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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mentalidade formatada

Estava aqui a pensar nas desenvolvimento de uma pessoa que cresce numa zona mais quieta e tranquila como uma aldeia versus ao desenvolvimento de uma pessoa educada na grande cidade. Acredito que uma pessoa criada num meio ambiente menos exposto acabe por se desenvolver mais depressa. Existe aquela ideia pre-concebida de que na cidade se cresce depressa enquanto no campo longe do progresso o adolescente não desenvolve muito. Pessoalmente sempre achei isso um absurdo. Até porque, se assim fosse, não seria natural que em locais mais remotos muitos jovens formassem família cedo.  No que respeita à sexualidade, pelo menos - que é o que muitas vezes as pessoas se querem referir, esta não chega necessariamente até os jovens que vivem nas grandes cidades primeiro que aos que vivem em zonas remotas.

E acho que compreendo porquê. É preciso tempo para reflectir e fazer uma auto-consulta para se entender. Para a meditação - se preferirem. E esta é essencial, julgo eu, para o crescimento adequado de qualquer indivíduo. Ora um adolescente está ocupado com as suas obrigações escolares diárias ou está a passar pelas rotinas típicas da vida social na escola, da vida social entre os pares. Distraem-se todos com o mesmo, ocupam o tempo todo com diversas coisas que lhes ocupa a mente e deixa pouco ou nenhum espaço para deixar a mente sossegar para meditar. 


 Como explicar o que quero dizer? Em zonas altamente populacionadas em que a oferta de diversões é imensa, não se tem muito tempo para a reflexão.


É difícil não detectar com tristeza que existem hoje tantas ideias e comportamentos pré-estabelecidos que praticamente FORMATAM a mentalidade e as acções dos nossos jovens - especialmente os que vivem na cidade. Vestem igual, pensam igual, consomem os mesmos produtos, querem consumir esses produtos, divertem-se da mesma forma, nos mesmos sítios. São quase todos umas fotocópias uns dos outros sabendo eu o quanto se é diferente e o quanto a busca da identidade é importante nesta fase. Parece-me triste esta existência padronizada. Nasceram e já lhes dizem o que devem comer, o que devem vestir, que músicas devem escutar. Mas será que gostam de tudo o que foram ensinados que devem gostar? Falta a alguns a exposição a outras formas de vida, de sociabilidade, de realidades. 


A juventude é maravilhosa. É a melhor fase para se descobrir no e o mundo. E as grandes empresas sabem disso tão bem que muitas multinacionais dirigem os seus produtos a este target especial de consumidores. Tomem como exemplo a OPTIMUS - julgo que é essa a rede de telemóvel que é quase inteiramente direccionada para o público tão jovem mas tão jovem, que são os pais que ainda têm de pagar a mensalidade do telemóvel, embora toda a mensagem de consumo de serviços seja direccionada aos filhos. Lembram-se de um recente anúncio televisivo em que uma mulher idosa ao colocar o pé na água de um jacuzzi cheio de jovens começa a derreter da ponta do pé até ao fim, desintegrando-se? Não gostei desse anúncio preconceituoso mas ele foi muito explícito quanto ao seu público de eleição: a juventude. O resto são trapos... servem para pagar as contas mas o público mais desejado de qualquer empresa é JOVEM. Seja que produto tenham para vender. 

Então lamento que esta juventude - em particular a que cresce em grandes aglomerados populacionais, esteja toda a ser alvo deste merchandising e campanhas de sedução. 

Numa ocasião participei num inquérito que visava encontrar os produtos mais adequados para consumidores de todas as classes etárias, que são divididas mais ou menos em o grupo de bebés, depois das crianças até os 12 anos, depois dos 12 aos 18, dos 18 aos 21 ou 25 e assim sucessivamente, conforme passam as várias etapas da vida mais marcantes. Sugeri o que para mim me pareceu óbvio que era de interesse para o público alvo predilecto: a juventude. A pessoa que fez as perguntas estava particularmente ávida para receber soluções de produtos para o público desta idade. A minha sugestão foi implantada e teve um estrondoso sucesso. Eu, infelizmente, não ganhei nada com isso de dar ideias grátis a outros e nem fiquei contente com o proveito dela retirada.

