segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Vídeos de ajuda e propósito


Encontrei no youtube vídeos de pessoas a dar concelhos sobre o que se deve fazer para encontrar um homem. Ou quando o encontramos, o que fazer caso este subitamente mostre-se desinteressado e pare de aparecer. 

Achei curioso. Não fiquei a ver os vídeos religiosamente, fui avançando com o cursor, mas quis ter uma percepção dos "conselhos"  gratuitos que existem no cibermundo. O que encontrei agradou-me. Só não me surpreendeu porque diante do progresso tecnológico é natural que a evolução passe dos livros de auto-ajuda para os vídeos. É natural mas que seja realmente benéfico é que surpreende! Sejamos francos: a tecnologia tem contribuído negativamente no campo das relações íntimas. Anda a  afastar as pessoas e torna-las mais distantes, mesmo quando se tocam. Que apareça algo para contrariar esse percurso, é admirável.


O que quero partilhar, é que começo a formar uma percepção mais firme a respeito do propósito de todo o sofrimento pelo qual passei. Eu, "reformada" há tanto tempo e garantindo a 200% que jamais ia voltar a sentir uma pontinha que fosse daquilo que acabei sentindo, porquê então, do nada e tão subitamente, mergulhei no mais íntimo desejo e necessidade de estar com uma pessoa em particular. Porquê o destino escolheu essa forma para me ensinar a não dizer "Desta água não beberei"

Para me endurecer.
Estava muito mole. Muito insegura de mim mesma. Houve uma altura no pós-rompimento que não contei a ninguém mas senti que estava num estado tal de desejo que era capaz de aceitar até ser humilhada, maltratada. Não gostei de perceber isso, que seria uma "dessas mulheres" - tinha potencial para ser, pelo menos por um período inicial.  Senti-o. Não gostei. Tive receio. 

Hoje acho que descobri em mim a vontade de me valorizar


Que é a REGRA NÚMERO UM que vi em dois destes vídeos de ajuda no Youtube! 


E como já tirei as minhas conclusões a respeito de toda esta experiência - porquê aconteceu, o que aprendi, a parte que foi de minha responsabilidade, o que tenho de evitar no presente e no futuro voltar a fazer... etc. Como já encontrei as respostas às minhas inquietações, fui escutar o que estas pessoas dizem e bateu tudo certo. Compreendi melhor o que já suspeitava ter sido o motivo que o afastou: insegurança com uma pitada de se achar desrespeitado.

Mas atenção: o que o fez agir como agiu, já não me interessa. A tal conversa, que tanto desejei, já não me faz falta. Encontrei as minhas respostas. 

No meu caso:
Ele era uma pessoa insegura, que se isolava de todos, calado, a precisar sair da "concha" e eu, fui lá, tipo boa samaritana. Elogiava-o, fi-lo sentir-se bem e fi-lo acreditar em si mesmo. Achava que o estava a ajudar como amigo tal como ajudaria outra pessoa e no final descobri que era eu que precisava dele, da sua companhia. Nos desencontramos. Ambos perdemos oportunidades de ser mais claros um com o outro. O que o afastou no momento exacto em que o queria puxar para mim fui eu e ele. Eu que me mostrei tão atenciosa com outros como o fui com ele. Achou-se preterido. Achou-se comum e o que é pior: achou-me vulgar. Agora o que ele achou ou deixou de achar pouco me importa. Que bom! Que bom sentir assim novamente. Recuperar-me. Foi tão dilacerante... Não quero esquecer. Porque esquecer pode ser doloso. Mais vale estar ciente para que isso impeça que volte a agir de forma idêntica e possibilite-me a tomar outras atitudes. 


Eu tenho um tipo de homem que me atrai mais que os outros. E não é um bom tipo. Não quero com isto dizer que sejam sempre más pessoas, só que têm um tipo de postura... diferente. 

São calados. Pouco comunicadores. Praticamente não interagem. Parecem tímidos (ai!). E depois que são abordados, de início mantêm alguma distância mas depois, aos poucos, vão-se abrindo. Fala-se tão à vontade de todos os assuntos, tão espontaneamente, com autenticidade... Sorriem e riem. Timidamente e querendo esconder, como que acanhados, como que inexperientes no uso dessas artimanhas. E quando dou por mim, estou cativa. Juro que a melhor analogia para o que passei é a história da rã que é colocada dentro de uma panela de água fria. Depois ligam o lume... e a coitada coze viva sem dar conta na enrascada em que foi colocada.

