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terça-feira, 19 de junho de 2018

Porquê a américa nunca será um país avançado




Uma americana publicou isto na sua conta do facebook. Imediatamente denunciei como racismo a etnias. Nomeadamente, no meu entender, preconceito para com os emigrantes.

Quando vejo coisas destas SEI que a América JAMAIS conseguirá ser um país de gente coerente, democrática, pacífica, com sensibilidade para os Direitos Humanos.

Não se lembram dos seus que passam fome, até aparecerem outros também com fome. E então gritam:
_"E os nossos? Que estão com fome! Vocês vão embora! Voltem esfomeados para de onde vieram! Aqui não há lugar para vocês!".


Um dia a situação pode reverter-se e depois quero ver...
Qual o americano que gostaria que lhes impedissem de tentar um futuro melhor roubando-lhes os filhos. Isto tem ares de Holocausto sem camaras de gás. Mas a intolerância? Essa é a mesma.

terça-feira, 20 de março de 2018

Guardada no baú

... estava esta fotografia.

Título:
ROUBAR A CENA



As crianças são sempre adoráveis mas vamos ser verdadeiros:
Ninguém lhe está a prestar atenção alguma! 


Porque será?
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Entretanto o tempo abriu um pouco. A neve derreteu e saí à rua. Parece de propósito. Mal sai, o sol apareceu, como que para me fazer companhia. É assim quase sempre. É bom saber que transporto o sol e não uma nuvem escura e chuvosa. Nada contra o tempo do inverno. Mas simbolicamente falando, claro. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Supermercado onde criança NÃO ENTRA


Vocês achariam bem se alguém estipulasse que supermercados/hipermercados não são lugares para se levarem crianças?

Olhem, eu acabei de constatar que a ideia agrada-me e faz sentido.
E por isso decidi vir aqui fazer o post.

As minhas razões prendem-se com o que vejo: as crianças saltam por todo o lado, não param quietas. Desde que cheguei ao UK irritam-me mais os adultos nos supermercados do que as crianças. Mas aqui todos transportam crianças e bebés de colo por toda a parte. Bloqueando um corredor inteiro sem estranharem.

O UK só tem bad people
O Reino Unido não aprendeu esta regra.
Os supermercados só têm gente que não a conhece!


desisti de frequentar o supermercado que tem os produtos que mais gosto por causa de não conseguir circular direto. As pessoas param no meio dos corredores para falar, mantendo uma certa distância umas das outras, as crianças brincam com os carros, fazem cambalhotas, dançam, saltam soltas à frente do teu carrinho...

Os que usam as cadeiras electrónicas pensam mesmo
que todos têm de se desviar do seu caminho.

Hoje virei para um corredor e como sempre, espreito antes para ver se posso ir à vontade na direcção que tomei. Estavam duas crianças, uma do lado esquerdo outra ao centro a saltitar e uma mulher que presumi ser a mãe, à direita do corredor, parada a olhar produtos e estava mais perto de mim que as crianças. Então decidi avançar com o carrinho de compras pelo espaço entre a pessoa que estava parada, pois as crianças estavam a saltitar. E nesse instante tão rápido em que avanço com o carrinho, a mulher gira no seu eixo e embate no carrinho. Peço-lhe muita desculpa, senti que se magoou com a roda do carro. Quando já a tinha passado ela diz-me que eu devia ter mais cuidado porque estava a olhar para a esquerda. Ao que lhe respondi que ela é que virou subitamente, lamentei que se tivesse magoado mas tinha visto as crianças e não tinha tido alternativa de passagem.


E é assim: aqui as pessoas não têm a mesma noção de educação pedonal que nós temos em Portugal. Mesmo nos passeios, são capazes de mudar de direcção e vir contra ti ao invés de se desviarem para os cantos para permitir a boa circulação dos transeuntes. Nos supermercados onde estão é onde param. Não encostam o carrinho a um canto como nós fazemos. E são capazes de vir três a avançar na tua direcção, uns ao lado dos outros ocupando todo o corredor, sem um ao menos se meter em fila indiana para que o que vem na direcção oposta possa passar.



É um stress e as pessoas ainda mandam bocas se quiseres andar com o teu carrinho a um ritmo normal. Uma mulher disse ao amigo que haviam "corridas" só porque a ultrapassei após estar uns bons segundos a andar passo-a-passo atrás dela. Não creio que seja «correr» tentar andar a um ritmo normal!



E pronto.
Se calhar sou eu que sou uma azelha...
Mas em Portugal isto acontecia-me menos vezes. Vejo pessoas a desviarem-se quando esticas um braço para alcançar um produto. Vejo empregados a sair do meio do caminho... Aqui bem que podes esperar que se desviem. Eles metem-se mais no caminho e deixam os carrinhos com o stock no meio dos corredores. Um horror.

