presentes entre quatro paredes, diluídos na presença de estranhos. Desabafei com o papel, que ouviu pacientemente uma enxurrada de frases ditas em desabafo e sofrimento, até que um dia decidi que o papel também não devia guardar esses males. Uma vez fiquei mal vista diante de uma pessoa só porque esta achou que não correspondi ao nível de simpatia de meus pais. E tinha-lhes falado, num momento, com secura. Nunca lhe confidenciei que nesse momento o que lhes disse saíu como um grito de dor abafado. É que meus pais estavam a ser muito simpáticos mesmo. Bastante. E subitamente eu percebi que toda a minha vida podia ter sido assim e não foi. Uma dor rápida e profunda como um relâmpago passou pelas células do meu corpo quando o percebi. Contive as lágrimas. Percebi que era uma ESCOLHA. E eles escolheram os gritos. 

Nada disse, deixei que a pessoa ficasse a pensar mal de mim. Tantas vezes protegi meus pais mantendo o silêncio. Quem ficava mal vista era eu. Mas muitas vezes, mal a porta fechava e a visita ficava do lado de fora, recomeçava logo, ali e naquele instante, os maus tratos verbais.

Era como avistar por uns instantes o oásis para depois me atirarem de imediato no inferno calorento do deserto.


Quem vê os meus vizinhos com os filhos a passar na rua, não adivinha a gritaria entre as quatro paredes. Comigo também era assim. Tudo o que as pessoas viam era o que os sentidos básicos conseguiam detectar. Roupas, carro, escola, brinquedos, coisas normais. As pessoas pensam que estas coisas têm cara, roupa esfarrapada, falta de instrução e principalmente, falta de dinheiro. Mas não é assim que acontece.

Não creio, infelizmente, que o meu caso, separado que está em tantos anos da geração deste rapaz meu vizinho, sejam casos pouco habituais. Infelizmente, creio que a maioria das famílias portuguesas carregam no seu ADN este quotidiano ou variantes dele. Acredito que meus pais queriam mesmo dar uma vida melhor aos filhos. E, tal como tanta vez disseram, "dar tudo aquilo que eu não tive". Só que essas coisas eram bens materiais, não bens afectivos. Nesses continuaram a privar um tanto os filhos, quem sabe até se vingando neles. Deram-lhes bens e estudos, que era o que ao crescerem julgavam desejar para si, mas retiraram-lhes liberdade e individualismo. Muitos pais recusam-se a identificar os filhos como indivíduos e esquecem que mais do que mandar, impor, dar ordens e obrigar, há que escutar e, acima de tudo RESPEITAR.

Noutro dia recebi um comentário num blogue em que a pessoa confidenciava que não soube respeitar os pais, os avós nem dar valor às pessoas que a rodeavam. Percebeu que foi uma adolescente rebelde e egoísta. E se arrependia hoje por isso. De alguma forma, gostava de lhe ter dito que era suposto isso ser um pouco assim. Antes assim que ao contrário, pois o contrário era muito pior. Que se deixasse estar sem grandes remorsos, porque eles certamente que souberam entender, ainda que pudessem ficar sentidos. Porque compreendiam os ímpetos da juventude. É diferente quando se está na adolescência. Nem todos os adolescentes têm a cabeça algo "idosa", como foi o meu caso. 

Eu não tenho desses arrependimentos. Com intenção, nunca fiz mal a alguém ou tomei uma má atitude. Estive sempre presente, dei tudo o que tinha de bom para dar aos meus e continuo a dar, ainda que tente aprender um pouco a ser egoísta. Uns já faleceram e eu percebi a sensação nova e estranha que é alguém partir e ficar tudo tranquilo e pacífico. Não me deixaram um arrependimento. Não ficou um pedido de desculpas por fazer, nada que remoesse a alma. Talvez porque não fez parte do meu feito me esquecer que existiam. E eles sabiam disso e o apreciavam. É uma tranquilidade que me pertence e desconhecia até que pudesse não existir, como vejo alguns lamentarem. 