Por vezes este tipo é muito inseguro. Embora se esforce para não ser, não vai conseguir não reagir por impulsos de indignação ou ciúme. No meu caso, existiu uma ocasião em que muito claramente mas também muito sem ser perceptível, ele impôs-me uma escolha: ou ia com ele, ou ficava num convívio, numa festa onde ele repetia e teimava que não ia ficar. Só por ter avançado um passo da porta em direcção ao grupo que se divertia, já se sentiu incomodado. Percebi isso. Recuei e fui ter com ele. Escolhi-o à festa da empresa onde ambos trabalhávamos. Mas aqui ainda tinha esperança de quebrar o que restava daquela concha que o fazia afastar-se de situações de convívio em grupo. Haveriam outras oportunidades e eu ia tentar fazê-lo ver que faz bem estar com outras pessoas porque, nunca conhecerá outras se não se der com desconhecidos.

Bom, mas esse foi o primeiro sinal de que ele precisa de afastar, isolar, a pessoa que gosta de outros. No geral, estava sempre com ele, passava o tempo todo a falar com ele. Também percebi que, quando mais alguém se juntava a nós numa tarefa, ele chegou a afastar-se fisicamente! E a adoptar uma postura de puro silêncio. Aos poucos vi-o falar com outro colega, a sentir-se integrado... comecei a apaixonar-me sem perceber.

Entre nós começou a existir momentos de flirt mas... sem ter a certeza que era. Era ou não era? Era uma brincadeira, um trocadilho de palavras? Nem levei a sério. Já estava a germinar e eu, celibatária convicta, não estava nada à espera. Subitamente senti o cerebelo a enviar estímulos para outras partes do corpo e.... foi aí que tudo mudou. Porquê acho que nunca mais? Porque ele foi o único, em anos que chegou "onde nenhum outro chegou" : ao meu hipotálamo.  


Quando o nosso tempo juntos por imposição laboral estava por chegar ao fim, foi quando a insegurança dele começou a latejar forte - e eu não percebi. Também tinha as minhas inseguranças e receios a tocar música na minha cabeça... Mas as minhas diziam respeito ao futuro laboral. A respeito dele não tinha receios. Tinha a certeza de o desejar. Mas teria de ter uma conversa para nos definirmos. Longe dali. Num lugar reservado. Só que antes do dia terminar, ele fugiu. Foi embora, sem nada me dizer, sem se despedir. Começou aqui a fase do "vem atrás de mim". E eu fui... na medida do possível, já que só o podia alcançar através da tecnologia. Não sabia onde morava, só que era longe. 

Não disse o que ele queria ouvir, com as palavras que desejava. Mais palavras de reconforto e convite. E por isso cortou-me radicalmente. Enfim, resumindo a história, no último dia de trabalho meti na cabeça que não queria preocupações e pretendia trabalhar serena, despedindo-me dos colegas e trocando umas últimas palavras com todos. Ele ficou inseguro. Viu-me a falar com um, depois outro, depois outro... a insegurança a crescer. O ciúme despoletou quando agradeci um presente de um colega com um beijo no rosto. 

Ele pegou nas suas coisas e saiu porta fora. Nunca mais lhe pus a vista em cima.

O meu erro? Foi não perceber a sua insegurança, imaturidade. Não podia jamais mostrar-me simpática ou afectuosa com terceiros, não pelo menos, até o ter mais assegurado a respeito do que ele era para mim. Passei por uma Maria-vai-com-todos quando na realidade... estou mais para freira! 

Também não é justo para mim passar uma imagem daquilo que não sou. Podendo perder aquilo que quero. Não vou questionar se essa postura dele está correcta ou não. Não está, decerto. Mas não interessa. O que importa é que tinha um indivíduo inseguro e não fui sensível o suficiente para perceber o que não fazer. É uma das regras que encontrei num dos vídeos: Diz o "perito" que o homem afasta-se se vê a mulher a "flirtar" com outros caso esteja com ele. Disse inclusive, que é uma espécie de "teste" de fidelidade que os homens fazem antes de pedir a mulher em casamento. Ora, aqui temos um problema porque, sub-conscientemente, sou capaz de ter andado a praticar o mesmo teste, mas de forma inversa: procuro saber se o homem fica por perto e sente confiança nos sentimentos da mulher por ele, mesmo se vir a mulher a ter uma simples conversa com outro.

