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domingo, 29 de julho de 2018

Paixão sensitiva



Estou apaixonada.
Por um aroma.


Conheci-o faz mais de um ano. Preservei a sua embalagem recém encontrada e quase vazia que ia para o lixo, porque o aroma que exalou foi amor à primeira inspiração.

Deste modo podia posteriormente pesquisar pelo nome da marca e do produto.


Foi o que fiz.


Ainda não estou preparada para revelar a minha paixão. Não fomos devidamente apresentadas e, sendo assim, fica estranho falar dela. Apenas a conheço de vista, ainda não lhe toquei. Mantenho o seu aroma comigo e cada vez que lhe toco, quero que me envolva, quero acordar, sair e entrar numa divisória da casa com o seu perfume e inundar os lençois com ele. 

É o impacto que vai criar no bolso que me faz refrear o impulso da aquisição não reflexiva. Preciso de ser bem apresentada e decidir qual amor vai ser o primeiro. Tarefa muito difícil (Como o deve saber a Ana do blogue Escrevi e Vivi, que busca o seu aroma como um Don Quixote). 

Não estou sequer preparada para revelar o seu nome.
Ainda não.

Procurei saber se existem outras marcas com o mesmo cheirinho - mas ao que parece esta descobriu o Jackpot lá pelos anos 70 e tem a receita fechada a sete chaves. O estranho é que tenho a sensação que já a cheirei antes... em casa, num dos muitos cremes para as mãos ou corpo que minha mãe adequiria nos catálogos da Avon e afins e que tanto gostava de experimentar.


Se pudesse, embalava-o e enviava uma amostra para cada um de vocês.
Acho que também iam apaixonar-se.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Scam ou não? HELP!!!


Recentemente encomendei através da internet um cosmético. Supostamente um produto milagroso. Mas depois de o ter feito comecei a pensar nas coisas que pareciam estar erradas. O produto não é produzido nem representado na União Europeia, pelo que não se rege pelas normas de segurança da comunidade. Embora publicitem que se trata de um produto 100% natural, sem corantes e total ausência de químicos nocivos, tendo sido testado e experimentado, a verdade é que não tinha garantias protegidas pela nossa lei. Percebi que não ia conseguir usar um químico desconhecido e não aprovado. Então o que me ocorreu? Mandá-lo testar antes de usar! A ideia parece fazer todo o sentido e voltei a recorrer à internet para descobrir como a colocar em prática.

Mas não é fácil. Não descobri nada e peço desde já ajuda a vocês, que podem entender melhor deste assunto.

Para fazermos análises ao sangue com a finalidade de despistar qualquer problema de saúde, a possibilidade é-nos oferecida nos centros clínicos, com regularidade e relativa facilidade. Mas e aquilo que comemos, bebemos, respiramos, os produtos químicos que colocamos sobre a pele, usamos para lavar todas as nossas roupas ou segundo uma polémica mais recente, utilizamos como dentífrico? Em caso de suspeita sobre qualquer um deles, como nos assegurar-mos que tudo está bem e não nos causam maleitas? Onde é que os podemos mandar testar? É caro?

Durante o sono tive pesadelos com isto. Sonhei que a pessoa que vinha cá entregar o produto revoltava-se ao me ver duvidar, denunciando desta forma ser o próprio que fabricou o logro e montou o esquema de vendas para extorquir dinheiro. Sonhei que a pessoa a quem o queria oferecer o usava e imediatamente os problemas surgiam, desfigurando-a. Foi neste instante que a campainha tocou. Era a distribuidora, a trazer-me o produto à porta. Envolta nas minhas dúvidas mandei o produto de volta, dizendo não acreditar na eficiência do mesmo. Agradeci e fechei a porta.

Sentei-me e fui invadida por uma tristeza. Mesmo sabendo que o mais provável era tudo não passar de um esquema, a sensação de perda substituiu a da tranquilidade que a perspectiva de uma solução à vista tinha entretanto criado. E estava a ser devastadora.

Nisto percebi duas coisas: que uma pessoa como eu, inteligente e alerta para todo o tipo de esquemas para extorquir dinheiro pode chegar a um estado de necessidade que a faz cair num. Fez-me tomar consciência da dimensão desse estado de necessidade. É grande e todos os dias cresce. As perspectivas são, na realidade, aterradoras.

Caros bloguistas, neste momento preciso do vosso parecer. Preciso de «pancadinhas» nas costas. De saber se fiz bem ou se fiz mal e descobrir se, tal como eu, alguém por aqui já cometeu esse deslize e o que foi que aconteceu. Contem lá.

ADENDA:
(30/8/14)
Tenho certeza que se trata de scam e encontrei, finalmente, uma entidade espanhola que praticou os testes no produto e tirou as seguintes conclusões: trata-se de um produto cosmético totalmente inútil mas inofensivo, composto de ingredientes naturais que nada fazem. (Fo Ti He shou Wu). É um esquema que se aproveita da lentidão da justiça e cujas empresas «desaparecem» se esta por acaso um dia lhes bater à porta. A empresa que vende ainda responde ao comprador que cai na armadilha, caso este o contacte novamente: "Está feliz, não está? Compre mais!".