Como já referi, este tipo de tratamento familiar que a vizinha está a transmitir aos filhos parece que está no ADN português. Passa dos pais para a prole. Ténues mutações, talvez, mas a «medula» está sempre lá. Comigo não teria hipótese, isso percebi-o bastante cedo, mas não deixei de o ver a acontecer noutros lugares, com outras pessoas. E agora, com esta vizinha. Por vezes dá vontade de intervir. Assim como o impulso também surge quando vejo alguém a arrastar uma criança pequena pelo braço insultando-a por não se despachar a andar. Ou gritam com elas nos super-mercados, insultando-as chamando-lhes nomes, que, por estarem num super-mercado, não escalam ao que escutam em casa mas que deixam adivinhar. "Tu só me envergonhas! Nunca mais te trago comigo às compras! Está quieta! Olha que ainda levas uma palmada!" - ou então dão a palmada logo ali, para "disciplinar" a criança. Esta chora, claro está. E por chorar ainda apanha mais, porque ao chorar está a embaraçar o adulto e este sente que as atenções e RECRIMINAÇÕES recaem em cima de si. O que pensa que os outros pensam dele é o que o leva espancar novamente a criança. Que chora e lhe gritam para não chorar. Mas se apanhou, queriam que sorrisse?
Se calhar queriam que ficasse como eu aprendi a ficar. Parada, de cara "fechada", braços cruzados, em silêncio e totalmente absorta num sofrimento oculto. E ainda a escutar o quanto é uma criança insuportável, que não pode ir a lado algum, que só traz é vergonha. Porque tudo o que os adultos querem de uma criança é que fique quieta e em silêncio quando outros estão por perto e os podem julgar. Ora, uma criança pode ser difícil de educar - isso não contradigo, mas pelo cansaço dos pais apenas. E por a altura para se portar como a criança que é não ser conveniente, apanha.

Espero que este comportamento tenda a diluir com a passagem das gerações, com a melhoria da instrução e do convívio com outras sociedades e culturas. Mas agora aparece-me aqui esta nova jovem mãe, com seus filhos crianças, a repetir o mesmo. Quanto tempo mais até isto desaparecer? Porque submete ela os filhos a isto? Para se vingar dos seus pais?


Recuando ao explicador órfão, devo explicar que não lhe invejava a situação. Devia ser tão difícil não ter pais! Mas cada um de nós tem a sua ideia do que é ter pais e viver com eles. Os que têm só podem imaginar o que seria viver sem e os que não têm idealizam o que é viver com. Ninguém sabe como vai ser ou poderia ser, até que a situação passe a facto e deixe de ser hipotética. 

Eu sempre imaginei, por exemplo, que um órfão não é necessariamente um coitado - porque fui ensinada que era para os ver assim, embora jamais o conseguisse fazer. Procuro ver o indivíduo, não a sua condição, pelo que não faz sentido para mim dizer que alguém é "mais ou menos" seja o que for. Lá porque a pessoa pode ser órfã, não quer dizer que não seja amada, bem educada, lhe falte quem lhe transmita valores morais e a mune de ferramentas para se erguer por conta própria na vida. Não sei se a pessoa é feliz ou infeliz, se é boa ou má - isso não advém da sua condição. Conheci apenas superficialmente dois rapazes a serem educados pelos avós, sendo que um só tinha uma avó e não tinha realmente os pais. Deviam ter um sentimento estranho, claro, mas nenhum me pareceu desajustado. Decerto que teriam os seus momentos terríveis em que gostariam de levar a vida igual aos dos outros meninos e ter um pai e mãe por perto. Tenho a certeza que ficaram marcados por isso, tal como tanta coisa nos marca nesta vida. Mas quem diz que não têm como receber amor e que este não é bom?  Talvez tenha adquirido esta percepção devido às histórias infantis do meu tempo. Nelas quase todas as personagens principais eram órfãs. Como o Marco, a Heidi nas montanhas, os esquilos ou o Sebastião. Mas eram também crianças ou animais inteligentes, saudáveis, activos e amados por muitos, talvez até por isso. Recebiam caridade, preocupação extra, afecto. Acredito que mais importante do que o grau de parentesco, é o amor que a pessoa tem e sabe dar. 