Incompatível?
Pois claro!!

É verdade, o "perito" tem toda a razão. Eles precisam mesmo de ter toda a sua masculinidade reforçada. Assente em terra firme. Sem isso, são inseguros. Sei que sou a mulher mais fiel deste mundo - nunca sequer pratiquei sexo com um desconhecido por uma noite, que deve ser divertidíssimo - para quem consegue. Cá estou eu: não posso brincar com isto! Só a alusão desta ideia é suficiente para "afastar" o interesse do ser do género masculino. Eles que fiquem lá com as "seguras" que depois também lhes metem os corninhos, Kkkkk.

O triste é saber que o que sou é o que ele quer e o que ele é é o que eu estava a precisar e tudo o vento levou.... 

Mas levou, está "levado" e agora, agradeço o milagre de me ter feito desaparecer o sofrimento e restaurado as minhas capacidades intelectuais para um estado normal. Se bem que me entristece que as hormonais já não "vibrem"... Dá a sensação que não vão vibrar nunca mais. É impossível. Não acredito mesmo. Ainda mais nesta fase tardia da vida. Quero dizer convicta: "desta água não beberei" mas... escaldei-me. 



10 comentários:

  1. Será que era só insegurança...ou ciúme doentio? Parece me que essa relação não ia fazer nenhum dos dois feliz!

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    1. É uma possibilidade Maria.
      Nunca sabemos. O que descobri é que temos de tentar para ficar a saber. Não se deve temer entrar numa coisa já a pensar que pode não ser bom... Se no momento é bom, é de aproveitar. Se a chama vai arder intensamente por pouco ou longo tempo, isso não importa. O bom é que arda!

      Abraço

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  2. O problema fundamental foi a falta de comunicação. Foi não terem dito o que sentiam. Ele viu que eras assim simpatica e atenciosa com toda a gente, então achou que o teu comportamento em relação a ele era o mesmo em relação a toda a gente. Por ser inseguro, achou melhor afastar-se. Talvez antes de sentir alguma coisa mais profunda e ficou com medo de não ser correspondido.

    É engraçado que aí somos opostas. Enquanto tu gostas dos calados e timidos, eu gosto dos faladores, convencidos e um bocadinho "bad boys". Lá está, porque os opostos atraem-se, eu acho piada num homem seguro, confiante e convencido (caracteristicas que eu enquanto mulher não possuo). Claro que depois lixo-me porque esse tipo de homens adora ter uma multidão de mulheres atrás e eu sou logo posta na friendzone porque aparecem outras mais atiradas e "disponiveis".
    Este ultimo era assim, tal como o anterior e o outro antes. lol

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    1. Oh Ana, acho que acertaste em cheio! E isso trouxe-me um laivo de saudade seguido de um tanto de tristeza pela oportunidade perdida.

      Se ao menos ele não tivesse mudado de ideias quando acordou em encontrar-se comigo, essa tal falta de diálogo deixaria de ser problema. Porque eu quis falar abertamente dos meus sentimentos - e descobrir os dele. Mas acho que acertaste em cheio ao concluir que ele afastou-se com medo de ser rejeitado. Jesus! Como agiu equivocado!!

      Por isso é que digo que o destino é sempre cruel comigo. Mais um dia... Só mais um, e sei que a olhar-me no rosto, ele acabaria por sentir segurança.

      Mas a vida é o que é...
      Uma crueldade, o sofrimento pelo qual passei! Tendo em vista que, ao que tudo indica, existiu interesse mútuo. É sádico. Histórias assim, só funcionam nos filmes. Na vida real a oportunidade não retorna. Filmes romanticos deviam ser filtrados por especialistas e censurados. Só os que não nos enchem de fantasias irrealistas deviam ser exibidos ao público.

      Sim, tenho uma tendência para gostar daquele tipo. E estou duplamente condenada. Porque é um tipo raro. Existem mais homens do teu tipo, do que do meu. O teu tipo não me atrai nem um bocadinho... Podem vir aos 100, aos 1000.... E é por isso mesmo que me sinto ainda mais condenada e lamento o desfecho. Aparecem uns... mais ou menos isto ou aquilo. Mas para me fazer despertar aquela sensação pelo corpo inteiro, é gradual e tem de ser construído assim... como estava a acontecer e nem dei conta.

