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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Tantas pessoas passam pelas nossas vidas...


O facebook está outra vez a sugerir-me pessoas conhecidas como amigos. COMO O FAZ, não sei. Fico pasma, quando me aparece o perfil de uma rapariga que conheci por apenas um dia e cujo contacto telefónico coloquei na conta whatsup que tem número inglês. NADA tem a ver com o facebook e não partilhamos qualquer conhecido em comum. No entanto lá estava o nome distinto dela: Mamba. 

Logo abaixo surge um rapaz com quem estabeleci uma relação de amizade telefónica faz uns anos - desse somente uso o endereço de email e não o tenho no facebook, onde realmente não tenho ninguém de relevo. Apareceram também todas as minhas antigas amizades do tempo da faculdade: de todas perdi o contacto e nenhuma está referida em qualquer sistema informático actual, na altura existiam apenas telemóveis e olhe lá! 


Fico PASMA com isto. A troca de informações é muito precisa e completa!
Do whatsup para o face, do gmail, tudo... Não existe anonimato algum.
E se eu os vejo, eles também me podem ver a mim.

Sinto algum conforto sabendo que procuro não publicar fotos minhas nem revelar o meu nome por inteiro. Se estas pessoas quisessem ter mantido o contacto, teriam-no feito na altura. Agora não preciso delas. É uma forma que o facebook tem de tornar as pessoas em "mirones" secretas das outras. Não gosto. 



Mas fez-me reflectir: todas as pessoas que passam pelas nossas vidas sempre as influenciam. Desde aquela que foi só um instante, às que tiveram muitos instantes. Por vezes, a que teve mais tempo não é por isso a que vai ser mais justa contigo. 

Lembranças que me fizeram ter de ir comer chocolate.
Não ajudou.
Enfim, reflexões. :D

segunda-feira, 5 de março de 2018

A vida é um pouco ao contrário dos filmes


A vida é um pouco ao contrário dos filmes. Embora estes mostrem tudo como realmente é. Só que existe um pouco de inversão da realidade. Ou exagero. Vou dar como exemplo as telenovelas brasileiras. Há sempre o núcleo de personagens pobres - que moram na favela. E os ricos, que moram por toda a parte onde há luxo. 

Tirando poucas excepções, em termos de carácter, o rico e poderoso quase sempre tem de ser o vilão. Ruim, mau, vingativo, até assassino. O pobre da favela quase sempre em termos de carácter é um santo, cheio de ética e valores. Lá porque é pobre não quer dizer que seja safado, sacana (tudo expressões do brasil). Não! Ele não rouba para comer. Ele trabalha duro. É explorado, é enganado, mas os seus princípios morais ninguém lhos tira! Mantem-se digno.

Nas novelas, a proporção de pobre digno é inversamente equacionada com o que parece ser a realidade. Sim, há pobre que não é ladrão, nem drogado. Mas não são tão poucos como nas novelas. Infelizmente a pobreza traz sim muito mau carácter, por influência do ambiente, se se frequentar os piores. E a riqueza? A riqueza não é toda conquistada pelo roubo de colarinho branco e safadeza. Ou melhor: há quem trabalhe duro e o mais honesto que consegue e daí vem uma fortuna. Há quem se preocupe com os menos afortunados. Há quem tente ajudar e contribua financeiramente para apoiar os que precisam. 

Nas novelas, séries, filmes, são as proporções que estão erradas. 

Estava a pensar na quantidade de pessoal que conheci de origem pobre (eu não sou rica), pouco culta (também não sou de família muito culta) e que não conseguem sair da pobreza de espírito. Resmungões com a vida, com a mania da perseguição e vitimização, mas o pior defeito é que tem como passatempo andar a infernizar a vida dos outros. 

Eu não quero que este tipo de pessoas - que conheci qb, saiam vitoriosas a meu respeito. Não quero que os seus maus-bofes me estraguem a alegria, a felicidade. 

Estou sempre a deixar que isso aconteça. E também estou sempre rodeada de mais pessoas de baixo carácter do que de pessoas mais informadas e cultas. Não que em termos de carácter estas não possam também exibir um muito baixo, porque podem. Mas, pronto: sinto falta de falar com pessoas que sabem um pouco mais do que o mediano. Eu própria deixei-me arrastar para o mediano. Porém, quando me aproximo um pouco de uma atmosfera mais propícia a conversas interessantes (não serem todas pautadas por parvoices) sinto mais no meu ambiente.

Conclui que nunca procurei as pessoas com quem sentia mais afinidade. 
Isolava-me do que mais me atraía - pessoas, lugares. Rebaixava-me. Diminuía-me. Por vezes o carácter da pessoa é mesmo o da dita "classe" a que dizem pertencer. Com soberba, arrogância, malícia - pertença à dos ricos, medianos ou pobres - as pessoas de baixo carácter povoaram demasiado a minha vida. Está na hora de procurar afinidades. 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O que é a verdadeira amizade?


O que vocês diriam de uma amizade em que uma das pessoas quer-te por perto mas não te faz companhia?
De alguém que quer falar mas não quer ouvir?



De alguém que desabafa contigo todos os seus problemas mas quando vais desabafar uns dos teus a pessoa parece desinteressada e muda de assunto de volta para um dos seus problemas?
Eu pensei que podia fazer umas amizades mas aos poucos fui percebendo que fui acolhida por certas pessoas por ser alguém capaz de escutar. Capaz de deixar a sua vida de lado por umas horas para ir fazer companhia a alguém que se sente carente. 