É estranho, por exemplo, escutar os desabafos de minha mãe sobre episódios mais sofridos da sua infância, que mos relata como se eu nunca os tivesse escutado, e perceber que ela não é capaz de estabelecer os paralelismos com o seu comportamento para comigo. Diz-me "tu não sabes", quando eu sei sim, porque ela fez-me passar pelo mesmo. Podem variar as circunstâncias ou mesmo o resultado final, mas nunca o acto. 

Jamais desejei qualquer mal aos meus pais, pois lá da forma deles, sei que gostam de mim. Apenas não o souberam demonstrar e, o que é pior a meu ver, não me sabem respeitar. Foram pais que, tendo um problema qualquer no trabalho, chegavam a casa e gritavam com a filha. Todos os problemas pessoais entre os dois também vinham parar a mim. Fui basicamente um bode expiatório, não sei se alguma vez o vão admitir. Creio que não. Porque ainda se vêm a eles próprios como vítimas, para poderem se perceber como carrascos.Também não preciso de admissão, eles é que precisam. 

E agora esta vizinha trilha o mesmo caminho. Zangada que está com o mundo, insatisfeita quiçá com a sua vida afectiva e amorosa. Quem paga são os filhos. E mesmo a querer ensinar, lá está ela: "Bolas pá! Merda!" - constantemente a gritar isto aos ouvidos daqueles que pariu. 


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Paco Bandeira - um predador em praça pública?




É história que corre na imprensa, e esta nem está a ser muito evasiva. O processo que a ex-mulher de Paco Bandeira tem a correr em tribunal onde o acusa de violência Doméstica, maus tratos, posse ilegal de arma e devassa da vida privada.



É um tema que merece reflexão. O número de mulheres assassinadas em Portugal vítimas de violência doméstica tem vindo a aumentar. O protagonista é só o catalizador para se falar de algo maior. Mas se acho que o homem é culpado? Claro. Não tenho já dúvidas.

Existem muitos com uma mentalidade parecida à que é descrita. Quase sempre as mulheres que elegem como a mulher-cabecilha - aquela que publicamente pode ser considerada a sua mais-que-tudo enquanto vão tendo outras de lado, ficam PERDIDAMENTE APAIXONADAS. Tudo o que um homem destes lhes diz, por mais absurdo que seja, é verdade. Eles manipulam-as.

E se alguém de fora, um
amigo de longa data ou um familiar próximo alguma vez disser uma palavra contra o amado, a mulher já sofreu uma brainwash eficaz o suficiente para se sentir traída e ameaçada por aqueles que conhece há mais tempo. Rompe até laços. Fica ainda mais de pedra e cal junto do homem que tanto ama e que a manipula sem se dar conta. Ficam CEGAS para os ténues sinais de que algo está mal. Porque nunca se sentiram tão apaixonadas.

É O estratagema de eleição de qualquer predador: cativar a vítima. Aquela que ficar mais cativada e se mostrar mais propensa a ser domesticada, vira a cabecilha. Tem de possuir algumas qualidades, normalmente são sempre mais NOVAS, porque a imaturidade ou a inexperiência facilita. Podem até preferir mulheres com um certo QI, com uma profissão, com cultura e formação, até porque são viciados no desafio de transformar uma mulher forte e segura num trapo emocional. Mas escolhem sempre mulheres que correspondam AO PERFIL que pretendem.

Aos poucos e sem elas se darem conta, este tipo de homem vai tomando conta de todos os passos das parceiras. Está sempre presente, mesmo quando não está. Muitas vezes mandam instalar sistemas de vigilância para garantirem o controlo à distância. Estas mulheres estão sobre supervisionamento constante. É a materialização da paranóia. Qualquer passo em falso pode custar-lhes a VIDA.

Quando acontece um problema e dá-se uma discussão, a mulher acaba muitas vezes a se sentir responsável e a perguntar a si mesma se fez algo de errado. Acha que sim, pede perdão, volta tudo à mesma...