      Não te invejo. Imagino o horror que deve ser apaixonar-mos por homens disponíveis para o sexo feminino. Não será altura de procurares algo no meio?

      Sinto falta dele. Do potencial que tem para ser um homem decente! Não fossem as suas inseguranças e ia adorar passar um tempo com ele, vendo-o crescer mais seguro de si. Eu passar-lhe-ia essa energia. Enfim...

      Fui vítima de magia negra, só pode. Coisas boas quando estou quase para prová-las, poem-se a milhas! Sejam relações, aquisições materiais, expectativas de emprego, tudo.

      Boa sorte!
      E pensa nisso de dar uma piscadela de olho para um tipo mais "no meio".

      Abraço

      Percebes por aqui o quanto estou condenada

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    2. Sim, realmente os do teu tipo são mais raros. O problema é que temos sempre tendencia a repetir padrões. Tu como és mais faladora, podes fazer com que os timidos se abram, já eu como falo pouco, se encontrar um igual a mim ficamos a olhar para o vazio ahahaha
      Um timido quando se abre, descobre-se um mundo desconhecido. Sabemos o que pensa, o que gosta de fazer e cada descoberta nova é uma maravilha.

      Já eu, dei por mim a pensar nessa coisa dos padrões repetidos. O primeiro por quem me apaixonei era lindo mas burro. Isso deixava-me desanimada porque quando ele falava, não saía nada de jeito. Ao menos era lindo e de boca fechada era um poeta ahaha. Sabia cozinhar, arrumar a casa mas vim a saber que tinha montes de "namoradas". Acabou.
      O segundo também era bom nas tarefas domesticas e até tinha a mania irritante de achar que cozinhava melhor que toda a gente ahahah Quando descobri que afinal havia outra, foi um choque enorme.
      Este ultimo, gostei dele pela paixão que sente pela musica (que o segundo tambem tinha e já agora o primeiro também). Gosto de gente apaixonada pelo que faz ou pelos hobbies que tem! Quando vi que tinha uma coleção gigante de fãs, mais especificamente brasileiras e boazonas, desanimei. Porém, o choque foi maior quando descobri que ele divertia-se com as outras enquanto a ex nao voltar para ele.
      Em comum todos têm o facto de serem independentes, bons donos de casa que sabem fazer de tudo e adoram musica. O pior é que adoram mulheres tambem...
      E eu estou cansada de ser enviada diretamente para a friendzone...

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    3. Oh Ana, lamento. Mais vale tentares fugir ao padrão. Experimenta. Fica só pelo bom cozinheiro! Larga o boémio, Eheh. Sabes, o meu dizia que sabia cozinhar e eu já estava a preparar-me para o por à prova... Nem deu tempo. Acho que ia apaixonar-me ainda mais. (Ai, que crueldade!! )
      Como já tinha eliminado da minha vida qualquer possibilidade de ser casal, naturalmente não estava nada à espera. Em tantos que tentaram, até de forma bem directa, este, sem perceber, caladinho, sem um indício de interesse óbvio, foi o primeiro a deixar-me neste estado. E isso tem um motivo: o padrão!
      Durante todos estes anos não me interessei por ninguém porque nenhum encaixou no padrão. E eu não percebi! Porque acreditava ter escapado às malhas de ser pessoa de “um tipo”. Isto porque o primeiro, calado, tímido, de quem gostei por um tempo, revelou-se um perseguidor.
      E temo que este foi o último de quem vou gostar porque:
      1º - é um tipo raro (ainda mais se não exibir características egocentristas passivo-agressivas)
      2º- é um tipo difícil de encontrar em homens maduros e mais comum de encontrar na faixa dos jovens (e eu não quero ser apelidada de cougard!)

      Sabes o que acho?
      Temos de aprender a nos valorizar.
      Tu pelos vistos já andas nessa estrada. Eu comecei os primeiros passos agora…
      Desejo-te que encontres um gajo fora-do-tipo e descubras o Nirvana!
      Ehehe.