Há saída da caixa, puxava eu o meu carrinho com compras em linha reta pelo percurso desempedido, quando um casal com o seu carrinho parado começa a empurrá-lo horizontalmente para o centro do corredor. Aí tive de dizer: "Cuidado à esquerda!". Porque eles não se apercebem que ali é uma zona de circulação e não devem bloqueá-la!!



sábado, 12 de março de 2016

Opá. O que é isto?!???

Encontrei esta imagem no mural de facebook de outra pessoa e tive de fazer um print. 
Digam-me lá o que é que é isto??


Deixem-me já dizer que me REPUGNA mensagens como esta constantemente a serem partilhadas na rede como se o cancro fosse um pretexto para ganhar simpatia e notoriedade. "Olha que giro, eu jovem e careca! Bora lá fazer um chorinho «ninguém gosta de mim» e porquê? Porque tenho cancro. Assim toco no botão de culpa e pena das pessoas e consigo ser notada. Assim que soltar a palavra "cancro" ninguém vai ousar recriminar-me. Cancro=Coitadinha. Bora! Vou fazer pose à Miley Syrus enquando paquita da Xuxa e ninguém, absolutamente ninguém vai OUSAR fazer uma crítica que seja, porque senão um batalhão de pessoas desconhecidas que se armam em carrascos, vão se manifestar em peso, a insultar, a fazer votos de igual sorte e a ameaçar quem se atrever a tecer uma crítica que não seja positiva a alguém que apareça com a cabela raspada e chore: tenho «cancro». Porque uma vez mencionada a palavra «cancro», tudo o resto é proibido. Nenhum julgamento pode ser passado a quem é vítima desta doença.

Ainda que quem seja vítima da mesma decida transformar-se numa celebridade das redes sociais "à pala" disso. Ainda que se use uma doença que merece respeito para futilidades relacionadas com a vaidade e a necessidade também fútil de ganhar atenção. Ainda que existam outros possíveis motivos ainda mais repugnantes por detrás desta ostensiva partilha de jovens - que vão de crianças a adolescentes - sempre carecas a dizerem-se com cancro.

Já repararam que o Cancro que é «belo», o cancro que é para «mostrar» não parece atingir pessoas idosas? Ou não atraentes, já agora?

Está a GLAMOURIZAR-SE a doença com actos repugnantes de ostentação. E isso é tão verdadeiro que estão ausentes dessa corrente os homens - que pelo vistos não sofrem de cancro nem rapam o cabelo - e os velhos. Nenhuma mulher idosa surge de cabelo rapado. Ninguém com rugas, aliás! É uma doença exclusiva das mulheres jovens e atraentes.

Não defendo que quem está a lutar contra a doença deva fechar-se em casa nesta era que vivemos, esconder-se em «vergonha». Mas porra!! Bom senso, gente, bom senso!!

Nada de extremos. Sinto vómito a querer formar-se quando deparo-me com uma coisa como esta. Ainda mais quando usam uma criança linda, e metem o dizer: "Já sei que ninguém gosta de mim porque tenho câncer". "Partilha se gostas". WTF??

Cá para mim não me surpreenderia se muitas destas «partilhas» camuflassem pedofilia.
E pronto. Disse. Quem concordar partilhe e comente, porque já sei que, se não o fizerem, é porque «não gostam de mim» lol :P


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sossego, tranquilidade e filhos


Não tenho filhos.
Não por não os ter desejado mas por não ter tido oportunidade. Não por ter ficado eternamente à espera de um "príncipe encantado", porque não fiquei. Esperei, somente, uma coisa que é essencial a todos nós e até hoje não a tenho.

Hoje acordo todos os dias muito cedo porque os putos já estão de pé a fazer barulho. Não durmo durante a noite porque um acorda com pesadelos e chora ou chama pela mãe. Quando penso que vou ter sossego, isto já quase às 23h da noite, os putos começam a gritar e a correr pela casa inteira, deixando cair coisas ao chão e fazendo a festa. E quando estão no banho? Que algazarra!

Então, esperem aí... Como pode ser isto possível? Sem filhos e com todas estas coisas a acontecerem? "São os filhos do companheiro" - pensam vocês.

Não. Não são.
São os filhos da vizinhança.

Leram bem. Da vizinhança. Tenho olheiras, ando cansada, acordo cedo demais, quando não queria acordar, não descanso quando queria descansar. É terrível. Preferia ter tido filhos. Sempre os desejei, apenas não os tive. Preferia e teria sido mais justo. Porque além de ter ficado para "tia" - o que, na prática significa ter de cuidar dos filhos dos outros muitas e muitas vezes, também sou privada do descanso por causa dos filhos dos vizinhos!