Eles controlam-lhes os horários, o que fazem, com quem andam, com quem falam ao telefone, contam a quilometragem do carro, mandam ou eles mesmos se põem a seguir as mulheres e estão constantemente a TESTÁ-LAS. Têm propensão para achar que estas lhes vão ser infiéis, pelo que a maioria das discussões têm sempre este catalisador.

Vêm ameaças em todo o lado. Eles próprios não são fiéis mas, de alguma forma, a infelidildade não se aplica a eles. Existe sempre um BOM MOTIVO para a parceira MERECER a traição. Que nem traição é. Nunca o admitem. Mesmo em casos de reconciliação, a responsabilidade raramente é realmente assumida e sim impingida a atitudes incorrectas da parceira.


No caso particular deste artista, que de resto não é por ser artista que me interessa, foi ao ler uma notícia do seu comportamento em tribunal que não tive mais dúvidas. Tudo pode não passar de suspeitas mas quando um homem surge na imprensa todo cheio de SORRISOS, ladeado por mulheres para ficar bem na fotografia, faz PIADAS sobre o processo de que está a ser acusado, e depois de fazer este "número", vira-se para os jornalistas e diz algo parecido ao "NÃO FALAR COM A IMPRENSA QUE NÃO VALE NADA", algo não está claramente bem.



É uma personalidade claramente cheia de dualidade. Podem ser muito perigosas. Claramente, pertencem ao confinamento supervisionado. Não devem andar à solta entre a sociedade. Um dia o dia corre-lhes menos bem e qualquer inocente pode virar vítima. É uma personalidade obsessiva, doente e nem anos de investigação dos psicólogos mais bem intencionados conseguiu irradicar este distúrbio das mentes mais perversas da história da criminalidade. Será que vai ser sempre preciso um acto horrendo cometido na presença de centenas de testemunhas credíveis para se entender, já TARDE DEMAIS?


Quando li, há uns anos, que a esposa deste senhor cometeu suicídio com um tiro na cabeça pensei: "Que horror! Coitado também, não é fácil ter de conviver com isto". Depois li mais um bocadinho da história e fiquei de boca aberta. Então não é este estava presente quando a morte aconteceu? Já nem se trata de conviver com a perda, mas com a MEMÓRIA dela! Suspeitas existiram de que podia ter sido assassinato e não suicídio devido ás imensas brigas do casal mas provas a apontar para isso NADA! E claro, defendo sempre que sem algum tipo de prova ou indicação não é moralmente aceitável deixar a ideia prevalecer.


Mas sabemos nós todos que, não é preciso a mão de uma segunda pessoa a pressionar o gatilho
para esta ser responsável à mesma. AS PALAVRAS podem servir de gatilho. Anos e anos de maus-tratos, violência verbal, psicológica, física... ameaça contra terceiros como a vida de filhos, pais, amigos... anos disto e num momento aceso de uma discussão o alívio pode estar ali numa arma estrategicamente colocada sobre a cabeceira pelo «atencioso» esposo...

Isto se não formos a pensar o pior, que é o forjar o acto. Mas para este tipo de personalidade controladora dá mais gozo LEVAR TERCEIROS a cometer loucuras. Gostam de torturar e manipular. Fazem-se sempre de vítimas e costumam ser bons a convencer os outros disso.

Desconfiem sempre de um homem com MUITOS SORRISOS E AMABILIDADE...

Poucas histórias que li sobre casos reais de assassinos de esposas não começam com "ele era o homem da vida dela. Ela contou-me que estava muito feliz e que nunca se sentiu tão apaixonada. Tinha encontrado o "tal"." Mas depois deixou de sair com os amigos, não podia sair de casa, não podia falar ao telefone, não podia ter carro, ele ia ao computador ler-lhe os emails, ia buscá-la ao emprego, pediu-lhe para abandonar o emprego...." Etc. Não faltam exemplos, mas todos falam do mesmo TIPO DE HOMEM.

É uma lição que pode ser valiosa. DESCONFIEM!

