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sexta-feira, 1 de junho de 2018
No news is good news...
No news, good news...
É verdade.
E estou aqui a dá-las. Portanto...
Karma. Estava a pensar nessa ideia compensatória que deve ter sido criada para agradar os pobres.
Refiro-me ao "aqui se fazem, aqui se pagam".
Balelas.
Tudo balelas!!
Só fiz o bem. Nunca o mal e nunca querendo.
Não recebo coisas boas.
Parece que comigo a felicidade é sempre de curta duração e volta o pesadelo.
Conheço uma pessoa que é mau indivíduo, não gosta de trabalhar, só o faz três dias por semana... e descobri que ganha mais que eu. Pior: foi trabalhar uma semana inteira (como o comum dos mortais) o que lhe era totalmente atípico. Estranhei e percebi que havia algo por detrás disso. Julguei que os superiores finalmente tinham lhe apanhado a careca e estipulado um ultimato: ou trabalhas mais ou vais para a rua.
Pensei errado...
Existia um BÓNUS de produtividade que estava ao alcance de todos. E por dinheiro, bom dinheiro, ele foi trabalhar... uma semana. Tirou quase 600 libras de bónus. Um tipo que é falso todos os dias, que detesta o que faz, que só trabalha três porque quer não trabalhar nenhum, que força os outros a gastar dinheiro, que faz calote nos transportes públicos e, finalmente, que toda a vez que telefonou para o emprego a dizer que estava doente, NUNCA esteve. E ainda se gabava todas essas vezes, que ganhava dinheiro à mesma. Era pago o salário aparecesse para trabalhar ou não.
Um chupista, aproveitador.
Nestes últimos dias esse chupista tentou extrair mais dinheiro da minha pessoa. Mesmo à distância, por intermédio de terceiros. Mau carácter. Desejei que todo a sua natureza ficasse a descoberto e acabasse sem o emprego que tanto detesta e do qual se aproveita. Seria justo. Justiça poética. E nisto soube hoje que quem já não tem emprego sou eu.
Estou de rastos.
No zero novamente.
Porra para a Justiça Poética.
É apenas uma história do Walt Disney tal e qual a do capochinho vermelho.
O lobo mau sempre se safa, amigos.
Sempre.
O capuchinho é comido e tudo lhe é tirado.
domingo, 3 de setembro de 2017
Falta de empatia - 2
Fiquei em CHOQUE
quando uma colega no emprego a quem pedi uma troca de turno recusou-se a colaborar. Ela sabia que os meus motivos se prendiam com a presença de família aqui em Inglaterra. Família essa que não tive oportunidade de ver porque estamos em áreas diferentes do país. Mas como vão ter de se deslocar à cidade onde estou a trabalhar, com a troca de turno tenho uma tarde para estar com eles. Essa colega sabia de tudo isto, veio até puxar conversa comigo para me extrair informações sobre os meus familiares. Quem eram, o que faziam, se já tinha estado com eles, etc. Há semanas ela estava a sentir-se revoltada e chateada com uma situação no emprego e eu «emprestei-lhe» os meus ouvidos, nos quais ela pode desabafar.
Além destes factores também existem bons motivos práticos para ter contado com a colaboração dela, tendo sido apanhada de surpresa com o «não» e o motivo fútil que apresentou. Muitos deles só os juntei DEPOIS da sua recusa, o que só fez foi revelar de vez e solidificar a então ténue malícia e egoísmo que pressentia no seu carácter.
Ela só vai trabalhar dois dias entre as folgas. O que significa que a troca não a ia desgastar de maneira nenhuma. Seria o primeiro dia de trabalho dela e só teria de entrar três horas mais tarde. O que significa três horas a mais para dormir, não ter de acordar de madrugada e poder estar mais tempo na cama com o namorado. Mas ela recusou dizendo apenas que «não queria sair mais tarde».