Pelas minhas mãos já «passaram» três crianças, de quem cuidei ou tomei conta. Agora "sofro" as privações do sono com origem nos comportamentos e hábitos de outras cinco. Se tivesse tido um filho tudo isto teria sido diferente. Teria sido menos laboroso e cansativo também! Em princípio, só teria cuidado de UM e passado por isto porque assim o desejei, não porque não tive escolha!!!

Acreditem, não vão querer conhecer o meu rosto com estas olheiras que tenho...


sexta-feira, 28 de março de 2014

A extraordinária inteligência infantil

Como é possível que uma criança de 21 meses que gosta de automóveis ao ver passar um carro preto reconheça o modelo? 


É verdade. Estava com uma ao colo enquanto alguns carros pretos passavam. Nisto passa um que é o exato modelo do carro da progenitora e a criança aponta e diz: «mãe». Quando olhei só tive tempo de reparar na retaguarda e perceber que se tratava do mesmo modelo sim. Mas como a criança o percebeu muito antes de mim e entre outros carros pretos isso é que é fascinante!


Ah, e ainda não contei como é que esta criança se comporta quando segura um telemóvel. Pois não é preciso muito para adivinhar... parece que sabe mexer melhor neles do que eu! E aqui a sua inteligência também se destaca pela extraordinária capacidade de diferenciação. Se nas mãos segurar um telemóvel de última geração, a criança passa o dedo pelo ecran táctil. E vê as imagens a mudar. Se for dos antigos, carrega nos botões e sem se enganar na direcção (é surpreendente). Não coloca o telemóvel ao contrário e leva-o ao ouvido.

Conhecem os desenhos Pocoyo? Pois a criança estava a vê-los quando o narrador pergunta: "Sabem a quem é que o Pocoyo pode pedir ajuda?"
Subitamente a criança responde: «Pato». Nitidamente e bem pronunciado.

Quase diria que não estava a prestar muita atenção à história pois não para quieta mais que uns breves segundos mas aqui reside o fascínio que nutro por crianças. São esponjas que absorvem tudo com uma extraordinária e invejável capacidade. Diria até que seus cérebros são aptos de registar audio e video como se uma câmara se tratasse. E é isto, exatamente isto que mais me fascina em tudo o que diz respeito ao surgimento de uma nova vida. É esta capacidade progressiva, rápida e surpreendente para assimilar e aprender. E ao mesmo tempo que são assim, são também frágeis, se não estivermos por perto a cuidar e a prestar atenção podem magoar-se a sério e também, mesmo diante de toda esta extraordinária capacidade, há tanto que ainda não sabem. Há tanto que desconhecem. 


sábado, 15 de março de 2014

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Os perigos que ameaçam as crianças

Quando somos crianças as nossas mãe alertam-nos para os perigos que podemos vir a encontrar ao andar "por aí" na rua. Um desses perigos, no caso das meninas, são os homens estranhos, desconhecidos, que se "metem" connosco, oferecem algo e querem que os sigamos.

-"Nunca aceites nada de ninguém! E nunca entres no carro de alguém, mesmo que seja um conhecido! Não aceites nada que te ofereçam, nem um rebuçado, porque pode estar envenenado. Existem homens maus que querem envenenar meninas, para depois as levarem e fazerem coisas más. Olha sempre para trás e se vires alguém a seguir-te corre! Não deixes que te alcance." - dizia a minha mãe.

Penso que todas as mães tinham este discurso na década de 80. Tinham?
No entanto nessa altura ainda pude viver com alguma "liberdade" tendo em vista os muitos "perigos" que podiam acontecer. Para começar a responsabilidade de ir para a escola e voltar era inteiramente minha desde a escola primária (6 anos). Hoje em dia acho que poucos pais deixam uma criança tão nova sair sozinha pelas ruas. Eu faria o mesmo, provavelmente.

Quando a escola ficou mais longe, passei a andar de autocarro. Ou ia a pé, se desse tempo. Mas nunca que me iam deixar à porta da escola, de automóvel. Hoje creio que a realidade é mais esta que outra. Pelo menos no caso das crianças que podem frequentar o ensino privado. Mas creio que no público também possa ser o caso de muitos jovens.