Por mais inteligentes que estas mulheres sejam- porque muitas são grandes exemplos de sucesso, não vêm nada disto a acontecer até ser tarde demais. Porque estão PERDIDAMENTE APAIXONADAS. A paixão CEGA é a ARMA que o PREDADOR utiliza para PRENDER a sua PRESA. Depois é o medo.


Cuidado com os "sempre-sorridentes-com-passado-complicado-mas-eu-não-fiz-nada-os-outros-é-que-me-querem-tramar-és-tudo-para-mim-para-todo-o-sempre". OK?

Links úteis:
http://www.apav.pt
http://manualmediavd.blogspot.com

LEMBRAM-SE DE OJ SIMPSON?
Foi a tribunal acusado de assassinar à facada a ESPOSA e o melhor AMIGO. Sinais de um crime bastante passional.

Foi um caso demasiado mediático como só nos EUA consegue acontecer e emitido em directo pela televisão. Durou 372 dias. MUITOS defendiam a inocência de OJ Simpson apenas porque é preto. Num país que vive imerso na culpa do aparthaid e numa altura em que acusar um negro do que quer que fosse era apontado com um ACTO DE RACISMO, esta figura pública que alcançou a fama como jogador de futebol americano acabou por ter muitos a proclamar a sua inocência a todo o custo, acusando o sistema jurídico de PERSEGUIÇÃO RACIAL. Até se fizeram motins. E foi assim que muitos defenderam com todas as forças um ASSASSINO. Porque acredito que ele era o responsável por aquelas mortes. Para mim absolveram um assassino. Não só tinha motivos, como fez ameaças, como as provas indicavam para isso. Mas o «circo mediático» foi tão forte que foi preciso a poeira assentar para as vozes que pediam para olharem para os factos pudessem ser ouvidas com mais clareza.

De resto não é tão incomum assim, levando em consideração que assassinos como Charles Manson mantinham um rol de fãs femininas depois de provada a culpa e mesmo estando já atrás das grades. Só porque era "lindo" (brrrrr!). Nem tão pouco deixa de acontecer mulheres livres e correctas «apaixonarem-se» por prisioneiros, trocarem correspondência, casarem na prisão e depois os acolherem em casa. Algumas acabam mortas... vai-se lá entender o fascínio que alguns sentem por PERIGOSOS SERIALL KILLERS.

OJ Simpson foi inocentado e rejubilou. Multidões de apoiantes rejubilaram até às lágrimas. Ainda tentou escrever um livro onde descrevia detalhes do crime, já que nos EUA não se pode ser julgado por um mesmo crime duas vezes. E dava-lhe para «brincar» com o assunto, como o demonstra a foto acima. Mas com isto quero apenas chamar a atenção para algo que acredito. Acredito mesmo que, cá se fazem, cá se pagam. Porque onde está OJ Simpson hoje? NA CADEIA.

Está preso por ASSALTO à mão ARMADA. Formação de quadrilha e sequestro. Condenado a alguns bons anos de prisão. Invadiu a casa de alguém para roubar artigos que um dia autografou aquando a sua grande fase de ESTRELA DE FUTEBOL AMERICANO. Agora eram valiosos e lá achou que os tinha de roubar, após ter feito ameaças de morte. Isto foi tudo o que li numa pequena notícia numa revista, mas decerto existiram actos mais vis, como a acusação de sequestro deixa transparecer.

Mas desta feita já ninguém proclamou a sua inocência. Não existiu mediatismo e quase que o facto passou despercebido, como se fosse vergonhoso. Muitos tiveram de "engolir" as palavras de apoio, inocência e integridade que lhe proclamaram. Pelo menos assim o achei. Na altura do julgamento tantos o defendiam de corpo e alma... davam tudo por ele. Choravam, gritavam, rezavam, faziam promessas... Faz-me muita impressão estas reacções colectivas obsessivas, parecem pragas contagiosas. Não estão a enxergar a pessoa pelas suas acções, mas pela sua aparência e carisma... Ainda hoje se vê este tipo de «doença» por figuras mediáticas com um palmo de cara...

