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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Por inglaterra - Há lixo nas ruas?


A resposta:


SIM.
Desde detritos recentes...
















Aos que já têm meses













E ao que parece tb se estaciona em cima dos passeios
(não deu para borrar a matricula mas tb quem vai saber?)



sábado, 29 de dezembro de 2018

Blue for tidy



Ontem pelas 11h estavam completamente vazios.
E assim os deixaram pelas 20h desse mesmo dia.








quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Inglaterra: Desfazendo Mitos - p2

LIMPINHOS

É mito que os ingleses são todos limpinhos. É verdade que as ruas estão livres de resíduos considerados "lixo"- aquele que em Portugal costumamos facilmente encontrar. Mas isso tão somente significa que os governantes cumprem o pelouro da limpeza e higiene urbana. Fazem o seu trabalho, ponto. Em privado acho que muitos ingleses são um tanto para o desleixado, revelando que não gostam de sujar as mãos. Nos quintais de algumas casas - poucas, consegue-se ver entulho de anos e lixo recente. Nos restaurantes mais comuns deixam as mesas sujas de tudo um pouco, besuntam cada centímetro com aqueles molhos que todas as comidas inglesas levam e ainda por cima, se trazerem lixo com eles (embalagens de comida rápida, garrafas de refrigerantes, embalagens de perfumes, cigarros, embalagens de aparelhos eletrónicos diversos, de pasta de dentes, fruta a apodrecer, embalagens de sapatos novos, etc) deixam tudo na mesa onde foram almoçar/jantar. Claramente, julgam que quem as limpa, não se aborrece com o entulho extra. 

E para contrariar esta tendência, quando na caixa de supermercado, o empregado/a nunca atende o cliente atrás de ti até te ires embora com as tuas compras. Se ainda tens de as ensacar, eles param de atender. Têm essa cerimónia. Vai-se lá entender esta gente! Cheios de cerimónias numa simples fila de supermercado, mas sem nenhuma quando se trata de abandonar porcaria e lixo desde que seja para outros limpar. 



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nem toda a gente que anda aos caixotes procura o que comer

Há umas semanas passava eu pela ciclovia paralela a uns prédios quando reparo num homem a levantar o tampo de um dos dois caixotes de lixo que estava a vasculhar. Nisto caem ao chão uma série de bobines. Sim, bobines de filmes de 35mm ou 8mm (ainda se lembram delas?), nas suas caixas redondas.


Colocadas no lixo como se nada fossem... eu fiquei imensamente curiosa por descobrir o conteúdo daqueles filmes. Seriam os filmes caseiros de alguma família? Seriam filmes outrora comercializados? Uma coisa achei porém poder concluir: aquele homem conhecia o conteúdo daqueles contentores e apressou-se a se apossar dele.
O homem  removeu também dois peluches do interior do outro contentor - uma Minie e um Mickey.


Gostava de ter visto mais mas foi o que percebi de passagem. O lixo, meus caros, não é só um lugar onde os esfomeados se dirigem para tentar tirar a barriga de misérias. Também são lugares muito concorridos para pessoas que procuram um ganho fácil. 

Durante anos habituei-me a ver nas paredes do corredor de casa uns quadros reproduzindo as quatro estações do ano. Achava-os bonitos mas não sabia do que se tratava. Eram espelhados e tinham o desenho de damas em vestidos esvoaçantes, numa paisagem ora de Primavera, ora de Verão, de Outono ou Inverno. Agora sei que se tratava de reproduções de gravuras da altura da arte nova*, da obra do ilustrador Alphonse Mucha. Naturalmente conhecia aqueles quadros de trás para a frente. Cada marca da moldura, cada mancha ou minúsculo risco. E quando estes quadros passaram a decorar outra casa, conheci-lhes também as novas marcas. Mas um dia o conteúdo dessa casa foi na sua grande maioria para os contentores de lixo - o que agora mais do que antes considero pouco correto. 


Um ano ou nem tanto depois dos quadros terem sido deixados junto aos caixotes para serem levados (por quem quisesse ou pelos apanhadores de lixo) reconheci um na montra de um antiquário. A «lady Primavera» estava a olhar de novo para mim. E não existia qualquer dúvida que era o mesmo. Conhecia-os demasiado bem. Sempre olhei para eles. A moldura, particular e idêntica, tinha uma pequena mossa no preciso lugar. Não faço ideia do preço pedido mas ali estava a prova: lixo para uns, riqueza para outros.


* movimento artístico desenvolvido nas últimas décadas do século XIX, um cruzamento entre a arte clássica e a arte industrial, a passagem da pintura para a arte gráfica

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O Natal vai trazer baratas?

Ouvi dizer que os trabalhadores da recolha do lixo estarão em greve até dia 5 de JANEIRO!!

Espanta-me que o governo aparentemente pareça estar indiferente aos efeitos de 15 dias sem recolha de lixo das ruas. E não são 15 dias normais não: Apanha o Natal e o Ano Novo. Apanha quilos de papel amarrotado de presentes desembrulhados, toneladas de restos não comestíveis ou parecíveis de refeições e muita, mas muita embalagem de tudo e mais alguma coisa, a maioria de plástico.

Procuro todos os anos conseguir arrumar o maior número de coisas possíveis a fim de colocar o que descobrir que é para o lixo o quanto antes no respectivo contentor. Primeiro começou como uma forma de não "entupir" em excesso os contentores nesta época Natalícia. Mas logo depois começou pela necessidade de sentir que a casa está toda limpa e organizada até o Natal. Claro que, nunca consigo cumprir este último objectivo. Os restantes afazeres e as situações "empata" não o permitem. Mas tudo o que sentir que está a encher e irá para o lixo, tento colocar lá antes do Natal.

O governo aparentemente não vai fazer nada, não vai garantir serviços mínimos e vai deixar os grevistas ter direito à greve. Dia 6 voltam ao trabalho e terão de colectar tantas toneladas de lixo fedorento com mais de uma semana de idade que o melhor será repensar se os antigos métodos de queima no quintal e enterrar lixo num buraco não devem ressuscitar.