Precisam desabafar, sentem-se sós, querem dizer umas "merdas" e eu até estou ocupada a tratar de um assunto com uma certa importância. Não inadiável, mas importante para a minha vida. E adio o que faço para ir ter com a pessoa. 

Depois quando "farejam" que podes ter necessidade de desabafar algo, até o terem fome e quererem comer mas não conseguirem decidir o que lhes apetece parece ser um tópico mais importante e urgente.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tenho muitos amigos no Facebook

Já sei que resposta dar da próxima vez que encontrar alguém que me diga e me repita mais de 10 vezes ao longo do tempo como se sofresse de um grave caso de esclerose: 

-"Eu só tenho amigos mas mesmo amigos verdadeiros no facebook. Mas posso dizer que são todos pessoas que eu conheço, amigos pessoais meus, família próxima, pessoas com quem falo, que me dizem muito e que são importantes para a minha vida e sei que eu sou para a delas. Não adiciono qualquer pessoa, só mesmo amigos. Posso dizer que cada um dos meus 159 amigos são amigos de verdade, com quem posso contar."

Da próxima vez não vou responder: "Está bem, eu acredito que sim". Para ter de ouvir a cantiga novamente como se não a tivesse escutado outras tantas vezes. Da próxima vez vou responder logo:

-"Que bom! Assim muita gente vai comparecer ao teu funeral".


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Antigas amizades (encontrar)

Não sei o que me deu mas lembrei-me de uma pessoa com quem privei na infância e nunca mais soube nada dela. E o que me lembrei? De colocar o seu nome na barra de pesquisas do facebook, pois o nome completo foi uma daquelas coisas que ficou na memória, vai-se saber lá porquê. 

Claro, não encontrei nada. Nem esperava encontrar. E se encontrasse, nada ia fazer. Mas isso fez-me reflectir na quantidade de pessoas com quem nos cruzamos na vida. Algumas até são recentes. E aí pensei: "porque será que as pessoas gostam de procurar e serem encontradas pelo facebook?"

É que não mudei de endereço. Nem de número de telemóvel. E o meu email basicamente continuou a ser o mesmo por muitos e muitos anos. De modo que, a meu ver, continuo tão contactável e localizavel quanto sempre. Se alguém num ímpeto de saudosismo quiser saber como ando, basta discar o velho número. 

No entanto, quase que arrisco afirmar sem muitas dúvidas que existindo essa possibilidade e o facebook, a maioria das pessoas se sentiria intimidada com o imediatismo do telefone e tentaria primeiro o anonimato do facebook. Com sorte, se encontrar quem pretende, consegue "espreitar" a sua vida sem se fazer notar. Sem estar presente. Descobre de imediato se está casado/a, como é a vida familiar, o que anda a fazer e até a sua aparência, graças às fotografias. Voyerismo?


Bom, no caso da pessoa que me veio à lembrança, nada descobri nem poderia. A curiosidade dita apenas o querer saber se está bem, se está viva, se tem uma vida minimamente agradável e feliz. O resto não me desperta muito interesse. Não quero saber se está melhor ou pior que eu, se envelheceu melhor ou pior, se tem mais posses ou se tem uma profissão mais invejável. Tudo isso que eu sei importar para tanta gente, a mim não interessa. Mas naquela altura nem existiam telemóveis, quanto mais números. Foi uma breve amizade perdida para sempre. É assim a vida.  

domingo, 10 de agosto de 2008

As pessoas erradas ou Quem me conhece?

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Por vezes passamos anos da nossa vida mais envolvidos com as pessoas erradas que com as certas.


Cheguei a esta conclusão ao lembrar de uma conversa banal com um colega, na sala de aula nos tempos da faculdade. Tinhamos afinidade mas pouco contacto. No entanto, simpatizava com ele e penso que o mesmo era recíproco.


Naquilo que é o mais importante para o ser humano, a construção de amizades, muitas vezes deixamos passar ao lado quem realmente interessa. E andamos com quem sabemos nunca poder ser nosso amigo.

...
Jjá depois de terminados os estudos, descobri ter também afinidade com um outro colega. É curioso. Quatro anos de convívio constante e não conheci estas pessoas como gostaria de ter conhecido. E duvido também que tenham me conhecido.


Vou fazer de conta que estou no confessionário e vou confessar.

Confesso que sou altruísta;
Confesso que não torturo ninguém;
Confesso que sou o que se vê;

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Confesso ter sido torturada;
Confesso tender para a autodestruição;
Confesso que tenho segredos;
Confesso que sempre chorei.


Confesso que me submeto a torturas;
Confesso sofrer.
Confesso estar a sofrer agora
Confesso prever sofrer.

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Confesso que o mundo não é o que foi ensinado,
Confesso não encaixar bem.
Confesso que daqui não saio,
Confesso que fico doa o que doer.

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Confesso ter sonhos,
Confesso manter a esperança.
Confesso achar de nada valer.

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Confesso o meu sorriso.
Confesso o idealismo.

Confesso que sou um amor.
Confesso que não me conheces.
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Sou um amor...

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E agora: será que me conhecem?

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