Fez-se justiça? Talvez injustamente aos olhos da moral dos familiares das vítimas e daqueles que prezam a verdade. A família da esposa e do amigo nunca ficarão em paz por não o ver responsabilizado. Muitos criminosos, ainda que se desconfiem que foram os autores de alguns crimes, acabam condenados por outros, simplesmente porque o sistema assim o permite com mais facilidade ou porque as provas só ajudam um caso, não outros. Mas acabam presos. E é nisto que acredito: cá se fazem, cá se pagam e são as próprias acções que acabam por conduzir o criminoso a uma punição. Ele pensou que tinha escapado impune e dedicou-se ainda mais ao crime, já que havia se safado tão bem de algo tão grave. Mas se os homens não conseguirem justiça, Deus a trará. Deus ou as vítimas, lá do outro lado.

Outros blogues de interesse:
http://laribonora.blogspot.com/2010/11/violencia-domestica-atinge-criancas.html
http://feministasbemresolvidas.blogspot.com/2011/03/violencia-domestica.html

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desabafo do diabo

Tenho no emprego um colega que me trata muito mal. É rude e mal-educado. Trata-me com desdém, dá-me ordens, tenta apontar dedos à eficiência do meu trabalho, não aceita uma sugestão sem ser verbalmente agressivo e tem atitudes de violência passiva. O que fazer?

Esta questão já não me perturbava há algum tempo, a pesar da convivência diária. Mas hoje até me tirou o sono e estou aqui a escrever ás 5.30 da manhã... o mesmo número de horas que estou acordada.

A minha atitude para com ele ou para qualquer outra pessoa, mesmo que rude e agressiva, é pacífica. Sou uma "madre Teresa" (só que esta era impaciente!), no sentido em que consigo engolir todos os disparates que me são lançados e não reagir sem ser com tranquilidade.

Como lidar com uma pessoa destas? Aparentemente é um tipo simpático... mas só há superfície. Posso dizer com sinceridade que ele se mostra tal como é: um desalmado. O que não é nenhum despropósito, visto que tudo o que se relaccione com piedade, compreenção, Deus, milagres, protecção divina é alvo das suas mais impiedosas críticas.

A mim ele se mostra tal como é. Não há nada ali que se aproveite. Diria que não tem essência, não tem conteúdo, é podre. Como diz uma colega: o tipo é um porco. Às mulheres, só trata bem as jovens e bem feitas. Diz com a boca cheia que é exigente e só come "filé-mignon". (olhem só o tipinho...). Chama nomes às outras, sempre pelas costas, e não é nada meigo. Ao implicar com alguém é um desalmado: não mostra sentimentos, não parece reflectir sobre as razões ou validade das suas acções. Parece um animal mas um daqueles irracionais, que só sabe é ver um alvo vermelho à frente e investir, investir, com os cornos. E gosta das vítimas inofensivas e inocentes. Vulneráveis e sem grandes defesas. É mesmo um animal... não implica com ninguém do seu género. Não bate de frente com homens, que esses podiam dar coices. O seu alvo predilecto são mulheres fracas.


Mas quem julga que ele aparenta ser o que é, julgue outra vez. Tem voz doce. Que usa tal e qual uma mulher usa quando quer seduzir. Para mim é uma voz desagradável e tem um tom nojento mas, para quem está de fora, é capaz de iludir. Fala de forma rude e agressiva, mas com aquela voz. É altivo, cheio de si, mas como diz "bom dia" com dois beijinhos no rosto, julga-se o mais bem educado ser à face da terra (sem exagero). Também se julga o único bom trabalhador dentro da sua profissão e já o ouvi falar mal da forma de trabalhar de todos os outros colegas. Mas tem conversa, enrola, diz coisas sem nexo mas vai deixando a pessoa em dúvida...

Uma vez olhei para ele no momento exacto em que disse algo assim:
-"Deus?! Eu acredito é no Diabo, se tiver de escolher prefiro o Diabo a Deus".

Ao olhar para ele não é que visualizei o dito cujo? O rapaz tem até perfil físico para se mascarar no Halloween da sua personagem favorita. O perfil e o espírito, já que é tão ardiloso e maldito. Tem perfil, tem espírito mas duvido que tenha alma... maldito!

Maldito!