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  3. Nesta fase tardia da vida...mas afinal que idade tem a menina? Não, não me diga.Eu sou das que acredito que não há idade para o amar, embora saiba que o amor vai mudando com a idade, e que nas fases mais tardias, o desejo sexual se substitui por uma maior ternura. O que a mim me parece muito francamente e desculpe-me se a vou magoar, é que a menina, nunca se amou a si própria como devia. Sempre se achou pouca coisa, e talvez por isso foi afastando de si as pessoas que realmente valiam a pena. Ame-se, valorize-se, pense que em qualquer lugar da terra, anda alguém especial à sua procura e fatalmente as coisas acontecerão. Apesar da "sua idade" os meus setenta e tais, os muitos anos de trabalho com vários homens, o minha relação amorosa de 55 anos, têm-me mostrado muita coisa. Sabe eu tenho um irmão prestes a fazer 70 anos, um génio com as mãos, capaz de fazer uma parede, fazer uma instalação eletrica, fazer uma mobília ou arranjar um motor de um carro. Mas a nível de sentimentos muito inseguro, e por isso está solteiro, apesar de ter tido algumas relações que nunca deram certo. A insegurança atrai insegurança, medo, ciúmes e nada dá certo.
    Abraço e me desculpe. Se quiser pode apagar o comentário eu não levo a mal.

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    1. ALguma vez apagaria um comentário sincero e respeitoso? Não! Se não quisesse ouvir verdades, também não as expunha. Não sou pessoa que só quer que me "lambem as feridas". Isso pouco ajuda. Aprecio a autenticidade.

      Isto dito, não levaria a mal nenhum comentário como o seu e menos ainda sendo seu. Não conheço a Elvira pessoalmente mas respeito e admiro a sua sagacidade e talento.

      Tem razão. Sempre permiti que as pessoas passassem das marcas comigo. E isso acaba por alterar a forma como nos valorizamos. Consigo ser as duas coisas, segura ou cheia de dúvidas. Sou também alguém que apoia os outros mais do que a mim mesma, está na minha natureza. Mas não sou tão simpática comigo mesma. A minha idade? Faz bem em dizer que não quer saber ahah! "Já passei dos 30" - é essa a resposta que vou usar para o resto da vida eheh.

      faço isso não por me envergonhar ou querer esconder os anos mas por ter passado a vida a escutar outros a falar dela e a ditar o que devia fazer e não fazer, vaticinando "tens tempo para" seguido de "já não tens idade para". Depois comecei a escutar referências à idade nas candidaturas a empregos. Por isso, decidi passar um traço em cima e para mim, a idade é algo indiferente para se levar o dia a dia ou comunicar com as pessoas. Só a equaciono quando se trata de factores biológicos. De resto, sou como os "antigos". Nasciam num dia de Março "há muitos anos" Kkkk.

      Publiquei este post de madrugada e depois tirei-o. Ontem de noite voltei a disponibilizá-lo. Pode ser que no futuro, não queira mais ver esta história disponibilizada tão publicamente. Por enquanto, não vou ter pudores a respeito.

      Obrigada. Vou também espreitar o seu link.

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  4. https://www.youtube.com/watch?time_continue=277&v=Ud0wCOjkd-g&feature=emb_logo

    Gostaria que visse
    Abraço

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    1. Está visto, Elvira.
      Já disse antes aqui que cresci só a receber criticismo, não existiram muitas manifestações de afecto. SEI que isso tornou-me uma pessoa mais incapaz de o demonstrar. ELE, a mesma coisa. Nessa parecença mútua resultou o nosso desencontro. Com uma diferença: eu estava a querer ter esta conversa franca em que lhe ia dizer como me sentia. Foi quando ele "fugiu". Quando é preciso, sou de enfrentar as situações. É raro virar as costas e fugir delas, prefiro lidar com o "touro de frente".

      Mas acertou em cheio. Foi algo que percebi no instante em que comecei a verter lágrimas sem parar por o ter visto ir embora. Percebi que ele era a minha prioridade e devia ter sido clara e objectiva DE IMEDIATO. Fiquei à espera daquele "momento a sós", que até então tinha sido disponibilizado, só que ele não chegou. Ao invés de aguardar, devia tê-lo chamado à parte de imediato.

      Mas nós não adivinhamos as coisas e... a minha experiência não é farta o suficiente para me ter disponibilizado o alerta.

      Obrigada.
      Acredite eu sinto que isto acabou por me ajudar.

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