Não é por querer ficar com o namorado depois, não! Porque este também trabalha ali e vai entrar exatamente quando ela vai sair. Ela estaria com ele sim, se aceitasse a troca. Ia partilhar três horas do seu dia com ele, se aceitasse. Da forma como está, os dois só dormem na mesma cama mas não se vêm. Porque quando um está a entrar em casa, o outro está a sair. Nem é por ter família com quem quer estar depois, porque não a tem. Nem muitos amigos próximos. Foi simplesmente por lhe ter sido dada a oportunidade de «ser cabra», como diz algumas vezes. E por egoísmo. Visto que quem sai três horas depois tem trabalhos diferentes para concluir, geralmente mais «chatos».
Mas tudo acontece por um motivo e a sua recusa ajudou-me e muito.
Julgo que de hoje em diante não vou mais iludir-me a respeito de quem ela é. A sua juventude e personalidade tagarela disfarçava um pouco a sua malícia e preguiça. Mas ela escolheu deixar bem claro que lado prefere mostrar comigo.
Sei que um dia o Karma a vai apanhar pela sua falta de empatia. Principalmente quando esta não lhe custaria quase transtorno algum. Por isso é que foi feio e revelou que ela carece de aprender a lição sobre nos ajudarmos uns aos outros, porque um dia sou eu, no outro serás tu. É claramente uma lição que a jovem está a precisar aprender. Será a vida a lhe dar. Não é assim que todos nós aprendemos as nossas?
A sua recusa também me fez aprender.
Ajudou-me a entender quem é.
Ajudou-me a entender quem preciso de ser (e teimo em não conseguir).
E ajudou-me a encontrar pessoas de melhor carácter. Prontas a ajudar o próximo.
É sempre bom quando se identificam pessoas assim! :D
Fiz a troca à mesma e no processo confirmei quem são as pessoas de carácter mais nobre com quem posso contar.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
A vida devia ter câmaras como o Big Brother
Cada pessoa que já cruzou a nossa vida devia saber como foi que as suas acções foram influenciar a vida que levamos. Existe um filme antigo, com a Meryl Streep, em que ela, falecida, está no purgatório e, numa espécie de tribunal celestial, ali se mostra ao indivíduo parte das suas acções durante a vida e como isso foi influenciar quem os rodeia. Meryl descobre que vai para o céu mas o seu mais recente amigo do purgatório não tem tantas cenas de "flashback" para o ajudarem a conquistar o ambicionado descanso eterno no paraíso. O seu destino parece ser o inferno.
Eu desejaria, muito, muito, que isto fosse possível.
Mas não é. Consigo «ver» sequencialmente a forma como cada acção de cada pessoa acabou por influenciar a minha vida. No que é que ela contribui ou contribuiu. E não gosto daquilo que «vejo». Gostava que cada uma dessas pessoas pudesse ver-se a elas mesmas, como eu as consigo ver. Gostava também que a nossa vida fosse toda televisionada, como um Big Brother, para que os "Zés Marias" se singrassem vencedores na vida e não somente num programa de televisão. Gostava que os "zés", admirados na televisão, não fossem na vida real enxovalhados, ficando vulneráveis à depressão, graças às atitudes exercidas por algumas das mesmas pessoas capazes de o endeusar se o "Zé" virar uma super-estrela. Mas se for anónimo ou cair em desgraça, vira carne para cão. Devia ser real. Sempre achei isso, desde menina, quando ainda não existia sequer mais que um canal de televisão, quanto mais reality shows. Faltava na minha vida essa câmara de gravar palavras e imagens que ia restabelecer a verdade. Cada pessoa devia rever aquilo que andou a fazer, as atitudes que tomou, o que fez que julga de bom e o que fez de mau. Devia ser verdade que cada palavra pronunciada é gravada e tudo será exibido em imagens. Fosse no trabalho, em casa, no café, na cama... Tudo devia ficar registado porque aí acho que muita gente deixaria de viver na ilusão de um Big Brother para VER. Ver quem é quem, realmente, e não apenas aquilo que pensam que são.