Todos sabem que a juventude é o público-alvo mais desejado e o mais difícil de agradar. Mas se o obterem, as empresas têm os pais todos a gastar dinheiro no produto. Afinal, os jovens são persistentes e além disso cansam-se depressa e querem outros modelos, outros lançamentos, todos os anos ou a cada estação. Foram educados a pensar assim - defendo eu, pois também eu vi no meu tempo de criança publicidade na TV a tudo o que era brinquedo. 
Próximo da época do Natal então, "chovia" tanta publicidade que lembro que meus pais mudavam logo de canal. O normal seria se escutar "eu quero isto" ou "isto é giro" ou "podias me oferecer isto pelo natal ou pelos meus anos?". Só que a pesar da mensagem consumista funcionar como atractivo, existia a consciência de que não era possível ter tudo o que desejávamos e, mais importante ainda, o que recebíamos era para ser preservado e durar «uma vida toda» - assim me era dito. Era UMA barbie - ao invés de uma dúzia e UNS ténis, ao invés de vários de diferentes cores. Pelo que lamento que desde então as coisas tenham se tornado tão eficazes para as empresas que manipulam estes jovens e seus pais como consumidores. Que lhes dizem o que fazer, o que desejam, o que precisam, como devem vestir, que corpo devem ter, que pele devem ter, que penteado devem ter para ficarem na moda...

Em locais mais isolados ou pequenos a exposição também existe, mas talvez a juventude esteja mais protegida. Talvez... A única coisa que o jovem da cidade tem aparentemente de vantagem sobre o jovem criado em terras mais tranquilas é que este tem uma postura mais rápida de viver e desenrascar-se, uma superior experiência em noitadas, comportamentos padrão e de consumismo. Sabem se integrar rápido porque fazem parte do mesmo conceito. Mas de resto, algo se perde. Algo que talvez - não sempre mas de uma forma geral, o jovem educado de uma forma mais equilibrada consegue trazer de novo a um grupo educado a pensar igual, vestir igual, agir igual.


 Nas grandes cidades os jovens formam grupos conforme as pessoas são bonitas, bem vestidas, usam óculos são populares. Duvido que em zonas mais sossegadas o mesmo não aconteça - porque são coisas transversais que atravessam todos os extractos sociais, culturas e gerações - mas também acredito que fica mais fácil escolher amigos por afinidade de ideias quando não existe essa pressão inconsciente de os escolher conforme as conveniências. E conveniências ditadas por quem? Quem diz o que se deve pensar, comer, vestir, usar? O CONSUMISMO.



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Não sei se ainda está em voga mas vi recentemente uma reportagem sobre NEUROMERCHANDISING - que consiste em colocar o cérebro de indivíduos sobre ressonância magnética enquanto lhes mostram anúncios de produtos. Conforme a resposta que o cérebro dá, é estudada a eficiência da força do produto e modificada até atingir o ideal: muitas vendas. Na sequência disto vi também um filme intitulado "Assim se vende um filme", onde  me foi revelado algo que desconhecia: a cidade de S. Paulo, no Brasil decretou uma lei que proíbe a publicidade exterior. Resultado: toda a cidade, toda mesmo, não tem um único anúncio. Nenhum outdoor, nenhum autocarro ou taxi com mensagens publicitárias, NADA. A razão é que foi considerada aquilo que é na realidade: POLUIÇÃO visual. E como tal, foi irradicada. O resultado? Fantástico! 

Quanto a vocês, leitores, não sei. Mas estas empresas estariam perdidas se dependessem de pessoas como eu para enriquecer. Sou muito pouco dada a manipulações. Não que me julgue imune - afinal, existe pura ciência e até o APROVEITAMENTO de uma invenção supostamente criada para beneficiar a saúde da humanidade para a usar para levar essa mesma humanidade ao consumismo de produtos que até ajudam a fazê-la ficar doente mais depressa. Avaliando por mim mesma duvido da eficácia de tais manobras, pelo que só posso desejar que muitos mais sintam e vivam o mesmo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Brainwash USA

