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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Faz 10 anos eu sei... MAS.......


Sinto repulsa pela EXPLORAÇÃO que os media informativos fazem da tragédia provocada pelo tsunami de 2004. Sinto repulsa porque em 2005 pensei que, naturalmente, os media iam voltar a recordar uma tragédia tão recente, tão colada com o Natal. Mas não. Se fizeram algo foi uma menção. A importância que deram ao facto foi tão diminuta que pareceu-me de pouco valor.


Depois surgiu um filme-catástrofe, bem hollywoodano. E ontem, dia de Natal, a TVI exibe "O Impossível", um pouco antes das 18h, um novo filme sobre o mesmo. E tudo isto me repulsa. Estes filmes que, mesmo na tragédia, "acabam bem", porque se focam numa família que sobrevive. No final deixam escrito as estatísticas, os tais "230.000 mortos". LOL e lol. Péssimo timming, TVI.



Preferia que se focassem na fantástica recuperação que também foi anunciada (porque assim interessava os países mais afectados, cuja economia lucra imenso com os lucros do turismo). No ano seguinte já se tinha erguido quase tudo, como se nada, nenhuma água, tivesse passado pelo local. 

Preferia que se focassem no que foi feito para tornar possível avisar atempadamente as pessoas da presença de um tsunami. E que contassem que existiram falsos alarmes desde então e o que isso significou para a economia ou para a sociedade. Enfim, gostava que não usassem as mortes para as audiências nem para afagar o ego de alguns jornalistas que queriam tanto aparecer, mais do que noticiar. 


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

RIP em 2013


No final deste ano muita coisa vai mudar no país.

Nunca entendi a euforia de uma passagem de ano. Para quê celebrar com tanto entusiasmo a chegada do preciso momento em que os preços sobem? Escuta-se em todos os noticiários que o preço da gasolina vai aumentar porque aumentou o custo do barril do petróleo. Para não destoar, todos os bens de serviço aumentam também: a electricidade, o gás e a água. O Défice da dívida pública também aumenta, assim como os impostos.

Fico mais deprimida que contente com a chegada do novo ano. Levo cerca de um mês a "digerir" as amarguras... Lá para o meio de Fevereiro é que me sinto mais animada. Não sei porquê. Desconfio que o meu relógio biológico foi acertado de acordo com o calendário chinês...

No final de 2013 e assim que chegar 2014 "morre" O Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC). Para fazer nascer o "Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas Mais Carenciadas". A diferença não está no nome, está nos milhões disponibilizados para a ajuda aos mais necessitados, que se vê reduzida para metade.

E tenho cá para mim que 2014 vai ser negro.