Os tempos mudaram, mas os perigos permanecem. Não sei se as crianças de hoje estão menos "preparadas" para reconhecer "perigos" do que as de antigamente. Arrisco a dizer que NÃO. Estão tão bem preparadas quanto poderiam estar. Porque têm muito mais acesso à informação e a meios para a obter. Porque estão mais a par do quê consistem "esses males" de que nós adivinhávamos por instinto. Porque sabem estar atentas a comportamentos fora da norma e gostam de ficar entre os seus, porque são mais vivas e tenazes para qualquer comportamento que soe desadequado e impróprio.






sábado, 2 de junho de 2012

Uma história pessoal - parte 1

Há muito tempo, era eu adolescente, passei por uma pastelaria especializada em fazer uns croissants quentinhos que minha mãe adorava. Decidi fazer-lhe uma surpresa. Tinha comigo dinheiro suficiente para comprar somente a quantidade certa: um  croissant para minha mãe, outro para minha irmã e outro para mim.

Entrei na pastelaria e escolhi o sabor favorito de cada uma de nós. Eis que andavam por ali umas crianças ciganas que tinham o hábito de ir ter com as pessoas a pedir-lhes dinheiro para comida. Uma lá entrou e, sem grandes embaraços mas educadamente, começou a abordar as pessoas solicitando dinheiro, dizendo que tinha fome. Quando chegou a mim, disse-lhe que dinheiro não lhe dava mas que lhes comprava um croissant, se quisesse. O menino olhou para mim, depois para os colegas que ficaram fora da pastelaria, a espreitar para dentro com o rosto colado ao vidro e, percebendo o contentamento geral diz: Um para cada um de nós? Ao que lhe respondi: Não, não tenho dinheiro que chegue. Dou-te um bolo mas vais ter de o partilhar com os teus amigos. Ainda numa tentativa para ver se conseguia algo mais, o miúdo olha os dois croissants embrulhados em cima do balcão e sem embaraço pede-mos. Ao que respondi que não podia lhos dar, porque não eram para mim, eram para dar a outras pessoas. O miúdo consentiu e mantendo o interesse no croissant que lhe disse dar, perguntei-lhe que sabor ele e os amigos preferiam. Chocolate, claro...

Quando a empregada me entregou o bolo passei-o para as mãos do miúdo que, todo contente e eufórico como os amigos que ficaram no exterior, correu para fora da pastelaria com o croissant quentinho com recheio a chocolate nas mãos e já a dividir com os restantes, dispersando todos de seguida.

Provavelmente aquilo era normal para aquele bando, talvez pedissem moedas todos os dias por hábito, talvez nem tivessem mesmo fome, andavam sempre por ali a pedir e como aprenderam a não entrar todos ao mesmo tempo abordando as pessoas de uma forma inconveniente, mesmo que o dono ou os empregados da pastelaria se sentissem incomodados, ninguém os mandava sair. Costumava perceber a presença deles quando estava de passagem, até porque, quando um estabelecimento liberta um aroma tão convidativo como aquele, é irresistível para um adulto, quanto mais para crianças. A pastelaria estava sempre cheia e os croissants quentinhos sempre a sair. Habitualmente as pessoas não lhes davam dinheiro, até porque dizia-se que os pais ciganos não trabalhavam e punham as crianças a pedir, como se fosse uma profissão e depois recolhiam o dinheiro para si e não compravam comida. Normalmente a mendicidade das crianças   recebia como resposta um "não", ou acenava-se negativamente com a cabeça, ou mais recorrentemente, dizia-se apenas "não tenho dinheiro", ou "hoje não", etc.

Dinheiro também não ia dar, não sei o que fariam com ele. Não o considero ajuda, dinheiro não se come. Mas comida dava na boa. Nem pensei muito nisso, para ser sincera. Fi-lo com naturalidade. Como só tinha dinheiro para comprar 3 croissants, tomei a decisão consciente de prescindir daquele que seria para mim. Embora estivesse com uma fome gigantesca, podia sempre comer algo ao chegar a casa, não é? E por mais que salivasse por um daqueles croissants quentinhos com recheios saborosos, podia prescindir deles e contentar-me com uma carcaça com manteiga. Só não queria era deixar de surpreender minha mãe e irmã, levando-lhes aqueles croissants quentinhos com os seus recheios favoritos.

Tentei chegar a casa o mais rápido possível, visto que tinha de apanhar transportes. Só pensava nos  croissants, que não podiam esfriar, não tinham piada quando consumidos frios. Quando entrei, chamei-as até à cozinha e mostrei-lhes o que lhes tinha trazido. Estava toda entusiasmada e esperava vê-las a comer os croissants com deleite. Mas foi aqui que tive a minha surpresa, que foi a falta de entusiasmo delas. Sempre gostaram imenso dos croissants, mas não quiseram comê-los logo. Disseram que não tinham vontade, estavam cheias. E eu que corri para que os pudessem receber quentinhos. Fiquei mesmo surpresa com a aparente apatia que a minha surpresa suscitou.