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quinta-feira, 1 de maio de 2014
Karma e punição
O facebook tem destas coisas: permite-nos ver mesmo sem sequer desejar o perfil de pessoas que não conhecemos. Foi assim que percebi que um determinado indivíduo andava a vender artigos usurpados. Fazia propaganda nesta rede social para quem quisesse saber: disponibilizava por preços mais reduzidos várias unidades de LCDs, máquinas de todo o género, eletrodomésticos diversos, até mesmo calçado e artigos texteis para o lar, tudo material novo. Nada, mas nada pareceu faltar na «oferta» publicitada por esta pessoa desconhecida, que trabalhava, pelo que suspeitei, na área da segurança.
Ah, os seguranças... a fama já não é das melhores. E este não estava a contribuir para a boa reputação da profissão. Um belo dia surge do mesmo individuo um novo tipo de publicação. Uma notícia triste, um filho doente no hospital. Felizmente a criança recuperou a saúde. Mas me interrogo se a pessoa, quando se interroga "Porquê a mim? Porquê o meu filho?" percebe que Deus gosta de mandar recados por mensageiros...
Quero somente dizer que nem sempre somos nós que pagamos os nossos pecados. "Deus" ou o que quer que seja que coordena a nossa existência tem maneiras torturosas e bem diferentes de nos dar lições. E por vezes a «lição» não vem para nós mas para aqueles que mais amamos: os filhos, os pais. A pessoa pode achar que vive na impunidade ao cometer os seus actos ilícitos. E comete-os, se calhar, a pensar na família, no bem estar e na comodidade dos filhos. Mas quem nos observa condena e castiga. Não necessariamente castiga aquele que pecou, mas a sua descendência, para que a mensagem seja bem assimilada e o comportamento erróneo se rectifique, enquanto ainda há tempo...
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Para refletir no... KARMA
A propósito de um vídeo que encontrei no youtube...
Quando era adolescente conheci uma rapariga que gostava de pregar partidas telefónicas. A primeira, única e última vez que o presenciei não gostei NADA. Ligou para uma linha de apoio e ajuda a fazer-se de aflita, gozando com uma situação séria. Desligou o telefone ás gargalhadas, descrevendo detalhadamente a preocupação da voz que do outro lado da linha a tentava ajudar.
Toda aquela excitação se resumia ao acto de pregar partidas telefónicas. Fez-me jurar que não contava a ninguém o que fazia para se divertir. Não contei mas também não compactuei. Fazer pouco das pessoas ou ignorá-las quando nos procuram nunca fez parte de quem sou, nem durante a suposta fase terrível da adolescência a que este episódio remota. Por isso, não encontrei naquela "brincadeira" motivos para rir. Não me identifiquei com aquilo e também me incomodava outro hábito que ela tinha, que consistia em ignorar uma senhora cega que se aproximava dela chamando-a pelo nome e não obtinha resposta. A senhora já com um pouco de idade esticava o braço para a sentir com as mãos ao que ela se desviava e permanecia muda. Depois chamava-lhe nomes. Não gostei.
Vejam agora o vídeo que coloco abaixo. É que o destino encarregou-se de dar uma lição à pessoa que descrevi. Quando soube o que lhe aconteceu fiquei mergulhada em compaixão, tive vontade de ajudar, vieram-me as lágrimas aos olhos... mas imediatamente entendi. Muitas vezes nos perguntamos porque é que certas coisas terríveis acontecem. Talvez, só de vez em quando, a resposta está em nós mesmos.
Tomando o exemplo que conheci e aplicando-o no do vídeo abaixo, se a história se repetir, a pessoa que fez este telefonema ou alguém que ama mais do que a si mesmo, vai descobrir o que é estar numa cadeira de rodas e cag***-se todo e a precisar de ajuda para tudo e mais alguma coisa.
Será que existe Karma?
Publicada por
Alfacinha de Portugal
à(s)
07:18
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