Não gostaria de ter nascido nos EUA. Quando mais conheço, menos aprecio.
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Se já desconfiava de todo o seu sistema de eleição e de democracia, estar a ver pela primeira vez os documentários/filmes de Michael Moore a passar na RTP2 só vem ajudar a aumentar essa impressão. Acho que qualquer mente desprevenida, alienada para a política como a minha tende a ser, acaba por despertar para alguma coisa. Sendo assim, onde está a reacção do povo americano? Onde estão as vozes dissidentes? Onde está a voz do povo americano?
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Nunca compreendi como pode George Bush ter sido reeleito. Mas sempre estive por fora de tudo o que fosse assunto político. Por isso, não sabia da missa metade. Agora que estou a entender melhor apavora-me mais ainda! Como pode, o auto-intitulado «melhor país do mundo», o «mais democrático», o mais «livre», não reagir a todas as incongruências expostas? Como pode o povo realmente eleger um palhaço? Um indivíduo que facilmente se percebe que nem sabe articular duas palavras correctamente? Que inúmeras vezes demonstrou não saber o que está a fazer?
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Já parece um comprado! Nem é preciso ganhar essa noção através deste tipo de documentários. Ela chega até nós sozinha, tal a clareza daquilo que se observa! E onde está o povo americano? Decerto existem pessoas lá que, tal como aqui e em qualquer lugar, estão a ver o mesmo que eu. Um presidente imbecil, uma série de contradições e pistas de falcatruas. Não é possível, não posso acreditar, que o povo americano tenha realmente arriscado, quando tantas dúvidas surgem no horizonte.
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Acredito que a maior e mais eficiente «lavagem cerebral» feita às massas acontece mesmo nos EUA. Qual Coreia do Sul, qual China ou outro qualquer país comunista! O EUA é o país mais bem sucedido no que respeita a lavagens cerebrais às massas, controlo dos Media e da Economia. O povo julga-se livre porque pode votar, falar o que quiser, ir onde quiser, fazer o que quiser... mas realmente... quem é livre e faz ou pensa por si, quando todos os dias escuta apenas o que outros querem que oiça? Quando vota mas de nada adianta porque o vencedor já foi escolhido?
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Acredito que muitos também pensam assim. Muitos americanos, quero dizer. Mas estas vozes são abafadas. Se se tornarem muito incomodativas, serão bem eliminadas, num «corte» limpo, que nem sempre tem de ser um belo assassinato, como aconteceu com o presidente Kennedy- grave acontecimento misteriosamente ainda por resolver.
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O recurso mais utilizado por quem detém o poder e puxa todos os cordelinhos, é a difamação e a mentira. Desde que o mundo é mundo, que este é o recurso mais utilizado. É tão fácil... -aquele ali é simpatizante do inimigo! - e pronto! Já está.
As pessoas têm de pensar mais por si mesmas, e menos por influência da propaganda.
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Mas talvez seja difícil. Não esqueço que quando se conjecturava se os EUA ia abrir guerra ou não, defendi que não o deveria fazer. Se não tive dúvidas, a maioria dos restantes inqueridos tinha. Segundo aquilo que ouviam, e depois do 11 de Setembro, acreditavam que talvez fosse o único passo a dar. E não conseguiam decidir-se. Não viam ou conjecturavam uma alternativa. Este é o tipo de pessoas que segue o que lhes é dito, que precisa de seguir um lider. E é a maioria. Logo, é muito fácil, como a história já veio a comprovar com Hitler, fazer com um uma massa de gente faça e pense aquilo que terceiros desejam e nada mais.
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Outros diziam imediatamente sim à guerra. Sem pensar na morte, na destruição, nas implicações do acto em si. Esta discrepância e diferença de opiniões assustou-me um pouco. Vivo num país em que os da minha geração pouco sabem sobre guerra. Fomos responsáveis por umas até há 35 anos, mas à distância. Estes dramas são do nosso conhecimento. Não somos um país fechado e centralizado, muito graças ao fim do antigo regime. Mas são crimes que não fazem barulho à nossa porta. E isso influencia a formação das opiniões. Poucos sabem medir consequências quando não as sentem na pele.
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Certamente que muitos americanos também pensam assim. As suas vozes porém, não predominam. E assim, não acredito mais na democracia americana. Bush ser presidente por duas vezes é simplesmente inecreditável. Não pode ter sido a vontade do povo americano. Não pode... a menos que a lavagem cerebral sofrida por meses e meses de estúpida propaganda crie esse resultado. Existem inúmeras suspeitas de corrupção e o tipo volta a ser eleito? Quando logo na primeira eleição já foi acusado de ter feito batota? Isto não faz sentido num país democrático.
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A meu ver, este tipo de política repete-se mandato atrás de mandato, excepção feita para Clinton. Os dois Bush e Ronald Regan não tinham perfil para o cargo que ocuparam. Nem o actual tem. Mas como agem os americanos? Por favor, seja lá qual for a opinião de cada um, acho bom que tenham fé mas NUNCA deixem de questionar quem vos governa. Ao fazê-lo, já estão a matar a liberdade.
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Palavras ocas. Cada vez que oiço Bush em qualquer discurso, tudo o que vejo é um acto de má representação, cheio de palavras ocas que não são sentidas (ou entendidas) após pronunciadas.
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Não coloquem um presidente no papel de super-herói e jamais deixem de questionar as suas decisões.